História Deixar Ir - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Liga da Justiça
Tags Drama
Visualizações 21
Palavras 2.174
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


É a minha primeira fanfic no universo Liga da Justiça, especificamente essa história vai ter foco em um personagem muito brincalhão e querido sendo particularmente o meu favorito - Flash. Decidi escrever um pouco sobre ele pois eu tenho percebido que não existem muitas histórias onde ele seja o protagonista principal, realmente senti falta de ler algo sobre esse rapaz que merece muito abraço e doce.
De verdade eu estava um longo tempo sem escrever nada, estou tendo apoio de uma ótima escritora e pessoa, Carlinha. Ela me incentivou bastante e aqui estou entrando nessa nova aventura com vocês. Agradeço primeiramente a ela por todo esse incentivo e também pela moça muito amorzinho que fez essa capa divina para mim, Emi. Sou muito grata as duas por essa super ajuda. <3
Me perdoem qualquer erro, estou aberta a críticas construtivas.
Cada capítulo terá uma música como tema, podem escutar junto para criar um clima enquanto vocês fazem a leitura.
Espero que gostem!
//
A personalidade dos personagens aqui citados estão baseados na animação Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites. Personagens originais irão ter participações significativas.
História totalmente escrita por mim, estará sendo postada nesse site e no Nyah!
Sem plágio, todos podem escrever boas histórias sem fazer cópia do colega escritor.
Boa leitura.

Capítulo 1 - Eu de hoje, você de ontem.


Fanfic / Fanfiction Deixar Ir - Capítulo 1 - Eu de hoje, você de ontem.

Atualmente, sexta-feira 23:44.

 

Ninguém consegue conter os pensamentos, ele pode vir durante uma cena de um filme, com uma música, no doce aroma de um chá quente. E nesse momento sou eu que não consigo evitar de ter alguns flashbacks.

Guardar boas lembranças do que já passou é muito importante, faz parte de quem somos e das páginas que escrevemos no livro dessa vida tão surpreendente. O livro não contém apenas páginas coloridas e repletas de vida, há também páginas em preto e branco de experiências ruins, tristes, mas não menos especiais.

Pela pouca iluminação do quarto tenho um pouco de dificuldade em escrever o que eu quero transmitir. A noite está muito calma e fria, apenas consigo ouvir o som do vento batendo contra a janela que está precisando de um conserto urgente e a respiração profunda do homem que faz de tudo para me ver sorrir.

Quem nos olha juntos hoje jamais imaginaria que seríamos um casal. Eu vou explicar o motivo de estar aqui com ele, mas antes não foi assim.

Eu diria que o coração é traiçoeiro e pode nos enganar com grande facilidade, saber lidar com sentimentos não é algo que nos ensinam na escola ou nos livros, nós aprendemos sozinhos.

Me disseram que o amor é a fonte de todas as coisas boas, profundas e de real valor. Eu acreditei nisso durante boa parte da minha vida, e hoje… Bem, hoje eu apenas penso que ele também pode ser sofrimento. Mas naquele momento eu não estava preparada e tive uma enorme surpresa no final. Meu medo de perder, de ser uma segunda opção, a insegurança de amar me fez ficar totalmente vulnerável e exposta.

Qual é a medida certa, uma dose exata para se satisfazer de tanto amor? Eu não sabia. Talvez esse tenha sido meu erro.

Eu poderia ser uma boa esposa?

Eu poderia ser uma boa mãe?

Eu poderia relevar os erros, defeitos e manias dele e continuar a amá-lo como se fosse a raridade mais preciosa desse mundo?

Foram essas as perguntas que eu me fiz durante um longo tempo.

A vida atarefada ali e aqui, a emoção de estar com alguém interessante com histórias diferentes a cada dia, a personalidade descontraída, o sorriso contente no rosto, a pose relaxada, era diferente de tudo o que já conhecera. O diferente me atraiu como um ímã e isso aconteceu tão rápido que nem me dei conta dos sentimentos que eu teria que lidar.

Sem medo eu entrei nessa onda de emoções novas.

Com medo eu saí.

Apesar das pedras no caminho eu não tenho arrependimentos e até mesmo posso dizer que eu faria tudo de novo, repetiria os mesmos erros. Eu fui feliz, somente por isso. Porém, não adianta ficar juntando pedacinhos de algo que se acabou, isso se chama sofrer de teimoso.

Recordando mais, a minha felicidade foi e ainda é vê-lo feliz.

Essa felicidade tem nome e usa um uniforme vermelho e amarelo – Wally West, o Flash.

 

Um ano atrás, Central City 07:04.

 

Mais uma vez eu escutava meu despertador tocando, aquele barulho tão incômodo me tirou do mundo dos sonhos, me trazendo para a vida real. Do lado de fora, podia escutar o som das buzinas, pessoas falando, e já podia vê-las andando apressadamente para cumprir suas responsabilidades, assim como eu logo faria.

Olhei para o despertador e percebi que teria apenas meia hora para tomar banho, tomar café e me arrumar, hoje a agenda seria muito movimentada por isso não podia perder tempo.

