História Débitos de Sangue - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Crime, Débitos, Heroi, Lobisomem, Magia, Mago, Mistério, Sangue, Vampiro
Exibições 8
Palavras 1.514
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shounen, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá! Chegando com mais um capítulo hoje. Agradeço a quem leu o primeiro e espero que esse segundo capítulo agrade. Nas Notas finais vou deixar um aviso. Boa leitura!

Capítulo 2 - Uma Nova Vida


 No subterrâneo de algum lugar no Bronx, uma multidão se aglomerava em volta de uma jaula de aço em forma de octógono. O local era bem escuro, mas não incomodava em nada os espectadores que olhavam com seus brilhantes olhos avermelhados para o centro do ringue. As presas de todos se estendiam em um sorriso maléfico quando a música “Welcome to the Jungle” começava a tocar. Enquanto isso, um dos Vampiros que estava ao fundo do local encima de um balcão de som pegou o microfone. Ele usava uma jaqueta branca, camisa preta e óculos escuros que tapavam a maior parte do brilho vermelho de seus olhos.
- Senhoras e Senhores, quem está pronto para a Batalha de Presas de hoje???
 A multidão gritou erguendo os braços como torcedores de um time de futebol. A selvageria em seus rostos era contagiante.
- Eu sou seu anfitrião da noite, Marco Muskson. Mas vocês me conhecem como o terrível Mutante! Agora sem mais demora, vamos conhecer as vítimas!
 Entra no ringue um homem alto usando camisa Regata branca, com os cabelos negros espetados e o rosto repleto de piercings dourados. A multidão enlouqueceu quando ele revelou suas presas.
- A primeira luta de hoje será com o campeão invicto da Batalha de Presas. Um vampiro que é temido pela sua crueldade e brutalidade. O “Presas de Ouro”, Carter Castillo!
- Castillo! Castillo! Castillo! – Gritava a multidão sem parar. Castillo rugiu, mostrando a sua presa esquerda revestida de ouro.
 Do outro lado, um homem musculoso de estatura mediana entrou. Diferente de Castillo, ele estava calmo e concentrado. Enrolava ataduras nos pulsos e olhava diretamente para Marco, ignorando o público. Seus olhos também brilhavam de emoção. Mutante levou o microfone para próximo da boca.
- O oponente é uma nova revelação da luta, vindo diretamente do Brooklyn. Um dos jovens lutadores com maior potencial. A “Quimera de Nova York”... Raforden Caelum!
 A multidão reagia com gritos histéricos de empolgação, embora muitos berravam vaias contra o iniciante.
- Lutadores! – Bradou o Mutante. – Para o centro do ringue!
 Os dois caminharam em direção ao centro. Os olhos fixos um no outro.
- Eaí pivete... – Disse Castillo. – Ainda dá tempo de desistir.
- Vinte e cinco anos nas costas, meu chapa. – Respondeu Raforden. – Já sou um pivete grande o bastante pra não fugir de briga.
- Como quiser... – Disse Castillo soltando um leve riso.
- Preparados?- Soou a voz do Mutante no microfone. – Lutem!
 Raforden tomou distância e assumiu uma postura defensiva. Castillo corre e desfere um soco em direção a cabeça de Raforden, que se esquiva e contra-ataca comum gancho de direita no queixo de seu oponente. Castillo fica um pouco zonzo, mas consegue se defender de um outro soco que Raforden havia executado. Em pouco tempo, os dois trocavam socos, acertando alguns e esquivando da maioria. O público gritava o nome de Castillo.
 Raforden estudava os movimentos e percebeu que ele atacava aleatoriamente. Quando teve a chance, agarrou seu braço e arremessou em direção ao chão. Castillo arfou, mas se levantou e tomou distância. Raforden preparou mais um soco e avançou em direção a Castillo que sorriu, e fez Raforden perceber algo. Ele segurou seu próprio soco, mas não antes de atingir pontudas lâminas douradas que surgiram do peito de Castillo.
- Isso é... – Sussurrou Raforden.
 A multidão ficou perplexa enquanto observava a cena.
- Senhoras e Senhores! – Gritou o Mutante. – Castillo liberou o seu “Hemogene”!
- Minha habilidade especial! – Disse Castillo a Raforden. – Projeto ossos dourados de qualquer parte da minha pele. E vou usar eles pra te perfurar por inteiro, pivete!
 Raforden soou. Passou a mão soada pelo cabelo castanho arrumando-o rapidamente.
- Desculpa aí fera! – Disse Raforden tomando distância - Não tenho planos de ser perfurado hoje!
 Raforden voltou à postura e apertou a atadura da mão direita, que havia sido rasgada em parte pelos ossos. Avançou pela lateral tentando um chute, mas foi barrado pelos ossos dourados que cresceram nos braços de Castillo. Raforden recolheu a perna, que foi arranhada e é atacado por Castillo que o acerta no ombro com uma estocada. Um grito começa a se formar na garganta de Raforden, mas ele segura e acerta o rosto de Castillo de surpresa, derrubando-o e o lançando a dois metros de distância. Castillo se levanta rapidamente, e corre até Raforden. Raforden salta para o lado e esquiva da investida.
