História Decifra-me - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Bruxas, Deuses, Exo, Harem, Kris, Luhan, Romance, Xiumin, Zitao
Exibições 59
Palavras 2.200
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Fluffy, Harem, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa tarde!
Preparados para mais surpresas?
Boa leitura!

Capítulo 3 - Sou a velha que caminha solitária


Fanfic / Fanfiction Decifra-me - Capítulo 3 - Sou a velha que caminha solitária

 

   Eu entrei na caverna profunda em que Rubiel normalmente dormia, sozinha.

  O mago não quis entrar e eu descobrir porquê em seus olhos, ele temia Rubiel, o que era extremante irônico, mas me favorecia.  Enquanto seguia os rastros que o anjo deixava atrás de si eu refletia sobre tudo o que sabia dele.

  Portador da luz radiante... O primeiro anjo... O mais poderoso e aquele que teve mil amantes humanas, mas se apaixonou por uma única. A mãe de Xiao. Aquele que gravou em pedra o seu último desejo e fez de suas criaturas seres que protegeriam a partir de seus erros, a humanidade quando a luz não estivesse no mundo e seguindo maldiçoadas como sua própria sina. Não foi correspondido pela única mulher que amou e desistiu, se entregando ao sol e queimando suas asas, deixando que seu corpo tomasse a forma de pedra para sempre.

  “A única saída para acalentar um coração é a morte?”

  Ele deixou grafado em sua tumba profunda na necrópole do Egito. Eu fui investigar para entender melhor de Xiao em uma época e aquilo me incomodou, aquele enigma, o que significava? Eu demorei a entender e quando entendi... Eu o libertei.

  E nunca disse a ninguém, claro. A final aquele era um dos oráculos de Maria. O mundo precisava acreditar que Rubiel jamais voltaria porque a morte não era o único caminho, embora eu tivesse trabalhado nela por mais existências do que foi suportável.

  Embora Hades viu em mim a Ceifeiro que minha natureza quando encarnada demonstrava a olhos sensíveis. Eu tinha ensinado ao pequeno Joshua que ele era o caminho, a verdade e a vida.

  Ergui os olhos e sorri ao ver a mesma frase em sumério nas paredes profundas e iluminadas pela luz angelical.

  Rubiel sofria... Eu seria sua algoz? Ou seria o contrário?

— Quem és?

  E dois braços fortes me paralisaram pelas costas enquanto uma pele de marfim era vista pelos meus olhos circulando meu pescoço. Respirei fundo, eu devia aquilo ao pai no meu Xiao muito mais do que para aquele Mago chantagista.

— Meu nome é Laine, senhor da luz e venho do futuro. Eu tenho um recado e uma tarefa.

  Ele me soltou resmungando e eu ofeguei. Essa voz era uma voz muito familiar mesmo que estivéssemos falando em sumeriano arcaico. Me voltei lenta e vi uma versão muito musculosa, loira e grande do meu Yifan. Precisei me apoiar na parede para suportar a visão que se descortinava diante de mim. Enlil usou o Yifan original para dar vida ao Rubiel...

  Como eu não previ?

— Me conheces, deusa?

— Não sou uma deusa! – Resmunguei, mas grossa do que nunca fui. Aquilo era uma espiral para me atormentar? O que eu fiz de tão grave para ser usada dessa forma? “Devia ter aceito quando Hades te ofereceu alforria” A voz do mago preencheu minha cabeça e eu a afastei, nunca! – Sou uma bruxa...

  Disse respirando fundo e me erguendo para olhá-lo melhor, ele ainda tinha suas asas, imensas e imponentes asas negras... Ele e Lúcifer tinham asas negras, Dângelo branca, afinal Dângelo nunca tocou nenhum mortal e ainda foi usado por mim e Adriath como moeda de troca futura... Talvez eu tivesse feito realmente algo monstruoso para merecer aquele castigo. Talvez pudesse ainda que por meios tortos me redimir... Mesmo que já tivesse feito, talvez. Hora de ser uma bruxa de verdade Rubiath! Disse a mim mesma...

— Pareces uma...

— Não acredite em tudo o que vê, eu sou apenas uma velha que caminha solitária nesse mundo insano – Sorri ao recordar que Anguardia e Magdalena sempre me chamavam assim – Dângelo precisará de você no futuro, ele te ama, Rubiel e chegou a hora de retribuir ao amor do seu meio irmão, concorda?  - Ele deu passos para trás assustado e eu soube que tinha achado o ponto que precisava para fazer o que era necessário. O Mago queria que eu realmente o matasse? Ele ainda não me conhecia! – Você quer se suicidar, eu sei e não me pergunte como eu sei, como eu disse sou muito velha... Entretanto eu tenho um meio termo, claro que precisaremos que arranque suas asas para ser convincente, mas não as queime, vamos guardá-la em uma de suas gárgulas para um dia, se desejar, ir retomá-la... Afinal sua morte precisa ser crível e seu filhos precisam sentir que perdeu seu símbolo angelical.

