História December - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Super Junior
Personagens Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk"
Tags Eunhae, Romance
Exibições 25
Palavras 2.874
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!
Eu ia deixar pra postar só amanhã ou terça, mas estou ansiosa pra postar o final logo ^^'
Boa leitura~! ♥

Leiam as notas finais, tenho perguntas :P

Capítulo 2 - Chapter Two - Ending (?)


Fanfic / Fanfiction December - Capítulo 2 - Chapter Two - Ending (?)

Eu estava confortável. E aquecido. Estava escuro e eu queria continuar sentindo aquela paz que há muito não sentia. Me mexi para tentar em acomodar melhor e senti uma dor no pulso. De repente me lembrei do que havia acontecido e abri os olhos. Tentei me acostumar com a pouca claridade e identifiquei que eu estava em um quarto de hospital. Meu coração começou a ficar apertado e olhei para meu braço. Eu tinha um curativo bem feito em cima do corte que eu sabia estar ali, e estava dolorido. Talvez algum médico tivesse costurado. Mais em cima havia uma agulha presa em minha veia, e ao seguir o fio vermelho, notei que estava recebendo sangue. No outro braço também havia uma agulha, mas essa levava soro ao meu corpo.

Suspirei. Não era pra isso estar acontecendo. Não era pra ele ter ouvido a canção e nem me visto naquele estado. Era pra eu cantar, voltar pra casa e terminar o que havia começado. Sem testemunhas, sozinho, sem ele. Tentei me sentar e ouvi um barulho vindo de um canto do quarto.

— Você não pode se levantar. - ouvi sua voz rouca chegar até mim e me deitei novamente, me xingando por não ter percebido sua presença.

Ele se aproximou da minha cama e se sentou em uma cadeira me fitando com seus olhos negros e profundos. Eu permaneci quieto e desviei meus olhos para o teto, tentando conter as lágrimas que ameaçavam cair naquele momento. Eu seria forte. Eu tinha de ser forte. Após algum tempo me fitando, e eu o ignorando, ele suspirou.

— O que você tem na cabeça Donghae? - ele esperou alguma resposta minha, mas permaneci calado fitando o teto. - Estou falando com você! - ele subiu a voz, o que fez com que eu olhasse para ele. - O que deu em você para tentar se matar desse jeito?

— Não era pra ter sido desse jeito. - falei sem pensar e minha voz estava rouca e fraca.

— Ah não? Era pra ter sido como então. Me explica seu "plano perfeito". - ele disse com sarcasmo.

Seus olhos transmitiam raiva, e eu não suportaria receber essa carga de si nesse momento. Olhei para baixo e não consegui mais conter as lágrimas. Eu chorava com toda a dor que estava em meu peito, sentia os soluços preencherem minha garganta e cada vez que eu tentava contê-los, mais doía em minha alma. Quando eu achei que ele ia começar a gritar comigo novamente, senti suas mãos levantaram meu rosto e fizeram com que meus olhos se fixassem nos seus. Ele também chorava. Um choro silencioso, mas tão dolorido quanto o meu. Ouvimos um barulho na porta, e Sungmin entrava junto com um homem de jaleco branco, quem eu julgava ser um médico. Tentei conter o choro, e Hyukjae logo se afastou de mim novamente.

— Parece que o senhor Lee já acordou. Como se sente? - o médico se dirigiu a mim, segurando uma prancheta em mãos.

— Estou um pouco tonto… - falei baixo mantendo meus olhos para baixo.

— Normal, você chegou aqui desidratado, está com anemia avançada e perdeu muito sangue nessa tentativa de suicídio. - respirei fundo. Ele tinha que falar tudo aquilo na frente de Hyukjae? Permaneci quieto e ouvi quando Sungmin se pronunciou.

— Ele está melhor, doutor? - estou ficando louco ou ouvi preocupação em sua voz?

— Ele está recebendo soro, sangue e no coquetel de remédios que dei tinha bastante ferro e vitaminas, creio que se ele continuar com o tratamento logo a anemia sumirá. - ele se voltou para mim novamente - Mas creio que o senhor terá que passar com um psicólogo para cuidar do que eu não posso fazer.

— Eu não preci…

— Você vai passar no psicólogo sim, e não tem nem o que discutir, Donghae. - Hyukjae me cortou e respirei fundo me sentindo profundamente envergonhado.

— Bom, quem é o responsável por ele? Preciso da assinatura em uns papéis. - o doutor disse. - E amanhã de manhã ele terá alta já.

