História Deeper than the sea - Capítulo 65


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Exibições 43
Palavras 3.733
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 65 - Tu chamas de chantagem e eu de negócios.


-Eu não quero ir.- A Abby nem lhes deixou dizer nada e escondeu-se debaixo do cobertor.

-Eu sei, Abby. Acredita em mim quando digo que sei o que estás a sentir porque eu e a Cass o estamos a sentir também.- a Ava explicou e tirou o cobertor de cima dela.

-Nós prometemos a eles que iríamos.- Cass enxugou as lágrimas da Abby com um pequeno sorriso nos lábios. -Não queres deixar o Baek orgulhoso de ti por teres ido?-

-Isso é chantagem.- a Abby resmungou enquanto fazia um biquinho e sentou-se na cama.

-Se eu estou à ser chantageada pela Ava para ir então tu serás por mim.- ela pegou numa das almofadas e a acertou em cheio.

-A tua sorte é que o Sehun deixou-me de imenso bom humor por isso não vou-te devolver essa almofadada.- ela a olhou seriamente e a Abby preferiu levantar-se para ir a casa de banho.

-Eu me pergunto o que ele terá feito?- a Ava a provocou e a Cass socou de leve o seu ombro enquanto ela corava furiosamente.

Mesmo que a sua mente não quisesse, a Abby forçou o seu corpo a despachar-se porque as outras já estavam prontas e elas ainda tinham que apanhar o comboio para chegar ao consultório da tal psicóloga.

Assim que ela estava pronta, elas pegaram os seus casacos e saíram do apartamento fechando-o à chaves. No momento em que ela pôs o pé para fora do edifício, o seu telemóvel começou a vibrar no meu bolso.

-Sim, Baekkie?-

-Já saíram de casa?- ele perguntou.

-Acabamos de o fazer. Nós estamos a ir para a estação de comboio.- a Abby respondeu e suspirou ao sentir olhares curiosos de algumas raparigas sobre elas.

-Algum problema?- a Ava perguntou irritada e elas desviaram imediatamente os olhos de nós.

-O que foi isso?-

-Nada demais.- ela não deu muita importância às raparigas. -Não deverias estar a ensaiar?- ela perguntou curiosa porque ela sabia que ele não estava na sua hora de almoço.

-Nós estamos a descansar um pouco. Daqui a cinco minutos, nós vamos voltar a ensaiar.- ele explicou e eu suspirei porque o silêncio no outro lado da linha era uma pergunta silenciosa.

-Eu vou ficar bem.- ela sussurrou.

-Tenta ser mais convincente se queres me convencer de que não estás nervosa com a consulta.- ela permaneceu em silêncio por um tempo porque não esperava esse tipo de resposta.

-Desculpa se eu tenho um trauma com psicólogos.- ela desligou o telemóvel na cara dele e desligou o telemóvel para lhe dar o tratamento do gelo.

-Se alguns dos rapazes ligar, não atendam.- elas nem questionaram nada e assentiram com a cabeça.

Elas sabiam que no fundo não queriam falar com nenhum deles porque não queriam ter que mentir para eles sobre o seu estado.

Afinal iriam enfrentar mais uma vez um dos seus maiores medos!

Lhes foi necessário meia hora para chegar no consultório da tal psicóloga Kim e durante esses 30 minutos os telemóveis da Ava e da Cass vibraram imenso indicando o número de mensagens não lidas e de chamadas perdida.

Elas não precisaram sentar nas cadeiras da sala de espera porque elas eram as únicas pacientes desse dia e elas foram levadas pela secretaria até o consultório onde uma mulher jovem lia alguns papéis.

-Podem sentar-se.-

Elas obedeceram e a psicóloga sorriu deixando os papéis de lado para dar toda a sua atenção às três raparigas com o olhar preso no chão.

-Antes de tudo, eu conheço a vossa história. Conheço o motivo porque 55 adolescentes passaram pelo meu consultório e conheço o vosso passado com psicólogos. Sei que vocês não confiam nos psicólogos e eu compreendo os vossos motivos para tal desconfiança.-

-Eles sempre dizem isso.- a Ava murmurou com sarcasmo na sua voz.

