História Defsoul - Jikook - Capítulo 10


Escrita por: ~ e ~thefuckstylxs

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Alma Gemea, Alternative Universe, Amor, Bangtan Boys, Bts, Drama, Gay, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jimin!bottom, Jungkook, Jungkook!top, Kookmin, Lemon, Long-fic, Park Jimin, Plot Twist, Soulmate!au, Universo Alternativo, Yaoi
Visualizações 52
Palavras 2.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Lemon, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sei, demorei rs
Tava com um puta bloqueio pra tudo, não conseguia escrever nem 10 palavras.

AGORA FOCO AQUI QUE É IMPORTANTE
Sexcall, vamos falar sobre Sexcall.
Pequeno spolerzinho sobre o tamanho do imagine: já tá com 8600 palavras, e provavelmente vai ter mais palavras que o imagine principal. Vou tentar acabar o mais rápido possível pra postar logo porque eu to ansiosa kk
Sobre ficar maior que o imagine principal, nos extras vou fazer ainda maior pra enaltecer o Yoonseok OTP da fic, só pra compensar as consequências da evolução da minha escrita.

Boa leitura~

Capítulo 10 - 199x


Fanfic / Fanfiction Defsoul - Jikook - Capítulo 10 - 199x

"Não é nada como a melodia das cifras de Harriet Wheeler  
Nem da poesia posta nas composições de algum sucesso de Morrissey
Muito menos da força das palavras nos versos de Kurt Cobain
Porque a única poesia que me comoveu, foi a do soneto que me tocou quando você me olhou."

 

Jimin talvez tenha odiado a ideia de me levar para a sua casa, porque destratava o fato de ter que me apresentar para a sua família e os mesmo se irritarem por ser alguém que não era sua alma gêmea. Achavam que Jimin poderia trocar sua cara metade por mim – ou por qualquer pessoa que pisasse dentro da casa –, mesmo sem ainda tê-la conhecido, o que era um pensamento meio idiota. Oras, que tipo de pessoa em sã consciência trocaria a própria alma gêmea por mim? Por Deus, isso é patético. Não que eu seja um trapo ou não goste de mim mesmo, só quero dizer que não sou nada perto da alma gêmea de Park Jimin, até porque só sou alguém que ele está ajudando, nada mais.

O mais desconfortável mesmo foi ter que ver seus pais me olhando como se eu fosse algum tipo de aberração, insistindo mentalmente que eu era algum ladrão que iria roubar seu filho, ao mesmo tempo que Jimin continuava dizendo que eu era só um amigo e que iria passar apenas uma noite ali. Com uma última explicação de que não era mais que amigo, Park me arrastou para o andar de cima e nos trancou no seu quarto, resmungando algo sobre seus pais serem irritantes. E, bem, seu quarto não tinha nada de muito especial, era só uma cama, dois armários de madeira, uma escrivaninha, uns bichos de pelúcia pelos cantos e alguns pôsteres de bandas colados nas paredes brancas. 

Enquanto Jimin arrumava algum colchão para mim, aproximei-me da janela, a qual estava aberta e dava uma visão para o quintal de trás – o único, afinal. Encarei o gramado banhado pela luz da lua prateada no céu, arrepiando tão de repente. Era só um jardim, afinal, não tinha um motivo aparente para sentir esse pavor repentino. Engoli em seco, sentindo o vento trespassar pela fresta aberta do vidro e bater direto nas minhas mãos estranhamente quentes e suadas,  então apertei a madeira branca do parapeito até os nós dos dedos ficarem tão brancos quanto a mesma. Senti uma pequena parcela do pânico que senti no carro, e provavelmente eram resquícios do meu surto.

– Jeongguk – olhei a figura de cabelos cor-de-rosa, que deixava um último travesseiro sobre o colchão que jazia sobre o chão – Está cansado? Já quer ir dormir? – estava sim muito cansado, mas dormir estava fora de cogitação no modo de alerta que me encontrava, seria apenas deitar e encarar o teto branco por horas a fio. 

– Não, ainda é cedo e, bem, preciso tomar um banho – as roupas que usava ainda eram as mesmas que estava na chuva, meu cabelo implorava por pelo menos uma gota de shampoo e seria ótimo um banho quente no estado físico e mental que estava, ia ser a coisa mais relaxante do meu dia. 

– Oh, claro. vou pegar roupas e uma toalha pra ti.

Não demorou muito para que ele fuçasse no armário atrás de algo que coubesse em mim, já que Jimin é claramente mais baixo que eu, além de que meus ombros também são bem mais largos que os dele. Após encontrar alguma roupa que não ficaria muito pequena, peguei a toalha que foi me dada e entre no banheiro que era acoplado ao seu quarto, vendo que Park havia tido o privilégio de ter uma suíte na casa. Deixei tudo sobre a tampa da privada, entrando no pequeno chuveiro que havia ali, tendo certa dificuldade em ajustar a temperatura da água, por não saber qual torneira era quente e qual era fria. Tomar um bom banho quentinho nesse frio de outono e nesse péssimo dia fora a coisa mais relaxante – além de que o shampoo e condicionador de Jimin eram muito cheirosos, e aliás, entendi o porque de as roupas e ele por inteiro cheiravam bem também. 

