História Dear Justin - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Miley Cyrus
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Drama, Justin Bieber, Miley Cyrus, Romance
Exibições 24
Palavras 2.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OI OI OI! ♥♥♥
Olha quem está de volta????
Esqueçam o Capítulo anterior do aviso e aproveitem a continuação da história.
Nessa foto, a mulher ao meio do J e do Scott é a "madrasta" da Pietra, ok gente???
Boa leitura e não esqueçam de ler as notas finais.

Capítulo 33 - Stepmother


Fanfic / Fanfiction Dear Justin - Capítulo 33 - Stepmother

"Man, fuck your pride, just take it on back, boy hurting bad man, and it hurts inside when I look you in your eye.  I've been waiting up all night. Baby, tell me what's wrong go on and make it right."

 

Faria alguma diferença se eu falasse para ele como é um porre conviver todos os dias com o coração apertado por não o ter perto de mim? Mudaria algo se eu contasse a ele que o seu sorriso era um dos motivos que me faziam ainda estar de pé? Que todas as vezes que estávamos próximos eu tentava memorizar ao máximo cada momento para guarda-los no meu coração e que de todos os amores que poderiam lhe oferecer, eu lhe entrego o meu, que é puro e verdadeiro e que durará para sempre. Mudaria algo se ele soubesse disso tudo?

Eu estou assistindo de camarote minha vida desmoronar, a dor da perda apertar meu peito e a rejeição de um garoto consumir o restinho de coisas boas que ainda me restam.

Encarei-me mais uma vez no espelho antes de sair do bendito quarto, Scooter havia convocado a todos para um jantar, no qual ele nos contaria uma grande novidade, e algo me dizia que eu não ficaria tão feliz assim por ele.

Abri a porta e fiz todo um percurso até o Restaurante do Hotel. Dois homens vestidos socialmente me encaminharam até a grande mesa reservada a toda nossa equipe que estava hospedada no hotel. Me sentei na cadeira reservada a mim. No meu lado direito sentaria meu pai e no meu esquerdo, Ryan Good já ocupava seu lugar. Aos poucos todos chegavam e ocupavam seus devidos lugares e com isso eu incluo Justin, seus amigos e Scooter com uma bela mulher. Assim que eu observei melhor a feição da loira à minha frente, deduzi que já a conhecia e me lembrava muito bem de onde.

Resolvi ficar calada à espera do pronunciamento de Scooter.

Logo o garçom apareceu trazendo-nos saborosos pratos típicos de Bahamas. Vez ou outra eu soltava uma gargalha pelas brincadeirinhas que os marmanjos* já com a língua mole falavam. Após todos ficarem satisfeito o garçom reapareceu substituindo os pratos vazios por tigelas com sobremesas. Scooter finalmente se levantou fazendo com que todos os encarassem curiosos.

– Eu estou muito feliz com a presença de todos aqui. – Começou. – Agradeço ao The Reef por reservar essa noite a nós. OK, vamos direto ao ponto. – Scott respirou fundo parecendo ganhar coragem para falar. – Essa daqui. – Ele apontou para a mulher loira a minha frente. – É a Sara, minha mais nova namorada.

Senti o sorvete que eu havia acabado de engolir revirar no meu estômago. Pisquei várias vezes meus olhos até que finalmente questionei:

– Namorada?

– Sim, meu amor. Já conversamos sobre isso lá em Atlanta, lembra? – Meu pai me respondeu, soltando seu maior sorriso. Balancei a cabeça de um lado para o outro achando que aquilo era algum tipo de brincadeira para cima de mim.

–Você só pode estar de brincadeira comigo, pai! Minha mãe faleceu á dois malditos meses. – Me levantei da cadeira e apoiei minhas mãos a mesa. Todos mantinham seus olhares fixos em nós dois, e eu podia perceber que meus olhos estavam cheios d’água e isso me deixava cada vez mais nervosa.

Scooter ajeitou a gravata impecável no seu corpo pigarreando e sussurrou para que só eu ouvisse:

– Por favor, Pietra. Você está fazendo um escândalo desnecessário. – Olhei para todos que continuavam a assistir toda nossa briga sem questionar.

– Minha vó tinha toda razão sobre você. Pode ficar com sua nova família, afinal emprego e aparência são tudo para você, né papaizinho? – Ameacei sair da mesa, mas Ryan me segurou e fez com que eu me sentasse na cadeira.

– Você está muito nervosa, fique calma. – Pediu Ryan, enquanto me olhava com piedade no olhar.

– Eu preciso sair daqui. – Respondi me levantando.

Caminhei com dificuldade até a saída do Restaurante, onde os mesmos homens muito bem vestido me aguardavam já com a porta aberta. Provavelmente escutaram toda a confusão. Nem me importei com os olhares curiosos, apenas me distanciei de tudo e todos. Continuei a andar em direção à praia deserta, onde ninguém poderia me incomodar de forma alguma.

Tudo isso só podia ser um pesadelo no qual eu já não via a hora de acordar.

