História Dejaria Todo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Tags Farosella, Fogasella
Visualizações 809
Palavras 2.465
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem-vindos a competição mais famosa do Brasil, bem-vindos ao spirit fanfics! 😂😂 Brincadeira!
Bem-vindos, e boa leitura!
(Fanfic de universo alternativo)

Capítulo 1 - Um


Fanfic / Fanfiction Dejaria Todo - Capítulo 1 - Um

(Promiscuous Girl - Nelly Furtado)

São Paulo. Capital, mais conhecida como metrópole. Era para ser onde seus sonhos deveriam se realizar, e de fato, alguns se consolidaram. Mas agora ela estava descrente, porque tamanho sentimento de falha apossou-se de seu corpo sem lhe dar aviso prévio e ela agora, não sabia quando ele iria embora. E neste exato momento, bem a sua frente, aquele que amava com força, prestes a beijar uma desconhecida, com seus corpos colados, próximos demais. Ele, em seu momento de arrogância e falha ao tentar convencê-la de que aquela mulher, não entendia o significado de “não”. Estava escuro, e as luzes de led agora lhe irritaram ainda mais por não poder ver a expressão de Paola, inconformada para poder se culpar.

– Paola, isso não é o que vê!

– Eu acho que ainda posso enxergar o suficiente, Henrique.

A batida da música eletrônica lhe deixava irado. Desvencilhou dos braços daquela loura que passara inteiros cinco minutos tentando convence-la de que não a queria e pensou em segura-la e força-la a acreditar que não era aquilo que viu. Era da sua natureza agir sem medir consequências. Porque assim era Henrique Fogaça, inconsequente, arrogante, apaixonado e impaciente.

– Paola espera... – Disse alto tentando desviar da multidão de pessoas que lhe afastava ainda mais dela. – Paola!

Agora tudo que via, era olhar dela agora iluminado as vezes pelas luzes artificiais, e algumas lagrimas insistentes descendo pelo rosto expressivo. Ele não sabia, e tão pouco admitia, mais a paixão e amor que sentia por ela, era seu mundo. Não fizera nada para merecer, e agora notara da pior forma que aquilo era como um vidro frágil, que agora havia se quebrado. Nas mãos dela, era um menino que precisava aprender sobre certa lição que não teve na escola, o amor. Agora tarde demais, fazia dessa matéria religião.

Ela lhe disse fracamente do lado de fora da boate: “Estou indo embora”

Ele lhe disse visivelmente sem estruturas: “Por favor, não”

A morena se virou e deixou o local. Derramou descontroladamente lagrimas que mais pareciam ser de sangue, e agora pensava em tudo que muitos lhe falaram sobre ele. Pareciam estar certos em sua mente fechada, porque agora estava de fato cega para enxergar o que era de fato, verdade. Adentrou no Civic preto, e dera partida, investindo inconsequentemente nos cem quilômetros por hora pela vazia – por mais incrível que pareça – avenida paulista. Secou algumas lagrimas que insistiam em molhar seu rosto e ligou o rádio, reconhecendo a canção que começava calmamente, e que na verdade, tinha efeito e intuito de acalmar. Não naquela hora, não naquele dia. A maldita canção era a que ele tocava no violão para ela em noites de luau particulares, as vezes ao pôr do sol, as vezes a luz da lua.

– Merda – Exclamou impaciente por não ter o controle próprio daquele famoso emocional, agora abalado.

Ele pegou o primeiro taxi que conseguiu e dizia ao motorista que fosse o mais rápido possível, e quando chegou, correu como se fosse em direção ao paraíso – nem um pouco parecido com o que havia esperado. Não olhou para o porteiro, que aguardava seu cumprimento. Apertou repetidamente o botão do seu andar e quando chegou, entrou sem bateu na porta, e logo a encontrou sentada próxima a cama, forçando-se a engolir seco o choro, encarando o nada, mas ele tinha plena ciência de que ela olhava além daquela parede de tom pastel, olhava em direção ao futuro brando que agora, se partiu em mil pedaços.

