História December Girl - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Novos Titãs (Teen Titans)
Personagens Asa Noturna, Ciborgue, Estelar, Mutano, Personagens Originais, Ravena
Tags Bbrae, Beast Boy, Mutano, Raven, Ravena, Teen Titans
Visualizações 868
Palavras 2.708
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nome da fic: Menina de dezembro.
Nome do capitulo: Não quero ser rasgado.
OIOIOI MANAS!!! Como prometido, aqui tá a história nova!!! Tive um problema com ela, me irritei e apaguei todos os 12 capitulos que já estavam prontos só pra reescrever tudo de novo.
Quem é directioner sabe bem o que é uma December Girl (oi Harry, tudo bom?) e isso vai ser explicado ao longo da fic.
Os capitulos serão postados sábado e domingo (e talvez sexta, ainda vou pensar nisso).
Até o próximo.

Espero que gostem.

Capítulo 1 - Don't Wanna Be Torn


Rita Farr gostava de tudo em seu devido lugar. Entre os membros da Patrulha do Destino, ela era conhecida por sua organização impecável e maestria em gerenciar a casa que abrigava, além dela, três homens, que sempre faziam questão de mostrar sua masculinidade, deixando cuecas, camisas e outros utensílios masculinos espalhados pelos cômodos, como se isso provasse alguma coisa.

Ela podia ser uma boa dona de casa, mas, tanto ela quanto seus companheiros de equipe, sabiam que ela era incrível no campo de batalha. Quando Rita se transformava na Mulher-Elástica, não existia vilão capaz de fazê-la desistir de seus objetivos. É claro que imprevistos eram recorrentes nas batalhas da Patrulha do Destino e, vez ou outra, eles perdiam para os vilões, mas isso nunca tinha sido o bastante para fazer com que eles desistissem de transformar o mundo em lugar melhor.

Mento, Homem-Robô e Homem Negativo eram a família que Rita tinha, e ela não nunca media esforços para protegê-los, porém, em toda casa existe alguém que pode ser denominado como o “queridinho”, “filhinho da mamãe”, “bebê”, e, naquela casa, esse alguém era ninguém mais, ninguém menos que Garfield Logan, mais conhecido como Mutano, integrante dos Titãs originais, metamorfo, verde, com várias qualidades que se destacavam (o dom de contar piadas não se incluía nessa categoria), e, claro, queridinho de Rita Farr.

- Mãe, eu estou bem, sério – Mutano revirou os olhos, enquanto Cyborg enfaixava sua cabeça, tampando o enorme corte que tomava conta de sua testa. – Foi só um descuido.

- Descuido?! – Rita quase gritou, aproximando o rosto da tela do celular, fazendo com que o metamorfo se afastasse de seu aparelho quase imediatamente, com a impressão de que ela sairia pelo vidro. – Você podia ter morrido, Garfield!

- Mas eu não morri e estou bem, de verdade.

- Victor, você deu algum remédio para dor? Ele precisa colocar um gelo nessa testa, já pensou se isso causar uma enxaqueca? Você sempre teve problemas com dor de cabeça, Garfield!

- Eu já cuidei de tudo, Mulher-Elástica – Cyborg sorriu. – Quer dizer, Rita. Ele vai ficar bem em alguns dias.

- Vocês tem certeza de que não precisam de ajuda? Eu posso passar alguns dias aí e...

- Não! – Asa Noturna gritou, fazendo Rita encolher os ombros. – Nós damos conta, além do mais, o Plasmus foi preso, então não existe mais risco de ter carros voando pelo centro da cidade.

- Mas e o que os jornais estão falando? – ela franziu o cenho. – Não acredito que aqueles abutres que se autodenominam jornalistas tiveram coragem de inventar que você se meteu em uma briga de bar, Gar!

- Pois é... – Mutano corou, desviando os olhos do celular. – Eles não gostam muito de mim desde...

- É melhor você não nos lembrar disso – Asa Noturna falou entredentes, apertando o ombro esquerdo do amigo com mais força que o necessário. – Todos nós lembramos muito bem de quando você surtou e se achou no direito de quebrar a redação do JC Daily.

- Eu não surtei. Eles inventaram coisas horríveis sobre mim, o que eu podia fazer?!

- Aceitar calado como todos nós fazemos? – Cyborg perguntou, jogando algumas gazes no lixo. – Estamos mais do que acostumados com as fofocas que esses caras inventam, mas isso não é motivo para ir lá e destruir o local de trabalho deles.

