História Deeper Deeper - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Desafio Dos 100 Temas, Família, Incesto, Krisoo, Laychen, Lukai, Sumin, Taohun, Traumas, Violencia
Visualizações 11
Palavras 1.970
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Luta, Policial, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shounen, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu finalmente voltei a postar fanfics \O/ E iniciarei o meu Desafio dos 100 Temas [ Jornal do Desafio nas notas finais]
E início com a repostagem desta história que foi replanejada e reescrita.
Espero que gostem ^^

Capa por @Mwi_Myn (Contato nas notas finais). Mas uma vez, obrigada por essa capa maravilhosa e desculpa a demora para posta-la.

Capítulo 1 - Number One- ChanYeol


Deeper Deeper -  Number One

 

ChanYeol

 

Um primeiro e tímido suspiro foi dado, enquanto ele observava a movimentada rua e ajeitava a gravata de seu uniforme da janela de seu quarto. Ele estava apreensivo. Outra demonstração de ansiedade, essa mais forte que o anterior, sucedeu-se ao fazer o rapaz de cabelos avermelhados fechar os olhos por um longo minuto e, sem obter uma resposta, abri-los pesadamente. Pegou o pequeno comprimido esverdeado que estava na mesa de estudos, ao seu lado, e o tomou com um gole único de água.

A terceira forma de agonia se fez: com certa força, o garoto bagunçou por completo o penteado, que passará um bom tempo para fazer, ao sacudir freneticamente sua cabeça e, por fim, encosta-la com força na parede, ao lado da janela onde estava. Um último suspiro, depois de desistir, tanto da gravata quanto dos cabelos, e junto uma conclusão: Ele estava perdido.

ChanYeol estava quase atrasado e, ao perceber isso, saiu às pressas pelos cômodos, passando por sua mãe e dando-lhe um beijo rápido no rosto da mulher. Ele pegou uma maça da cesta de frutas e pode ouvir uma repreensão dela por causa de sua alimentação matinal, assim como um sorriso e uma benção de “bom dia”. Eram em momentos tão simples como aquele que se considerava um sortudo por ter encontrado alguém para se preocupar, mesmo que seja o repreendendo.

O ruivo acabou tendo que correr para não perder o metrô e assim o horário. Todo o conflito mental ao qual passava não colaborava com seu objetivo matinal de chegar à escola. Por estar disperso ao pensar sobre a situação inusitada que teria que enfrentar ao voltar para casa naquele dia, teve uma caminhada entre alguns tropeços e empurrões e, por fim, uma serie de flexões como punição por seus cinco minutos fora do horário.

Com a agitação do primeiro dia de aula após as férias, os amigos de ChanYeol estavam animados para pôr as conversas em dia. Ele estava feliz em reencontrara-los, ainda que os mesmos tenham lhe enchido de perguntas sobre seu sumiço no último mês, o que levou ChanYeol a inventar uma serie desculpas, coisa que detestava fazer. Mas sua alegria foi dispersa por instantes quando Yeol, como era carinhosamente chamado, acabou tendo que se envolver, em uma discussão com Wu Yifan por não deixarem Tao e Sehun, seus amigos, em paz.

Yifan e ChanYeol estudavam juntos no terceiro ano enquanto Tao e Sehun eram alunos do primeiro ano. No início, a cinco meses atrás, era fato, para Chanyeol, o encantamento inicial que o jovem chinês possuía pelo mais velho, assim como a fama que o Wu tinha de seduzir e usar os calouros, principalmente os mais sensíveis, como Tao. Por diversas vezes aconselhou o mais novo sobre Kris, nome pelo qual o mais velho era mais conhecido, e, no começou, havia sido ouvido, até o dia que acabou flagrando os dois aos beijos na quadra de esportes.

O coreano lembrava-se o quanto Tao havia ficado constrangido e as muitas desculpas que ele lhe deu. Tao justificava seu comportamento alegando que estava apaixonado por Yifan e que o sino-canadense prometerá que mudaria sua conduta e que ambos ficariam juntos. Chanyeol fingiu acreditar em Yifan por prezar muito a amizade do mais novo, mas sabia que não demoraria para que o mais velho aprontasse e estaria por perto quando isso acontecesse.

E não tardou para que as conclusões de Chanyeol fossem concretizadas, contudo, não era ele que estava por perto para defender o Huang. Yifan e Tao já estavam juntos a quase duas semanas e Yeol estava começando a acreditar que Kris realmente gostava de Tao, mas isso mudou quando, no semestre anterior, ao chegar a escola deparou-se com uma grande confusão entre Yifan e Sehun, um rapaz de poucas palavras e cabelos descoloridos, que estudava na mesma sala que Tao. 