Se aproximou e se ajoelhou dentre as pernas dela, fitando a cama onde descobriram inúmeras vezes um ao outro. Não se pronunciou, mas os olhos se conversavam, e lamentavam demasiadamente. Dentro do abraço de Paola Carosella havia um grande homem, e aquele mesmo chorava mais do que se permitia. E ele tentava abafar os suspiros por achar que aquilo o fazia menos homem, achava humilhante para si mesmo.

– Por favor pare. – Ela disse, quase que lhe implorando.

Ele não respondeu, apenas respirou fundo pela centésima vez tentando com força parar, mas naquele momento, parecia impossível.

– Henrique eu tenho que ir – Disse mais fria o possível.

E então uma cena de filme passou por sua mente mais uma vez. Era Paola em seus braços, as vezes despida, as vezes com o tipo de roupa que o deixava insano, e que ela insistia em trajar. Roupas claras e largas, nem um pouco erótico, mas quando estava em seu corpo era diferente.

Paola era diferente. Tinha as curvas das serras, a inteligência de um sábio vívido, e a beleza imensurável de Elizabeth Taylor.

– Eu estou tentando não deixar você ir – Afirmou – Porque eu infelizmente criei dependência, Paola. Sou dependente de você agora. Você não me deu a chance de dizer que não, nada aconteceu.

– Ambos de nós sabemos que você poderá voltar a viver como sempre, não há como voltar atrás, e eu não quero ouvir anedotas, meus olhos estavam abertos.

De joelhos e abraçado a fina cintura dela ele apenas lamentou e se odiou por não ter o magnífico poder de voltar atrás e não ter deixado nada acontecer.

– Deixe-me ir, por favor...

Ele lançou o seu último olhar a ela e com relutância, a soltou.

– Eu continuarei o mesmo se você voltar, todos os dias esperarei por você.

Esperou que a bela moça caísse em lágrimas, mas isso não aconteceu. Diante da “traição”, a morena comportou-se como uma incrível Rocha, que por mais que poderia ser quebrada, parecia inoxidável.

– Não será necessário, tem alguém para abraçar como costumávamos, é hora de ir.

Ajustou a bolsa de couro branca em seu ombro direito, guiou a imensa mala com algumas roupas até a porta, e sem olhar para trás e partiu impiedosamente. O grande homem desmoronou e lançou o vaso de orquídeas sobre a parede, fechou ambos dos punhos e sentou-se no chão.

Dias se passaram, Carosella rompeu sem pensar o contrato com a emissora e ele recebera a notícia de que ela, já não estava na cidade, tão pouco no pais.

Três Anos Depois

Buenos Aires parecia perfeito para quem tanto precisou do berço onde nasceu. Flashes de momentos passavam pela sua mente agora, desde o momento em que conhecera Tom, que conquistara sua amizade, chegando em sua vida sem aviso prévio, no momento em que o vazio mais lhe corroía. A fotografava cozinhando, porque achava um charme. Ele a fazia rir, esquecer-se dos problemas momentâneos, a levava para pedalar nos fins de tarde, e neste caminho que traçou, evoluíra para um sadio noivado com o mesmo, que se via loucamente apaixonado pela argentina.

Ela sentia a agradável brisa bagunçar seus cabelos e olhava seu anel de noivado e regressava a sua infância, onde sempre dizia que jamais iria subir ao altar e repetir os votos eternos, achava errado por causa dos filmes em que os mocinhos partem os corações das garotas, tinha receio que isso acontecesse a si então preferia evitar. E agora ria da inocência e maneira de pensar, havia passado pelo o que tanto temia desde pouca idade, dizendo a si mesma “Eu não poderia estar mais feliz”, pelo simples fato de que tinha Thomas em sua vida. As vezes sem querer, obrigava a si mesma, considerar-se completa por tê-lo, completa por seguir na belíssima carreira culinária.

Todos diziam que o verdadeiro amor vinha aqueles que tinham sorte de reconhece-los. Paola acreditava que Peterson era aquele. Ao regressar a si, escondeu o sorriso sem perceber. Encarou a sua frente a bela e imensa matriz, esperando por ele, e pensando que em breve, entraria naquele lugar para sair com um eterno compromisso.