— Sou eu, do que o doutor precisa? - Hyukjae acompanhou o médico para fora do quarto, me deixando a sós com Sungmin.

O mesmo se aproximou de mim e se sentou na cadeira ao lado da minha cama. O olhei curioso e vi que ele me olhava com um ar de preocupação em seus olhos. Ele segurou minha mão delicadamente, e como se me passasse forças, a apertou e continuou olhando em meus olhos. Eu estava começando a ficar incomodado, nunca fomos tão próximos assim, mesmo na época em que namorava Hyukjae. Suspirei e me dei conta de que Sungmin tinha pena de mim. Eu era ridículo ao ponto de despertar pena nas pessoas. A que ponto eu cheguei.

— Não estou com pena de você, antes que pense isso. - ele falou baixinho como se lesse meus pensamentos. Antes que eu pudesse responder, ele prosseguiu. - Eu sabia que você estava mal, e foi por isso que pedi que viesse cantar, achei que isso te ajudaria a soltar esses sentimentos ruins. Só não pensei que fosse tão tarde para isso. - olhei para baixo envergonhado - Você não tem que sentir vergonha, eu sei que você ama o Hyukjae, e depois de hoje tivemos todas as provas de que isso é mais forte do que você.

— É tarde demais… - falei baixinho sentindo meus olhos marejarem novamente.

— Donghae, nunca é tarde para o amor verdadeiro.

— Nunca duvidei do que o Hyukjae sentia, Sungmin. Nunca. Mas eu sei que o que eu fiz não é digno de perdão da parte dele. Eu não mereço nem que ele me olhe nos olhos. E eu sei que é tarde demais pra tentar ter o perdão dele, quem dirá fazer com que esse amor renasça dentro do coração dele. - suspirei e as lágrimas voltaram. Sungmin me olhava e tinha seus olhos vermelhos, se compadecendo da minha dor. - Eu deixei ele por nada no momento em que ele havia feito a maior declaração de amor que um dia alguém já fez. Eu decidi ir embora quando ele decidiu me pedir em casamento, quando ele queria que formássemos uma família. E pra que? Pra nada Sungmin! Eu sou o ser humano mais burro que vaga pela face da terra. Eu achava que queria liberdade, viver minha vida, quando na verdade Hyukjae é e sempre foi a minha vida, tudo o que eu precisava sempre esteve nele e eu joguei tudo isso fora a troco de nada. Eu não mereço viver.

Ouvi um barulho na porta e desviei minha atenção de Sungmin. Ele estava parado com a porta aberta e chorava. Ele havia escutado o que eu disse? Não, ele não podia ter escutado, ele havia saído. Eu não suportava ver ele chorar. Ele pediu para Sungmin nos deixar a sós e eu prendi a respiração, temendo pela sua reação. Após Sungmin sair, ele fechou a porta atrás de si e se aproximou devagar de mim, tentando conter suas lágrimas.

— É verdade? - sua voz saiu cortada pelos soluços.

— O que? - perguntei baixinho, fitando os lençóis a minha frente.

— Tudo o que você disse para o Sungmin. - ele havia escutado… Bom, já não havia muito o que fazer mesmo, então apenas assenti com a cabeça. - Você acha que isso é motivo o suficiente para tentar acabar com a sua vida? - ele estava com raiva de novo. Eu simplesmente voltei a chorar e evitava seus olhos. - Donghae! Que direito você acha que você tem para fazer isso por um motivo idiota desses? Onde tá aquele cara cheio de vida e que tinha tantos sonhos e planos para seguir a vida? Ele nunca pensaria desse modo!

— ELE MORREU HYUKJAE. - respondi gritando sem me importar com mais absolutamente nada. - Ele morreu no dia em que eu fui burro o bastante pra te deixar. Ele morreu quando eu deixei você aqui e fui atrás de “viver a minha vida”, idiota o bastante pra acreditar que eu precisava de alguma coisa além de você. - os soluços voltaram com força total, e eu já não conseguia dizer mais nada.

Ficamos em silêncio, um ouvindo o choro do outro. Presos em nossa dor. Eu não queria que Hyukjae tivesse pena de mim, então apenas tratei de engolir meu choro e tentar me recompor. Após longos minutos, nos quais permanecemos presos em nossas mentes, ele falou baixinho.

— Aquela música que você cantou no bar… Era pra mim? - o olhei e ele tinha seus olhos presos nos meus, esperando uma resposta. Apenas assenti com a cabeça, incapaz de falar pelo nó que se formou na minha garganta. - O Sungmin disse que não era pra eu ter ouvido você cantando. Por que?

