História Dear Rabbit - Na Toca Do Lobo - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Lemon, Suspense
Exibições 21
Palavras 1.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá! Voltei!

Disse a mim mesma que não demoraria, mas meio que tive que ajeitar algumas partes e demorou mais do que imaginava >...< desculpe!

Enfim, mais um capitulo e não esperem entender tudo, mas logo vocês entenderam as tretas que acontecem! ^^

Boa Leitura!

Capítulo 2 - O Lobo Azul


Capitulo 1 - O Lobo Azul

 

Ele batia a caneta no caderno levemente, observando um lobo em uma guia aberta no notebook. O professor continuava a falar, mas ele não prestava atenção.

No fim, desistiu de anotar e abaixou a tela, tentando não pensar na probabilidade de estar louco. Na verdade, queria simplesmente deixar para trás o que passou. Um dia numa floresta, para voltar machucado e ainda ter pessoas que não acreditam em sua palavra. Um médico murmurou algo sobre distúrbio mental para um colega quando ele apenas começou a historia sobre o machucado na perna, o que fez Leon a distorcer de modo que nem ele conseguisse acreditar, em uma medida desesperada de não ser mandado para uma análise mental.

-Isso é tudo. - disse o professor da classe. - Liberados.

Ele se levantou para arrumar os cadernos na mochila de ombro, quando ouviu a voz do professor a suas costas.

-Menos Leon, por favor.

As pessoas continuaram a passar ao seu redor, sem nenhum tipo de preocupação. Respirou fundo e ajeitou a mochila, descendo as cadeiras da faculdade. Era uma sala grande e circular, com o professor lá embaixo tendo uma mesa e um tipo de bancada com microfone, a qual ele não precisava usar com a autoridade que tinha.

-Sim, professor? - parou em sua frente.

Era um homem de idade, cabelos grisalhos com um óculos fundo de garrafa. Usava um blazer antigo e calças sociais, os típicos professores de faculdade. Mas ao contrario de muitos, ele podia ter cem alunos em cada sala, mas conseguia se lembrar dos nomes de cada um deles.

-Faltou uma semana inteira, - ele começou - aconteceu algo?

-Eu machuquei minha perna numa das minhas caçadas.

-Ainda não está na época de caça. - o repreendeu, acusador.

-Ah, eu sei disso professor. - desviou o olhar. - Eu não ia "caçar" caçar, sabe?

-Sei que você não é alguém que quebra as regras. - sorriu, mas logo o encarou seriamente - Espero que tire notas boas na minha prova, a do trimestre passado foi um...

Ele viu que ele estava tentando achar uma palavra que não o magoasse.

-...desastre? - Leon completou, mas ele balançou a cabeça.

-Não ia dizer isso.

-Mas pensou. - murmurou, o olhar fixado ao quadro em suas costas. Antes que o professor pudesse dizer que não, continuou: - Eu prometo senhor, eu vou me dar bem nesse.

-Eu espero. - quando Leon já ia passando pela porta, o homem disse: - Espero que sua perna melhore!

"Espero que minha mente também" pensou, mas tratou de afastar esse pensamento de sua nebulosa mente, mancando para o estacionamento.

Antes de pôr o capacete, colocou os fones de ouvido e ligou a musica, subindo na moto e acelerou em direção a casa.

*

Depois de quase quarenta minutos chegou na frente da casa de madeira.

Desceu da moto resmungando, a perna começando a latejar. A casa era velha, com o assolho rangendo e sempre tinha goteiras não importa quantas vezes consertasse, porém matinha o aconchego e beleza desde que fora construída por seu avô materno.

A casa era pintada de branco por fora, precisando de retoques. Entrou pelo corredor que levava aos quartos, banheiro e cozinha, andando até o corredor se abrir em uma sala, com uma mesinha de centro de madeira com flores de plastico, dois sofás a lados opostos da mesa e uma estante cheia de bugigangas encostada na parede.

O sol começava a se pôr, a luz atravessando as cortinas brancas e finas que tapavam as janelas trancadas, dispostas entre uma lareira apagada.

Ele abriu as cortinas e deixou o ar fresco entrar, dando um ar a casa.

Era sombrio morar ali sozinho. Quando olhava para a janela do quarto, podia ver a entrada da floresta e até ouvir as corujas piando. Pensou em vender a casa e comprar algum lugar perto da faculdade ou do emprego, mas não conseguia pensar nisso sem lembrar de sua mãe.

O que era algo irônico, pois ela mesma iria esquecer dele em breve. Estava velha, se esquecendo gradualmente das coisas, e então ele percebeu que não havia outra opção além de interná-la.

Se debruçou a janela, lembrando de como era não se sentir solitário.

Foi interrompido por mais um latejo em sua perna, gemendo baixinho.

-Droga. - reclamou para si mesmo.

Saiu se arrastando até o banheiro. Sentou na privada, puxando a calça larga para cima. Depois do sonho maluco que tivera, passou quase um dia no hospital, limpando e dando pontos em seu machucado.

Quando perguntaram a ele como havia conseguido, ele acabou por dizer que um animal o havia mordido, mas não fazia ideia de qual, por que não se lembrava. No fim, não existia animal algum que morderia daquela maneira e tivera que mentir.

Era um rasgo diagonal, então acabaram por pensar que foi feito por garras afiadas. Mas era dai em diante que complicava.

Quando chamou a ambulância, o corte sangrava e estava péssimo, parecendo que abria mais e mais, mas não sentia a dor infernal que deveria estar sentindo. Se lembrava do enfermeiro perguntando como diabos ele ainda conseguia andar.

Ele torceu para que apenas enfaixassem, mas eles insistiram em dar pontos, e agora latejava mais do que quando estava aberto.

Suspirou baixinho. Quase perdeu a perna e ganhou quatro dias de folga.

Com certeza, passou a odiar segunda-feira depois daquilo.

*

Acordou no meio da noite ouvindo uivos no lado de fora da casa.

Seus olhos se desviaram automaticamente para o relógio em cima do criado mudo, onde mostrava que era exatamente três horas da madrugada. Gemeu baixinho sentindo um frio lhe percorrer a espinha, lembrando das historias do tio sobre a hora dos mortos.

Mergulhou a cabeça no travesseiro, decidido a não se levantar como acontecem nos filmes de terror. Se fosse para morrer, para que se dar ao esforço de ir ao encontro de seu assassino?

Foi quando ouviu o barulho de algo caindo. O que o fez congelar foi o aterrorizante barulho que fez. O que quer que tivesse caído, estava molhado, e não estava chovendo.

Seu corpo se moveu sem sua permissão, saindo do quarto e passando pelo corredor escuro. Olhou para o lado da sala e para a porta, os ventos batendo nas janelas fazendo tudo ficar ainda pior.

Ele sabia onde deveria ir.

Girou devagar a chave, destrancando e abrindo muito devagar a porta que não parava de ranger. Controlou a respiração e piscou os olhos, tentando achar a origem do barulho.

Seus olhos se desviaram para a pequena escada e sentiu um alvoroço no estômago.

O coelho com a barriga dilacerada manchava a entrada de sua casa, como um aviso para jamais entrar novamente naquela floresta.


Notas Finais


Desculpe pelo capitulo curto, mas o próximo será maior!

Se gostaram, deixem um comentáriozinho para mim >...> ficaria felizona
Tem uma dica de escritora? Adoraria receber! Só comentar ^^

Até o próximo!


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