– Mal posso esperar – Disse baixo para si mesma, assustando-se com mãos emanando-a pela cintura.

– Certeza absoluta, querida?

– Querido – Sorrira, virando-se para vê-lo. – É claro. – Selou brevemente os lábios dele e mais uma vez, voltou a olhar para a igreja.

– Estou mais ansioso que você, acho que tenho certeza – Ele rira seguindo os olhos da noiva

– Porque não marcamos de uma vez a data então? – Acariciava as mãos dele agora, mais uma vez em sua fina cintura.

Fizeram o processo e deixaram o local. A data seria 12 de março. Referência a Debbie Reynolds em “Armadilha Amorosa”. Um dos seus filmes favoritos, que suas avós assistiam nos tempos de inocência. Ela lembrava-se com gosto doce em suas papilas, se perguntando se algum dia voltaria a viver aquilo novamente.

Ele segurava sua mão enquanto traçavam a pé o trajeto até o apartamento dividido, e em um movimento brusco, apertou fortemente a mesma ao ver que ela iria atravessar a rua em um momento errado. Isso não lhe fez pensar em perder sua vida, mas sim em Henrique Fogaça, que tinha o costume de aperta-la sem querer. E logo um filme de drama passou pela sua cabeça e mais uma vez, todo o sofrimento fora revivido. A tal mulher que estava com ele, as mãos em lugares onde não deveriam, o flagra. Ela ainda estaria com Henrique se não tivesse “visto” o que viu? Como estariam hoje? Ele havia a enganado mais vezes? Perguntas eram fáceis como sempre, respostas nem tanto. Paola estava ‘nauseadamente’ sufocada. A postura dele diante dos outros, a dureza que transpassava...ela simplesmente gostava do que via. Mas quando era somente os dois, somente Paola e Henrique, tudo mudava. Eram “naturais” e se encaravam durante a leitura do script no apartamento em que dividiam.

– Preste atenção Paola! Meu deus! – Escutou a voz alterada do homem lhe rasgar os tímpanos.

– Eu preciso de um tempo.

– Paola...o que está acontecendo?

– Eu realmente preciso ficar sozinha, Thomas.

Soltou a mão dele e apertou os passos pela rua enquanto ele a seguiu com os olhos até onde a vista alcançava. Queria e tentava não força-la a nada, pois a personalidade de Paola era forte e jamais deixara-se dominar, mas ele se fazia assim inevitavelmente.

(...)

O sol já estava se pondo e ela ainda não sentia vontade de voltar para casa. As ondas que quebravam nas dunas faziam um barulho agradável, e ela tentava fortemente perder-se naquele fenômeno da natureza, acreditando que assim teria paz, mas era impossível, pensava em Henrique incontrolavelmente e tudo que viveram com intensidade. Seu amor era como uma chama que lhe aquecia e fazia querer mais, os tornavam dependentes, e ambos tinham ciência de que não passaria tão facilmente. Sentiu falta daquilo, deus como sentia.

O desejou de volta. Negou para si dentro de seus pensamentos, desejou que ele a abraçasse fortemente, disse que “não” mais uma vez. Se odiou por permitir regressar a aquilo mais uma vez, e logo perdeu-se em agonia.

Se não tivesse partido poderia estar ao lado dele, a quem jamais deixou de amar. O que havia acontecido naquela noite? Ele fora mesmo capaz? Paola não queria ao menos ter lhe dado a chance.

O ser humano é inconsequente e faz com que a sã consciência fique impedida de fazer o correto manuseio do raciocínio e juízo perfeito. Coincidentemente agora, como ela, estava ansiando a presença que precisava, porque sabia que aquela paixão avassaladora, não havia se acabado, e que juntos tudo seria diferente. Não iria acabar, talvez seria eterno, mas o orgulho naquele momento era maior, capaz de cega-los.

Thomas estava sentado sobre o sofá de couro, perdido em pensamentos sobre Paola, nos porquês da recente atitude, o que de fato de passava pela mente da mesma, o que havia de errado? Ele havia agido equivocadamente? Sabia onde encontra-la, conhecia a aquele ponto. Seguiu de carro até a praia e logo seus olhos a encontraram, sentada sobre a areia, fitando o horizonte azul.