— Como sabes disso?

— Daqui a seis mil anos e mais uns aninhos Dângelo irá se matar, ele descobrirá que as marcas que possui são falsas, ele vai perder sua última esperança de não mais seguir sozinho e vai queimar. Não permita, quando a hora chegar, anos antes você vai se libertar, sua tumba irá se abrir e você vai procurá-lo, encontrá-lo e cuidá-lo então. Sei que ama a amazona, mas ela não te pertence nem nunca te pertenceu. Dê seu coração a quem realmente vai protegê-lo e cuidá-lo. Faça Dângelo feliz, Rubiel. Nós dois devemos isso a ele.

— E Lúcifer?

— Virou um deus, não soube?  Deixe ele seguir seu próprio caminho, ele vai ser amado também e aquele lá é um macho esperto.

  Eu quase ri e ele viu o riso em meus olhos. Então cruzou os braços e sorriu também.

— Nos veremos nesse futuro, velha?

— Quem sabe – Dei de ombros e pisquei – Mas eu estarei na última fronteira do mundo, caso queira ir para um lugar em que possa passar seus últimos anos em paz. Eu o receberei em minha casa com prazer, como um pagamento pelo que farei agora. Mas só vá, depois de buscar nosso sentimental anjo triste. E só vá, quando a última lua vermelha nascer naquele tempo. Eu não estarei lá antes disso.

— Tem certeza disso?

— Eu tenho, você é pai de um homem muito importante na minha vida, seu sangue corre nas veias dele e ele é o mais fiel dos homens que já nasceu nesse mundo. Além do que, nesse futuro você vai ser um anjo bom para seus netos não vai?

— Netos...

 Foi a vez dele de se apoiar na parede e eu assenti. Sim, netos Rubiel, pensei aliviada... Netos...

— Agora podemos?

   Abri os braços e sorri.

  Eu precisava transferir as asas para uma gárgula forte e só pensava em uma, uma única, o gêmeo do melhor amigo de Xiao. Taeyuniel. Se havia um monstro tão forte quanto Xiao, esse era ele. Aquele gatuno!

— Deixe uma mensagem em minha lápide, velha, escreva...

— A única saída para acalentar um coração é a morte? Isso?

— Como você sabe?

— Futuro. Eu sei de muitas coisas, senhor da luz, muitas coisas. Venha, me abrace e durma, eu vou lhe dar um bom sono e um descanso longo como só a terra é capaz de fornecer, você alimentará Xiao, eu o alimentarei e ele a mim, viveremos assim então até que todos despertemos. Somos a trindade no fim, não é?

— O caminho, a verdade e a vida.

 Ele disse sério, veio para meus braços e me abraçou formando um casulo com suas imensas asas e eu deixei que meu poder enclausurado saísse e nos cobrisse como um manto mortal. Quando terminei, ele dormia em meus braços, sem asas, quase sem vida.

  Eu o coloquei em sua tumba e lacrei o local que seria apenas aberto por mim muitos anos a frente.

 

 

 

  Subi saindo nas costas da Esfinge, agora com a cabeça do faraó e não de Anúbis, e o Mago veio para mim com olhos irritados:

— Porque não o matou?

— Você não sabe? O olho que tudo vê não sabe?

 Disse no mesmo tom, ele sorriu cruel.

— Está com raiva por causa de Pontos, Rubiath, seu corpo se tornou algum templo?

— Eu não guardo magoas, meu senhor, eu guardo nomes. Podemos ir?

— Você realmente é perigosa...

— Minhas mãos estão manchadas de sangue em excesso. Acha que um a mais um a menos fará diferença? Eu matei meu próprio irmão e Daje, matei aquela atlante em sua própria casa, a desfragmentei em seu próprio território, acha ainda que você pode me controlar?  Se estamos presos nesse círculo infinito, atados um ao outro, deveria me conhecer melhor. Você pode destruir minhas emoções, mas não a minha mente. Eu sou a morte, não uma das mortes.

  E pela primeira vez eu o vi titubear. Dei-lhe as costas e saí da necrópole.

— Vamos, vamos para a terceira vítima, meu senhor. O que deseja de mim agora, de um pouco mais da minha alma, talvez?

  Ele agarrou meu braço e surgirmos ao norte, mas um norte bem a frente e eu reconheci a casa de pedra entre as rochas de proteção. A casa de Maria no Egito.