- Talvez eu tenha surtado. – Mutano admitiu.

- Sim, por causa da bebida – Asa Noturna lembrou. – Você estava muito mais do que bêbado, Garfield. Acho que não existe palavra que possa definir o seu estado naquele dia.

Mutano fez uma careta e passou os dedos pelo curativo que Cyborg havia feito, gemendo baixinho ao sentir a cabeça dolorida. Olhou para o celular outra vez, vendo o olhar preocupado no rosto de Rita, e esforçou-se para sorrir.

- Está tudo bem, mãe. De verdade.                                           

- Tem certeza? – ela perguntou apreensiva. – Não quero que fiquem inventando coisas a seu respeito.

- Eles sempre fazem isso.

- Mas eu não gosto. Eu sou sua mãe, me preocupo com você.

- Eu sei, e agradeço por isso, mas olha só pra mim – apontou para o curativo. – Estou novinho em folha.

- Você tem certeza de que o Plasmus foi preso, Asa Noturna?

- Absoluta. – o líder respondeu.

- Eu fico mais tranquila... Não quero que o meu filho seja atingido pelo espelho retrovisor de um carro na cabeça outra vez.

- Ele não vai ser – Cyborg riu. – Nós vamos tomar conta do seu bebê, Rita.

Rita sorriu com a fala de Cyborg e disse mais algumas vezes que se importava com Mutano e que o amava muito. O metamorfo não fez muita coisa além de balançar a cabeça e falar “eu também, mãe”, contando os segundos para que ela finalizasse a ligação e o deixasse dormir.

- Eu preciso ir – Rita informou. – Recebemos uma denúncia anônima sobre uma nova gangue na cidade e o Steve quer investigar imediatamente.

- Se precisarem de ajuda... – Asa Noturna deixou o resto da frase morrer no ar, pensando se estava disposto a juntar sua equipe à Patrulha do Destino novamente.

- Sim, eu sei. Obrigada.

- De nada.

- Garfield, eu ligo mais tarde, ok?! Tome aquele remédio que eu te dava quando você era pequeno e ficava com dor de cabeça. Tenho certeza de que ele vai funcionar.

- Pode deixar – Mutano sorriu fracamente. – Eu te amo.

- Eu também te amo. Nos vemos depois.

A ligação foi finalizada e Mutano finalmente soltou todo o ar que estava prendendo inconscientemente. Largou o peso do corpo no encosto da cadeira e fechou os olhos, incomodado com o excesso de claridade da enfermaria da Torre.

Deixou seu corpo relaxar e sentiu seus sentidos cederem ao sono que estava sentindo, mas como ele costumava dizer: tudo que é bom, dura pouco.

Ele foi arrancado violentamente de seu quase sono, sendo sacudido por Asa Noturna, que não parecia estar nem um pouco feliz. Cyborg estava logo atrás do líder, sustentando uma expressão tão severa quanto à dele, ou talvez até um pouco mais se levasse em conta a mancha de sangue que Mutano tinha deixado no estofado de seu precioso carro.

- Eu posso explicar – o metamorfo falou rapidamente. – Eu posso mesmo explicar.

- Você não precisa disso. – Asa Noturna rosnou, jogando o jornal daquela manhã no rosto dele. – O jornal explicou tudo.

- O jornal mente.

- Não em relação à você.

- Ei! Você se lembra daquela vez que eles falaram que o meu filme favorito é Star Wars?! Eu odeio Star Wars!

- Você quer mesmo fazer gracinha? – Cyborg perguntou, incrédulo.

- Ahn...

- Por que, Garfield? – Asa Noturna voltou a falar, andando de um lado para o outro. – Por quê?

- Ele me provocou.

- Sério?! E isso era motivo para começar uma briga?

- Em minha defesa, ele começou.

- É mesmo? E o que ele disse?

- Que o Aqualad era melhor do que eu. – Mutano deu de ombros, olhando fixamente para suas próprias unhas. – E depois ele me perguntou se eu ficava grande e musculoso quando estava com raiva. – olhou para os amigos, mostrando toda a indignação que sentia. – Olhem para mim! Eu já sou musculoso.

- Eu não acredito nisso – Asa Noturna gemeu. – Você é um irresponsável! Passou pela sua cabeça que aquele cara podia ter morrido?

- Dick, ele sabia lutar.

- Não interessa! Você é treinado, mas e ele?

- Eu não sei, mas...

