História Dear Rabbit - Na Toca Do Lobo - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Lemon, Suspense
Visualizações 31
Palavras 1.990
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ai você, cujo tem três fanfics para terminar capítulo, resolve fazer o que? ISSO MESMO, POSTAR OUTRA HISTÓRIA HASUAHSUASHASU
GENTEM, escrevi uma one que estou simplesmente in love com ela, o nome é Você e Felicidade, São Sinônimos e para ter ideia to bolando um plano para conseguir imprimi-la ahsuashau, então quem quer dizer dar uma olhada já tá lá, linda e glamourosa <3

Aviso: Prepare o coração para esse e os próximos caps, porque é agora que o bicho pega

Boa leitura!

Capítulo 19 - Mudança


Capitulo 18 - Mudança

Cheguei em casa um pouco mais tarde que o normal e meio ansioso. A casa inteira estava acessa e já sabia o que me esperava, mas não me sentia lá muito preparado. Algo me deixava em alerta.

-Leon! - me saudou saindo do quarto, carregando vários carreteis de linhas consigo - Achei isso no seu armário, posso usar?

-E para quê? - perguntei confuso ao ajudá-lo ao que um dos carreteis caiu no chão, pondo de novo em seu colo.

-Quero fazer... - ele sorriu baixando o olhar - Algo especial! Posso?

-Como quiser. - balancei meus ombros e saí de perto colocando minha mochila no sofá - Mamãe costurava, mas como nem sabe mais como segurar uma agulha acho que não irá se importar.

-Ah-h! - ele se engasgou levemente, logo virando o rosto - M-me desculpa, não queria...

-Tudo bem. - balancei os ombros - Essa ferida já se curou.

E me joguei no sofá, de rosto para baixo. Sabe quando você está tão cansado que suas costas pedem arrego quando deitam, doendo até o osso? Foi essa dor gostosa que senti, até que melhorou ainda mais quando senti duas mãos massageando-as.

-Você parece tão cansado... - ele murmurou, as mãos subindo em encontro com a minha nuca, logo escorregando para baixo de novo -... Você está bem?

-Humnmngh - murmurei em um idioma desconhecido - Ah, continua...

Puxei a minha blusa e a joguei no chão. Lupus sentou nas minhas coxas e logo senti seus dedos acariciarem com carinho aquela parte, logo passando a jogar o peso sobre as mãos. Era tão gostoso sentir aquele sobe e desce pela minha coluna onde ele rodava as mãos em círculos que a sensação era de um peso saido dali.

Crack!

Ah, isso é maravilhoso...!

-Melhorou? - o ouvi perguntar e assenti grogue - Por que está tão preocupado?

Senti seu corpo colar ao meu, me abraçando por trás, enquanto suas unhas arranhavam o meu torso. Só sua presença já me acalma, como uma espécie de tranquilizante, e tudo que antes era um terrível empecilho não parece tão ruim agora.

-Começou a nevar e não tenho dinheiro para comprar pneus... - resmunguei -... Minha faculdade está com pagamento atrasado e a conta de água veio nas alturas... E tô quebrado.

-Hum... - ele me beijou na nuca, me causando um arrepio - Eu posso te ajudar com algo?

-Não se preocupe, eu vou dar meu jeito... - comecei a me virar e ele me ajudou, logo se escondendo em meus braços - Você viu o Pondero esses dias?

-Nada... - murmurou em resposta - Já faz uma semana, né?

Acariciei seus cabelos e logo o ouvi resmungar baixinho, onde passei a beijar. Ele parecia tão inocente que não conseguia pensar que poderia entender. Talvez quando for mais velho.

Com esse pensamento acabei dormindo com ele devolvendo meus beijos.

 

*

 

Era um domingo no qual ele dormia na minha cama, já que havia acordado cedo e ele parecia sentir muito frio no chão agora que a neve piorava lá fora. Durante as noites Lupus tem uivado e isso me preocupado, mas sempre que pergunto ele desvia do assunto, então decidi deixar de lado por enquanto.

Tentei voltar a me concentrar nas contas dispostas na minha frente, mas minha preocupação estava em Pondero. O espírito não apareceu desde a festa, mas Musali afirmou que não deveria me importar, ele só estava se recuperando. Segundo ela, Pondero utilizou muito aquela forma da garota e agora suas células precisavam descansar antes de assumir uma nova forma. Mesmo assim, era ruim pensar sobre isso.