-Eu quem o diga. Querem saber porque quis ser uma psicóloga.- ela não esperou por uma resposta. -Eu mesma tive problemas quando era da vossa idade e sei porque ninguém confia muito nos psicólogos hoje em dia. Eles vem os psicólogos como pessoas que não se importam mesmo com eles, mas alguém que se sente obrigado a os ajudar. Eu quero ser diferente. Eu quero mesmo ajudar as pessoas.- elas não levantaram as suas cabeças e a psicóloga não podia ver de onde ela estava que as três seguravam a mão da outra por baixo da mesa para se encorajar a elas mesma.

-Há uma coisa que ainda não percebi. Qual é o problema de sermos tão unidas?- a Cass arriscou a perguntar.

-As pessoas têm medo que vocês se tornem demasiado dependentes umas das outras e uma dependência podem se tornar uma obsessão. Eles temem que se algum dia vocês forem separadas, a vossa reação seja destrutiva.- ela respondeu sem hesitar.

As três tinham pensamentos diferentes, mas ao mesmo tempo idênticos. A pergunta mais difícil de responder era se elas devessem confiar na mulher à sua frente.

-Porque deveríamos confiar em si?- a Ava levantou a cabeça e olhou nos olhos da psicóloga que ficou fascinada com os olhos raros da sua paciente.

-Eu não disse que vocês deveriam confiar em mim. Vocês deveriam confiar em vocês mesma para enfrentar o que se passa pela vossa cabeça.- ela respondeu.

-Sabe porque pintei o meu cabelo de roxo?- a Ava perguntou do nada. -O violeta simboliza respeito, dignidade e sinceridade, mas também representa o mistério e expressa a sensação de individualidade e de personalidade.- a Ava sorriu levemente. -Eu não queria me sentir como os outros. Eu queria ser eu mesma apesar de saber que isso é impossível.-

-No início eu queria fazer madeixas loiras no meu cabelo. O amarelo transmite calor e otimismo. Tu vês essa cor no fogo ou seja ela ilumina e eu sempre fui a encarregada de iluminar o nosso pequeno grupo. Contudo ela também torna uma pessoa pessoa instável se a usarmos em abundância por isso preferi o azul. A cor que traz tranquilidade, paz de espírito e segurança. Segurança que nós precisávamos sentir.- a Abby explicou-se também e era ouvida com muita atenção.

-A cor natural do meu cabelo é o castanho. O castanho significa maturidade, consciência e responsabilidade. Está associada ao conforto, à estabilidade, à resistência e simplicidade porque é a cor da natureza que sempre arranja um caminho para voltar ao equilíbrio que os homens tentam destruir. Usado em excesso traz autocrítica exagerada, dependência afetiva e isolamento. Eu não queria mais que essa cor me afetasse por isso decidi mudar para o branco acinzentado. Pureza misturada com estabilidade.- a psicóloga não conseguia entender porque elas lhe explicaram isso, mas tinha a certeza que de extrema importância para elas.

-Todos passam por momentos difíceis. Uns mais difíceis do que outros, mas não é a dificuldade de os enfrentar que os torna marcantes para a vida de uma pessoa. É a maneira com a pessoa os enfrenta. Eu sei que a morte dos pais e da irmã gêmea são difíceis e podem deixar as suas marcas, mas eu não sei o que pode te marcado, Avalon.- a Ava a olhou nos olhos com um sentimento que era indecifrável. -Vocês se importam se eu falar uma por uma a sós?- Ela ainda continuava a ser uma psicóloga e ela queria ver como as três raparigas que atiçaram a sua curiosidade reagem estando sozinha e sem o apoio das outras.