- Qual é a tua, pivete? Desistiu?
 Raforden se ergue firme e encara Castillo, que afiava os ossos que brotaram de seus braços. Pareciam com lanças. O ferimento em seu ombro começava a fumaçar levemente enquanto se regenerava. Percebeu que não conseguiria vencer naquele ritmo.
- Amigão, más notícias. Eu tenho uma amiga pra encontrar e você tá me atrasando, então se não se importar...
- Como é? – Disse Castillo confuso.
 Raforden apontou o braço em direção a Castillo e abriu a mão, que estava fechada em um punho. Vários pontas avermelhadas brotaram de seus músculos e se estenderam como fios, que serpentearam pelo ar em direção a Castillo.
- Acontece que eu também sei perfurar. – Disse Raforden, amarrando Castillo pelo pescoço e membros e cravando as pontas em diversos pontos do seu corpo.
- Mizerável! – Berrou Castillo - O que é isso??
- E Raforden liberou o seu Hemogene contra o de Castillo! – Gritou Mutante.
 Os vampiros que assistiam ficaram sem reação. Raforden então suspendeu Castillo no ar e deu um leve sorriso.
- Q-Quimera?? – Disse Castillo
- Foi um prazer, meu chapa. - Respondeu Raforden. - Boa noite.
 Ele balançou seus fios e arremessou Castillo contra a grade da jaula, deixando um enorme amassado e fazendo com que ele batesse a cabeça, caindo no chão desmaiado. Os ossos dourados encolheram e voltaram para dentro de seu corpo.
- O vencedor é Raforden Caelum! – Gritou Mutante. O público aplaudiu e urrou.
 Raforden olhou para todos e acenou rapidamente, indo em direção a saída da jaula. Foi até onde estava o Mutante.
- Raforden! Você arrasou nessa noite meu querido! – Disse, puxando alguns Dólares do bolso da jaqueta branca e entregando a Raforden.
- Não foi muito difícil. E o Castillo?
- Ele vai se curar. Nós vampiros sempre nos curamos. Mas e então, posso marcar uma luta pra você amanhã à noite?
- Marque e eu estarei lá. Valeu Mutante.
- Eu que agradeço meu querido! – Mutante e Raforden bateram as mãos e se despediram. Mutante voltou à mesa de som e Raforden se sentou ao balcão que ficava ao lado.
- Achei que não sairia daquele ringue nunca. – Disse uma voz ao lado de Raforden, fazendo com que ele se virasse. Ela era uma mulher loira e forte, que aparentemente poderia bater de frente com um lutador de MMA. Usava uma camiseta branca por baixo de uma jaqueta de couro preto, calça jeans e botas pretas de motoqueiro.
- Sam... Não tinha te visto. – Disse Raforden. – Como você está?
- O mesmo de sempre. O trabalho no departamento é meio estressante, mas já estou acostumada.
 Sam havia seguido carreira como investigadora. Sempre que ocorrem problemas envolvendo vampiros, ela faz o possível para despistar as autoridades e resolver a situação por si mesma, evitando alardes.
- Imagino. Mas ao menos os crimes envolvendo vampiros estão menores.
- Sim, eles estão. Mas os humanos ainda conseguem fazer muita bagunça. Mas então... Fiquei surpresa quando soube que você ainda lutava por dinheiro.
- Não é bem assim... A luta pra mim é uma terapia. E se eu ganhar por isso, não vejo mal nenhum.
- Você devia sair desse buraco e tentar se integrar à sociedade... Foi o único dos quatro órfãos que não fez faculdade.
-Até que eu tentei Sam. Mas eu ainda não me vejo como alguém que pode se encaixar nesse mundo. Eu sou um lutador. E um vampiro. O mundo não precisa de mais encrenqueiros.
 Sam não respondeu. Olhou para as mãos de Raforden sobre o balcão.
- Ataduras hein? Me faz lembrar de quando tínhamos 10 anos.
- Naquela época eu não imaginava que me tornaria um vampiro enquanto estava fantasiado de vampiro...
 Foi interrompido pela atendente que olhou para os dois.
- Olá, Boa noite... O que vão querer beber?
- Ah, sem sangue, obrigado... – Disse Sam. – Me trás uns pedaços de picanha, no ponto!
- É pra já! – A atendente saiu.
 Raforden olhou para Sam.
- Então... Quer dizer que continua na dieta também?
- É... achei que era o melhor a fazer. E você?
- Por enquanto estou. Mas meu substituto tá acabando, só tenho um frasco.
- Olha... Eu vejo o Ivor todos os dias lá no departamento, porquê não vai comigo amanhã pra buscar mais frascos?
- Passo. – Disparou Raforden. Ele não via o Ivor a muito tempo, e não queria rever.
- Não vou te levar substitutos na porta da sua casa, nem pensar. Mas se quiser voltar a morder pescoços por pura cisma, o problema é seu.
 Raforden suspirou.
- Tá... eu vou amanhã cedo. Mas não seria inteligente da parte dele arrumar encrenca comigo.
 Sam riu. E eles continuaram conversando a noite toda.

 


Notas Finais


Bom, muito obrigado por ler! Espero que tenha gostado. Eu postei um pouco mais cedo do que esperava devido a compromissos, mas a partir da próxima semana, os capítulos serão postados toda quinta-feira. Agradeço mais uma vez pela sua atenção. ^^
"Nada Será Como Antes."


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