História Dejaria Todo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Tags Farosella, Fogasella
Exibições 253
Palavras 1.640
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Um


Fanfic / Fanfiction Dejaria Todo - Capítulo 1 - Um

– Paola, isso não é o que vê!

– Eu acho que ainda posso enxergar o suficiente, Henrique.

Ele, em seu momento de arrogância e falha ao tentar convencê-la de que aquela mulher, não entendia o significado de “não”. Estava escuro, e as luzes de led agora lhe irritaram ainda mais por não poder ver a expressão de Paola, inconformada para poder se culpar.

A batida da música eletrônica lhe deixava irado. Pensou em segura-la e força-la a acreditar que não era aquilo que viu. Era da sua natureza agir sem medir consequências.

Porque assim era Henrique Fogaça, inconsequente, arrogante, apaixonado e impaciente.

– Paola espera... – Disse alto tentando desviar da multidão de pessoas que lhe afastava ainda mais dela. – Paola!

O olhar dela agora iluminado com lagrimas. 

Não sabia, não admitia, mais a paixão e amor que sentia por ela, era seu mundo. Não fizera nada para merecer, mas era como um vidro frágil, que agora havia se quebrado.

Nas mãos dela era um menino que precisava aprender sobre certa lição que não teve na escola, e fazia dessa matéria religião.

Ela lhe disse “Estou indo embora”

Ele lhe disse “Por favor” 

A morena se virou e deixou o local. Derramou descontroladamente lagrimas de sangue, e agora pensava em tudo que muitos lhe falaram sobre ele. Pareciam estar certos, porque agora estava de fato cega para ver o que era genuíno. 

Ele pegou o primeiro taxi que conseguiu e dizia ao motorista que fosse o mais rápido possível, chegou e avistou o carro dela na garagem, correu como se algo estivesse prestes a acontecer. Não bateu na porta, e a encontrou sentada próxima a cama, engolindo seco o choro, encarando o futuro brando que se partiu em mil pedaços. 

Se aproximou e a sentou sobre a cama onde descobriram inúmeras vezes um ao outro, ajoelhou-se sobre e ela e não se pronunciou.

Dentro do abraço de Paola Carosella havia um grande homem, e aquele mesmo chorava mais do que se permitia. Ele tentava abafar os suspiros por achar que aquilo o fazia menos homem, achava humilhante para si mesmo.

– Por favor pare. – Ela disse quase que implorando

Ele não respondeu, apenas respirou fundo pela centésima vez tentando com força parar mas parecia impossível. 

– Henrique eu tenho que ir – Disse mais fria o possível 

Então uma cena de filme passou por sua mente mais uma vez. Era Paola em seus braços, as vezes despida, as vezes com o tipo de roupa que o deixava insano, e que ela insistia em trajar. Roupas claras e leves. Não parecia nem um pouco erótico, mas quando estava em seu corpo era diferente.

 Paola era diferente. Tinha as curvas das serras, a inteligência de um sábio vívido, e a beleza imensurável de Elizabeth Taylor.

– Eu estou tentando não deixar você ir porque eu infelizmente criei dependência, Paola. 

– Sabemos que poderá voltar a viver como sempre, não há como voltar atrás.

De joelhos e abraçado a fina cintura dela ele apenas lamentou e se odiou por não ter o magnífico poder de voltar atrás e não ter deixado nada acontecer.

– Deixe-me ir, por favor...

Ele lançou o seu último olhar à ela e com relutância a soltou.

– Eu continuarei o mesmo se você voltar, todos os dias esperarei por você.

Esperou que a bela moça caísse em lágrimas, mas isso não aconteceu. Diante da “traição”, a morena comportou-se como uma incrível Rocha, que por mais que poderia ser quebrada, parecia inoxidável.

– Não será necessário, tem alguém para abraçar como costumávamos, é hora de ir.

Ajustou a bolsa de couro branca em seu ombro direito, guiou a imensa mala até a porta, e sem olhar para trás e partiu impiedosamente. O grande homem desmoronou e lançou o vaso de orquídeas sobre a parede, fechou ambos dos punhos e sentou-se no chão.

 

Três Anos Depois

 

Buenos Aires parecia perfeito para quem precisava do berço onde nasceu. 

Ela sentia a agradável brisa bagunçar seus cabelos e olhava seu anel de noivado e regressava a sua infância, onde sempre dizia que jamais iria subir ao altar e repetir os votos eternos, achava errado por causa dos filmes em que os mocinhos partem os corações das garotas, tinha receio que isso acontecesse a si então preferia evitar. E agora ria da inocência e maneira de pensar, dizendo a si mesma “Eu não poderia estar mais feliz”.

Pelo fato de que tinha Thomas em sua vida, se obrigava sem perceber a considerar-se completa. Todos diziam que o verdadeiro amor vinha aqueles que tinham sorte de reconhece-los. Paola dizia a todos que Peterson era aquele. Mas então escondeu o sorriso, sem perceber. Em breve, entraria naquela igreja que encarava há alguns minutos para sair com um eterno compromisso. 

– Eu tenho certeza que é isso que sempre sonhei. – Disse a si mesma 

– Certeza absoluta, querida? 

– Meu amor, claro... 

Ela selou brevemente os lábios dele e voltou a olhar para a igreja.

– Estou mais ansioso que você, acho que posso lhe garantir.

