História Death Note - Justice in Another World - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Death Note
Personagens Light Yagami, Personagens Originais, Ryuuku
Tags Death Note, Guerra, Kira, Mundo Dos Shinigami, Raito, Ryuk, Shinigami
Exibições 8
Palavras 1.031
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Saudações, meu caro. Se você está lendo até esse capítulo, só tenho a te agradecer pela consideração e te elogiar por ser tão fã - ou mais - de Death Note quanto eu, hein?
Muito Obrigado e espero que goste de mais um capítulo!

Capítulo 20 - Turnover


Fanfic / Fanfiction Death Note - Justice in Another World - Capítulo 20 - Turnover

A pesada foice negra de Qsemtra espirrou uma faísca de curtíssima duração, suavemente lilás, ao colidir pela segunda vez com a de Zagarto. Tal detalhe passou despercebido ao líder dos Caveiras Brancas.

O subordinado que ficara ao seu lado para combater os bestiais jazia desfalecido a seus pés devido a um contra-ataque extremamente rápido do seu inimigo. Zagarto respirava ódio por não ter conseguido proteger seu companheiro.

O grande ceifador se preparava para mais um ataque. O bestial parecia convicto de sua superioridade.

- Cara, eu não pensei que o líder dos idiotas fosse tão fraco... – disse Qsemtra. – Que decepção. – Desviou de duas estocadas enquanto falava.

- Vocês não passam de escória! – gritou Zagarto. Tentou, sem sucesso, encaixar um golpe depois de saltar na direção de seu inimigo.

Após mais uma esquiva, Qsemtra desferiu-lhe um chute que o arrastou por vários metros.

- Pífio.

Zagarto pôs-se de pé rapidamente e correu na direção de seu castelo.

- Agora vai fugir? – resmungou Qsemtra. – Caras, que morgação...

- Chefe, você se esqueceu daquele que correu para trás logo que aparecemos – disse Killik, sentado com os pés sendo molhados pelo mar pútrido.

- Ignorei-o – respondeu ele. – É diferente.

- Você vai deixar a guerra para lá, Qsemtra? – perguntou-lhe Lorf, o corpulento deus da morte, que quase não tinha cabelos.

- Vamos seguir até o castelo – disse o líder dos bestiais. – Aposto que eles sabem lutar melhor quando montados naquelas lagartixas. – Ao olhar para o cadáver do subordinado de Zagarto, lembrou-se: - Opa, deixem-me antes untar minha foice.

Abriu um corte no ventre do morto e adentrou toda a lâmina de sua arma. Retirou-a ensopada de sangue.

- Posso me servir, Qsemtra? – perguntou Baalan, se aproximando com sua cara pálida.

- Não aconselho beber sangue de Caveira Branca... – respondeu-lhe. – Tem gosto ruim e é ralo. Mas, faça como quiser.

- Obrigado. – Baalan cortou o antebraço do morto e ergueu-o sobre sua boca, sorvendo todo o sangue que escorria. – Uha! Desde a Abóbada que eu não bebia nada! É ralo mas dá pro gasto! – Felicitava-se o bestial.

- Já que você aprovou, Baalan, divida com Lorf e Killik – disse Qsemtra, olhando para o castelo bem pequeno ao horizonte. – Vai ser mais divertido lutar contra os fanáticos se vocês estiverem doidões.

Killik cerrou o pescoço do desanimado corpo e deliciou-se com seu sangue, enquanto Lorf cortou-lhe uma pesada perna e começou a se lambuzar de forma grotesca.

- Você nunca tem modos, Lorf! – reclamou Killik. – Você se mela tanto que deve ser por isso que suas roupas são vermelhas.

- Cuide de sua vida, Killik – respondeu ele rispidamente.

- E você, Qsemtra? – perguntou Baalan. – Vai passar?

- Prefiro poupar minha sede para Zagarto. Para lutar com todo meu potencial, basta que minha lâmina tenha bebido sangue o suficiente.

- Opa, olhem lá! – Apontou Killik na direção do castelo. – Lá vem eles!