 

Não achei que teria que interromper a história tão cedo, mas preciso ressaltar novamente alguns fatos, ou melhor, fazer uma pergunta para você, quem sabe, refletir: você se conhece tão bem quanto pensa?

Era apenas isso. Logo, logo a explicação do porquê dessa pergunta aparece.

 

Saí do banheiro e encontrei Jimin sentado na beira da cama, com uma toalha e uma outra muda de roupas no colo, aparentemente esperando minha saída para ir tomar banho também.m As janelas estavam fechadas, portanto, com o vapor quente que emanou de dentro do banheiro pelo quarto surtiu em: meu corpo, ainda quente pelo banho, senti o choque térmico do ar gelado do quarto. Park sorriu fechado para mim e avisou que iria se banhar também, deixando-me completamente sozinho no quarto. A única escolha que me restou foi deixar minhas roupas sujas e a toalha úmida num canto e deitar debaixo das cobertas que jaziam sobre o colchão que eu iria dormir, até porque estava com frio. 

Nesse momento as esquisitices que Hoseok diz me vieram a cabeça, lembrando diretamente daquilo que ele havia falado. "Aprenda a usar o teu sentido pessoal da mente. Pessoal aquele que pisa na Terra dos Sonhos, gente especial, mas onde fica esse lugar? No fundo da sua mente, o trocadilho que não mente, mas sente, ressente, e quer saber um segredo? Se os olhos são a janela da alma, teu subconsciente é o jardim dela". Pela segunda vez essa frase fez algum sentido. Não era só o sentimento, mas sim a sensação de um sentimento que sequer sabia que existia, se é que existia. Naquela hora, sem motivo algum, sem pensamento focado ou preso em alguém, de mente vazia, senti meu coração bater mais forte, e recordo-me que o sangue pareceu correr mais quente, pulsando os ponteiros do relógio, mas dessa vez nem cheguei a pensar na possibilidade de um nova caída de números. Era uma sensação nova, forte como adrenalina, e me passou uma emoção de esperança. Por minutos esse sentimento me atingiu como um cometa, e lembro de mal ter percebido que o tempo havia passado correndo.

 

– Jeongguk – escutei Jimin me chamar de dentro do banheiro, cortando minha linha de pensamentos de imediato – Eu esqueci minhas roupas, pode pegar pra mim, por favor?

– Claro – respondi num tom de voz alto, sentando sobre o colchão para procurar a mesmas pelo quarto, assim avistando-as em cima da cama, onde o mais velho estava sentado antes. Peguei a muda de roupas nos braços e caminhei até a porta do banheiro, colocando a mão livre na maçaneta dourada.

 

Eu me conhecia tão bem quanto pensava? Não, não conhecia. Aquele, para mim, era eu, Jeon Jeongguk, com a mente formada, como se não me restasse mais nada para desvendar em mim mesmo. Para mim aquele era o Jeongguk completo, com enigmas, mas completo, com problemas, mas completo. Eu estava totalmente completo, ou era o que pensava. 

Relembro que girei a maçaneta sem pensar duas vezes, porque era inocente demais para cogitar pensamentos ou situações, inocente demais para imaginar o que encontraria do outro lado da porta de madeira branca. 

 

Empurrei a porta de uma vez, mas antes que eu pudesse estender as roupas para Jimin, deparei-me de cara com o seu reflexo. De primeira não raciocinei, porque era apenas Park Jimin de costas para mim, olhando para o espelho enquanto me esperava. Então resolvi olhar para frente, para a imagem refletida do baixinho. Meu olhar caiu, sem hesitação, direto no seu rosto, e ele me encarava, sem vergonha ou surpresa, mesmo que tivesse acabado de entrar no banheiro sendo que ele estava apenas de toalha – coisa que havia acabado de notar também. Por um momento não pensei, as engrenagens da minha cabeça resolveram não funcionar direito, assim, descaradamente, olhei para baixo, e um pouco mais para baixo, e ainda mais para baixo. Analisei as suas clavículas marcadas abaixo do início da linha do seu pescoço, parando um pouco em todos os traços dos seus ombros, das delicadezas do seu tórax perfeitamente esboçado, engolindo seco quando meus olhos foram de encontro ao abdômen bem definido. E, por Deus, quem sou eu?

 

Não foi por querer, não estava sequer pensando direito.

Clichê, não acha? Eu também acho. 

