História Dear Rabbit - Na Toca Do Lobo - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Lemon, Suspense
Exibições 8
Palavras 1.793
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoas!

Eu prometi - a mim mesma - que iria postar há quatro dias, mas ocorreram merdas catastróficas com os meus olhos, e eu meio que to proibida de mexer no computador enquanto isso (não é grande coisa, mas fazer o que :<), então acabei atrasando suashuas perdão

Eu deixei uma amiga ler e parei para perceber que a historia tá bem macabra no começo, nem parece Yaoi, mas ela é sim, yaoi, vai ter lemon, e vai ser bem fluffly e lindinha com muita viadagem do jeito que a gente ama! Então, por favor, não me abandonem T~T

Enfim, espero que gostem!

Capítulo 3 - A Promessa Do Monstro


Capitulo 2 - A promessa do Monstro

 

Não havia conseguido dormir, mas tampouco tinha coragem para levantar da cama. 

Depois do que viu, correu para dentro da casa e vomitou tudo que havia comido. Os uivos não pararam até amanhecer, e ele pode fechar os olhos por alguns segundos, mas não dormiu. Agora pensava qual seria a melhor imobiliária para vender a casa. 

Sua mente o obrigou a se levantar para estudar e cumprir a promessa que fez no dia anterior. Pegou uma blusa de mangas longas e saiu para fora da casa com um saco de lixo nas mãos. Não é como se nunca tivesse caçado coelhos, mas foi quase impossível não sentir o estranho gosto subir a garganta, sentindo o cheiro de podre e os mosquitos voando ao redor da carne. Ele havia entendido a indireta que mandaram, e ficou decidido a acatá-la.

Depois de jogar fora pegou as chaves da moto e saiu em direção a cidade, deixando para limpar o sangue quando voltasse. Precisava de um tempo longe daquele lugar.

Levou uma hora para chegar até a biblioteca da cidade, entrando o mais rápido que podia com a perna machucada. Subiu as escadas e passou verificando as prateleiras, procurando todos os livros que continham dados sobre o assunto que poderiam cair na prova. Sentou em uma mesa, folheando e fazendo anotações.

Tinha passado apenas dez minutos e ele já sentia vontade de parar, mas sabia que não podia. Talvez fosse o cansaço e fome que tivessem deixando ele tão mole.

Suspirou baixinho massageando a têmpora, quase pronto para desistir.

-Leon?

Ele olhou para traz e deu o primeiro sorriso do dia. Estava usando calças jeans e blusa branca surrada, com uma jaqueta por cima. Os cabelos ruivos presos em um coque e sem maquiagem alguma tiravam sua aparência de princesa de quando se conheceram. Era uma garota boa e um tanto mimada, mas sabia como conquistar as pessoas. Sempre animada, nunca deixava nada passar por ela, então sempre sabia quando alguém estava triste.

-Perla. - ela venho a seu encontro.

-Ei! - ela se escorou a cadeira sorrindo - Tudo bem?

-Tudo... - prendeu o ar - …dentro do possível. 

-Por que você não foi na festinha do Jake ontem? Ele ficou chateado. 

Ele coçou a nuca embaraçado, lembrando de quando prometeu ir naquela festa de aniversário. Com tudo que havia acontecido, ele havia se esquecido completamente. E o pior que Jack era o tipico garoto sentimental que cobraria com muito drama o bolo que levou, e Perla, irmã mais velha dele, parecia ter ido cobrar.

-Eu queria ir, - ele suspirou e escorou o rosto a mão fechada em punho, em sinal de aborrecimento - mas machuquei minha perna. 

Mostrou a ela a perna enfaixada e ela sorriu tentando não mostrar desconforto.

-Foi uma das coisas que você caça? - ela se afastou levemente, a mão apertando a cintura.

-Não, eu me machuquei em casa. - ele sabia que se contasse a verdade, ela nunca mais iria querer ir visitar sua casa. - Se a floresta fosse perigosa já teria virado uma área ambiental.  

-Ah, espero que melhore. - Perla desconversou - Eu liguei para você, mas...