Inúmeros Caveiras Brancas se aproximavam pelo céu montados em oonthuoh.

- São mais de cinquenta oonthuoh! – Comemorou Qsemtra. – Agora sim! Que comece a última batalha!

Enquanto os bestiais se preparavam para o iminente confronto com aquela numerosa frota vinda do ar, emerge das negras e espessas águas um shinigami. Qsemtra estava tão concentrado em localizar Zagarto em meio aos inimigos, que estavam cada vez mais perto, que sequer percebeu. Não imaginava ele que o líder dos Caveiras Brancas estava prestes a transpassar-lhe uma adaga pelas costas.

Killik foi o único sobrevivente dentre os quatro bestiais que se atreveram a atacar o Castelo de Ossos. Zagarto e seus mais de sessenta soldados montados podiam facilmente tê-lo trucidado assim como fizeram com os outros três. Mas o líder dos Caveiras resolveu poupá-lo, para que ele espalhasse para quaisquer outros idiotas que pretendessem invadir o Castelo de Ossos o que os aguardava por lá.

- Incrível, Líder! – disse Inlas, um jovem Caveira Branca. Tinha os cabelos rubros à altura dos ombros; segurava seu elmo junto à cintura. – Conseguimos vencer os Bestiais! Qsemtra está morto!

Vários soldados pousavam suas montarias sobre as rasas águas negras próximas do istmo. Comemoravam, assim como Inlas, a vitória conseguida por meio da perspicaz estratégia de seu líder.

Zagarto brandia a foice negra de Qsemtra enquanto observava o pobre bestial correr até a praia. Retirou seu elmo e virou-se para seus companheiros. O vento esvoaçava seus longos cabelos prateados que contornavam sua face robusta, porém disforme como a de um ogro.

- Caveiras Brancas, os Defensores caíram por terra. Os bestiais, aparentemente, resumem-se a este que fugiu e outro que o aguarda na praia. Contudo, ainda não devemos comemorar nossa vitória. Mesmo sendo a maior força de shinigami, ainda há muito o que ser feito para que possamos retornar esse mundo ao seu equilíbrio natural, tal como Deus deseja.

Se capturarmos Ryuk agora, há chance de ele falar sobre Avelto e toda a farsa dos poderes divinos que me foram concedidos, pensava Zagarto. Isso poderia nos levar todos à ruína. Imbecil. E pensar que tudo isso é culpa desse inútil. Não posso capturá-lo, mas também não posso perdê-lo de vista. Só ele sabe onde está o rei. Não seria inteligente ficar dependendo de Avelto para resolver as coisas... Preciso esperar até que ele volte para seu esconderijo. A presença dos bestiais é irrelevante, por ora. Aqueles dois não são capazes de nos oferecer perigo.

- Inlas! Nalmasm! – gritou Zagarto. – Tenho uma importante missão para vocês.

- Ficarei honrado em servi-lo, Senhor! – disse Inlas, que já estava bem perto do seu líder. Engoliu seco quando observou seu companheiro chegar.

- Digo o mesmo, Zagarto. – Nalmasm desceu das costas de um oonthuoh e se aproximou do grande Caveira Branca. Antes de toda essa guerra ele era famoso pela crueldade com a qual matava suas vítimas humanas. Enquanto sua cabeça e face eram todas ossos trincados de uma caveira aterrorizante, seu corpo parecia-se com uma forma humanoide de um morcego.

Depois de informados sobre sua missão, os dois Caveiras Brancas partiram em direção à praia, a passos lentos e com olhares atentos aos dois bestiais que acabavam de se encontrar por lá.

Zagarto e todo seu exército voltaram para o Castelo de Ossos.

Qsemtra, Baalan e Lorf serviram bem como alimento para alguns oonthuoh da tropa.


Notas Finais


Nota do autor 1 - Turnover = Termo usado em jogos de basquete ou futebol americano para retratar o caso de o jogador perder a bola para outro do time adversário numa jogada ofensiva.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...