História Decifra-me - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Bruxas, Deuses, Exo, Harem, Kris, Luhan, Romance, Xiumin, Zitao
Exibições 91
Palavras 2.286
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Fluffy, Harem, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa tarde!
Preparados para revelações? hehehe <3
Boa leitura :D!

Capítulo 2 - Meu passado me condena


Fanfic / Fanfiction Decifra-me - Capítulo 2 - Meu passado me condena

 

  Eu soube que estávamos no lugar errado e no tempo errado, quando senti o cheiro peculiar de algo que no Egito arcaico nem havia vestígios. Magia ancestral.

  Abri meus olhos e o que havia diante deles poderia ter me feito cair ajoelhada coberta de medo. Mas medo era algo que nem sentia mais, não por mim. Ammit no entanto era jovem, com conhecimento demais dado de forma errônea. Ela caiu chocada.

— O-onde estamos?

  Perguntou amedrontada. Eu fui até ela e levantei seu corpo assustado.

  O mago encapuzado e de rosto enrugado mais do que qualquer coisa viva que já pisou na Terra antiga ou nova, em todas a eras e tempos, se voltou para nós duas e eu vi seus olhos vagos, lotado de poeira cósmica e conhecimento, abarrotado de segredos e tragédias. O grande senhor das terras abaixo.

  Aquele mago nunca recebia ninguém, ele controlava o tempo, abria fendas no espaço com sua mente e era considerado um perigo ao mundo continental antigo. Minha avó contava sobre ele ao meu pai que contou para mim. A lenda é que ele afundou com a Atlântida. Eu nunca acreditei, claro.

 Poucos o viram. Ele era o início, mais do que qualquer deus, entidade ou criatura já foi.

— Meu senhor – Me curvei e ergui as duas palmas para ele, não entendia porque estávamos ali e obviamente Ammit foi enganada, mas fosse o que fosse, desagradar aquele mago não era uma opção – Eu o saúdo, senhor do tempo.

— Sua avó tinha razão em tudo o que disse, você de fato é uma neta de Andara. Cumpristes todo o seu dever e encargo de sua alma e natureza, e embora os humanos não superaram sua natureza autodestrutiva, você foi melhor do que todos os outros, mais do que um deus, mais do que os antigos. Andara realmente sabia o que estava fazendo...

  E ele sorriu deixando os olhos realmente em escuridão estrelar e eu me deixei envolver com aquele brilho por algumas frações de segundo.

  Eu me lembrava de tudo agora, de todas as minhas vidas e cada detalhe delas, contudo aquilo era antes de meus pais nascerem, não era um ambiente familiar, ainda assim cresceu o desejo em mim de ver a pessoa que nunca vi... Minha avó.

— Ela está aqui? Em que tempo estamos, meu senhor?

— Você o conhece, Rubiath?

— Ela nunca me viu, porém me conhece claro, sua eu do futuro, Ammit, serva de Anúbis, sabe demais para a tranquilidade de todos em seu mundo, ela é considerada um perigo aos deuses, contudo ninguém pode vencê-la ou matá-la, um enigma que ninguém mais conhece, ninguém do mundo desfragmentado claro – Ele explicou paciente para Ammit e depois sorriu sereno, se houvesse alguém que podia ser comparado ao criador e que tivesse uma forma física, esse seria aquele mago – Mas Laine sabia que para proteger tudo o que sabe e assegurar o equilíbrio do mundo após destruir duas grandes profecias, era voltar para a terra de seus antepassados e por mais complicado que as coisas estejam em se mundo, Osíris não tinha a autorização de mandá-la buscá-la para  realizar a tarefa que ele não foi capaz. Por isso eu trouxe ambas para cá, Laine não vai mais interferir no passado como os deuses querem, isso agora é minha responsabilidade. O tempo dela como serva subserviente terminou - E ele se voltou para mim pacifico como um mar sem ondas e feroz como o prenúncio de uma tempestade avassaladora – Sua avó fez do impossível possível para salvar a humanidade fadada ao fim com as fúrias por seu amor ilimitado aos humanos e eu permiti, porque ela pagou sua dívida e tinha um bom motivo. Mas assisti com o passar das Eras você, Rubiath se tornar serva de deuses em seguida de outros quando nunca deveria ter sido, e sabe disso, sabe que o pedido do seu pai alterou todo o seu destino irreversivelmente. São esses imprevistos que me irritam profundamente.

— Meu senhor – Eu o interrompi séria, aquilo não fazia sentido... – Isso não faz sentido...

— Vou responder sua pergunta, Rubiath, mas antes vou enviar Ammit de volta – E ele se voltou para ela imponente – Você irá voltar para casa e se esquecer de tudo o que Osíris lhe contou e mostrou, e sua mente estará fechada para a manipulação de deuses até seu último suspiro. Saia do Egito quando Anúbis dormir. É uma ordem!

  Ammit caiu e desapareceu dali. Eu ofeguei.