***

Já se tinham passado dois dias desde a consulta com a psicóloga Kim e os rapazes ainda não sabiam se isso as afetou ou não porque elas estão a agir como se nada tivesse acontecido e eles sabem se trata de um tema delicado portanto não insistem muito nesse tema. As pressionar poderia piorar tudo e talvez elas estejam mesmo bem e é tudo fruto das mentes preocupadas deles. Eles não têm passado muito tempo juntos porque as três tinham de estudar para os seus exames que seriam na próxima semana e eles andavam a treinar até mais tarde por causa da nova coreografia para o novo álbum que seria lançado em alguns meses. A Abby ficou muito animada com a notícia do novo álbum e ameaçou aos nove rapazes que ela teria de ser a primeira a ter o álbum deles se eles não quisessem ser assassinados durante a noite. Eles conseguiram achar um pouco de tempo nas suas agendas ocupadas para passar um pouco de tempo juntos.

-Não é emocionante fazer anos dois dias depois do teu namorado?- a Ava perguntou ao Kai.

-Claro que é. Desde que nos conhecemos, festejamos o nosso aniversário no mesmo dia para poupar dinheiro e ter o dobro da alegria.- ele respondeu e sorriu como um adolescente apaixonado para o D.O. que retribuiu o sorriso.

-Nós nunca chegamos a perguntar quando são os vossos aniversários.- o Lay notou e a Ava mandou um olhar significativo para a Abby, a Cass e o Chanyeol.

-O aniversário da Cass é no dia 19 de julho.- o Sehun respondeu.

-E o da Abby no dia 26 de agosto.- o Baekhyun disse.

Os outros rapazes olharam para o Chanyeol à espera que ele dissesse o dia do meu aniversário.

-Não vais me dizer que não sabes quando a tua namorada faz anos?- o Chen gozou com ele.

-Claro que sei.- ele respondeu. -Eu só não posso dizer porque eu corro o risco de ficar uma semana sem os beijos dela e isso é algo no qual eu nem quero pensar.-

-Abby?- o Baekhyun apelou pela namorada que sabia quais seriam as consequências caso abrisse a boca.

-Desculpa, amor. Eu te amo, mas eu tive a má idéia de contar o dia de aniversário da Ava uma vez e eu não quero repetir o mesmo erro.- ela explicou.

-Vocês estão a exagerar. É só uma data. Não é como se ela tivesse nascido no dia 29 de fevereiro e tivesse 4 anos na realidade!- a Ava arregalou os olhos ao ouvir a suposição completamente correta do Xiumin.

-TU SÓ TENS QUATRO ANOS?- os oito perguntaram ao notar o silêncio da Ava.

-Eu juro pela cabeça do Chanyeol que se eu ouvir uma piada sobre a minha idade…- eu comecei a falar olhando para o Chen que estava prestes a abrir a boca. - que eu espero até vocês dormirem, corto os vossos corpos aos pedaços e os cozinho para dar aos sem-tetos da rua.- ela os ameaçou com um semblante sério. -Eu só estou a avisar que eu já trabalhei por um período num talho e eu sei como manejar uma faca muito bem.-

-Estás a gozar, não é?- ela olhou para o Sehun com tamanha seriedade e viu todos os rapazes a engolir em seco.

-Se vocês têm apreço à vida, é melhor colarem a boca do Chen com fita cola.- a Ava os avisou porque conseguia ver no olhar dele que ele estava ponderar arriscar-se.

-Porquê eu?- ele fez-se de inocente.

-Porque tu estás com o mesmo olhar que eu costumo ter quando alguém me desafia.- ela explicou e o Chen sorriu levemente porque sabia que ela tinha razão.

-Chen, se tu tens apreço à nossa amizade, mantém a tua boca fechada.- o Suho pediu seriamente assustado com a ameaça recente feita.

Como ela amava a sua capacidade para assustar as pessoas!

A Ava fazia um esforço sobre humano para não rir na cara dos rapazes assustados com ela.

-Só se vocês me derem dez Wons cada um.-

-Isso é chantagem!- o Chanyeol resmungou.

-Tu chamas de chantagem e eu de negócios.- ele defendeu-se e estendeu a mão à espera do seu dinheiro.

Mesmo resmungando, cada um deles lhe deu dez Wons.

-Foi um prazer negociar convosco.-

-Acabamos de encontrar a versão masculina da Ava, Cass.- a Abby exclamou e a mais velha sorriu levemente.