A culpa não era minha, em partes não era. Nunca havia olhado para alguém semi nu tão arduamente quanto fiz. Amigos já haviam se trocado na minha frente no vestiário do colégio depois do treino de basquete, mas nunca olhei para nenhum deles e quem dirá senti atração. Mas, por algum motivo, quando vi Jimin assim, ao alcance dos meus olhos curiosos, não pensei duas vezes, até porque não pensei nem a primeira vez, hei de mim ter pensado uma segunda. Foi a primeira vez que notei a beleza de alguém com outros olhos, e a sensação pulsou de novo no meu peito, aquela emoção histérica, fervendo o meu sangue dentro das veias e movendo fluidamente os ponteiros do meu relógio. Nada me pareceu mais correto que aquilo, por mais que, bem, tenha sido a coisa mais errada do mundo.

 

Automaticamente, quando recuperei minha capacidade mental, olhei de volta nos olhos de Jimin no reflexo do espelho, vendo seu rosto vermelho como pimenta, então acabei ficando tão sem palavras quanto ele. Logo corei, sem saber nem o que pensar, abrindo a boca diversas vezes na tentativa de dizer algo coerente, pedir desculpas, qualquer coisa, mas simplesmente as palavras entalaram na minha garganta e o que saiu foi vergonhoso: 

– Suas r-roupas... Er, elas... Ahm... Toma – joguei-as sobre os seus braços e bati a porta, virando de costas para a mesma imediatamente. Fora questão de segundos para eu devanear mais um pouco e sair em disparada ao colchão posto sobre o chão, escondendo-me debaixo das cobertas e fingindo estar já dormindo, por mais que obviamente eu não estivesse nem com sono.

Poucos minutos depois que terminei de rapidamente me cobrir, escutei o banheiro ser aberto de novo, ouvindo um suspiro de Park – Aish, Jeongguk –, meu rosto ferveu debaixo dos cobertores e me praguejei de todos os jeitos possíveis. Burro, burro, burro! Eu sou muito burro! – Eu sei que está acordado, não faz nem cinco minutos que deitou correndo aí. Eu sei, não adianta tentar me enganar, mas vou fingir que você está dormindo também –; então escutei um riso soprado, assim vi, através do tecido grosso da coberta, o quarto ficar escuro – Boa noite, Jeongguk, durma bem. 

Esse é, de longe, o momento mais vergonhoso da minha vida toda. 

 

 

Meia-noite, uma, duas da manhã, nada de sequer um pinguinho de sono vir. Depois de tudo que me aconteceu durante o dia – contando com a situação embaraçosa no banheiro –, me vi numa linha de pensamentos sem fim, que remoíam até a última migalha de toda a minha dignidade. Talvez eu veja isso como exagero depois, mas nesse momento não é. Jimin percebeu que o olhei de cima a baixo descaradamente, deve pensar que sou um pervertido agora. Deus, eu não sou nenhum tarado. 

Até então, pelo que notei naquela conversa nada casta na casa do seu amigo, Park era um verdadeiro sem vergonha, tinha pleno conhecimento e gosto pelos assuntos que foram postos à mesa, e comentava, ria, perguntava, sem corar ou se incomodar em momento algum, mas simplesmente corou com o meu simples olhar nada discreto – e, recapitulando, acidental. Discorrendo sobre tudo isso, encarei o garoto adormecido na cama, agarrado em um travesseiro, com os cabelos cor-de-rosa completamente bagunçados. Logo acima, na cabeceira de madeira da cama, havia escrito em marcador preto: "199x, was the best". Sua letra era um pouco garranchada, como se não soubesse bem como escrever algo que não fosse hangul, porque provavelmente não estava acostumado.  

Comecei a imaginar o que Jimin fazia para achar a década de noventa tão boa assim. Ele não era nenhum garoto digno do título fuck boy ou de algo parecido com isso, porque ele não é nenhum esfarrapado, quem dirá algum tipo de delinquente. É só alguém estranho que gosta de pintar o cabelo e furar as orelhas, mas que pode ser facilmente confundido com um maltrapilho pilantra por maus olhos e mentes fechadas. 

Bem, depois do que vi, ele é só um garoto legal e muito bonito, e eu me odeio por achar isso. Como já disse, tudo bem que passamos pelos anos oitenta, e provavelmente Jimin adquiriu boa parte das travessuras que habitam sua mente nessa década, mas eu não absorvi nada daquele tempo, porque eu realmente sou muito virgem. E por mais que minha mente com certeza seja a mais pura entre nós dois, não posso deixar de relembrar o tão memorável momento e do quão bonito o corpo de Park é.  

É, aquele realmente não é o Jeongguk de hoje em dia, eu mal sabia o que a vida me guardava de melhor.

 Com o passar das horas acabei apagando, e digamos que sonhei coisas que não deveria sonhar. Ali minha cabeça pura e inocente começou a ser arrebentada de todos os jeitos possíveis, e, ah, meu caro, era só o começo da trilha. 


Notas Finais


Sorry o capítulo meio lixo, prometo trazer melhores da próxima, quem sabe de novo uma att dupla.

votem no BTS, view em DNA e Spring Day
fighting

Leiam Sexcall rs

bjss<3


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