História Death Note - Near Singularity - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Death Note
Personagens Anthony Rester, Halle Lidner, Nate "Near" River, Stephen Gevanni
Tags Continuação, Death Note, Gevanni, Near, Shinigami
Exibições 48
Palavras 1.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Suspense
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Obstáculos


Fanfic / Fanfiction Death Note - Near Singularity - Capítulo 3 - Obstáculos

Não creio que a vida, em toda sua conjunção de complexidades, seja tão mimada em vão. Em cada detalhe deste mundo, onde há vida, há uma tentativa de evolução. Mas por que motivo justificável Deus criou a natureza com essa insistente necessidade de alcançar a perfeição inalcançável? A insistência em se aprimorar seria um mimo ou uma doença? Não importa, ambos não têm solução.

Não detenho meios de fugir desse estigma que todo ser vivo possui por definição. A estagnação mental a que me submeti durante esses três anos é prova disso. Minha mente clama por desafios, provações, obstáculos a superar. Mas depois dele... tudo parece trivial. Ter lidado com um caso tão complexo e grave quanto aquele elevou meu raciocínio a um novo patamar. Infelizmente.

Na condição de humano, no patamar em que minha mente se encontra, a inerente necessidade de sempre evoluir só me fez sofrer psicologicamente. Na ausência de presas a devorar, o monstro de minha mente caiu em abstinência...

Será que Raito Yagami vivia assim antes de ter contato com o caderno assassino? Considerando a idade com a qual começou a matar as pessoas, posso considerar que sim. Ele deve ter considerado grande dádiva pôr as mãos em tal poder...

E quanto a L? Pensando agora... será que ele se deixou vencer por Kira por prever que se o derrotasse nada mais lhe restaria senão o tédio? Em se tratando dele, realmente não posso descartar tal possibilidade...

Já no caso de Mello... acho, decerto, que posso considerar como doentia a fixação dele em me superar. Ele já estava perdido muito antes de decidir disputar o caso Kira comigo. É controverso, mas sou grato a sua inconsequência, Mello. Graças a ela, estou vivo. Seria legal se as coisas tivessem sido diferentes e você estivesse por aqui, mas...

Já fazia horas que as costas esguias de Near esfregavam-se ao chão, por cima de sua usual camisa de mangas compridas. Girava o corpo lentamente apenas com o movimento das pernas, com os joelhos dobrados, sem tirar os olhos do teto. Seus cabelos se emaranhavam despreocupadamente a cada grau de rotação. Estava tão imerso em seus pensamentos que nem lembrou-se de que continuaria sozinho na central por mais uma semana.

Ainda enquanto conversava com seus três subordinados, o maior detetive do mundo e sucessor da alcunha de L, causou-lhes certo alvoroço:

- M-matar os shinigami? – disse Gevanni, levando uma das mãos à testa que suava frio.

Rester despiu-se do paletó e o colocou sobre uma cadeira.

- Mas isso é impossível, Near – falou Lidner. Seu semblante não era menos tenso que o de Gevanni.

Near, esgueirado no chão, revirou os olhos.

- Sim, Gevanni, planejo matá-los – disse ele. – Logo explanarei o que penso. Quanto ao que disse, Lidner, de fato, deve ser impossível agora.

- Não entendo, Near – começou Rester, com uma expressão demasiadamente séria -, tal atitude seria extrema, mesmo vindo de você. Pensei que apenas investigaríamos o caderno e seus mistérios, visando alcançar uma forma de inviabilizar seus poderes...

Near o interrompeu.

- Você está livre para deixar o projeto no momento que quiser, Rester.

- Rester, por favor, se acalme –disse Lidner. – Por que não escuta o que Near tem a dizer? Nós confiamos nele, não é?

Rester buscou forças para conter sua discordância e assentiu positivamente.

- Tudo bem... prossiga Near.

O jovem detetive levantou o tronco e acomodou-se sentado com uma perna dobrada sobre o chão e outra, também dobrada, porém, com o joelho na altura de seu queixo.

- Senhores, como disse anteriormente, esse projeto trata-se de uma densa e completa investigação sobre o caderno assassino. Logo, é prudente considerarmos que, eventualmente, se obtivermos resultados positivos, vamos acabar fazendo contato novamente com shinigami.

Near fez uma pausa inesperada. Levantou-se e se dirigiu lentamente à geladeira. Andando descalço passou pelos agentes sem nada dizer. Pegou uma garrafa de água com gás, tomou alguns goles e continuou:

- Entendem que a deuses da morte não somos mais do que meras formigas, certo? No momento do eventual contato, se não significarmos muito mais do que isso aos olhos deles, poderemos ser dizimados antes mesmo de completarmos qualquer argumento. O verdadeiro problema diante de nós é muito maior do que a arma: é o fabricante. Os deuses da morte nos apresentam muito mais perigo do que o próprio caderno.