Suspirei jogando aquela papelada longe, perdido. 

Lupus se aproximou e deitou a cabeça na minha perna, me segurando pela calça.

-Você está tenso de novo. - o ouvi resmungar com a cabeça deitada nas minhas coxas - Está tudo bem mesmo?

Não respondi.

-Tem algo que...

-Não. - o cortei, acariciando seus cabelos - Eu vou dar meu jeito.

-Mas eu quero te ajudar!

Suspirei e tentei convencê-lo:

-Ainda não quero ajuda. Confia em mim, eu vou sair disso... - e quis acrescentar o "sozinho", mas deixei que ele entendesse por si.

Ele me encarou durante um curto período de tempo, até quebrar o silêncio perguntando:

-Você já comeu alguma coisa? 

-Hum... Não.

Então se levantou com os cabelos arrepiados e à passos curtos jogou o café frio pelo ralo e se pôs para fazer algo para mim, provavelmente "tentando me ajudar". Com o tempo que passava aqui, acabou por conhecer a minha casa melhor que eu, e agora preparava uma espécie de chá com uma planta morta da floresta. Um ponto a ressaltar sobre ele: Um homem das cavernas, mas com um dom maravilhoso para comida. Seus chás e comidas excêntricas são deliciosas.

-Sabe... - comecei ao que ele terminou de fazer um sanduíche e cortá-lo ao meio no prato -... Não precisa disso tudo. - me deixou em um vácuo tão profundo que emendei sarcástico: - Obrigado pela atenção.

Ele continuou inerte em seu afazer e eu, parado, observava seus movimentos rápidos. Após preparar o sanduíche, pôs em cima de uma bandeja, um pires sob uma xícara também foi delicadamente posto ao lado do prato e despejou uma dose gorda do chá de um amarelo bronze. Fitei seu rosto que possuía um rosa claro nas bochechas enquanto deixava o café da manhã na minha frente, bem em cima das folhas de contas que tiravam meu sono. Sorri agradecido, embora isso tenha-o feito ficar ainda mais rubro.

Lupus sentou do meu lado e, mesmo que tenha roubado metade do meu lanche, ainda o agradeci pelo carinho. 

Aquele ato me fez lembrar de quando Musali disse que ele é sentimental, mas tem receio de dizer, e percebi que ele gostava mais de agir do que de falar. Sua ação demonstrava um grande zelo e que estava dando seu máximo por mim.

-Leon, você entra no cio? 

Engasguei com o chá e cuspi num pano antes que descesse pelo nariz. O encarei corado, lembrando da noite conturbada que tive há alguns dias e corando ainda mais.

-O que é isso de repente?! 

-É que... Teve uma noite... - ele começou a pensar antes de dizer, e isso não é lá um bom sinal -... Seu cheiro ficou forte de repente, e como meu corpo reagiu...

-O que quer dizer com reagiu

Ele engoliu em seco, como se o tivesse posto contra a parede. Esperei por uma resposta embora já soubesse qual seria, e como não veio, o respondi:

-Não, Lupus. Humanos não entram em cios. E tenho certeza que se entrássemos, não seriam os 'machos' da espécie.

Ele desviou o olhar e começou a batucar na mesa, então coçou o cabelo e saiu de perto, o rosto completamente vermelho.

E o pior é que eu também estava rubro.

 

*

 

Quando a noite chegou, Lupus fingiu dormir no sofá e resolvi deixá-lo lá, para poder ter meu quarto somente para mim. Não que desconfiasse que poderia me machucar, mas dei um jeito de trancar minha porta e emperrar minha janela. E, mesmo sem sonho, acordei quente de novo.

Com as pernas fechadas, olhando para o teto, não queria nem pensar na probabilidade de me tocar, ainda mais se fosse pensando sobre ele. Porque eu sei que se eu começar, meus pensamentos vão fluir para Lupus e coisas constrangedoras o envolvendo. Mas tapar os olhos, virar na cama e pensar em qualquer coisa não estava funcionando.

Suspirei pela quinta vez na noite ao perceber que não conseguiria mais dormir, e me levantei para dar uma volta ou qualquer coisa que me desse sono.

-AI! - bati num ser que estava na porta do meu quarto e que me fez cair perto da porta do banheiro - Lupus?!

-Och...! - reclamou apertando a barriga onde havia sido chutado - O que está fazendo?

-O que você está fazendo! 

O vi recuar irritado, se encolhendo tanto pelo frio quanto por desgosto.