-Meu celular tá no concerto. - ele deu de ombros. - Eu vou ligar para ele e dar parabéns quando sair. Tenho que estudar para uma prova.

-Ah, sim. - Ela ajeitou a bolsa e se virou. - Vejo você depois. 

-Tchau.

Ela acenou e desceu as escadas para o térreo. Ele voltou a olhar as anotações e suspirou, voltando a estudar.

Depois de quase duas horas e com a cabeça doendo ele pode devolver os livros aos seus lugares e saiu da biblioteca, indo até uma cabine telefônica que ficava ali perto. Pegou o telefone e fechou a porta, vasculhando os bolsos a procura de moedas.

Discou um número e quase caiu na caixa postal.

-Alô

-Oi Elijah, - ele começou - preciso de um favor.

-Ah, sabia! - Elijah reclamou do outro lado da linha, com a voz magoada. - Só me liga quando quer algo! Oportunista!

-Para de drama. - Leon o cortou. - Preciso do número do Jack, lembra dele?

-Jackie? - ele ouviu se levantar de algum lugar velho, por que fez aquele barulho de molas enferrujadas. - Espera só um pouco.

-To apressado. - ressaltou.

-Aquieta o rabo. - Leon corou, olhando para as pessoas que passavam na rua como se elas pudessem ouvir - Achei, anota ai.

 Anotou o número na mão, tendo que rabiscar por causa da pequena brincadeira dele de falar o número errado.

-Pronto, valeu. 

-Tá me devendo uma! - Eli brincou. - Você vai aparecer na inauguração?

-Inauguração... Inauguração...- resmungou se balançando de um lado ao outro - Que inauguração?

-Cara, como você consegue esquecer de tudo?

Embora o outro risse do outro lado falando sobre a inauguração do próprio bar, Leon ficou sério encarando a mão rabiscada. Algo gritou dentro dele que Elijah estava coberto de razão, e que ele havia esquecido de algo importante.

-Terra para Leon! - ele praticamente gritou ao seu ouvido. - Ei cara! Morreu?

-Obrigado Elijah, tenho que desligar.

-Ah, tchau.

Ele desligou o telefone e saiu da cabine correndo e subiu na moto, ignorando os latejos em sua perna. Ele sentia que algo estava errado. Era como se alguém tivesse roubado a ultima peça que era a sua memória, algo precioso que finalizaria e faria tudo voltar a ser o que era.

A ser perfeito.

Mas a ideia se esvaiu tão rápido quanto apareceu, esquecendo o que era o importante e o que fazia tudo ser perfeito.

Apertou a alça da mochila contra o peito e levou uma das mãos a boca, mordendo firmemente ela, uma péssima mania que ele tinha quando ficava frustrado. Os ombros ficaram tensos e ele largou a mão antes que começasse a sangrar e ligou a moto. 

*

 Ele sonhou com a floresta.

Estava correndo por entre os galhos, perseguindo o maldito lobo que não saia de sua cabeça. Parecia tão real que podia sentir o vento batendo em seu rosto, a terra molhada salpicando suas roupas.

Ainda estavam na entrada da floresta, vendo o céu estrelado sob sua cabeça correndo com ele. Ele soltou uma risada eufórica, se sentindo mais vivo do que jamais sentira.

-Estamos perto. Não afaste-se de mim.

Não se preocupou em responder, apertando o passo para chegar mais perto. Uma onda imensa de nostalgia invadia sua mente, fazendo tudo ser gostosamente bom, até os espinhos que agarravam as suas calças.

Correram até chegar a clareira do lago que Leon reconheceu no mesmo momento, o sorriso esvaindo do rosto.

-Onde... - ofegou colocando as mãos nos joelhos. - Estou?

-Chegamos. - o lobo o ignorou. - Estará seguro aqui.  

Ele se ajeitou e pôs as mãos as costas, as pernas ardendo e os pulmões trabalhando arduamente.

Andou devagar até a água, vendo seu próprio reflexo e logo desviou seus olhos para o animal. Parecia menor dessa vez, com pelos curtos e a patas felpudas, como um filhote que crescera rápido demais.

-Por que eu te segui? - de repente, tudo pareceu confuso, como uma história cheia de lacunas. - O que estou fazendo?