“É claro que os casos até agora enfrentados por nós tratam-se de humanos que se utilizaram desta arma para cometer crimes, mas, dado o que já sabemos desde o caso Kira, os shinigami devem vir escrevendo nomes de humanos nos cadernos há centenas de anos”, continuou Near. “Vocês conseguem imaginar a quantidade de vidas humanas ceifadas por tais deuses?”

Fez-se silêncio por alguns momentos. Lidner, Gevanni e Rester suavam frio, e estavam aflitos, cada um pensando temerosamente sobre o inusitado ponto de vista de seu superior.

- Não se preocupem tanto – voltou a falar Near, demonstrando segurança. –Ainda não nos encontramos em posição de julgar atos de deuses. Só quando detivermos armas que ameacem tais seres, é que vamos poder lidar com este problema. No entanto, como eu disse antes, investigar a arma, uma hora ou outra, vai nos levar até seus fabricantes, portadores originais, ou como quiserem se referir aos shinigami.

Rester se aproximou de Near, aparentemente mais calmo.

- Entendo, Near – disse. – Sua visão agora me é coerente. Contudo, ainda considero um ato extremista decidir matar os deuses da morte. Supondo que obtenhamos um poder, seja lá qual for sua origem, suficiente para subjugarmos os ceifadores, por que não prendê-los ou tentar um acordo?

Near tomou mais um pouco de sua bebida, e depois voltou a cruzar o salão, seguindo em direção ao seu espaço.

- Rester, se porventura conseguíssemos chegar até os shinigami, e detivéssemos tal poder que você mencionou – Near falava enquanto voltava a se sentar no chão-, acredito que o resultado inicial não seria estável a ponto de nos permitir prender indivíduos ou sentar e conversar sobre um acordo. Quando se há perturbação significativa em um sistema em equilíbrio, obtemos inicialmente um estado instável transitório. Só após esse estado podemos ou não voltar à estabilidade. Em outras palavras, haveria, de início, uma guerra. Só depois, se nos saíssemos superiores, é que poderíamos recorrer a prisões e acordos pacíficos.

“Enfim, por ora, vamos nos ater ao que foi proposto por mim como motivação inicial para esse projeto”, continuou Near. “Investigar as folhas do caderno e encontrar alguma forma de evitar que tais armas caiam em mãos humanas.”

- Mas quanto a essa guerra, Near... isso é algo muito preocupante – disse Gevanni ainda tenso. – Se não tomarmos cuidado podemos causar danos irreversíveis à humanidade.

- Certamente, Gevanni – disse Near. – Tomaremos cuidado, claro. Mas o risco não deixará de existir. Assuma seu papel nesta operação ciente disso.

- Entendido.

- Bem, antes de prosseguirmos com a demais considerações a serem feitas... estimo que precisem solicitar licença de suas respectivas agências. Pelo que me lembro, você foi transferida para a inteligência francesa, correto Lidner? Em quanto tempo você está de volta?

- Sim – respondeu ela. – No máximo uma semana.

- Rester, você esteve atuando na Índia recentemente... Posso contar com você também em uma semana?

- Sim, pode – respondeu ele.

- Gevanni continua nos Estados Unidos, certo? Preciso que me faça um favor por lá quando obtiver sua licença.

- Certo. Entrarei em contato assim que a conseguir.

- Pois bem, senhores. Na ausência de mais detalhes a serem discutidos no momento, estão dispensados. Rester e Lidner, nos encontramos no dia 5 de março.

Tão logo seus companheiros se despediram, o sucessor de L imergira numa profunda reflexão. Inicialmente sua expressão era séria e pouco reativa aos pensamentos.

Mas com o passar das horas, o jovem se encontrava com um sorriso no rosto, como o de uma criança que acaba de ganhar um brinquedo novo.

Ao menos, foram apenas três anos... Não queria admitir, mas estou me empolgando novamente. Por onde devo começar...

Pi. Pi. Pi. Um dos televisores ligou-se e exibiu a mensagem “The President of the United States requires L contact”.

Village entrando em contato em tão pouco tempo... Não pode ser... Esboçou-se seriedade em sua face.

Near prontamente colocou os fones e microfone e atendeu à chamada.

- Pois não, Sr. Presidente?

- L, ou melhor, N-Near... – falava o presidente com uma trêmula e fraca voz. – Tenho uma mensagem para você...

- Do que está falando Sr. Village? Está tudo bem? – Near? Isso não é nada bom...

- “Mello mandou lembranças do inferno”. É só isso? Agora abaixe essa arm... BANG.

Os olhos de Near se arregalaram. Não é possível...

- Presidente? Presidente! – gritou o detetive.

A linha caiu. E em poucos minutos, os jornais do mundo inteiro veiculavam o assassinato do presidente dos Estados Unidos da América, August Village, ocorrido dentro de seus próprios aposentos presidenciais na Casa Branca.


Notas Finais


E agora? O que fará Near diante desse incidente inesperado? Terá o destino concedido a ele os obstáculos que sua mente tanto desejava? Afinal, Mello está de volta? Terá esse assassinato alguma relação com a investigação que sequer fora iniciada? Espero vocês no próximo capítulo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...