Rapidamente consegui tomar uma boa ducha e rever meu plano de estudos, a primeira refeição da manhã acabei deixando para comprar em algum lugar, só para enganar o estômago até o horário do almoço.

Com os cabelos ainda molhados, escolhi uma calça de couro flare preta e uma camisa social de mangas curtas na cor nude. O visual estava realmente formal para ir a faculdade, mesmo sem me importar muito com essa questão prossegui me arrumando.

Pela manhã meus compromissos eram com os livros e laboratórios, esse seria meu último ano na faculdade de Biomedicina depois de longos três anos, agora a reta final se aproximava e eu não podia falhar. A tarde eu cumpria meus deveres como assistente em um escritório de Advocacia, não ganhava um salário exorbitante, dando apenas para me sustentar, pagar meus impostos e ter pequenas diversões de vez em quando.

A cama desarrumada, camisola jogada pelo chão, guarda-roupa bagunçado, deixei o quarto e segui para a sala com itens de maquiagem nas mãos. Como não estava indo para um baile, apenas passei um batom escuro e um delineador para marcar meus olhos, o que não adiantaria por causa do óculos que usava desde adolescente. Olhando no pequeno espelho, dei um meio sorriso.

― Assim está ótimo, não é como se fosse encontrar um príncipe logo aqui em Central City.

Joguei os itens no sofá, pegando minha bolsa e em seguida saindo do apartamento.

Mesmo sendo tão cedo, os raios de sol que iluminava as calçadas emanava um calor bem comum, indicava que o dia ia ser muito quente. Ainda teria dez minutos para comprar uma rosquinha e ir para a faculdade, o tempo estava a meu favor, nada podia me impedir. Eu tinha o vento nos cabelos, um longo dia de estudos e trabalho, uma determinação infindável e algumas pessoas me encarando de forma estranha… Não compreendi o motivo dos olhares sobre mim, sem dar importância continuei andando até uma loja de doces e bolos.

Ao adentrar o local me arrependi no mesmo momento – a fila para pedidos e a de pagamentos estava enorme. Eu só tinha apenas dez minutos. A impaciência começou a tomar conta do meu bom humor, indo diretamente para meus pés que batiam na cerâmica limpa. Sem perceber dei uma respiração profunda, seguida de um longo suspiro.

― Fila longa, não é mesmo? Quem estiver atrasado pode ir desistindo das rosquinhas de chocolate.

A voz masculina que dizia essa frase com certo tom cômico estava a minha frente e era ruivo.

― Pois eu quero minhas rosquinhas, estou morrendo de fome e preciso me alimentar para poder pelo menos prestar atenção no que estará no microscópio. Só tenho dez minutos.

O rapaz se virou para mim e me olhou sorrindo.

― Pode passar na minha frente se quiser, estou livre no momento.

Surpresa com a gentileza, apenas assenti. O ruivo deu alguns passos para o lado liberando o lugar que antes era seu. Ele era bonito, atraente e gentil também, seria meu dia de sorte? Pareço aquelas adolescentes que ficam nas barraquinhas de doces olhando os rapazes passarem e depois contam o que mais gostaram nele.

― Obrigado, você nem imagina o quanto está me ajudando. Achei que podeira chegar a tempo na faculdade.

Errado.

O rapaz olhou para o teto coçando a nuca, parecia querer dizer algo.

― Desculpa a pergunta, mas, você vai para a faculdade de chinelo?

― Como?

O que ele estava me dizendo logo pela manhã? Por caso era algum tipo de brincadeira? Eu não poderia ter saído de chinelos. Seja o que fosse, não estava gostando do rumo disso.

― Aqui.

Ele apontou para meus pés, olhei-os e abri a boca em surpresa e vergonha, realmente os chinelos estavam lá. Me senti estúpida e constrangida, por isso as pessoas me olhavam de forma estranha. Uma moça vestida formalmente usando chinelos? Essa era eu.

Sem tempo e muito encabulada, nem sequer consegui olhar para o moço. Ele como se fosse um mágico lendo meus pensamentos, deu uma risada e tocou meu ombro.

― Pode acontecer com qualquer um, podia ser eu, não é mesmo?

― O problema é que eu estou atrasada, com fome e de chinelos, preciso ir para a faculdade. Não posso ir assim, vou ser motivo de chacota e não dá tempo de voltar em casa e trocar.

Mesmo o desconhecido tentando fazer a situação ficar leve, eu não podia ficar tranquila. A medida que íamos conversando, nem percebi quando faltava apenas três pessoas para que chegasse a minha vez de fazer o pedido.

― Eu já sei! Me passa seu endereço e resolvemos isso rapidinho.

Meus olhos se abriram como dois pratos.

― O que? Eu não vou passar meu endereço para um desconhecido. Você pode ser um ladrão disfarçado de bom moço, se aproveitando da minha situação constrangedora.

― Hei, eu não me pareço com um ladrão aproveitador.

― E o que você ganha me ajudando? Nem sabe quem eu sou.

― Você pode me passar seu número e… Ai!