-Cuidado com o Chen, Chanyeol. Ele é capaz de conquistar a Ava por eles terem um caráter parecido.- o Chanyeol não achou graça nenhuma a piada da Cass e fechou a cara.

-Por amor de deus, Cass. Eu não a preciso conquistar. Ela já me ama só que está com o Yoda por pena.- O Chen disse convencido.

-Como descobriste?- ela fez uma cara de chocada e o Chanyeol fez um beicinho.

-Ava.- o Chanyeol choramingou e ela riu perante a sua atitude infantil antes de o abraçar e beijar.

-Não te preocupes, Channie. Tu és melhor que o Chen.- ela o assegurou e ele sorriu abertamente.

-Falou a criança!- a cara da Ava escureceu imediatamente e ela o fitou seriamente.

-O que eu queria dizer é que foi a tua criança interior ou seja o teu espírito jovem que falou.- ele tentou safar-se ao ver a seriedade na cara da Ava.

-Por acaso estás a chamar-me de velha?-

-Podes fingir que caíste na minha desculpa?- ele perguntou.

-Só porque és um dos meus oppa's preferido!-

-Ela usou a palavra oppa.-o Kai disse surpreso. -Chen foi bom te conhecer e lembra-te de me devolver os quinze Wons que me deves antes dela assassinar-te durante a noite.- o Kai o lembrou e todos começaram a rir.

-Ela está a falar a verdade. O Chen é um dos preferidos delas.- a Cass afirmou.

-Não poderias ter ficado de boca fechada?- ela perguntou já prevendo o que iria acontecer.

-Porquê?- ela perguntou confusa.

-Por causa disto. 1! 2! 3!-

-Como assim ele é um dos teus preferidos?- os rapazes incluindo o Chanyeol perguntaram.

-Eu deveria ser o teu preferido.- o Chanyeol indagou inconformado.

-Eu tive que te tirar da lista, Channie. Tu és o meu namorado ou seja estarias automaticamente no topo da minha lista. O Baek e o Hun são também dispensados porque são os namorados das minhas melhores amigas que me arrancaram a cabeça caso eu sequer pense em cogitar algo assim.- a Abby e a Cass concordaram com ela. -O Suho é praticamente o pai do grupo por isso não conta, mas eu te adoro na mesma.- ele sorriu compreensivo.

-Então quem é o teu preferido?- o Lay perguntou curioso.

-Eu não posso dizer porque eu passo mais tempo com um do que com o outro e os que com quem eu falo menos estariam automaticamente no fim da lista.- ela expliquei o seu ponto de visto.

-Se formos pela tua lógica,  eu e o Lay estamos no fim da lista de todas vocês. - o Xiumin foi pela lógica e ele parecia triste.

-Não quero te ver triste, Xiumin oppa.- a Abby disse sorrindo para ele.

-Quem disse que estou triste? Isso significa que eu não sou louco como vocês!- ele disse com um enorme sorriso e as três o olharam chocada com a sua reação.

-Eu não sou louca!- as três disseram ao mesmo tipo.

-Tem razão.- o Lay concordou conosco e nós sorrimos para ele. -Vocês são doidas varridas o que é pior.- as três fizeram um beicinho.

-Hunnie, o Lay chamou-me de louca.- A Cass fingiu que estava a chorar e abraçou o namorado.

-Ignora-o.- ele beijou o topo da sua cabeça.

-Eu ainda quero uma resposta.- o Kai as relembrou.

-Se eu implicou contigo, é porque tu és o meu preferido e o Chen vem depois porque é o meu cúmplice de crime.- a Ava explicou e ambos rapazes sorriram amplamente.

-Eu prefiro o D.O. e o Suho que são mais calmos e são os únicos com quem eu posso ter uma conversa civilizada.- a Cass disse e teve direito a olhares indignados dos rapazes.

-Eu vou pelo Lay, pelo Suho e pelo D.O.- a Abby sorriu.

-Claro que sim. Eles te mimam por seres a mais nova.- a Ava rolou os olhos e a Abby sorriu.