– Paola, o que está fazendo aqui...sozinha? – Indagou alisando os ombros descobertos da mulher.

Ela reconhecera de imediato, e naquele momento, ele era quem menos gostaria de ver, mas também sabia que não era culpa dele, pessoa que durante esse tempo lhe ofereceu apoio, compreensão e amizade.

– Eu precisava de um tempo. – Sorria fracamente – Só isso

Ele se aproximou sentando-se ao seu lado, segurando em uma de suas mãos gentilmente. Ela imediatamente se sentiu culpada, portanto não hesitou ao seu toque.

– Está acontecendo alguma coisa? Eu posso ajudar, pelo menos tentarei.

– Nada que você possa resolver, querido. – O fitou – Talvez seja o nervosismo do noivado, algo assim, está tudo bem, acredite.

– Tem certeza que eu não posso fazer nada? – Insistira.

– Absoluta – Disse sorrindo levemente, desviando seu olhar rapidamente para a privilegiada vista. Via que ele estava tentando, e deveria retornar o que recebia. Pelo menos era o que pensava.

Entregou sua mão à dele e retornou para onde deveria chamar de “lar”. Cansada, retirou seus sapatos e deitou sobre a cama de bruços. Silenciosa se encolheu e respirou fundo. Thomas estava de braços cruzados sobre a porta do quarto, trocaram olhares breves e ela evitou diálogos. Fingiu entender e agora lia um jornal na sala, pensando se era isso mesmo que sua noiva queria como ele, construir juntos uma família. Ele estava em duvidas, mas agora não tocaria no assunto.

Quando por fim pegara no sono, teve memórias dele em forma de sonhos – ou pesadelos. Memorias dolorosas que lhe acompanhavam a três anos.

Lembranças de seus toques;

Momentos em que seguravam em ambos dos rostos e diziam no escuro da noite: Eu te amo. Seus batimentos cardíacos aceleravam de forma desesperadora, mas ainda se encontrava em seu subconsciente. Os suores excessivos lhe incomodavam demais. Tentava abrir os olhos fortemente e deixar as mãos rígidas de Fogaça emanarem-se na escuridão que os cercava.

“Paola eu jamais irei deixar de te amar porque eu preciso ouvir sua doce voz quando acordo” – Henrique sussurrava puxando-a para si

“Eu gosto de tudo relacionado a você” – Mais uma vez ele lhe dissera antes de entrar no breu que o esperava.

Quando finalmente conseguira abrir seus olhos, a primeira imagem que vira fora de Thomas, lhe sacudindo pelos braços repetidamente.

– Paola? Amor? – Ele lhe dizia um tanto assustado.

– O que houve?

– Você estava suando e pareceu estar tendo um pesadelo...está tudo bem?

– Eu estou bem, eu não me lembro...

Mentiu. Lembrava-se perfeitamente. Mas seus conflitos consigo mesma estavam apenas começando. Afastou-se de Peterson e sentou-se sobre a cama, levando uma das mãos a testa, lamentando pela enxaqueca que se fazia presente.

Ele bufou indignado por não saber exatamente o que aquilo tudo se tratava. Sentou-se sobre a beira da cama e a fitou rigidamente.

– Eu acho melhor você começar a ser sincera comigo, como eu sempre fui com você, não acha? O que está acontecendo com você? – Ele lhe disse firmemente

– Eu estou sendo sincera Thomas. Eu estou me sentindo cansada, e nada mais. Pode me deixar sozinha por meio segundo?

 

 

 

Ele assentiu e com ela lhe pediu, deixou o quarto. Caminhou indignado para a sala, mas naquele momento não se pronunciaria. Mas para ele, já era tarde demais, estava envolvido por Carosella, e aquilo era grande. Arrebatador.


Notas Finais


E então?
Playlist da fanfic disponivel no spotify: https://open.spotify.com/user/missromero1/playlist/6S1E7qm9VhcQCLvIvOWYAJ


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