— Porque… Eu não queria que você soubesse, eu queria que você continuasse com a sua vida bem, feliz. Não queria que você tivesse o peso de alguém sofrendo nas suas costas… E também não queria que tivesse pena de mim… O que não deu muito certo levando tudo isso em consideração…

— Me conta o que aconteceu?

— Como assim?

— Depois que eu saí da sua casa ontem a noite. O que aconteceu? Você parecia bem…

Respirei fundo. Não tinha mais motivos pra esconder nada dele, ele já sabia do pior. Me ajeitei na cama e comecei a relatar tudo, desde como escrevi a música, como encontrei Sungmin e Kyuhyun no outro dia, e como compus a melodia em cima da música. Quando chegou o momento de contar como havia tomado a decisão de desistir de viver, eu e ele chorávamos. Quando eu não conseguia prosseguir, ele simplesmente segurava minha mão, como se me desse forças, e eu continuava. Contei tudo, até o momento em que vi seus olhos no final da música e em como tudo ficou girando e preto de repente, até eu acordar ali.

Ele estava em silêncio e imerso em pensamentos. E eu não tinha coragem de falar mais nada. Eu brincava com os meus dedos em cima do meu colo, tentando manter a concentração em qualquer coisa que não fosse nele, quando de repente ele começou a tirar sua jaqueta. O olhei sem entender nada, e ele me olhou profundamente nos olhos antes de arregaçar as mangas da blusa que ele vestia. Ele esticou seu braço pra mim e fez com que eu olhasse o mesmo. Haviam três cicatrizes em seu pulso esquerdo. O olhei confuso e ele sorriu tristemente pra mim, e enquanto ele falava, apontava para uma cicatriz diferente.

— A primeira foi quase um mês depois de você ir embora. Eu sentia que não valia mais a pena viver, e que nada que eu fizesse traria você de volta pra mim. Sungmin me achou e cuidou de mim nessa noite, me fazendo prometer que nunca faria isso de novo. A segunda foi no meu aniversário. Eu esperei que pelo menos nessa data você me ligaria ou apareceria por aqui, mas você simplesmente não apareceu. Kyuhyun me achou e me trouxe pro hospital, havia perdido mais sangue do que a primeira vez. - ele fitava a terceira cicatriz, a mais avermelhada, e respirou fundo. - A terceira foi ontem. Quando eu li aquela carta que você deixou para mim na biblioteca, eu saí correndo para casa, estava desesperado. Você não parecia sentir minha falta, e falava como se só quisesse me ver pra desencargo de consciência. Por isso cheguei atrasado no seu apartamento, eu não pensei direito, não queria te ver, e a única maneira de conseguir me segurar, era dando fim de uma vez a tudo isso. Mas depois de um tempo, eu me dei conta de que talvez você ainda me amasse, então dei um jeito no corte e corri pra você. - ele chorava silenciosamente enquanto falava, e minhas lágrimas caíam sem vergonha nenhuma, inundando minha visão. - Mas quando estava lá, eu não conseguia me soltar, estava com medo, e você parecia tão bem, que a única coisa que consegui fazer foi sair de lá e correr pra casa da Sungmin, antes que eu realmente fizesse alguma besteira.

Eu não conseguia falar nada. Era muita informação pra mim. Ele recolheu seu braço das minhas mãos e puxou as mangas de volta em seu lugar. Ele olhava pra baixo deixando as lágrimas caírem. Ele parecia tão frágil naquele momento.

— Hyuk… Você… - respirei fundo - Você ainda me ama?

Ele assentiu. Eu senti meu coração ser inundado por alguma coisa quente e sorri em meio às lágrimas. O primeiro sorriso verdadeiro que dava em meses. Segurei suas mãos entre as minhas e ele me olhou. Levantei novamente as mangas de sua blusa e dei um beijo em cada uma de suas cicatrizes, como se com esse ato elas pudessem desaparecer e levar com ela toda a dor que ele passou. Ele me olhava profundamente e puxei ele pra levantar, já que eu não podia por causa das agulhas em mim. Olhei fundo nos seus olhos e disse com toda a firmeza do meu coração.

— Eu te amo Hyuk. Nunca deixei de te amar, e nada fará com que eu deixe, nunca. Você é a minha vida. Eu sei que não mereço o seu perdão, e muito menos mereço que você sequer olhe pra mim novamente. - acariciei as cicatrizes presentes em seu pulso e respirei fundo, continuando. - Eu sei que você sofreu mais que eu, e dá pra ver isso por essas cicatrizes, e é por isso que eu não quero mais que você sofra, por nada nesse mundo. Promete pra mim que você nunca mais vai deixar aquele sorriso lindo que eu tanto amo, morrer?