  Ergui os olhos para o céu e reconheci a posição das constelações, era a noite anterior que eles voltariam para Jerusalém. Joshua ia começar sua vida pública... José...

— Eis sua terceira tarefa, Ceifeiro! – E ele me empurrou feroz, me olhando com raiva - Você gosta de ser chamada assim, correto? Você poderia reinar sobre os homens, mas a cada passo que dá, seja no futuro, no passado, em qualquer direção, continua como ela – E ele apontou para a casa em fúria - Brincando de casinha como um reles humana inútil! Porquê? Só me explique Rubiath! O que esses homens têm que eu não tenho?

  E então o que jamais imaginei aconteceu.

  Ele tirou o capuz e revelou sua verdadeira imagem, não a do ancião que o escondia do mundo, mas sua verdadeira imagem. Cronos. Ou sua face humana. Jonghyun ou Jr.

— Zeus é realmente a sua cara.

  Resmunguei cansada. Ele estreitou os olhos:

— Não me fale daquele filho traidor.

— Não me fale sobre traições - Rebati me voltando para a casa pequena de pedra – Minha tarefa possivelmente é matar José, estou certa? Você quer se vingar de Maria porque ela preferiu um simples carpinteiro a um titã poderoso, você se enfureceu, tomou o lugar do Mago do tempo o jogando no Tártaro em seu lugar e me aprisionou com você como castigo – Me voltei para ele que parecia prestes a me bater -Você quer me machucar fisicamente Cronos, vá em frente, se isso aplaca sua cólera.

— Não, eu prefiro assistir sua dor enquanto tira a vida do homem que mais amou nessa terra miserável depois do seu querido cachorrinho. Arranque o coração de Maria, quero assistir de novo, quero ouvir o lamento dela e o seu preencher minha alma com a sua dor excruciante. Pense que é uma mini vingança por Minseok atual ter te traído como se fosse nada. Gostou daquela dor, Rubiath? Que tal revivê-la de novo?

— Você é doente!

  Eu me voltei para ele que me segurou pelo pescoço firme.

— Não são todos os apaixonados? Você me negou três vezes nessas eras, e de novo, e de novo, sem trégua, preferiu servir a Hades, do que a mim...

— Ele não queria meu corpo!

— Eu queria mais do que seu corpo...

— E, no entanto, me fez dá-lo ao Oceano...

— Eu queria vê-la chorar, simples. Como é o gosto de trair seus machos? Eu queria assistir a isso. Eu queria fazê-la engolir suas próprias palavras. Foi bom para você? Valeu a pena? - Ele me apertou e então me soltou sorrindo frio – Vá, pare o coração daquele humano frágil e inútil e eu te mandarei de volta como tanto deseja. Eu não posso obrigá-la a me amar ou me desejar, mas posso obrigá-la a ceder aos meus caprichos, a final já aconteceu, não é? Vá! Mate-o e me traga seu coração. Eu quero o coração desse mortal ou jamais vai retornar para seu cachorrinho, seu traidor, e para os outros quatro inúteis que te esperam dentro daquela casa de cristal exilada.

  Eu fechei os olhos e dei as costas aquele monstro. Eu fui a assassina de José...? Aquilo ia me perseguir até meu último suspiro mais do que tudo o que já fiz. E, no entanto, eu temia Cronos, porque ele podia realmente me prender ali e minha família sofreria.

  Eu suportava a dor, eles não. Até mesmo Xiao não passou no teste da verdade. Não retornar não era uma opção.

  Sob a noite cúmplice e riso delirante de um deus louco, eu entrei na casa de pedra e joguei o feitiço de sono em Maria, Joshua e os outros três filhos antes de ir até José. Ele dormia sobre a mesa de trabalho, como sempre. E o fogo já estava quase no fim também... Como sempre.

— José.

  O chamei em Aramaico, ele abriu os olhos lentamente e me sorriu suave até se dar conta que eu não era Maria. Meu cabelo era loiro, o dela não. Ela era pura, eu não era. Éramos a mesma e não éramos em igual proporção.

— Quem és?

— Vamos observar as estrelas que tanto ama, uma última vez?

 Eu não lhe dei tempo para pensar e o tirei de casa puxando o marido mais doce que um dia tive por ambas as mãos até o poço que tinha uma vista especial do céu amplo. Min Júnior era reflexo de José, ambos amavam as estrelas, ambos eram linhagem direta do senhor do tempo e do inverno. Ambos eram a falha do meu coração maltratado.

  E minha grande e inconfessável fraqueza.

  Naquela noite, eu iria matá-lo e destruir o que me restava de humanidade.

 

 

 


Notas Finais


E é isso amores!!!
Beijinhos!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...