História Decisões - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Shay Mitchell
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais, Shay Mitchell
Tags Drama, Revelaçoes, Romance, Traição, Tristeza
Exibições 15
Palavras 1.321
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Droubble
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


olá

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Decisões - Capítulo 1 - Capítulo Único

– Eu já não sei quem é você. – Sussurrei antes de virar as costas e sair.

Essa deve ter sido minha primeira vez. Minha primeira vez escolhendo. Eu acho que nunca tomei uma decisão na minha vida. Não uma decisão, decisão de verdade, nunca tive peito para arcar com consequências, nunca consegui ir para algum lugar sem companhia, nunca decidi que caminho trilhar. Eu sempre esperei, sempre fui aquela que se encolhia frente a dificuldades, e que não tomava a decisão por medo de errar e se arrepender, eu sempre esperei que alguém me guiasse, que alguém me empurrasse pelo caminho que quisesse, se fosse a decisão errada, não teria sido eu a culpada.

Mas agora, agora que estou andando com minha visão tão turva que mal consigo distinguir os borrões a minha frente, exatamente neste momento de cegueira, é que eu sinto que mais enxergo. De tanto ter medo de decidir errado, eu decidi deixar os outros escolherem por mim, e essa sim foi a minha pior decisão, afinal, quem diabos se importa de verdade comigo? Quem se importaria o suficiente para saber qual caminho me faz bem?

Isso mesmo, garota, ninguém.

Nem eu mesma. Afinal, se me importasse, eu não teria acabado aqui, correndo pelo corredor imundo de um motel, me apoiando cegamente nas paredes para não cair mais do que já estou caindo, as lágrimas acabando com qualquer vestígio de visão que meus olhos poderiam me proporcionar. Uma idiota. Patética.

– Shay! – A voz cheia de culpa gritou atrás de mim pela oitava vez desde que eu decidi ir embora, e eu quis, mais que tudo calar aquela voz suja de mentiras – Shay! – Qualquer ouvinte que não estivesse a par da verdadeira história, diria que eu deveria perdoá-lo, que eu tinha que perdoá-lo, apenas pelo sofrimento que aquela voz carregava, apenas pelo modo como meu nome parecia doer de sair pela garganta. Mas, baby, eu parei de deixar os outros decidirem por mim.

Meu braço foi agarrado, e a mesma mão fez com que minhas costas fossem arremessadas contra a parede do corredor estreito, de forma que eu pude senti-las doerem como o inferno, minha cabeça também se chocou contra a parede com a qual eu estava colada, multiplicando o inferno que doía dentro de mim.

– Shay, me escuta! – Fechei meus olhos com força, tentando me agarrar a alguma paciência ou outra virtude que me ajudasse a esperar esse momento acabar. – Shay... – no fim do murmúrio, abri meus olhos, esses que, magicamente, não estavam mais turvos.

Meu coração se esmagou ainda mais ao peito, minha mente se apertando e meus olhos apenas focando no miserável à minha frente. A face angelical se contorcia numa expressão de arrependimento, o mesmo rosto que eu havia conhecido e me apaixonado tempos atrás, ainda parecia um anjo, mas... por que tinha que ser tão diferente do que aparentava? Por quê?

– Shay... Eu te amo, por favor, por favor me escuta – ele suplicou, franzindo o cenho, com uma expressão tão convencível que qualquer um acreditaria, mas eu podia ver a mentira, talvez não agora, mas eu vi quando entrei naquele maldito quarto e senti em suas palavras cada mentira de cada momento que passamos.