Caminhei a praia de ponta a ponta sem ser interrompida por alguém. Já haviam se passado duas longas horas desde o ocorrido, ninguém se quer veio atrás de mim ou ligou para saber onde eu estava. Continuei andando na direção da entrada do Hotel, chamei o elevador e subi para a cobertura. Assim que a porta foi aberta eu desejei que ela se fechasse novamente e me levasse para bem longe dali. Justin, Chaz e Ryan estavam seminus enquanto sentavam ao redor da mini mesa de estar, haviam mais três garotas com eles, elas usavam shorts/saias e na parte de cima, cada uma vestia um sutiã de cor diferenciada – um chamando mais a atenção do que o outro. Encima da mesa havia cartas, bebias alcoólicas e um cinzeiro.

Respirei fundo e sai de dentro do elevador passando apressada por eles.

– Oi, gatinha. – Chamou Chaz. – Vamos jogar? – Convidou ele. Pelo jeito que ele falava, percebia-se de longe que ele já estava totalmente embriagado.

– Não estou muito no clima, Chaz. Obrigado – sorri e acenei para ele continuando o meu caminho até a porta do meu quarto.

– Eí! – Uma voz rouca soou atrás de mim e eu bem reconheceria essa voz de longe. – Belo show lá no Restaurante. – Justin debochou.

Meus olhos se encheram de lágrimas de imediato, então agora eu era motivo de piada para ele?

– Porque você não me erra? – Retruquei tentando deixar minha voz o mais firme possível. Mostrei o dedo do meio para ele e continuei a caminhar, os garotos começaram a rir e falar tolices á Justin que soltou alguns palavrões para mim.

Entrei no maldito quarto e joguei a outra bota longe – já que em um pé eu ainda usava a ortopédica, me sentei em um sofá que tinha ali e respirei várias vezes fundo para não chorar. Peguei algumas almofadas que tinham perto de mim e as joguei para longe de mim, fazendo o mesmo com todos as outras que estavam espalhadas pelo quarto, deixando o mesmo totalmente bagunçado. Meu pai estava sendo muito injusto com minha mãe e comigo, ele não podia fazer isso com nós duas. Se ele estava pensando que eu aceitaria essa idiotice de namoro estava muito mal enganado.

Passei as mãos sobre o meu rosto borrando a pouca maquiagem que havia no mesmo, abaixei o zíper do meu vestido arremessando-o para longe e me deitei na cama desarrumada demorando uma eternidade para pegar no sono.

Senti algo me chocalhar e uma claridade terrível vir de encontro com meus olhos assim que os abri.

– Acorda. – A mão áspera me chocalhou mais um pouco. – O que aconteceu por aqui? – Me levantei e cobri meu corpo com a colcha da cama assim que notei a presença de Scooter. – Responde Pietra. – Insistiu ele, sacudindo meus ombros.

– Eu... – Fechei meus olhos tentando assimilar as coisas, Scott estava com uma péssima expressão no rosto. – Eu não sei. – Respondi por fim, tentando me esconder de baixo das cobertas.

– Como você não sabe? Tem mais alguém aqui com você? – Perguntou ele, vasculhando o quarto.

– Não! Para com isso Scooter. – Pedi me levantando enrolada na colcha.

– Eu sou seu pai, me respeita garota. – Repreendeu segurando firme nos meus pulsos. Tentei desvencilhar meus braços de suas mãos fortes, mas todas as tentativas foram em vão.

– O que deu em você? Porque está me tratando assim? – Perguntei, sentindo algumas lágrimas quererem descer dos meus olhos.

– O que você fez ontem passou dos limites, Pietra. Você vai aceitar Sara, quer você queira ou não. – Ameaçou ele finalmente soltando meus pulsos.

– Eu nunca vou aceitar ela, ela nunca vai tomar o lugar da minha mãe. – Gritei contra ele. Peguei o vestido que estava jogado ao chão e o vesti com rapidez, deixando de lado a timidez, afinal ele era meu pai e não teria problemas em me ver vestindo uma simples lingerie.

Peguei meu celular que se encontrava jogado na cama e saí apressada do quarto deixando Scooter só. Assim que meu pé tocou o piso gelado do corredor da cobertura eu me arrependi por não ter procurado um sapato, mas ignorei esse fato e continuei caminhando firme até as escadas da parte de trás do hotel que dava até a praia, como sempre. Era o único lugar para ir, pois todos os outros havia muita movimentação e ninguém precisava ver meu estado.

O dia já estava escurecendo, então deduzi que eu passei o dia inteiro dormindo.

Deixei algumas lágrimas escorrer pelo meu rosto enquanto caminhava na areia fina da praia. Encarei a tela do meu celular que marcava exatamente 22hrs, já era bem tarde e a praia que de dia já era vazia, agora a noite então se encontrava deserta. O barulho do mar e o vento que soprava contra meu rosto pareciam me proporcionar um breve alivio por estar finalmente sozinha para pensar sobre tudo o que estava acontecendo.

Você não me deixa em paz mesmo. - Ouvi uma voz rouca resmungar logo á minha frente.