- Não tem explicação para o que você fez! Até hoje nós respondemos um processo porque você quebrou a redação do JC Daily!

- Isso de novo? Cara, já passou e...

- Não, não passou!

- Você teria sido preso se o prefeito não tivesse relevado a situação porque já salvamos a cidade várias vezes! Você passou meses prestando serviço comunitário, Garfield. MESES!

- Ei, eu me lembro! Até hoje sinto o cheiro daquele lixão quando vou dormir... – fez careta.

- Acho que o tempo que você passou reciclando lixo foi pouco – Cyborg balançou a cabeça negativa. – Nós te demos uma segunda chance e você acabou de destruí-la causando uma briga de bar. É ridículo, até mesmo pra você.

- O que você quer dizer com isso?

- Que você precisa mudar, cara! Dessa vez, você levou uma garrafada na cabeça, mas e se aquele cara estivesse com uma arma ou algo do tipo?

- Eu sei me defender.

- Não é o que parece – Asa Noturna apontou para testa de Mutano. – Por mais que você tenha pedido desculpa por ter destruído a redação do jornal, eu sei que você não se arrepende nem um pouco. – tirou a máscara para olhar de um jeito mais sério para o amigo, que engoliu em seco. – Eu não tenho o que reclamar da sua postura dentro da equipe porque você é um ótimo super-herói, mas isso não te faz ser inatingível. Sei bem o que os jornalistas falam de você e todos nós passamos por isso. Cada um de nós precisa lidar com notícias falsas e ridículas todos os dias, mas isso não é motivo para quebrar um local de trabalho.

- E só porque um cara disse que o Aqualad é melhor que você não significa que ele precisa apanhar. – Cyborg completou.

- Ele me comparou ao Incrível Hulk! – Mutano levantou as mãos.

- Garfield...

- Tudo bem – ele suspirou. – Eu errei, e dessa vez estou arrependido. Minha testa está doendo e eu quero dormir. Por favor, eu estou sempre disposto a ajudar qualquer pessoa, vocês sabem disso, mas... Eu precisava de um tempo pra mim. – confessou. – Não vai acontecer de novo.

- Você disse isso quando foi prestar serviço comunitário. – Asa Noturna arqueou uma sobrancelha.

- E cumpri a minha promessa até ontem à noite.

- Está bem, você pode ir para o seu quarto.

- Obrigado.

- Mas vamos conversar sobre isso depois, você conhece bem as regras sobre se meter em confusão.

Cyborg riu baixinho quando Mutano encolheu os ombros, sabendo que não estaria livre do sermão de Asa Noturna. Balançou a cabeça e quase sentiu pena do amigo, tentando entender o que o levava a fazer coisas tão impensadas quanto às que ele andava fazendo.

O metamorfo não era um garoto-problema como a mídia dizia que era. Na verdade, tirando a briga no bar, o único problema sério que ele tinha se envolvido fora o da redação do JC Daily, que foi noticiado por quase um mês e meio, com várias fontes de informação detonando o Titã, sempre apoiando o lado dos jornalistas que não davam sossego por um minuto sequer.

Os Titãs não costumavam pagar preços tão altos por serem uma equipe de super-heróis, mas com o passar dos anos, a vida deles pareceu se tornar interessante para a mídia, que sempre fazia questão de mantê-los nos jornais e revistas, divulgando informações verídicas e outras que não passavam de mentiras criadas no intuito de vender.

No início, eles não se incomodavam. Era gratificante receber atenção por parte dos jornais e a população gostava cada vez mais deles. Contudo, depois de um tempo passou a ser quase ofensivo. Eles não podiam mais sair na rua ou passar um dia no parque sem serem fotografados várias vezes, sem permissão.

Os Titãs que defendiam a liberdade da população de Jump City com unhas e dentes, acabaram perdendo a sua própria em função da mesma população que tinha sede de entretenimento.

Se trabalhassem em um circo, seriam os palhaços.

- Vocês acham que o cara vai prestar queixa contra mim? – Mutano perguntou, começando a ficar preocupado. Conhecia bem o poder que uma simples reportagem tinha e não queria que seu nome ficasse mal falado. Quer dizer, não queria que ficasse mais mal falado, já que graças a um único erro, ele tinha se tornado um badboy aos olhos dos jornalistas e da população. – Não quero ter que prestar serviço comunitário de novo.

- Eu não sei – Asa Noturna suspirou. – Talvez...

- Existe alguma chance de acreditarem que foi o Plasmus quem me machucou?