Ele assentiu novamente e sorriu tímido pra mim, o que me fez sorrir de volta para ele.

— Hae… Você foi realmente um idiota, mas não existe isso de merecer ou não o perdão de alguém. No momento em que você me disse adeus, eu te perdoei. Porque eu te amo e isso nunca vai mudar. E mesmo depois de todo esse tempo, ele só está mais forte. E a única maneira de eu te prometer que não vou mais sofrer e nem deixar meu sorriso morrer, é você estar comigo. O que me diz, Hae? Volta pra mim?

Eu já estava chorando novamente, mas dessa vez era de alegria. Eu nunca imaginei que isso fosse de fato acontecer. Quando voltei para Goyang eu só queria ver ele mais uma vez antes de tentar aceitar que tudo havia acabado de vez. E agora ele pedia pra voltar? Eu sorri em meios as lágrimas de felicidade e ele fazia o mesmo. Ele me dava aquele sorriso gengival que eu tanto amava e sentia falta. Estiquei os braços e ele me abraçou. O apertei contra meu corpo e seu calor familiar me preencheu por completo. Afastei um pouco o rosto e olhei em seus olhos, selando meus lábios aos seus levemente. Ele sorriu com os lábios nos meus, e passou sua língua pelo meu lábio inferior, pedindo passagem. Eu a concedi sem pensar duas vezes e logo seu gosto doce invadiu meus sentidos, tirando aquele amargo que preenchia minha boca há meses. Nosso beijo era calmo e apaixonado, uma troca de sentimentos infinitos, e novamente senti como se meu corpo ganhasse vida, como se finalmente ele estivesse no lugar certo, na hora certa e com a pessoa certa.

Separamos o beijo aos poucos e com leves selares quando o ar se fez necessário. Nos olhamos e ali eu tive a certeza de que Hyukjae era minha alma-gêmea, que no final, sempre acabaríamos um retornando para o outro. Que aquela lenda da linha vermelha era real e que a minha linha era a mesma que a dele.


 

Ficamos a madrugada toda conversando, e quando amanheceu, o médico me deu alta e Hyukjae me levou de volta ao meu apartamento. Me lembrei de que havia sangue espalhado pelo meu quarto e banheiro, e me senti envergonhado dele presenciar aquela cena. Mas ao contrário do que pensei, ele apenas me deixou na cama, e limpou todos os vestígios do que havia acontecido sem falar nada. Ele então me deixou no banheiro para que eu tomasse um banho e ficou a espreita, cuidando de mim. Após isso ele me deitou em minha cama e foi ele tomar um banho, para tirar aquela aura de hospital. Vestiu uma roupa qualquer minha e se deitou ao meu lado. Eu estava quieto pensando em tudo o que havia acontecido, quando ouvi sua voz.

— Está se sentindo melhor, Hae?

— Tô sim, graças a você Hyuk. - sorri e me virei de lado, olhando pra ele. - Obrigado por me perdoar, e por ainda me amar.

— Você não tem que agradecer isso. - ele sorriu e se aproximou de mim, acariciando meu rosto devagar enquanto olhava nos meus olhos - Você é o amor da minha vida, eu sempre vou amar você.

Eu sorri, emocionado com as suas palavras e ele apenas riu, me chamando de chorão. Em seguida me aninhou em seus braços e eu percebi que ali era e sempre vai ser o lugar onde eu pertenço. Sorri me aconchegando em seu peito, e pela primeira vez em meses eu dormi de verdade, ao lado do homem que eu amo.

 

 


Notas Finais


É isso >.< Espero que tenham gostado~! Comentem o que acharam, por favor! :P

Enfim, o que eu queria perguntar:
Eu percebi que escrever me faz muito bem, então pretendo continuar sempre por aqui. Como as duas fics que já escrevi são meio "sérias" e mais pra um lado romântico e profundo, quero mudar isso um pouco na próxima (que provavelmente vou postar essa semana ainda). Tenho dois projetos:
1º Uma OS/DS totalmente hot, com lemon e tudo que EunHae tem direito (6)' (Lembrando que será meu primeiro lemon, então não sei como as coisas podem sair >.<')
2º Uma OS/DS mais leve e engraçada, sendo mais romântica e melosinha :P
Vocês que escolhem! Basta comentar aqui mesmo *-*

Obrigada! Chuuuuu~! ♥


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