– Eu nem vi você aí. - Respondi para Justin, que se encontrava sentado na areia. Ele revirou os olhos e resmungou algum palavrão contra mim, no qual eu nem me dei à importância de escutar ou revidar, apenas continuei a caminhar o deixando para trás.

– Eí! - Justin gritou assim que eu me distanciei dele. – Não me deixa falando sozinho, garota. - Resmungou entre dentes. Arqueei as sobrancelhas realmente não entendendo a sua atitude.

– Achei que não suportasse minha presença.

– Realmente, eu não te suporto. - Respondeu revirando os olhos e voltando a se sentar. – Quer? - Perguntou se referindo á uma garrafa de cerveja.

Esse garoto é bipolar ou o que?

– Eu não bebo. - Justin revirou os olhos.

– O que a menina certinha faz aqui á uma hora dessas? - Perguntou com um sorriso debochado nos lábios.

– Pensando na vida. - Ele assentiu voltando a beber. – E você?

– Esperando drogas. - Arregalei meus olhos surpresa com sua sinceridade e ele riu. – O que foi? Queria que eu mentisse? – Neguei com a cabeça abraçando meu corpo, tentando me proteger do frio. – Você está triste por causa da Sara? – Perguntou arqueando as sobrancelhas.

– Para que você quer saber? Você não dá a mínima mesmo... – Respondi á ele que soltou uma gargalhada alta.

– Você é espertinha. – Ele apalpou o chão ao seu lado e fez gesto com a cabeça para que eu me sentasse. – Sara é legal e também é bem gostosa.

– Você está cobiçando a mulher do seu empresário? – Arqueei as sobrancelhas e ele riu negando.

– Não, mas eu também não sou cego. – Revirei os olhos e abracei meus joelhos. O único barulho que se ouvia era das ondas do mar e vez ou outra de Justin bebendo. Um homem alto vestido de garçom se aproximou de nós apressado, tirou dois envelopes do bolso e jogou aos pés de Justin e sumiu rapidamente das nossas vistas.

– O que é isso? – Perguntei curiosa.

– É a minha encomenda. – Respondeu sincero, abrindo o envelope e “checando” se estava tudo certo.

– Porque você usa essas coisas? Você não precisa disso, você tem tudo.

– Porque você não morre? Eu faço o que eu quero da minha vida e você não tem nada a ver com isso. Me deixa em paz. – Encarei os meus pés para poder esconder meus olhos repletos de água. Notei que ele estava de pé e se distanciava aos poucos de mim, então levantei a minha cabeça. Justin olhou para trás e na mesma hora eu deixei algumas lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Primeiro Scooter entra no meu quarto me falando coisas terríveis me magoando ao extremo, e agora, parece que Justin estava disposto a quebrar o resto que faltava do meu coração. – Porque você está chorando? – Perguntou ele, puxando meus braços para cima, fazendo-me ficar de pé. – Responde caralho!

– Me deixa! – Gritei puxando meus braços de volta e caminhando para longe dele, eu não queria responder suas perguntas ou permanecer perto dele, eu sabia que as coisas que ele tem para me dizer, me deixariam muito pior do que eu já estava.

– Você está chorando porque não quer que as pessoas ao seu redor sigam em frente! Como você está aí jogado no fundo do poço, quer que o mundo ao seu redor também permaneça assim. Mas me deixa te dar um recado, o mundo não vai parar por sua causa, garota mimada. – Abri minha boca e fechei a mesma várias vezes tentando assimilar todas as suas duras palavras, meu peito doía e as lágrimas não paravam de descer pelo meu rosto. Belisquei meus antebraços tentando fazer que todo aquele pesadelo acabasse.

– Isso não é verdade. – Retruquei entre soluços. – Eu não sou isso, e eu não estou tentando impedir alguém de ser feliz. – Gritei, Justin me olhou com sua pior expressão. – Se você acha que ser feliz é viver com uma mulher vulgar e sem modos ou usar drogas e bebidas...

– Mulher vulgar e sem modos? Você conhece ela? Já sentou e conversou com ela? – Ele me questionou enquanto segurava firma em meus braços, dessa vez Justin tinha razão. Eu estava julgando a mulher sem ao menos conhecer ela. – Não né. Então lava a sua boca antes de falar algo assim dela! Se você pelo menos ficasse até o final daquele maldito jantar, saberia do que eu estou falando. – Ele largou os meus braços e me deu as costas, logo sumindo do meu campo de visão.

Cai sentada ao chão e continuei chorando, pensava em cada mínima palavra que Justin havia me dito. Por mais que ele estivesse certo, eu não queria ouvir aquelas palavras, eu não precisava ouvir aquilo. Não neste momento.

Tirei o vestido do meu corpo e joguei ele na areia fina e caminhei com dificuldade até a água gélida do mar, talvez morrer fosse realmente a resolução de todos os meus problemas...

 

Continue...


Notas Finais


SIGNIFICADO DE MARMANJO*; substantivo masculino; 1.infrm. homem adulto.; 2.infrm. menino ou rapaz robusto, corpulento

E aí gostaram?
Será que a Pietra vai conseguir cometer suicídio? :(((((
ATÉ O PRÓXIMO ♥


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