História Death Note - Justice in Another World - Capítulo 21


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Categorias Death Note
Personagens Light Yagami, Personagens Originais, Ryuuku
Tags Death Note, Guerra, Kira, Mundo Dos Shinigami, Raito, Ryuk, Shinigami
Exibições 3
Palavras 1.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - Descaminho


Fanfic / Fanfiction Death Note - Justice in Another World - Capítulo 21 - Descaminho

- Ainda não consigo conter minha euforia, Nal. Tudo foi absolutamente incrível! – O esguio shinigami cujos ruivos cabelos destoavam de seu elmo branco de caveira não andava tão empenhadamente quanto falava.

Nalmasm prosseguia seu caminho focado em seu alvo. A poucas centenas de metros à sua frente, Ryuk e os dois bestiais restantes caminhavam lentamente em direção ao rio Gherh.

- Eu apenas vi de longe o momento em que Zagarto perfurou o coração de Qsemtra, não entendo como ele conseguiu definir tudo tão rápido! – continuava o ruivo. - E pensar que todos estávamos certos de nossa derrota.

Inlas olhava para seu companheiro fixamente, sempre à espera de qualquer comentário. Respeitava-o bastante, assim como a todos os Caveiras Brancos que considerava mais fortes que ele.

- Os outros bestiais não conseguiram nem acreditar! – disse Inlas, ainda sem conquistar a atenção de Nalmasm. – A partir desse momento, em questão de minutos, a infantaria dominou-os completamente. Só não entendo por que o líder deixou aquele bestial fugir... Por mim, podia servir de ração para meu oonthuoh, assim como os outros, ali mesmo.

Enfim, seu parceiro abriu a boca:

- Inlas, se Zagarto deixasse o verme morrer, arriscaria ainda mais a vida do outro verme, o das vestes negras. Precisava poupar ao menos um deles para que pudesse levar as novidades ao verme amigo que esperava o grupo na praia.

- Você fala muito “verme”, haha – comentou Inlas.

- Todo aquele que insiste em sujar esse mundo não passa de verme.

- Tem razão. – Inlas sorria, finalmente tinha conseguido a atenção de seu veterano. – Então ele soltou o verme para que houvesse maior chance de voltarem ao esconderijo de Ryuk, certo?

- É por aí... – respondeu Nalmasm.

- De qualquer forma, é nesse esconderijo que Zagarto acha que o Rei está preso, né?

- É.

À medida que avançavam pelo terreno arenoso da costa, o número de ruínas espalhadas pela região aumentava. Antigas construções, alguns materiais trazidos do mundo dos humanos e carcaças empilhadas com lama do rio.

- Precisamos tomar cuidado a partir daqui – alertou Nalmasm. – Se eles adentrarem na área de ruínas, pode ficar difícil de segui-los a distância.

Inlas o ouvia atentamente, porém ainda não era capaz de conter dentro de si sua euforia diante do incrível feito de seu líder.

- Nal, se pararmos para pensar, Zagarto é, agora, o shinigami mais forte de Koh, não é? – Inlas tomava cuidado para não ser visto, mesmo que a chance fosse pequena, dada a distância que seus alvos se encontravam.

- Eu não diria isso...

- Ora, mas por que não? – surpreendeu-se Inlas. – Ele derrotou o cara que matou Nu, que era o mais forte. Logo, agora ele é quem ocupa essa posição.

- O que ele fez foi uma aposta muito arriscada – disse Nal. – Estratégia.

- Mas em se tratando do shinigami escolhido por Deus... talvez só ele tivesse capacidade de matar Qsemtra...

- Verdade, Inlas – concordou Nalmasm. Seus olhos sempre fixos nos três que seguiam caminho lá longe. – Zagarto, como o escolhido por Deus para liderar o processo de purificação de Koh, não tinha nada a temer diante daquela ameaça.