-Eu vou simplesmente fingir que não ouvi nada e continuar a pensar que sou teu preferido.- O Baekhyun disse e a Abby sorriu ainda mais selando rapidamente os seus lábios nos do namorado ciumento.

***

Os nove rapazes entraram felizes no apartamento das amigas sem realmente bater à porta, mas os seus sorrisos não duraram muita já que se depararam com uma cena estranha na opinião deles. A Ava não estava no campo de visão deles, já a Abby estava numa ponta sofá a ouvir música e escrevia alguma coisa num caderno enquanto a Cass estava na outra ponta do sofá a ler um livro. O ambiente estava silencioso demais e parecia que tristeza pairava no ar apesar das duas raparigas estarem a fazer coisas banais.

-Se querem alguma coisa para beber, basta servirem-se e podem ligar a televisão se quiserem.- a Cass nem se deu ao trabalho de tirar os olhos do livro enquanto falava e a Abby nem tinha notada a presença deles ainda.

-A Ava está no quarto?- o Chanyeol perguntou.

-Sim.- O Chanyeol começou a caminhar em direção do quarto da namorada, mas a Cass apareceu à frente dele impedindo-o de continuar.

-Acho melhor ficares aqui.- a Cass sugeriu seriamente.

-Ela está a dormir ou pediu que ninguém a incomodasse?- ela negou com a cabeça.

-Ou seja não corro o risco de ser agredido.- ele quis continuar, mas mais o Cass não deixou.

-Chanyeol, vem cá.- a Abby o chamou e confuso ele caminhou na direção da mais nova.

-Como posso te explicar o que se passa sem que te assustes?- ela perguntou mais a si mesma do que a ele. -Todos os anos no dia 16 de janeiro, a Ava se fecha no quarto dela o dia inteiro e não sai de lá por nada deste mundo.- ela explicou lentamente. -Antes que tu me perguntes, eu não sei o porquê disso, mas eu posso te dizer que é melhor não tentares conversar com ela hoje. Os pais delas invadiram o quarto dela uma vez nesse dia e ela simplesmente fechou-se para todos durante um mês. Preferes que ela se exclua durante um dia ou um mês?-

-Um dia.- o Chanyeol murmurou depois de processar o que a Abby acabou de contar.

-Por nada deste mundo lhe perguntes amanhã o que ela tinha e isso vale para vocês também.- os outros rapazes assentiram tão confusos como o Chanyeol.

Será que aconteceu algo nesse dia que a marcou imenso?

-Porque não?- o Lay arriscou-se a perguntar.

-É um tema extremamente delicado para ela.- a Cass explicou e eles assentiram em compreensão.

Para desfazer a tensão no ar, o Kai contou emocionado que eles saíram mais cedo amanhã para festejar o seu aniversário e o do D.O. e que eles iriam jantar num restaurante. D.O. deixava o namorado contar tudo sem o interromper já que sabia o quão entusiasmado ele estava.

O Kai parou de falar de repente e arregalou os olhos surpreso. Confusos todos seguiram o seu olhar e tiveram a mesma reação que ele. Os onze permaneceram em silêncio e observaram uma Ava de pijama com os olhos vermelhos e as bochechas inchadas aproximar-se deles lentamente. Ela passou pelo Lay, pelo Chen e pelo Xiumin que estavam sentados no chão e se sentou no pequeno espaço entre Abby e a Cass. Em silêncio ela pousou a sua cabeça no ombro da Abby e fechou os olhos como se quisesse voltar a dormir. O Chanyeol não despregou os olhos da menina de cabelos roxos e mordia o lábio inferior para conter a vontade de a confortar.

-Já compraram os nossos presentes?- o D.O. só fez a pergunta para quebrar o silêncio existente à mais de cinco minutos.

-Nós vamos comprar amanhã.- o Chanyeol respondeu olhando para a Ava que não esboçou nenhuma reação ao ser nomeada.

-Eu já tenho o vosso presente à muito tempo.-

-Eu o comprei na segunda quando acabei o meu exame de física.- a Cass respondeu.