  Então era isso... Eu tinha realmente saído do Egito depois que Anúbis partiu, não sem antes causar muita confusão na necrópole que criou. E a noção do que acontecia ali foi a única coisa que realmente me abalou...

— Isso já aconteceu, então meu eu do futuro foi alterado por esse nosso encontro do passado...

  Murmurei um pouco sem fôlego. Agora fazia sentido porque abandonei meu senhor... Era uma ordem dele! Ele assentiu suave.

— Estamos ambos presos no círculo infindável, Rubiath, você e eu, e isso começou com sua avó me pedindo autorização para buscar seu avô na prisão, tantos anos à frente. Na época eu não disse a ela, claro, porque ela não deveria saber, mas isso alteraria todo o mundo, sua avó tinha a visão, mas não a consciência do que tudo isso ia acarretar para sua prole e eu aceitei, porque sabia que esse dia chegaria, o dia do nosso encontro.

  E então tive outra epifania, aquele tempo não era o tempo que eu imaginava ser.

— Não estamos no continente na época da Andara, não é?

— Estamos no mundo anterior.

  E ele sorriu de canto, eu respirei fundo.

— Nenhum humano pode...

— Não somos humanos Rubiath, somos o que foi, o que é e o que será. Venha, temos que conversar sobre seus últimos anos de vida e suas últimas decisões. Eu tenho três tarefas para você, bruxa e se cumprir voltará para casa e viverá do jeito que aprouver desperdiçando seus poderes ilimitados como tanto anseia. Dobrei o tempo demais para esse dia.  E como não somos criador e criatura, estamos rasgando os véus, concorda?

  Eu assenti e desviei meus olhos para a caverna rústica e úmida em que estávamos. Quando exatamente...?

— Água, estamos no tempo do mundo das águas. Estamos no início dos tempos desse planeta.

  Ele subiu as escadas laterais e escorregadias e eu o segui.  

  Em pouco tempo saí para um céu róseo lindo com estrelas próximas e um vasto oceano de águas turbulentas. Mas o que mais me impactou foi o imenso deus das águas que era lenda velha mesmo entre meus pais. Com o corpo fluídico e os olhos de corais, ele estava sentado em uma imensa rocha assistindo animais ferozes brigarem por algo que eu não sabia identificar o que, mas que quando sai da caverna e o encarei, os animais acabaram devorando e ele se voltou para mim e modificou sua forma até tomar a imagem de Yifan e fazer meus joelhos dobrarem.

— Não faça isso...

  Pedi em sussurro caindo no chão. O Yifan aquático tocou meu rosto deixando rastros de água salgada nele.

“Eu te esperei uma eternidade minha campeã, eu tomarei a forma que acredita mais amar para ser algo que te faça se sentir em casa – Ele pensou sereno e então me ergueu apenas com a mão em meu rosto – Este homem, esta criatura, o que ele representa para você?”

— É um dos machos dela, majestade. Não faça isso...

  E ouvi o mago dizer frio e aparentemente ele também, porque voltou a uma forma masculina comum e desconhecida me fazendo respirar aliviada. Meus machos eram minha fraqueza? Sempre foram desde minha primeira vida. Sempre seriam...

—Você sabe que quando eles morrerem vão reencarnar, não sabe, Rubiath? – O mago veio para mim e se voltou para o mar turbulento, parando ao meu lado – Qualquer coisa que fizer será em vão, não poderá tê-los para sempre.

— Sei disso.

   Respondi baixo. Eu sabia muito bem daquilo, eles eram almas gêmeas do Xiao, não minhas e Aicos era apenas meu amor proibido. Ele iria voltar para o submundo quando morresse, e eu ia desfragmentar.

— Ainda assim...

— Eu os amo, meu senhor, e os amarei até meu último suspiro. Espero que isso responda a sua pergunta porque não tenho outra resposta.

  Ele riu e assentiu, então voltou a encará-la.

— O oceano é turbulento e não vai se acalmar sozinho. Você é uma bruxa da terra de sétima grandeza forte e violenta, embora vive se domesticando, acha que pode acalmar o oceano? Domá-lo? Teve vinte e duas vidas para treinar todo o seu poder, se acha preparada?

— Você me trouxe até esse ponto remoto do passado para que eu dome um oceano desse porte?

  Ele sorriu e apontou o deu que voltava a assistir sorridente a fúria dos animais aquáticos violentos.

— Ele é o Oceano Rubiath, dome-o e as águas vão ser domadas. Geralmente o oceano encharca a terra, acha que é capaz de secar o oceano? De fazê-lo palpável? De fazê-lo dobrar?

— Não soou uma deusa!

Dei dois passos para trás assustada. Ele sorriu de canto novamente.