- Não – Cyborg riu. – Ele está dormindo há meses desde a última vez que a Ravena entrou no corpo dele.

- Coitado, imagino o trauma.

- Garfield...

- Não está mais aqui quem falou – ele gargalhou. – Mas aquilo que ela faz com a alma me dá arrepios.

- Eu vou ligar para o delegado e perguntar se alguém registrou uma queixa contra você – Asa Noturna informou. – Não se preocupe, tirando o incidente do JC Daily, você nunca fez nada demais.

- Avise isso aos jornalistas. Vocês se lembram de quando eu me transformei em um elefante para ajudar os bombeiros e eles jogaram a culpa do incêndio para cima de mim?

- Como esquecer? – Cyborg perguntou, balançando a cabeça. – As pessoas ficaram com medo de você.

- Por que eles são tão cismados comigo?

- Porque, por mais que eu odeie admitir isso, você é o mais popular... Todo mundo sempre acredita no que falam de você, então, juntando isso e a sua falta de paciência com os paparazzis... Eles acabam tendo a vítima perfeita.

- Isso é um saco.

Os três Titãs ficaram em silêncio, pensando em uma forma de contornar a situação que, provavelmente, já estava sendo completamente distorcida nos programas de fofoca. Asa Noturna sabia que não podia passar a mão na cabeça de Mutano, uma vez que ele tinha errado ao começar a briga, mas também não podia deixar que o amigo fosse detonado por informações maldosas.

A tranquilidade da enfermaria foi destruída em menos de cinco minutos, quando Estelar entrou como um furacão, fazendo com que as portas vai-e-vem balançassem com força, criando um barulho alto e chato.

Ela olhou para os três rapazes e gesticulou com as mãos, falando rápido demais e impedindo que eles entendessem o que tinha acontecido. Asa Noturna tomou a liberdade de segurar a amiga pelos ombros e a sacudiu de leve, ajudando-a a se acalmar.

- O que aconteceu? – perguntou sem conseguir esconder sua preocupação.

- ElesestãofalandodoamigoGarnojornal. – Estelar respondeu rapidamente.

- O quê?

- Eles estão falando do Garfield no jornal – Ravena explicou, entrando no cômodo. – E não estão falando bem.

- Como assim?

A empata deu de ombros e virou seu iPad para os outros Titãs, mostrando um programa matinal muito famoso em Jump City e na região.

Duas mulheres e um homem conversavam animadamente, entretendo a platéia que parecia extremamente interessada no que eles estavam falando. No canto da tela tinha uma foto de Mutano, tirada no exato momento em que ele dava um soco no rosto de um homem no bar, começando a briga que seria o assunto da semana.

Um pequeno Papai Noel ficava andando de um lado para o outro na tela, carregando a legenda da notícia enquanto andava. Mutano franziu o cenho. Era uma péssima maneira de anunciar a chegada de dezembro, principalmente porque a legenda não era nada boa, contrastando com a imagem feliz e inocente do Bom Velhinho que estava ali para alegrar a situação.

Infelizmente, ele só estava servindo para deixá-la pior.

- Você só pode estar brincando comigo. – Asa Noturna rosnou, tomando o iPad das mãos de Ravena. Estelar esfregou as mãos nervosa e Cyborg soltou um suspiro pesado, enquanto Ravena manteve a mesma expressão de sempre no rosto. Ela não demonstrava nenhum tipo de emoção, mesmo que estivesse tão chocada quanto seus amigos.

Mutano deu alguns passos para frente e leu a legenda outra vez para ter certeza de que aquilo estava acontecendo. Para o desespero dele, a situação era bem real e a legenda era clara:

Mutano: herói bate em civil incapaz de se defender após escutar uma crítica sobre seu trabalho. Vítima conta sobre os minutos de terror que passou nas mãos do Titã e deixa claro: “Eu não confio em um super-herói que só sabe alimentar o seu super-ego. Talvez ele seja um perigo para a cidade do mesmo jeito que foi para mim.”

Lentamente, o metamorfo cambaleou até a cadeira que estava sentado antes e apoiou-se nela, fechando os olhos com força. Aquele programa... Aquela droga de programa era transmitida para o país todo. Ele estava ferrado e sabia disso. Com a ficha limpa ou não, seus problemas estavam apenas começando, ironicamente, assim como o mês de dezembro.

Suspirou.

Rita Farr morreria de desgosto.


Notas Finais


Chora nããããããão coleguinha!!!!!
Comentem :)


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