-O sofá está frio, e quando vim para o seu quarto, a porta estava trancada. - dizia com a voz magoada ao mesmo tempo que sua frase ficou parecida com uma afronta - Está com medo de algo, Leon?

Deveria me sentir orgulhoso por finalmente ter entendido como usar o sarcasmo e a pergunta retórica, mas estava ocupado me sentindo culpado pelos mesmos motivos.

-Não, eu só tranquei porque... - ele virou o rosto bufando. Suspirei e passei as mãos nos meus cabelos. Ok, foi burrada. É claro que Lupus sabe que é por causa dele, e isso acaba se tornando um "Olha, eu te beijo e coisa e tal, mas tenho medo de você." - Você quer dormir no meu quarto?

-Pensei que fosse óbvio. - respondeu seco.

Ele estava magoado de verdade.

Depois de suspirar bem pesado, decidi dar um voto de confiança.

-Quer... Dormir comigo? - ele olhou para mim e balançou os ombros.

Mesmo que tenha tentado parecer desinteressado, me acompanhou para a cama onde deitamos. Ficamos mais ou menos meia hora de costas ao outro, até que, quando estava prestes a dormir, um braço passou lentamente pela minha cintura. Fiquei calado e ele interpretou como uma permissão, grudando seu corpo ao meu, nossas pernas virando um bolo debaixo do edredom. Senti seu nariz fazendo carinho no meu pescoço enquanto me apertava contra seu corpo.

Mas por algum motivo não me sentia bem como deveria. Na verdade, chegava até mesmo a me sentir culpado.

 

*

 

-Tem certeza disso? - a atendente da faculdade perguntou ao me entregar a papelada.

-Bem, é melhor parar agora do que ficar afogado em dívidas. - respondi procurando os campos onde deveria assinar.

Mesmo com a minha resposta, ela não cedeu:

-Poderíamos negociar.

-Não, é melhor assim. Quando tiver dinheiro posso voltar, mas por enquanto... - li em uma cláusula o preço e quase esqueci do que estava falando - Enfim, é só uma pausa.

-Mas falta só um ano...

Concordei, mas não disse nada e entreguei as folhas. Depois de uma despedida curta saí em direção ao estacionamento. Estava quase chegando quando ouvi um grito na minha direção e Perla apareceu, carregando uma montanha de livros, vestida em um montanha de roupas de inverno.

-Ei! - ela parou um momento para ofegar pelo peso que carregava, uma fumacinha branca saindo pelo frio.

-Precisa de ajuda? - ela negou com a cabeça e sorriu.

-E aí, o que faz aqui nessa hora? O seu ano letivo não terminou?

-Sim, semana passada. - tentei sorrir, mas estava triste demais para isso - Tranquei o meu curso.

-O quê?! - ela perguntou abismada - Mas porquê?

-Meu dinheiro não está dando...

Ela ficou um pouco estática, até me segurar pelo ombro.

-Podemos dar um jeito! Tenho certeza que o Elijah vai querer te ajudar, e eu também posso...

-Perla, não. - tirei sua mão de meu ombro e a segurei - Agradeço muito, mas não quero que você gaste seu dinheiro comigo.

-Mas é o seu sonho!

Sorri pequeno e peguei metade de seus livros.

-É só até conseguir um pouco mais de dinheiro. Agora, para onde quer que carregue isso?

-Biblioteca. - ela suspirou - Parece que minha rotina é faculdade e biblioteca pública...

Depois de deixar na sala, voltei para o estacionamento onde pilotei para casa sem nenhum imprevisto a mais.

Quando cheguei, fui recebido com um uivos e patadas no peito, onde ele alcançava em pé. Na mesa tinha pratos arrumados e comida quente, a lareira estava acessa. Inspirei profundamente e abracei o pescoço de Lupus, que pôs o rosto estendido no meu ombro, e pude ouvir seu coração batendo rápido. Estava me sentindo em casa como jamais me senti, mas ainda havia um gosto amargo, como um presságio ruim que parecia prestes a acontecer.

Escondi meu rosto em seus pelos e pedi que me dessem apenas um pouco mais de tempo daquela paz antes de um novo tiro de choque.

 

 

 


Notas Finais


E olha que os tiros virão em breve ~risada do mal~

Gostaram? O próximo será ainda melhor ~moon face~ Podem comentar que respondo com amor <3 O próximo deve sair dentro de quinze dias, como o esperado ^^

Até o próximo \o/


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