– No nosso primeiro encontro, ficou um pedaço de alface preso no seu dente. – Justin abriu a boca para falar, tinha a testa franzida em confusão pelas palavras inesperadas, mas eu toquei com o dedo na sua boca, implorando um silêncio que ele me cedeu. – Mas eu não liguei, porque eu tinha medo de falar, te constranger e estragar o encontro, então eu me convenci que tudo bem, porque assim eu saberia o sabor do teu beijo mesmo se você não me beijasse, seria sabor de alface. – Sorri, olhando para algum vazio bobo ao alcance dos meus olhos. Me livrei das mãos de Justin, e deslizei de costas até o chão imundo do corredor, ficando sentada. – Quando eu cheguei em casa, eu vi que também tinha alface no meu dente, e eu fiquei tão feliz, pensei que você podia não ter me contado pelo mesmo motivo, e fiquei tentando morder aquela migalha de alface, só para fantasiar com o sabor do seu beijo. Sabe... depois daquilo, sempre que vou naquele restaurante, eu peço salada. – Dei um mínimo riso, negando com a cabeça, e Justin se agachou ao meu lado. – Você não me beijou com nojo por causa da alface no meu dente. – Eu afirmei, mesmo sem ter perguntado a ele, esse por sua vez, me olhava em silêncio, e apenas confirmou com a cabeça. – Quando eu contei para sua irmã que só ia para à academia para ver o Dylan levantando peso, porque ele era muito gato, eu não sabia que ela ia contar para você. Mas na semana seguinte você estava lá, trocou de academia e só levantava peso o dia inteiro. Você queria que eu te visse. – Ele sorriu, confirmando novamente – Eu saí das líderes de torcida quando fiquei sabendo que você as achava “um bando de vadias de sainha”, mas eu amava dançar com as garotas. Eu parei de frequentar o museu porquê você não gostava de história. Eu deixei de ouvir Red Hot porquê você preferia Bon Jovi. Eu comprei um gato porquê você trabalhava no pet shop e eu queria ter uma desculpa para poder te ver. Eu tenho intolerância a lactose, mas você me chamou parar ir a uma sorveteria e eu não quis negar. Eu passei dois dias no hospital. Mas você não percebeu que eu faltei a escola. Quando você deu seu primeiro show no bar, eu estava na plateia e te joguei uma rosa, você estava ocupado demais olhando para Joanna Leslie enquanto saia do palco para perceber a rosa no chão. Estava tão concentrado em olhar para aquele projeto de groupie que não viu a rosa. Você pisou na flor. Joanna Leslie fazia parte do “bando de vadias de sainha”.

– Eu... – Ele abriu a boca para falar e eu novamente lhe pedi silencio com os dedos. Eu não precisava ouvir suas palavras, só de olhar para seus olhos eu podia notar que ele ensaiava uma mentira. Eu o conhecia tão bem.

– Eu odiava salada de alface antes de você. Joanna Leslie era uma boa garota antes da quinta série. Red Hot era uma boa banda antes de eu escutar Bon Jovi. Eu era uma boa menina antes de você. – Suspirei, olhando o esmalte descascado das minhas unhas tingidas de azul – Eu amava Red Hot antes de você, eu gostava da Joanna antes de você, Dylan era lindo antes de você. Eu me amava antes de você.

Eu continuaria a monologar se algo não rompesse minha atenção sob minhas falas. Era a garota, miúda e bastante charmosa, os cabelos castanhos extremamente iguais aos meus eram de um liso lambido, caiam sob cascata em seus ombros nus, seu corpo estava envolto em um lençol branco responsável por tapar sua nudez. Ela tinha um olhar tímido, encolhia-se enquanto espiava a cena, seus olhos estavam marejados, e quando a encarei, dezenas de lagrimas gordas decidiram descer de uma vez só, em fila indiana, as gotas d’agua se empurravam, descendo descontroladamente pelo rosto pálido de bochechas rosadas que tínhamos em comum.

Era linda.

Era a garota que eu havia encontrada deitada com Justin quando invadi o quarto do albergue. Ele havia a arrastado para o motel mais sujo da cidade onde se enfiaram num quarto, não esperava ele que eu abriria a porta e os pegaria fazendo amor.

Sorri para a conhecida garota. Passei minhas mãos pelo rosto e me levantei, deixando Justin jogado ao chão à chorar.

Estava tarde, era a minha hora de ir para casa.

– Você esqueceu sua chave encima da mesa, vou trancar a porta porque já é muito tarde, mas deixarei a chave da fechadura debaixo do tapete. Você não terá trabalho para achar, maninha.

E então dei-lhes as costas e saí, deixando para trás o meu namorado e a minha irmã.


Notas Finais


tchau


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