- Você chegou a entender o que ele fez? – perguntou o ruivo. – Ele de repente apareceu por trás de Qsemtra sem que ninguém percebesse...

- Quando o subordinado do líder chegou ao castelo, solicitando reforço de força máxima, Zagarto não estava com ele – falou Nal. – Rapidamente nos organizamos, conforme treinamos inúmeras vezes, e partimos até o local informado. Quando nos aproximamos o suficiente para identificar cada um dos bestiais, eles estavam nos olhando com bastante atenção. Foi aí que Zagarto saiu do mar sorrateiramente e fincou a adaga no coração do verme.

- Ah... eu não sabia que ele tinha saído do mar sem ser visto! Por isso eu não entendi com ele estava atrás de todos sem ser percebido...

- Eu falei que ele se arriscou muito por causa disso. Se ele fosse visto por qualquer um dos bestiais, seria alvejado pelos quatro de uma só vez – disse Nal.

- Talvez os caras estivessem procurando por ele dentre nós... – disse Inlas.

- Por ora não temos como saber... o que importa é conseguirmos localizar de uma vez o paradeiro desse maldito rei.

- Como será que Zagarto planeja resolver essa situação? Ele mesmo nos disse que o rei é imortal... Se o próprio Deus concedeu imortalidade a ele, então, não tem nada o que purificar nele, não...

- Deixemos os assuntos do líder, para o líder.

Há algumas horas, chegava na praia, vindo correndo pelo istmo que dava acesso ao Castelo de Ossos, Killik, repleto de ferimentos e completamente desnorteado.

- Biqiwi! – gritou ele. – ONDE VOCÊ ESTÁ? VAMOS FUGIR!

O crocodilo humanoide apareceu sem muito entender por entre alguns arbustos retorcidos que ficavam no de uma elevação de areia.

- Killik! – Ele se espantou ao ver o estado do companheiro. – O que diabos aconteceu? Onde estão os outros?

- Vamos fugir, idiota! Todos morreram! Só restamos nós dois! Cadê Ryuk?

- Como assim? Qsemtra morreu? – Biqiwi estava boquiaberto. – Sua brincadeira está indo longe demais Killik.

O bestial ferido não se conteve ao ouvir aquilo. Colocou as duas mãos no largo pescoço do aliado, enforcando-o agressivamente. O Crocodilo contorcia-se na tentativa de se desvencilhar daquele golpe, mas não conseguia. Killik estava fora de si.

- Eu não estou brincando – Killik falou olhando em seus olhos. – Pegue o bosta do Ryuk e vamos vazar daqui. – Logo em seguida soltou Biqiwi.

O Crocodilo intencionou revidar a agressão mas logo mudou de ideia ao perceber que a situação realmente estava séria: ao horizonte da direção do istmo, inúmeros oonthuoh encontravam-se pairando no ar, o que indicava que o exército dos Caveiras Brancas estava ali. E que Qsemtra e os outros já eram.

Rapidamente foi buscar Ryuk, que estava ainda desacordado e preso a uma árvore de pequeno porte. Deu alguns tapas para acordar o Ardiloso.

- Acorde, idiota. Vamos vazar.

Ryuk abriu os olhos, desorientado, e pôs-se a seguir Biqiwi, à medida que lembrava-se do que ocorreu.

- Para onde iremos, Killik? – perguntou o Crocodilo, ao chegar a seu encontro ao pé da elevação. – Que merda. Não consigo acreditar... Como Qsemtra foi derrotado?

- Vamos, sei lá, para a Caverna, para Morh, para longe daqui. Os Caveiras Brancas vão dominar tudo por aqui em breve... – Killik estava bastante abalado.

Os três puseram-se a caminhar para longe do istmo, do castelo, e de todo aquele pesadelo.

Contudo, quanto a este último, Killik sabia bem que jamais conseguiria se afastar por mais que alguns instantes. Dali para frente, sabia, o medo seria seu maior perseguidor.



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