— Quem disse que não? Acha que uma reles bruxa chegaria até aqui comigo? Você foi concebida como deusa Rubiath, você concebeu filhos sem fecundação masculina, você sempre foi uma deusa reencarnada. Adriath nunca te disse? Nunca cogitou do porquê foi capaz de absorver sozinha magia altrariana quando nenhum outro deus pode, nem os desse lado nem os do outro lado do universo? Acha mesmo que foi Hades quem surgiu na anunciação de Maria? Não foi – E os olhos dele tomou a forma do anjo negro... O deus da anunciação -  Ele e você tiveram lembranças alteradas por mim. Eu fui a entidade da anunciação que lhe deu à luz para engravidar do profeta, eu e Pontos. Que a espera desde então.

— Me espera...

  Meu segundo choque, futuro. Não podia ser...

— Esse é o passado ou o futuro? Pare de me confundir, meu senhor.

  Pedi irritada. Ele gargalhou.  Me voltei para o deus mais velho e primordial, assombrada.  Jamais pensei que um dia veria tal ser... Ele me olhou de volta e estendeu a mão formada de água em movimento sorrindo feroz.

— Me acalme, Talassa.

  Me virei subitamente agressiva para o mago.

— Me trouxe para cá para isso?

— O oceano precisa serenar e só você pode fazê-lo...

— Não sou Talassa!

— Claro que é, você é a contraparte do deus, faça o que sabe fazer, acalme a fúria e lhe dê serenidade. É um terço do preço por eu ter salvado sua vida das mãos de Osíris ou acha que ele ia deixá-la voltar tendo seu poder entre os dedos? Todos querem seu poder Rubiath, ainda não entendeu? Devia ter aceito quando Hades te ofereceu alforria. Manteve seus filhos reais e continuou ameaçando os poderes absolutos... Sua sorte, é que Gaia agora é sua menina. Do contrário teria causado outra guerra divina. Mas amarrou bem seus filhos em consortes fracos, diluir o sangue para amenizar, um artifício que aprovo. Agora respondendo sua pergunta, não, estamos no passado realmente e você precisa dar vida a Magdalena. Ou prefere chamá-la de Taumante?

  Sofhie era... Minha filha?

  Eu queria estapeá-lo, mas eu sabia que ele dizia a verdade, o mago não desperdiçaria palavras falsas. Lembranças me atingiram como um tornado:

“Ela é mais velha que nós, ela já viu mais coisas...” Andaluzia.

“Madá não é uma de nós...”

“Eu sempre fui o perigo, não um perigo, velha...”

  E a verdade é que nem eu, sem Ceif sabíamos quem Magdalena era realmente, ela se juntou a mim, se tornou minha yin e vivemos últimas encarnações juntas, contudo, ela não era original, nunca foi, seu poder era sempre mais velho, violento e inconstante, ela tinha almas gêmeas, de verdade. Não uma ilusão, como eu e minha irmã menor.

— Sim, sua amiguinha inseparável dos últimos dois mil anos que existiu é Taumante. Não cria de Gaia, e sim sua cria com Pontos. É o estigma da deusa, Rubiath, simples na verdade. Seu problema foi sempre querer se diminuir em pró de alguém que nunca mereceu sua fidelidade canina. E eu como tempo impassível precisei assistir a tudo, de novo e de novo e de novo até que finalmente voltasse para a pirâmide de seus pais e me proporcionasse a possiblidade de buscá-la. Mas Osíris estava de olho também claro, afinal Taumante é uma das únicas coisas que o amedronta. Ele sabe que se a roubassem ia conter esse momento. Mas quem ela não amedronta, não é? Contudo você bloqueou tudo de mais antigo nela para a última vida, o que fez muito bem, a propósito, contudo a falha é que quando ela morrer, ela volta para a origem enquanto você desfragmenta. Assim, se quiser ter Magdalena como você faça o que digo e vá para o Oceano.

  Eu fechei meus punhos e evitei socar o senhor do tempo.

  Manipulação me irritava, profundamente.

— Para onde vamos depois?

— Aplacar certo anjo caído que não sabe a hora de parar. Precisa enterrar Rubiel vivo, essa tarefa é sua. Ele já espalhou filhos pela humanidade demais, criou muitas gárgulas, se envolveu demais com os humanos. Você irá pará-lo.

  Fechei meus olhos estremecendo horrorizada. Eu fui a algoz do pai de Xiao...?

—Vamos Rubiath, faça sua primeira tarefa.

  E Pontos estava as minhas costas tocando meus ombros e molhando meu corpo enquanto o mago voltava para a caverna silencioso.

— Me faça físico, Talassa, me dê seu toque terroso. Me absorva.

 Sussurrou e quando eu me voltei para ele. Sua forma era de Xiao. Suspirei.

— Não precisa usar esse artifício comigo, majestade. Eu estou aqui, eu farei o que desejas de mim.

Toquei o ponto do seu peito e tornei o homem aquoso, em uma mistura de água, terra e músculos. Ele me ergueu no colo e eu o abracei.

 

 


Notas Finais


E é isso amores!
E para quem queira saber sobre quem é Pontos, vou deixar um link útil hehe
http://portal-dos-mitos.blogspot.com.br/2014/03/pontos.html

Beijinhos!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...