História Décimo terceiro ano - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Lana Parrilla, Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood, Sean Maguire, Seana
Exibições 38
Palavras 1.824
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi,i'm back!
Desculpe pela demora dos capítulos!
Agora eu vou começar a postar um capítulo toda semana,uma vez que estou de férias!

Espero que gostem!

Capítulo 3 - Marcado


Fanfic / Fanfiction Décimo terceiro ano - Capítulo 3 - Marcado

 

Capitulo 3

 

EM CASA, TIVE OUTRO CHOQUE do passado. Moro do lado da Ponte George Washington, que liga Manhattan a Nova Jersey – no bairro residencial tipicamente americano de Green River, o qual, apesar do nome, não possui nenhum rio e vem perdendo cada vez mais área verde.

 A casa é de meu avô. Fui morar com ele e um exército de enfermeiras desconhecidas quando Nana morreu, há três anos. Vovô sofre do mal de Alzheimer. Jamais gostei realmente do vovô. Ele era um homem dominador, do tipo antiquado, que venceu na vida sozinho e cuja afeição era repartida em proporção direta ao sucesso das pessoas. Era um homem rude, de amor bruto e um machismo ultrapassado. Uma neta sensível, mesmo com boas notas, era facilmente desprezada.

O motivo pelo qual aceitei morar com ele foi saber que, se não o fizesse, minha irmã o teria acolhido. Linda era assim.Ela se sentiria na obrigação. Mas Linda tinha um filho, uma companheira e responsabilidades. Eu não tinha nada disso; foi por isso que, por precaução, tinha ido morar com ele. Acho que gostava de morar ali. Era tranquilo.

Pongo, meu cachorro, correu em minha direção, abanando a cauda. Afaguei-o atrás de suas orelhas caídas. Ele ficou quieto por alguns instantes e depois começou a olhar para a guia.

 – Espere um pouco – pedi.

Pongo não gostava dessa frase.

Robin e eu o compramos logo depois que nos casamos.Robin adorava cachorros. Eu não. Agora adoro.Pongo se ergueu e foi andando em direção à entrada. Ele olhou para a porta, depois para mim, depois novamente para a porta. Adivinhe o que ele queria…

Vovô estava parado diante de um programa de prêmios na TV. Ele não se virou para mim, tampouco parecia estar vendo o programa. Seu rosto estava congelado no que se tornara uma pálida e fixa máscara mortuária. As únicas vezes em que eu via a máscara se desfazer era quando lhe trocavam a fralda. Quando isso acontecia, seus lábios se afinavam e seu rosto perdia a rigidez. Seus olhos se umedeciam e, às vezes, uma lágrima escapava. Acho que ele ficava mais lúcido quando mais precisaria da senilidade.

 A enfermeira deixara um recado na mesa da cozinha: LIGAR PARA O XERIFE LOWELL. Havia um número de telefone rabiscado embaixo. Minha cabeça começou a doer. Desde o ataque, sofro de enxaqueca. Os golpes racharam meu crânio. Fiquei hospitalizado por cinco dias, embora um especialista, meu colega de turma na faculdade de medicina, ache que a enxaqueca tenha origem psicológica, e não fisiológica. Talvez tenha razão. De qualquer modo, a dor e a culpa permanecem. Eu deveria ter me esquivado. Eu deveria ter pressentido o ataque. Eu não deveria ter caído na água. Acabei encontrando forças para me salvar – mas não para salvar Robin. Águas passadas não movem moinhos, eu sei.

Li o recado novamente. Pongo começou a choramingar. Levantei o dedo em sinal de repreensão. Ele parou, mas voltou a olhar sucessivamente para mim e para a porta. Eu não ouvia falar do xerife Lowell havia oito anos, mas ainda me lembrava dele avultando sobre meu leito no hospital, seu rosto marcado pela dúvida e pelo ceticismo. O que ele poderia querer depois de tanto tempo?

Peguei o telefone e liguei. Uma voz atendeu no primeiro toque. – Dra. Mills, obrigado por retornar a ligação. Não sou um grande fã do identificador de chamadas –Pigarreei e fui direto ao assunto.

– Em que posso ajudá-lo, xerife?

– Estou nas redondezas – respondeu ele. – Gostaria de passar aí e vê-la, se possível.

 – É uma visita social? – indaguei.

