História Decisão - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Revelaçoes, Romance
Exibições 10
Palavras 999
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá! escrevi essa Oneshot quando eu era mais nova, fiz algumas alterações e resolvi postar, espero que gostem!

Capítulo 1 - Capítulo Único


 Quando criança gostava de dias chuvosos. Poéticos. O ar. A áurea. Tudo. Absolutamente tudo se modificava em dias chuvosos, minhas melhores decisões se davam em dias nublados e tempestuosos, assim como minha percepção parecia mais aflorada. Entretanto hoje não é um dia chuvoso. Esta quente, tão quente que posso sentir meus cabelos grudados em minha face, ao menos o ônibus não estava lotado, e era tão agradável perceber que meus amigos estavam ali. Todos desesperados para chegar em casa e tomar um bom banho, mas estavam ali. Estamos diferentes posso sentir. Gostaria que fossemos como a alguns meses atrás. Amo a todos, mas o Júlio, há, Júlio… Era o tipo de amor diferente, cultivado á tempos. Não esperava a reciprocidade, mas ele ainda estava ali não estava? Parecia triste a algum tempo, e quando me aproximava ele falava sobre muitas coisas, mas nenhuma parecia realmente ser a razão de seu semblante. Aquilo machucava tanto. A impotência doía. O ônibus deu um solavanco, olhei para o lado, e de alguma forma as coisas pareceram em câmera lenta, Estava prestando atenção em cada detalhe.

A forma como ele, á olhava, o jeito com que dizia algo corriqueiro, imagino que fosse o mesmo que o meu ao olhá-lo.

- Devia ter visto aquele filme, estava pensando...

Ele parou de falar, porque uma ambulância passou ao nosso lado, mesmo que tivesse continuado falando seria impossível ouvi-lo com as sirenes ligadas. Observei seu semblante triste(aquele ao qual não sabia o motivo até alguns segundos atrás) ao perceber que ela não lhe dava mais atenção, parecia absorta em algo, ele ainda continuou observando-a, sem falar nada, de um jeito que gostaria que me olhasse agora. Nas conversas ele disse algo sobre o amor? Não. Eu teria lembrado, disse sobre confusões internas indecifráveis. Achei misterioso, fiquei preocupada, Karolyne, parecia essa confusão agora. Como não percebi aquilo antes? Ele já havia prestado atenção em seus sentimentos? Saberia que ela era para ele mais que uma amiga? Parecia a caminho de descobrir isso. Mas era tão desligado, duvido muito que sem a ajuda de alguém percebesse. Precisei de mais alguns segundos para digerir aquela descoberta.

Lyne entretanto parecia absorta. Estava mais magra? Era tão linda. Mas espere, seus olhos, seus olhos estavam lacrimejando? Inicialmente achei que fosse algo relacionado a poeira, ou alguma maquiagem mas então senti, ou quase pude sentir a dor dela enquanto observava a imagem de outro homem pelo espelho que ela “fingia” usar pra se maquiar, eu sabia o quanto era doloroso ter certeza que alguém por quem faríamos tantas coisas não nos ama como gostaríamos. Sabia disso porque ela já havia declarado em mais de uma ocasião, parecia um sentimento em ascensão. Porque negligenciei aquilo por tanto tempo? Será que estava tão preocupada com MEUS próprios sentimentos, MINHAS próprias frustrações e tristezas, que deixei nossa amizade esfriar por minhas escolhas? Disse a ela uma vez que não valia o choro, por que ela precisava ser tão emotiva sempre? Não que realmente conhecesse o Rapaz alvo de tantas emoções, ele estava mais afrente. Nunca o observei com maior riqueza de detalhes, parecia sempre reflexivo, disso lembro, já andava á alguns dias conosco, antes disso conheceu Lyne, em uma jogada de mestre dela enquanto simulou um tombo, tenho certeza que ninguém duvidava da veracidade do fato, estava fuzilando sua nuca agora, tentando recordando os meses anteriores, porque não havia prestado atenção em todos nós antes? Então ele virou, seu olhar cruzou com o meu, havia algo intenso ali. Sempre teve um olhar tão expressivo? Durou pouco, agora parecia estar longe quase como se não estivesse lá. Talvez nem estivesse… Tudo estava tão confuso, acho que meu olhar estava tão distante quanto o dele, gostaria de ser sua amiga nesse momento, falar sobre seus pensamento e compartilhar minhas novas descobertas.

No íntimo achava aquilo deprimente, por fora, porém sentia ânsia de vômito. Como o mundo poderia ser tão injusto, de forma a fazer com que tantas pessoas sofressem? E porque mais ninguém percebia aquele clima pesado que pairava sobre todos nós?

O mais triste, porém era saber que todos nós éramos amigos. E como bons amigos deveríamos nos contentar com um simples abraço ou com sorte um beijo no rosto, pois se tentássemos algo a mais correríamos o risco de não ter a pessoa amada ao nosso lado. O ponto final estava chegando no ponto final e a magia do momento se desfez voltei a realidade de forma lenta, tentando deixar as imagens que havia visto de lado.

Era incrível aquela nossa representação, na hora da despedida, quando todos fingíamos que nada havia acontecido, que nenhum olhar havia sido trocado, que nenhum sentimento além da amizade existia. Por que isso me incomodava agora?

Hoje não! Não fingiríamos mais? Onde estava aquela sincronia que nos orgulhávamos tanto? Ou nossa ousadia que até pouco tempo esbanjávamos? Respirei. Resolvi dar um basta naquilo, hoje tudo isso mudaria! Hoje deixaríamos as coisas claras, melhor resolver agora!

Por hoje as coisas aconteceriam da forma que deveria ter sido desde o início, quando começamos a nos interessar a mais. Não havia problema se brigaríamos ou não. Pelo menos, foi o que pensei, estaríamos sendo sinceros. Poderia doer, eu tinha certeza que iria doer mas pelo menos deixaríamos de ser hipócritas uns com os outros.

Respirei mais profundamente ao perceber que todos já estávamos seguindo por caminhos diferentes, recuperei o fôlego, precisava dizer agora, e gritei pra que todos voltassem para onde eu estava.

-Já chega! –Gritei profundamente, aquilo era algo que eu precisava dizer á algum tempo, se houvesse percebido- Por que fazemos isso? Por que mentimos pra nós mesmos?

-Do que está falando Alice? – Perguntou Karolyne da forma mais digna que pode, ela já sabia minha intenção?.

- Cuidado! - Era a voz do Álvaro certo?

Olhei para trás, era uma moto? Algo bateu em mim, porque as coisas estavam ficando escuras? de quem era aquele sangue no chão? por que eu estava no chão? Estavam todos sumindo. Estava tão escur... 


Notas Finais


Por mais que pareça em aberto de uma forma negativa... A intenção foi deixa-los(as) decidir o final em suas próprias mentes de uma forma bem positiva. Alegre ou triste. Obrigada por lerem até aqui.


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