História Death Note - Justice in Another World - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Death Note
Personagens Light Yagami, Personagens Originais, Ryuuku
Tags Death Note, Guerra, Kira, Mundo Dos Shinigami, Raito, Ryuk, Shinigami
Exibições 3
Palavras 942
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gostaria de dizer que, no momento em que escrevo essa história, quase não tenho leitores com quem compartilhar minha admiração por esta série, e que, apesar de isso ser, de certa forma, desmotivante - quem é que gosta de escrever para as paredes, não é verdade? -, não vai me impedir de seguir em frente com a criação deste universo de Death Note - Justice in another world. É fantástico estar escrevendo algo assim, estou bastante satisfeito com o enredo e com meu desenvolvimento na escrita.
Então, você que também é fã dessa série incrível, e que, porventura, está lendo minha história, saiba que não a estou escrevendo por outro motivo, que não o de curtir Death Note até não poder mais!

Capítulo 23 - Shuffling the cards


Fanfic / Fanfiction Death Note - Justice in Another World - Capítulo 23 - Shuffling the cards

– Os ventos estão ficando mais fortes – disse Biqiwi, ao ver um pequeno redemoinho de areia e alguns galhos se formar diante de si.

– Precisamos nos apressar. – Killik andava à frente dos outros dois, preocupado em achar o quanto antes o rio Gherh . Os trapos a que foram reduzidas suas vestes negras pareciam ter vida própria diante da agitação causada pelo sopro do vento. Seus ferimentos ardiam a cada passada, mas também insistiam em lembrá-lo de continuar seguindo cada vez mais longe do Castelo de Ossos. – Pelo visto, tá tendo tempestade de areia lá pras bandas de Falshern.

Odeio tempestades de areia – resmungou Ryuk, que caminhava entre os dois.

– Por que será que o Chefe não queria matar esse lixo, Killik? – disse o Crocodilo. – Deixa eu matá-lo, vai...

– Eu ainda não tenho certeza... – respondeu ele. Mesmo que esse cara tenha sido o responsável por toda essa situação, de que adianta mantê-lo vivo na esperança de que torne as coisas ainda mais interessantes? Eu já perdi essa guerra. No momento em que resolvi fugir da batalha, covardemente perdi. – Quando atravessarmos o rio, decidimos melhor o que fazer.

– Me deixem ir embora, caras – falou o Ardiloso. – Seu exército já era, e eu não tenho mais serventia alguma para vocês...

Killik parou e voltou-se para Ryuk.

– Quando vai falar o que sabe, Ardiloso?

– Eu já disse, vocês pegaram o cara errado... Eu não tenho nada a ver com essa guerra.

– Ah, é mesmo? – duvidou Biqiwi. – E onde você estava durante todo esse tempo?

– Hã? Eu estava andando pelos lados de Morh...

Por 500 anos, em tempo humano? Cara, durante esse tempo inteiro eu rodei toda Koh inúmeras vezes! É impossível que não nos encontrássemos... – Provavelmente Biqiwi cairia na lábia do Ardiloso, se não fosse por seu companheiro, que perdeu a paciência ao escutar aquela conversa e desferiu um chute em Ryuk, acertando seu flanco direito e o fazendo agonizar de dor.

– Não dê ouvidos a esse merda, Biqiwi! – gritou Killik, pisando na cabeça do Ardiloso que caíra ao chão. – Isso é mentira! Tá na cara que ele sabe de alguma coisa, no mínimo! – Killik chutou mais uma vez o shinigami caído, dessa vez mirando na cabeça.

– Está bem, Killik, já chega, eu entendi – disse o Crocodilo. – Como você disse, acho melhor a gente se apressar, a tempestade parece estar vindo para esse lado.

Ao horizonte, do lado oposto ao do mar, podiam ver um grande nevoeiro amarronzado avolumar-se cada vez mais alto. Antes aquela grande nuvem de areia e detritos seguia distante para frente. Mas agora, parecia estar mudando pouco a pouco sua direção, voltando-se para o mar.