– Confesso que não. – Ele esperou em vão que eu dissesse alguma coisa. – Pode ser agora? – perguntou Lowell.

 – Pode me dizer do que se trata?

 – Prefiro esperar até…

– Prefiro que não espere.-Eu apertava o fone com mais força.

 – Tudo bem, Dra. Mills, compreendo. – Ele pigarreou de uma maneira que indicava que estava tentando ganhar tempo.

 – Talvez você tenha visto no noticiário que dois corpos foram encontrados em Riley .

 Eu não tinha visto.

– E daí?

– Eles estavam perto de sua propriedade.

– A propriedade não é minha. É do meu avô.

– Mas está sob sua custódia, certo?

 – Não – respondi. – Da minha irmã.

– Talvez você possa chamá-la. Gostaria de falar com ela também.

– Os corpos não foram encontrados no lago Charmaine, foram?

– Não. Eles estavam no terreno vizinho, a oeste. Uma propriedade municipal, na verdade.

 – Então o que você quer de nós?

Houve uma pausa.

– Olhe, estarei aí em uma hora. Veja se consegue ligar para Linda, está bem?

Ele desligou.

 (...)

 O xerife Lowell,era um sujeito meio asqueroso e com um aspecto servil .Tinha a ponta do nariz extremamente redonda e inchada. Vivia pegando um lenço surrado, desdobrando-o, assoando o nariz, dobrando-o cuidadosamente de novo e enfiando-o no bolso de trás.

Linda chegou. Ela se inclinou para a frente no sofá, pronta a me defender. Era assim que costumava se sentar. Trata-se de uma daquelas pessoas que sempre dão ao outro total e exclusiva atenção. Quando ela fitava alguém com aqueles grandes olhos castanhos, não se conseguia olhar para mais ninguém.

Linda é a melhor pessoa que conheço. Meio brega, sim, mas sua existência faz com que eu tenha esperança neste mundo. E o fato de ela me amar serve de consolo de tudo o que perdi.

Sentamo-nos na sala de estar de meu avô, coisa que, sempre que posso, evito. A sala era decadente, arrepiante e conservava o cheiro de gente velha. Difícil respirar ali. O xerife Lowell levou algum tempo até se adaptar. Assoou de novo o nariz, apanhou um bloco do bolso, umedeceu o dedo com saliva, procurou a página que queria. Ofereceu-nos o mais amigável de seus sorrisos e começou:

– Vocês se incomodariam de dizer quando estiveram pela última vez no lago?

 – Estive lá no mês passado – disse Linda.

Mas os olhos do xerife estavam voltados para mim:

 – E você, Dra. Mills?

 – Há oito anos.

Ele balançou a cabeça como se esperasse essa resposta.

– Conforme expliquei por telefone, encontramos dois corpos perto do lago Charmaine.

– Vocês já os identificaram? – perguntou Linda.

– Ainda não.

– Não é estranho?

Lowell refletiu a respeito por um momento, inclinando-se para a frente para apanhar o lenço outra vez.

 – Sabemos que são ambos do sexo masculino, adultos e brancos. Estamos examinando agora os registros de pessoas desaparecidas para ver se descobrimos alguma coisa. Os corpos parecem muito antigos.

– Quanto tempo? – perguntei.

O xerife Lowell olhou novamente em meus olhos.

– Difícil saber. O Instituto Médico-Legal ainda está fazendo os exames, mas calculamos que estejam mortos há pelo menos cinco anos. Eles foram muito bem enterrados. Nunca os teríamos achado se não fosse por um deslizamento causado pela chuva e se um urso não tivesse aparecido com um braço.

Minha irmã e eu nos entreolhamos.

– Um urso? – perguntou Linda.

O xerife Lowell fez que sim com a cabeça:

– Um caçador abateu um urso e encontrou um osso perto do animal morto. O osso tinha estado na boca do urso. Descobriu-se que era um braço humano. Resolvemos investigar. Levou algum tempo. Ainda estamos escavando a área.

 – Vocês acham que pode haver mais corpos?

– Nunca se sabe.

– Então você veio aqui pedir nossa permissão para escavar a propriedade do lago Charmaine?

– Também.

Esperamos que ele continuasse. Ele pigarreou e voltou a me fitar.

 – Dra.Mills, seu tipo sanguíneo é B positivo, correto?