– Porque não marcamos de uma vez a data então? – Tomou a mão dele e caminharam para dentro

A data seria 12 de março. Referência a Debbie Reynolds em “Armadilha Amorosa”. Considerava uma data romântica, e tudo ocorreria perfeito.

Ele segurava sua mão enquanto caminhavam até o apartamento, então ele apertou ao ver que ela iria atravessar a rua em um momento errado. Isso não lhe fez pensar em perder sua vida, mas sim em Henrique Fogaça, que tinha o costume de aperta-la sem querer. 

Um filme de drama passou pela sua cabeça e todo o sofrimento fora revivido. A tal mulher que estava com ele, as mãos em lugares onde não deveriam, o flagra.

Ela ainda estaria com Henrique se não tivesse “visto” o que viu? Como estariam hoje? Perguntas eram fáceis como sempre, respostas nem tanto.

A postura dele diante dos outros, a dureza que transpassava...ela simplesmente gostava do que via. Mas quando era Paola e Henrique, tudo mudava. Eram “naturais” e se encaravam durante a leitura do script no apartamento em que dividiam. 

– Preste atenção Paola! Meu deus! – Sua voz estava alterada.

– Eu preciso de um tempo. 

– Paola o que está acontecendo?

– Eu realmente preciso ficar sozinha, Thomas.

Saiu correndo pela rua enquanto ele a seguiu com os olhos até onde a vista alcançava. Queria e tentava não força-la a nada, pois a personalidade de Paola era forte e jamais deixara-se dominar.

O sol já estava se pondo e ainda não sentia vontade de voltar para casa. O mar fazia barulho e ela tentava concentrar nele, mas era impossível, pensava em Henrique e tudo que viveram com intensidade. 

Seu amor era como uma chama que lhe aquecia e fazia querer mais, com um pouco mais de intensidade porque fazia depender. 

Sentiu falta daquilo e o desejou de volta. Se odiou por não poder e se abraçou deixando as lágrimas insistentes descerem pelo seu lindo rosto.

Se não tivesse partido poderia estar ao lado dele, a quem jamais deixou de amar. Mas o ser humano é inconsequente e não enxerga. Como ele, estava ansiando a presença que precisava.

– Paola, o que está fazendo aqui...sozinha?

Reconhecera de imediato, era de quem menos gostaria de ver. Mas também sabia que não era culpa dele, que durante esse tempo lhe ofereceu apoio, compreensão e amizade. 

– Eu precisava de um tempo. 

Ele se aproximou, segurando em suas mãos gentilmente. Ela se sentiu culpada e não hesitou ao seu toque.

– Está acontecendo alguma coisa? Eu posso ajudar, tentarei. 

– Nada que você possa resolver, querido. Talvez seja o nervosismo do noivado, algo assim, está tudo bem, ok?

– Tem certeza que eu não posso fazer nada?

– Absoluta – Disse sorrindo levemente, desviando seu olhar para a privilegiada vista 

Via que ele estava tentando, e deveria retornar o que recebia. Pelo menos era o que pensava.

– Que tal um jantar esta noite? – Ele repousou suas mãos no rosto da morena 

– Me parece uma ótima ideia... – Suspirou agoniada.

Entregou sua mão à dele é retornou para onde deveria chamar de “lar”. Cansada retirou seus sapatos e deitou sobre a cama de bruços, silenciosa se encolheu e respirou fundo. Thomas estava de braços cruzados sobre a porta do quarto, trocaram olhares e ela evitou diálogos. Fingiu entender e agora lia um jornal na sala, pensando se era isso mesmo que sua noiva queria como ele, construir juntos uma família. 

Ao pegar no sono, teve memorias dele. Memorias dolorosas que lhe acompanhavam a três anos. 

Lembranças de seus toques;

Momentos em que seguravam em ambos dos rostos e diziam no escuro da noite: Eu te amo. Seus batimentos cardíacos aceleravam de forma desesperadora, mas ainda se encontrava em seu subconsciente. Os suores excessivos lhe incomodavam demais. Tentava abrir os olhos e deixar as mãos rígidas de Fogaça emanarem-se na escuridão que os cercava. 

“Paola eu jamais irei deixar de te amar porque eu preciso ouvir sua doce voz quando acordo” – Henrique sussurrava puxando-a para si

“Eu gosto de tudo relacionado a você” – Mais uma vez ele lhe dissera antes de entrar no breu que o esperava.

Quando finalmente conseguira abrir seus olhos, a primeira imagem que vira fora de Thomas, lhe sacudindo pelos braços repetidamente.

– Amor? – Ele disse um tanto assustado

– O que houve? – A morena disse no mesmo tom

– Você estava suando e pareceu estar tendo um pesadelo...está tudo bem?

– Eu estou bem, eu não me lembro...

– Eu acho melhor você começar a ser sincera comigo, como eu sempre fui com você, não acha? – Ele lhe disse firmemente

Paola se afastou e segurou com as mãos à cabeça que tanto latejava em meio ao turbilhão que lhe cercava.

– Eu estou sendo sincera Tom, eu estou me sentindo cansada, e nada mais. Pode me deixar sozinha?

Thomas assentiu e com ela lhe pediu, deixou o quarto. Queria fugir daquilo tudo como Carosella fugia, mas estava tarde demais porque se via apaixonado, e não iria deixa-la ir. 



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