Tsc. Tempestades de areia costumam mudar de direção de uma hora para outra – disse Killik, se afastando de Ryuk, que gemia de dor com a cabeça quase soterrada na areia.

– É melhor a gente correr, tá vindo muito rápido! – alarmou Biqiwi. Ele pegou Ryuk pelo cabelo e deu-lhe uma cotovelada para deixá-lo desacordado. Assim atrapalharia menos. – Melhor você ficar dormindo, lixo.

– Vamos! – gritou Killik.

Os dois correram a toda velocidade, contornando as ruínas, pulando pequenos muros de ossos e pedras, emaranhando-se em arbustos ressecados...

Depois de algum tempo de corrida, finalmente avistaram o rio. Estava ainda a algumas centenas de metros à frente. E a tempestade vinha logo atrás dos bestiais.

– ACHO QUE NÃO VAMOS CONSEGUIR ESCAPAR! – gritou Biqiwi! O ruído da nuvem avassaladora era ensurdecedor.

– SE ENTRARMOS NO RIO, FICAMOS BEM! TEMPESTADES NUNCA SOTERRARAM O RIO! – gritou Killik, quase caindo ao desviar subitamente de uma pedra à altura de seu joelho. A área próxima ao rio era repleta de pedregulhos, cascalho e rochas de todos os tamanhos.

O Crocodilo olhou para trás e foi parando de correr.

– NÃO ADIANTA! AINDA FALTA MUITO, KILLIK! ABAIXE-SE E VAMOS TENTAR AGUENTAR! NUNCA VI ALGUÉM MORRER POR CAUSA DE UMA TEMPESTADE DE AREIA.

O imenso volume de areia e detritos já cobria todo o horizonte da direção de Falst. Alcançá-los-ia em poucos segundos.

– IDIOTA! – Killik acelerou o máximo que pôde. Não se costuma morrer por causa da tempestade em si, mas sim pelo que ela traz consigo...

Biqiwi, convicto de que ia se sair bem, jogou Ryuk no chão e se abaixou junto a ele.

Ao primeiro contato com a avalanche de vento e areia, o Crocodilo voou para longe de seu cativo. E um pouco antes de perder a consciência, sentiu a cabeça colidir com alguma coisa muito dura.

Killik corria com tudo, mas não conseguiu evitar a tempestade. Foi engolido da mesma forma. E num caos de dor e escuridão, sentiu o corpo despedaçar-se contra uma grande parede. Merda... pensou antes de apagar.

Uma vasto e uniforme deserto de areia marrom cobria agora grande parte das terras de Falst. Sem elevações ou depressões, tal incólume tecido de terra fora deixado por aquela grande e repentina tempestade.

Em certo ponto, algo parecia desenterrar-se pouco a pouco.

– UAAAH! – gritou Inlas, alcançando finalmente a superfície. – Essa foi por pouco! – Olhou ao redor, e se espantou com a nova aparência da região. – Caramba... a tempestade remodelou tudo por aqui.

Com um pouco mais de esforço, conseguiu se levantar e rapidamente colocou-se a procurar por seu companheiro:

– NAL! ESTÁ ME OUVINDO? NAAAL! VENHA PARA A SUPERFÍCIE, A TEMPESTADE JÁ PASSOU! NAAAL.

Passou quase dez minutos, em tempo humano, gritando por Nalmasm, até que notou uma mão saindo da areia a alguns metros.

Segurou a mão e ajudou o shinigami a sair da areia. Para sua surpresa, não era Nalmasm. Ficou ainda mais intrigado em não ser capaz de ver o nome dele.

– Quem diabos é você, cara? – Perguntou Inlas, notando grandes ferimentos em vários pontos do corpo do misterioso deus da morte.


Notas Finais


Nota: Shuffling the cards = do inglês, "Embaralhando as cartas"


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