Abri a boca, mas Linda pôs a mão sobre meu joelho.

 – O que isso tem a ver com a história? – perguntou ela.

 – Encontramos outras coisas no local onde os corpos estavam enterrados.

– Que outras coisas?

 – Desculpe. Isso é confidencial.

– Então trate de dar o fora – ordenei.

Lowell não pareceu surpreso com minha explosão.

– Só estou tentando conduzir…

– Eu disse para dar o fora!

 O xerife Lowell não saiu do lugar.

 – Sei que o assassino de seu marido já foi levado à justiça – disse ele. – E sei como deve ser doloroso tocar novamente nesse assunto.

– Não me trate como criança – reclamei.

 – Não é minha intenção.

– Há oito anos você pensou que eu o tivesse matado.

 – Não é verdade. Você era a esposa. Nesses casos, as chances de envolvimento de um membro da família…

– Talvez, se você não tivesse perdido tempo com essa besteira, o tivesse encontrado antes…

Joguei-me para trás, perturbada.Olhei para o outro lado. O xerife que fosse para o inferno. Linda estendeu o braço para mim, mas me afastei.

 – Minha função era explorar todas as possibilidades – ele continuou na sua fala monótona. – Pedimos auxílio às autoridades federais. Até seu sogro e o irmão dele foram informados de todo o andamento do caso. Fizemos tudo o que pudemos.

 Eu já não aguentava ouvir mais nenhuma palavra.

– Que diabo você quer aqui, Lowell?

Ele se levantou e puxou a calça.

 Acho que queria usar sua altura para me intimidar.

– Um exame de sangue – respondeu ele. – Seu.

 – Por quê? – Quando seu marido foi raptada, você foi atacada.

– E daí? – Foi atingida por um instrumento duro.

– Você está cansado de saber disso.

– Sim – respondeu Lowell.

Ele assoou novamente o nariz, voltou a guardar o lenço e começou a andar de um lado para outro.

– Quando encontramos os corpos, achamos também um taco de beisebol.

Minha dor de cabeça voltou.

 – Um taco?

Lowell fez um sinal afirmativo com a cabeça.

– Enterrado junto com os corpos. Um taco de madeira.

– Não entendo.O que isso tem a ver com Regina? – Linda interveio.

– Encontramos sangue ressecado nele. Tipo B positivo. – Ele olhou em minha direção. – Seu tipo sanguíneo, não é mesmo?

(...)

 Recapitulamos tudo: o aniversário do primeiro beijo, a marcação na árvore, o nado no lago, o som da porta do carro, minha frenética e patética tentativa de chegar até a margem.

– Você se lembra de ter caído de novo no lago? – perguntou Lowell.

 – Sim.

– E ouviu Robin gritar?

Ouvir o nome dele era difícil.Mesmo após oito anos.

– Sim.

–Aí você perdeu os sentidos? Na água?

Confirmei com a cabeça.

– Você diria que o lago tinha qual profundidade?

– Você não verificou isso há oito anos? – indaguei.

– Colabore comigo, Dra. Mills.

 – Sei lá. Era bem fundo.

– Não dava pé?

– Não.

 – Tudo bem.

Depois disso, você se lembra de quê?

– Do hospital – respondi.

– Nada entre o momento em que atingiu a água e o que acordou no hospital?

– Nada.

 – Você não se lembra de ter saído da água? Não se lembra de ter caminhado até a cabana ou chamado uma ambulância? Você fez tudo isso, sabe? Encontramos você no chão da cabana. O telefone ainda estava fora do gancho.

 – Eu sei, mas não me lembro.

Linda se manifestou:

– Você acha que esses dois homens são novas vítimas de… – ela hesitou – KillRoy?

Ela falou KillRoy rapidamente. O simples ato de pronunciar seu nome dava calafrios. Lowell tossiu, tapando a boca com o pulso.

– Não sabemos direito.KillRoy matou muita gente. Ele nunca escondeu um corpo antes… pelo menos, nenhum que tenhamos descoberto. E a pele dos dois homens apodreceu, de modo que não podemos saber se foram marcados.

Marcados. Senti a cabeça girar. Fechei os olhos e tentei não ouvir mais nada.


Notas Finais


Desculpe qualquer erro!
Não sejam leitores fantasmas,please!!!


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