Os rapazes começaram a conversar entre si e obrigaram o Chanyeol a participar para o distrair tanto que nenhum deles notou quando a Ava começou a sussurrar no ouvido da Abby.

-Do que eles estão a falar?- A voz da Abby estava fraca e falhava imenso.

-Não queres comer?- a Abby ignorou completamente a sua pergunta e decidiu aproveitar para falar sobre coisas importantes com ela.

-Que horas são?-

-Nove da noite.- ela respondeu e a Ava voltou a fechar os olhos. -Não queres mesmo comer nada? Tu não comes desde ontem à tarde porque adormeceste.- a Ava negou freneticamente com a cabeça e isso chamou a atenção de todos.

Ao sentir todos os olhares sobre ela, ela levantou-se e voltou para o quarto deixando onze pessoas preocupadas. Nenhum deles compreenderia porque ela estava nesse estado e para que eles entendessem, ela teria que contar a história por detrás de tudo. O dia 16 de janeiro é um dos dias mais marcantes dos dezoito anos de vida da Ava e o que se passa pela cabeça dela é algo que ela quer guardar para si. A Abby e a Cass poderiam ser as melhores amigas dela, mas ela tinha uma vida antes de as conhecer e alguns eventos se mantém no anonimato por escolha da própria Ava e após dez anos de amizade, ela ainda não se sentia preparada para os partilhar com alguém. Ela agradecia imenso que elas não tentassem se comunicar com ela nesse dia porque mostrava que elas respeitavam o seu espaço. Foi preciso muita força para sair do quarto e ir para a sala onde estavam todos. Normalmente ela passa o dia inteiro deitada na cama olhando para o nada e só consegue fechar os olhos para dormir assim que o seu relógio interior sentir que já passaram 24 horas.

***

A Abby e a Cass invadiram o quarto da Ava às duas da manhã preocupadas. Normalmente a Ava mandava uma mensagem a dizer que estava melhor depois da meia noite e este ano não foi o caso.

-Ava!- a Cass suspirou de alívio ao ver a amiga deitada de olhos abertos na cama.

-Channie.- ela sussurrou e fechou os olhos por uns segundos antes de os voltar a abrir, mas desta vez com lágrimas.

-Queres que eu o vá chamar?- a Cass perguntou e a Ava a olhou insegura fé qual deveria ser a sua resposta.

Ela queria muito ter o namorado ao seu lado neste momento, mas não queria que as melhores amigas se sentissem postas de lado.

-Se o Chanyeol te faz bem, então está tudo bem se o preferires a ele do que a nós. Fomos sempre nós que te confortamos no dia a seguir de 16 de janeiro. Acho que está na hora de ser outra pessoa.- a Cass sorriu antes de levantar-se para ir buscar o Chanyeol.

-Lembra-te que nós somos uma família e que o problema de uma é o problema de todas.- a Ava curvou levemente os seus lábios porque a Abby acaba de citar uma das frases ditas por ela.

A mais nova ficou a acariciar o cabelo da mais velha até a Cass voltar com um Chanyeol meio a dormir.

-É melhor irmos dormir, Abby.- O Chanyeol deitou-se na cama acomodando a Ava no seu peito e a três se olharam por uns segundos.

A Ava sabia que tinha chegado a hora de revelar a verdade a elas e a Cass assim como a Abby sabiam que o segredo que a Ava sempre escondeu delas iria ser revelado em breve.

A pergunta é se elas estão preparadas para o que está por vir.


Notas Finais


Às vezes tenho a sensação que vos desiludo como autora. Não no sentido de conteúdo, mas no de interação com vocês. A minha história tem mais de 10 mil exibições e mais de 200 comentários e eu não sei como agradecer. Raramente eu respondo ao vossos comentários e eu gostaria de me desculpar. Eu não sei como reagir porque eu postei o primeiro capítulo sem realmente pensar o que viria a seguir. Por isso me desculpem e espero que perdoem a minha 'frieza'. Podem me fazer qualquer tipo de pergunta que eu prometo responder.
Até a próxima.


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