Dei-lhe um tapa no braço, ele se contorceu em uma careta de dor. Agora faltava apenas duas pessoas, eu tinha ainda cinco minutos e um cara querendo meu endereço para supostamente me ajudar.

― Vamos lá, acredita em mim.

Nos olhamos por alguns segundos, seus olhos tinham um brilho tão bonito que eu decidi me arriscar naquelas orbes intensas.

― Tudo bem, moro na rua 4 em um condomínio azul-claro, tem poucos andares. Se o porteiro perguntar você é meu primo.

― Pode deixar comigo!

Terminando a frase ele saiu correndo pela porta, e no mesmo instante ouvi a atendente me chamar.

― Bom dia, senhorita. Qual o seu pedido?

Ainda incompreendida da situação, vi nas vitrines várias opções de rosquinhas, bolos tradicionais, bolos recheados, tortas, sanduíches e variados.

― Vou querer duas rosquinhas de chocolate e uma de morango, por favor.

― Certo, pode seguir para o caixa e fazer o pagamento, aqui está o ticket com o valor. Obrigada.

― Eu que agradeço.

Na fila ao lado, aguardei para fazer o pagamento. Enquanto esperava, vi pela janela da loja alguém acenar para mim do outro lado da rua, trajava um uniforme vermelho e amarelo e tinha um par de sandálias na mão direita. Fiquei me perguntando se estava tendo alucinações pela fome e o calor, mas realmente era alguém conhecido e tinha fama na cidade.

Fixando meu olhar sobre a figura conhecida, nem me lembro quanto dei para a mulher que estava no caixa, caminhei para fora do local indo até quem acenava para mim. Custei a acreditar no que via, ainda não me recordo como nenhum carro me atingiu enquanto atravessava a avenida, eu só queria saber o que ele estava fazendo com minhas sandálias e na pior cor para combinação das minhas roupas.

Segurei firme a sacolinha de papel com o conteúdo pedido por mim na loja.

― Prontinho, um par de sandálias azuis.

A voz…

― O que o Flash está fazendo com minhas sandálias? Eu não entendo o que há aqui.

― Como assim?

Ele balançou os braços em defesa. O timbre da voz, o jeito, eu sabia que parecia com ele. Não era possível, era?

― O rapaz ruivo que se ofereceu para me ajudar, você…

Como um raio, fui atingida pela lembrança de estar atrasada, olhei no relógio de pulso. Não adiantava mais.

― Não, não pode ser. Essa brincadeira me custou um dia de aula. Nem em sonho eu chegaria na faculdade em três minutos. Parabéns pra mim, hoje eu caprichei na estupidez.

Suspirei, cruzando os braços. Nem em meus piores pesadelos imaginei me encontrar numa situação assim pela manhã. De chinelos, com uma sacola de rosquinhas na mão e de frente para o Flash, senti como se eu fosse uma formiguinha carregando uma folha enorme nas costas.

― Três minutos? Você vai chegar em menos, gatinha.

Incrivelmente, ele mesmo colocou o par de sandálias em mim, me pegou no colo e correu. Podia sentir meu cabelo bagunçar com a rapidez na qual ele corria, meu coração batia descompassado pela emoção. Sem perceber, estava no portão da faculdade.

Flash me olhava com certo orgulho no olhar, e um sorriso esperançoso nos lábios.

― Você vai me passar seu número?

― Sabia que era você, a voz é mesma. Eu sei que esse é o Flash, o homem mais rápido do mundo. Mas, quem é o rapaz ruivo da loja que eu suspeitei ser um ladrão?

Sorri um pouco tímida, arrumando alguns cachos que caíam sobre meu rosto.

Se inclinando um pouco, ele piscou mas não respondeu minha pergunta, não pude deixar de soltar uma risada com a pose dele.

Os portões da universidade já começavam se fechar, e eu não poderia demorar mais tempo com ele.

― Ok, estou sem tempo agora. Vou entrar, não quero correr de novo o risco de perder a aula.

― Bons estudos, gatinha.

Me virando de costas, balancei a cabeça em negatividade pelo modo como ele vinha me chamando, '‘gatinha’'.

Algo dentro de mim despertou a vontade de agradecê-lo, eu sabia exatamente como. Procurei uma caneta dentro da bolsa, achando-a, anotei o que me pedira mais cedo.

― Hei! Tome.

Joguei a sacola com as rosquinhas para ele que pegou imediatamente. Virando o outro lado da sacola, meu número junto ao nome. O velocista ficou um pouco surpreso pelos dois presentinhos.

― Como forma de agradecimento pelo favor. Obrigado.

Antes de realmente entrar, o olhei uma última vez. Ele fez o mesmo e saiu, veloz. 


Notas Finais


De coração eu espero ter ido bem nesse primeiro capítulo. Eu não sei com exatidão quando vou poder postar o próximo, mas ele já está em andamento. Estou de viagem/mudança marcada e por isso meu tempo está corrido, porém assim que puder estarei de volta para postar o seguinte capítulo, ok? Obrigado e kissus.


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