História Débitos de Sangue - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Crime, Débitos, Heroi, Lobisomem, Magia, Mago, Mistério, Sangue, Vampiro
Exibições 18
Palavras 1.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shounen, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá! Espero que gostem desse capítulo. É uma história inspirada em uma brincadeira que fiz com alguns amigos anos atrás. Além disso é a primeira história que começo a postar. Boa leitura!

Capítulo 1 - O Halloween dos Órfãos


- Vem Raforden! – Gritou o pequeno Ivor, em sua fantasia de Pirata. – As outras crianças vão pegar os melhores doces!
 Raforden estava sentado na poltrona do salão enquanto amarrava seu cadarço o mais rápido que podia, mas estava nervoso. Era a primeira noite em que ele e seus colegas do Orfanato saíam para pegar doces numa noite de Halloween.
- Não me apressa! Eu tô tentando!
 Ivor bufou. Ao seu lado estavam sua irmã Lizz, olhando no espelho da sala e admirando sua fantasia de princesa. Enrolada em sua fantasia de múmia, estava a pequena Sam, batendo o pé impacientemente.
- Pronto, consegui! Vamos! – Disse Raforden saltando da poltrona e andando em direção aos outros, arrastando sua capa de Dracula pelo chão.
- Até que enfim! – Gritou Sam. – Vamos. Eu preciso de doces.
- Supondo que ainda possamos encontrar doces bons! – Resmungou Ivor.- O atraso do Raforden nos fez perder uma vantagem estratégica muito grande!
- Não irrita Ivor! – Retrucou Raforden - Só espero que tenhamos muitos doces, não importa quais.
- Um leigo como você jamais entenderia que a qualidade importa mais que a quantidade...
- O que realmente importa é que a minha fantasia será a mais linda de todas! – Disse Lizz.
- Não estão se esquecendo de nada? – Disse uma doce voz ao fundo da sala que fez as crianças virarem a cabeça. Madeline era uma bondosa mulher, responsável pela administração do orfanato Estrelas da Manhã. Ela era a mais próxima de uma figura materna na vida daqueles quatro jovens órfãos.
 Raforden puxou a capa pro lado e andou em direção a Madeline, dando-lhe um abraço.
- A gente volta logo Tia Madi! – Após Raforden, um por um andou em direção a Madeline, que depositou um beijo na testa de todos.
- Comportem-se! e voltem antes das 20!
- Sim, Tia Madi! – Disseram todos em tom uníssono, o que fez Madeline sorrir graciosamente. Todos se viraram para a porta e Sam se desequilibrou ao tropeçar em uma de suas ataduras de múmia, quase caindo. Ivor ergueu sua pequena espada de plástico e levantou seu tapa-olho.
- Vamos para os doces!
 As crianças saíram pela porta em direção a uma rua iluminada por várias luzes e abóboras acesas. O Brooklyn naquela noite estava tão belo, mas ao mesmo tempo parecia assustador para a maioria das crianças ali. Os quatro começaram a andar pela calçada.
- Isso é tão irado! –Disse Sam, se maravilhando - Onde a gente vai primeiro?
- Vamos na vizinha! – Disse Lizz – Eu vou ganhar doces em dobro por lá, graças a minha fantasia!
- A Dona Shirley não! Aquela mulher é muito chata!
- Eu acho que devíamos começar por lá. Não concorda, Raf?
 Raforden estava distraído brincando com sua capa. Então percebeu a pergunta de Lizz.
- Eu... acho que devíamos ir até a padaria da esquina! Parece que tem uma decoração assustadora lá.
 Lizz pareceu meio chateada, mas logo se animou e concordou.
- Tem razão! Vamos lá!
- Vocês tem a mente tão limitada. – Disse Ivor.
- O que? – Disse Sam olhando para ele.
- Indo para a padaria, vamos ganhar apenas pães doces gostosos... mas comuns. Eu voto por mirarmos mais alto. A mansão Santiago não é muito longe...
- A mansão daquele empresário espanhol? – Respondeu Raforden. - Fica do outro lado do bairro!
- Mas eu garanto que são doces de qualidade. E digo mais! Não é tão longe daqui, eu conheço um atalho pelo parque.
- Eu não vou para o parque! – Disse Lizz. – Tá de noite, passar lá é assustador de verdade!
- A Tia Madi não deixaria irmos tão longe, Ivor! Ela disse que não devíamos sair da rua.
- Raforden, deixa de ser chato! Não vamos nem demorar, e estaremos juntos.
- Eu concordo. -  Disse Sam. – E vai ser emocionante andar pelo parque a noite, será o melhor Halloween de todos!
 Raforden pensou. Ele não queria desobedecer as ordens de Madeline. Mas que mal faria se eles fossem todos juntos?
- Lizz, você vai também?
- Acho que... se você for eu vou, Raf!
 Raforden olhou para Ivor.
- Tá legal... vamos.
- Isso! – Gritou Ivor levantando sua espada de pirata. Então os quatro atravessaram a rua, e caminharam em direção a entrada do Prospect Park. Ao entrarem, perceberam que o parque estava completamente vazio, silencioso e iluminado apenas pela fraca luz de alguns pequenos postes. Raforden sentiu um arrepio na coluna. Lizz estava amedrontada, e se agarrou ao braço de Raforden.
- Tem certeza que sabe o caminho? – Perguntou Raforden a Ivor.
- Confia em mim, Rafizinho... Sabe que eu sei o que eu faço. – Disse Ivor, debochado.
 Raforden não discordou, mas lançou um olhar de raiva para Ivor pelas costas. Eles continuaram caminhando, até que Raforden ouviu passos e se virou instintivamente. Todos acompanharam o olhar, mas não viram nada.
- O que foi, Raforden? – Perguntou Sam.
- Não era nada... Só achei que... – Raforden foi interrompido pela figura sombria de um homem que apareceu no meio do caminho. Ele olhava os quatro com um sorriso macabro, contornado por um cavanhaque loiro.
- Ora, ora, ora... O que crianças fazem sozinhas no parque a essa hora da noite?
Todos estavam assustados, exceto por Ivor que prontamente o respondeu com um sorriso no rosto.
- Indo pegar doces do outro lado do bairro, Senhor Intrometido!
 Raforden tapou a boca de Ivor que ficou o encarando.
- Desculpe Senhor, o Ivor é um idiota! – Disse apertando a mão em sua boca.
- Ora meu jovem. Não devia falar com um adulto dessa forma...
- Não devíamos nem falar com estranhos, na verdade... – Cochichou Lizz.
 O homem passou os olhos sobre Sam e Lizz, e depois retornou a olhar para Ivor e Raforden.
- Tudo bem... afinal estamos no Halloween! O melhor feriado de todos...
- Concordo! - Disse Sam.
Raforden sentiu uma sensação estranha vinda daquele homem. Lizz estava pra trás e tremendo enquanto Ivor tirava a mão de Raforden da sua boca.
- Então Zé do Caixão, sem querer ser chato nem nada – Disse Ivor - mas você teria umas jujubas pra gente?
 O homem apenas olhou para Ivor, e o encarou. Seus olhos de repente ganharam um brilho vermelho que preencheu suas pupilas sombrias, e seu sorriso macabro se tornou em presas afiadas. As crianças deram um passo atrás. Até mesmo Ivor engoliu em seco.
- Não mesmo... Mas eu tenho algo muito melhor que meras jujubas.
 Os gritos desesperados das crianças naquela noite foram abafados pelo som do vento frio. 


Notas Finais


Primeiramente, obrigado por terem lido! Em breve estarei trabalhando no segundo capítulo... E nele, nada será como antes. Grande abraço!


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