Chanyeol foi aquele que separou a briga que nem os professores estavam conseguindo, antes que os amigos de Kris, Kai e Luhan, se intrometessem e tornassem aquilo uma verdadeira guerra. Oh Sehun estava com o rosto bem machucado, mas não se comparava ao Yifan, que possuía um supercílio e os lábios cortados. Ao fundo daquele cenário, ChanYeol via Tao chorando baixinho, enquanto era protegido por KyungSoo, o primeiro amigo e confidente que ChanYeol havia feito naquela escola.

 Aquilo gerou suspensões para o Kris e Sehun e após dispersarem a confusão ChanYeol soube o que havia gerado tudo aqui. Kris queria forçar Tao a “ficar” com ele antes do início das aulas e o Huang negou. O mais velho havia ficado enraivecido e se Sehun não tivesse chegado mais cedo a escola naquele dia, Kris poderia ter agredido o pequeno Panda, como era carinhosamente chamado por todos.

ChanYeol lembrava-se o quão insistente havia sido KyungSoo, nas semanas seguintes após o ocorrido, para que o mais novo denunciasse o ex-namorado, mas o Huang não queria mais escândalos. O Park, como observador daquela situação, sabia que o chinês estava mais envergonhado do que com medo de represarias e que não queria envolver o nome de sua família em algo bem maior. As preocupações de Chanyeol se sobressaltaram mais em relação ao D.O do que para com Tao, pois sabia que o coreano mais velho havia tido um envolvimento com Kris antes que o Park entrasse naquela escola.

Yeol levava o desabafo de KyungSoo sobre Kris em total sigilo e relembrando a postura que os “olhos de coruja” assumiu perante a situação de Tao o fez ter a certeza que precisaria chama-lo para uma conversa, o que deveria ter acontecido nas férias escolas, mas que foi impossível devido a visita de Suho naquele período.

E, após o fim da suspensão do mais novo de todos, Sehun, ele acabou se juntando ao grupo de Yeol, Soo e Tao não desgrudando mais do Huang. Kris, após as férias, também havia voltado para a escola e ainda tentava, a todo custo, arrumar confusão com o grupo de amigos. Na primeira tentativa do chinês, enquanto ChanYeol estava por perto o Park conseguiu afugentar o chinês até o fim daquele semestre letivo.

Yeol queria acreditar que uma conversa com o canadense seria o suficiente para mantê-lo longe de Tao e Sehun, mas no final, estava enganado e naquele primeiro dia de aula do semestre, ele recebeu uma advertência por discutir com o “colega de classe” no meio do pátio. Para Chanyeol, estudar na mesma sala que Kris seria insuportável, ainda mais se o chinês continuasse a importunar seus amigos, que aos poucos começavam a se acertar.

Era sabido de todos o quanto Kris poderia ser insuportável assim como Yeol poderia ser ameaçador. Todos daquela escola já percebiam que os próximos meses seriam tumultuados entre as turmas do terceiro e primeiro ano. E que era certa uma briga entre Yeol e Kris.

Mas, nem o desafortunado Wu Yifan havia conseguido dispersar a apreensão de ChanYeol durante aquele dia, que perdurou durante toda a tarde, enquanto estava em seu trabalho de meio período, o levando a uma completa distração: o que resultou em muitos pratos quebrados e um cliente ensopado de café- sendo tudo devidamente descontado do curto salário do jovem garçom.

Nem mesmo as broncas do senhor Kim conseguiram desviar seus pensamentos do novo habitante de sua residência, tão pouco os gracejos de D.O, que passava as tardes no café/restaurante que o Park trabalhava, estudando, rindo e gravando os embaraços do gigante, os enviando para o grupo de amigos no aplicativo de mensagens.

Ao fim do expediente, o Park voltou para casa, tendo D.O em seu encalço, pois moravam a poucas quadras um do outro e faziam boa parte do caminho juntos. ChanYeol percebia que KyungSoo queria lhe perguntar sobre o que passava, seu amigo com “olhos de coruja” sempre tinha as mesmas reações quando queria saber algo sobre o Park, mas não sabia como perguntar.