-Foi muito corajoso da sua parte, mas não precisava da sua ajuda. - Leon se virou com o cenho franzido, o coração martelando ao peito. - Qual o teu nome?

Ele o ignorou, murmurando confuso. Sobre o que ele estava falando? Ele não se lembrava de ter feito nada. Olhou ao redor tentando lembrar como chegara até ali tão rápido. Um vento frio passou zunindo por seu corpo, fazendo uma corrente elétrica subir coluna a cima.

-Entendi... Bem, quando sentir fome, você pode me chamar, e eu te alimentarei.

-Não, eu não...

O lobo o ignorou.

-Tudo bem, eu prometo. - ele oscilou, como uma luz de projetor quando alguém passa a mão. - Agora coma, a sopa das anjos é curadora e tem um gosto maravilhoso, eu adoro!

E ele percebeu que ele não estava falando com ele, mas sim com alguém atrás dele. Um garotinho de cabelos loiros caindo nos olhos, as roupas sujas de lama e olhos remelentos, revelando que havia chorado. Além disso, parecia estar doente, com o rosto pálido e olheiras embaixo dos olhos, segurando uma pequena tigela de madeira com um caldo de carne.

Comia desesperado, parecendo abalado e com muita fome.

-Ei, devore devagar. - o repreendeu suavemente. - Não queres ter uma indigestão, quer? 

O garoto balançou a cabeça em negação, os cabelos balançando.

-Quando tu terminar, irei te guiar para casa. - o garoto o olhou com um olhar triste, caldo escorrendo pelo queixo. Mexeu a boca, mas nenhum som saiu dela, mas o lobo pareceu entender. - Sua mãe ama-te sim, pequeno. Tu apenas não entende ainda. Quando cresceres, irás entender. 

Ele olhou para a sopa, dizendo algo inaudível para os ouvidos de Leon antes de pôr uma colherada na boca. O lobo avançou devagar até ele e ficou a centímetros de seu rosto, o olhando severamente.

-Prometa-me que nunca mais irá dizer algo tão horrendo como isso. Para ninguém. - o garotinho encolheu os ombros e balançou firmemente a cabeça como sim. O lobo voltou a se afastar e sentou a sua frente. - Ninguém nesse mundo merece ser odiado por algo tão pequeno. Jamais esqueça-se disso.

Ele balançou a cabeça levemente, engolindo a comida e olhando para o caldo com as bochechas vermelhas. O lobo lambeu docemente seu queixo, limpando o liquido.

-Vamos ir agora. Sua mãe já está preocupada o suficiente, não acha?

Os dois passaram por ele, e ao se virar ele não viu um lobo, e sim um garoto de aparentemente dez anos segurando a mão do menino que aparentava ter apenas cinco. O mais velho vestia apenas uma calça rasgada e com fios puxados, incrivelmente velha e suja. 

Com um suspiro alarmante ele acordou sobressaltado, o notebook quase caindo do colo. Agarrou no reflexo, várias letras sendo digitadas no word. Se sentou sentindo o coração bater rápido.

Havia sido apenas um sonho, mas era tão real que ele ainda sentia o frio de lá fora mesmo que a casa estivesse fechada. O corredor estava mais sombrio que nunca agora que havia escurecido, mas um cheiro maravilhoso vinha dali.

Ele se levantou embriagado pelo cheiro, arrastando os pés até a cozinha. 

Ao abrir a porta, sua barriga roncou e ele congelou no lugar. Em cima da mesa ele podia ver a prova de que se aquilo havia sido apenas um sonho, alguém sabia e tinha decidido fazer uma pegadinha de mal gosto com ele. 

Embaixo de uma tigela de madeira com o caldo de carne, havia um bilhete com letras garranchadas embaixo dele. 

"Lembra da promessa?"


Notas Finais


Oioi, gostaram?

Perdão pela demora, e se tá confuso, mas vão aparecer mais algumas peças desse quebra cabeça para a gente montar, ok? shausshausahu

Acho que os capitulos tão ficando pequenos :/ comentem se acham que devo aumentar, ok? ^^

Até o próximo!


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