O que ChanYeol gostava em KyungSoo era que o mais velho percebia quando Yeol desejava falar e nunca o forçava a nada, mesmo estando no último ano e sendo um ano mais velho que o Park. Isso deixaria ChanYeol, ao mesmo tempo, um tanto triste, por nunca conseguir se abrir para o amigo, como o mesmo fazia consigo.

- Soo! – ChanYeol o chamou irrompendo o silêncio da caminhada que faziam – Não se preocupe comigo, está tudo bem. Foque nos exames de seleção e me orgulhe. E volte a usar seus óculos para ir bem nas provas. Qualquer dia lhe explicarei tudo. - Disse ChanYeol apertando o passo fazendo com que o de pernas curtas tivesse que correr.

D.O queria falar, era perceptível para o ruivo pelas enumeras vezes que o amigo tentou esboçar alguma palavra, mas acabou sem voz. Ele desejava pode dizer abertamente tudo para KyungSoo. Os mais velhos, aos poucos havia conquistado sua confiança, mas não podia exigir que o amigo soubesse lidar com seu perturbador passado. ChanYeol mal sabia conviver com ele.

- Eu sei que você ficará bem. Você sempre volta bem mesmo que suma por semanas – disse D.O, enfim, suspirando ao ter conseguido alcançar o ritmo do Park. – Sei que não quer me contar o porquê de ser tão misterioso, às vezes, e tão protetor comigo e com Tao e agora com o Sehun e não insistirei em saber, pois espero que um dia possa confiar em mim o suficiente para se abrir, assim como eu confio em falar qualquer coisa para você.

ChanYeol se manteve em silêncio assim como D.O até o cruzamento ao qual teriam que se separar. Não houveram palavras, por muitas vezes era assim aquele caminho, cada um em seu universo particular, ChanYeol apenas afagou os cabelos negros de KyungSoo e seguiu por seu caminho dobrando a esquerda, na esquina a frente.

Sozinho em sua caminhada, a ansiedade, que fora dispersa com os poucos minutos que teve com KyungSoo, voltará. Ela não era para conhecer o novo morador de sua residência, tão pouco tinha um motivo plausível para tê-la. Provavelmente o calmante que tomara antes de sair do trabalho já perdia seu efeito. As medicações paliativas nunca duravam muito consigo.

Tirando a sensação de perigo que trabalhava dentro de si, ChanYeol, nada tinha contra o novo membro. Mesmo sabendo sobre sua existência há pouco tempo, entretanto, não podia negar o que seu íntimo, que nunca falhou, dizia. Deveria conversar com Suho sobre isso, pois sentia que esse atrapalho mental poderia ser resquício de sua outra vida e precisava achar uma forma para controla-lo. Entraria em contato com Suho assim que chegasse em casa.

Demorou o dobro do tempo para percorrer as duas quadras que restavam até chegar a sua casa devido os passos vagarosos. E surpreendeu-se ao ouvir uma gritaria vinda da residência de dois pavimentos e fachada moderna e espelhada, em cores cinza e azul marinho, pouco prestou atenção no jardim modesto da frente e maior na lateral esquerda e no fundo da casa, e que sempre admirava por ser obra de sua mãe.

Era possível ouvir a voz forte e irritadiça de alguém que esbravejava, utilizando palavras de baixo calão, enquanto, misturava um coreano, enferrujado, com o inglês. Sem perder tempo, Yeol destrancou o portão e correu, aos tropeços, para dentro do local, deparando-se com uma cena que fez todos os dilemas e ânsias daquele dia se concretizarem.

Sua mãe, a mulher mais bela do mundo aos seus olhos, estava ao fundo, próximo a copa, com um olhar súplice, tentando acalmar uma criatura desprezível de fios castanho escuros que estava ao seu lado direito, aos gritos contra a mulher. ChanYeol ainda chegou a ver o olhar debochado que o outro dirigiu para si, sendo essa a última lembrança daquele momento, pois tudo havia se apagado e a essência mais profunda de ChanYeol havia acordado.

“Às pessoas sempre se perdem e mesmo que perceba isso irei fingir que não sei”.


Notas Finais


Tentei minimizar ao máximo os erros gramaticas, espero ter conseguido. Caso contrário, por favor, me avisem

Contato - Capa ( https://kpopdesigndecapas.tumblr.com/ )

Jornal Desafio do 100 Temas ( https://spiritfanfics.com/jornais/desafio-dos-100-temas-exoticcolors-9967665 )

Se puderem comentar, ficaria muito feliz. Quero muito saber o que estão achando... ^^
tt: @colors_exotic


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