História Dejaria Todo - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Tags Farosella, Fogasella
Exibições 55
Palavras 2.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Nada a declarar nada a declarar

Capítulo 17 - Dezessete


Fanfic / Fanfiction Dejaria Todo - Capítulo 17 - Dezessete

Fogaça

Na medida em que me aproximava do que eu sabia que era onde Ana estava, sentia que Paola, ao meu lado, iria falhar pelas pernas e me forçar a fazer o papel de alicerce, uma vez que eu já me sentia nauseado por mais uma vez estar naquele ambiente desagradável.

Eu não sabia, ela não se pronunciou desde que saímos de casa. Eu me perguntava o que havia acontecido e não poderia questiona-la, de fato, aquilo estava me matando. O trajeto inteiro, fora silenciosa como a madrugada de São Paulo, me fazendo escutar seus suspiros e respirações agoniadas. Já assumia o possível falecimento de Ana. Segurei forte pedindo com os olhos para que ela me dissesse logo, mas cortou o contato visual de imediato.

– Boa noite – O médico nos disse, por incrível que pareça, sorrindo

– Algo errado? – Ela questionou firme, me fazendo admira-la

– Boa noite – Respondi por educação.

– Pelo contrário, senhorita Carosella, algo bom. – Ele, nos guiando até a janela – Ana abriu seus olhos – Gesticulou apontando

Paola não dissera mais nada. Adentrou comigo no quarto, inclinando-se para perto, observando atentamente, minuciosamente, os olhos lacrimosos de Ana. Curioso, me aproximei do outro lado, segurando sua mão, extremamente gelada.

– Ana, você pode me ouvir? – Minha mulher disse, já transbordando de emoção.

– Ela obviamente não poderá te responder, mas compreende perfeitamente. Você pode pedir que ela aperte sua mão, para que mostre que está entendendo. – O doutor se pronunciou, arrancando um riso aliviado de Paola.

Paola se aproximou e segurou ambas das mãos de Ana, com sua boca entreaberta, fascinada, curiosa, ansiosa.

– Ana, estamos cuidando da menina...ela está crescendo a cada dia, até mesmo querendo falar. Você está entendendo? – Ela perguntou olhando para as mãos – Aperte a minha mão se você entendeu...

E então, foi em questão de segundos, Ana, com suas mãos apertou as de Paola. Deixando com que mais lagrimas descessem pela extremidade de seu rosto. Me aproximei, limpando-as, me sentindo falho por tudo aquilo ter acontecido. Eu achava pura ousadia da vida fazer isso com uma pessoa, que já tinha tido o suficiente. Que por anos desejou ser mãe, e quando finalmente tivera a dadiva, fora lhe tirado sem dó. Luna ainda não estava em idade de falar tão pouco andar, ainda era um bebe pequeno, prematura, mas se desenvolvia lindamente, me surpreendendo todas as vezes que cansado, chegava na nossa casa e a via desesperada para se expressar, inquieta no colo de Paola, as vezes puxando os lindos cachos – que eu tanto amava – para si, fitando-os, sentindo em suas pequenas mãos perfeitamente moldadas.

– Henrique, você pode ver? – Ela me disse, com voz embargada e os chocolates já marejados.

Em minha posição, demonstrar minha emoção era difícil, porque quase não sabia como, então cruzei os braços e olhava para as duas, em sincronia naquele todo sentimento.

– Os estímulos foram respondidos até rápido demais, no caso dela. – Haddid falou

– Ela irá se recuperar logo. – Afirmei.

– Pode me acompanhar até o lado de fora? – Ele perguntou

Fiz que sim e o segui.

– Algum problema? – Fui direto

– Na verdade sim, eu esperava que ela voltasse, e abrir os olhos e mostrar que compreende já é um grande avanço, mas sua recuperação poderá vir com sequelas, ela pode demorar para se pronunciar. Como você já está ciente senhor Fogaça, a atividade cerebral de Ana é mínima, e agora um tanto a mais... – Respirou profundamente

– Eu compreendo, mas o que está querendo dizer?

– Ela está fazendo um imenso esforço como pode ver. Peço que tenham paciência, isso tudo poderá levar anos.

– Se é esse o problema, você poderá descarta-lo de suas preocupações, nós somos a família dela. – Disse com firmeza – E ela tem sua atenção, certo? Uma atenção especial, por assim dizer.

– Senhor Fogaça, eu tenho um grande apreço por Ana, o meu objetivo e vê-la bem, completamente saudável.

– Eu agradeço a preocupação. Espero que isso seja uma relação saudável.

– Eu não entendi.

– Você sabe do que eu estou falando.

– Senhor Fogaça, eu realmente não estou entendendo onde quer chegar... – Sorriu para mim, sem mostrar os dentes.

– Então deixarei explícito, a sua atenção por Ana é além de paciente e médico. Não precisa negar.

Não me dissera uma só palavra, e o ditado, era verídico, “quem cala consente”.

– Eu me preocupo com Ana, ela é minha paciente.

– Por favor, não precisa de explicar para mim, e na verdade, eu agradeço. Mas se está sentindo algo por ela, eu só tenho a lamentar, pois você é um estranho para ela. E seu estado atual...

– Fique tranquilo Chef Fogaça, minhas preocupações são de médico e paciente. Lhe garanto que jamais passará disso.

– Mais uma vez, agradeço doutor.

Ele assentiu e voltamos a olhar as duas. Naquele momento me lembrei de quando me sentava no chão da casa da minha avó Olivia, e assistia junto a ela as novelas mexicanas que ela tanto insistia em ver, e rever... veio a minha mente um caso em que o amor nascera da pena que o médico sentia pela sua paciente, e eu sabia que isso estava acontecendo, e também sabia que o amor por pena era ainda mais intenso, iria machucar. Jamais senti confiança por Samir Haddid, pois sua fama de “garanhão” procedia, e Ana Paula já teve o suficiente.

Em minhas conversas pós-gravação com Jacquin, me lembrava claramente de sua voz com sotaque dizendo: Haddid é como um galo que corre atrás das galinhas, coloca em prática a arte de ter um harém. Como eu já havia dito a Paola, Ana já tivera o suficiente. “Não confie nos homens” certa noite disse a ela, fazendo com que risse como se fosse uma piada.

– Ela está compreendendo tudo, mas não pode falar. Isso é tão difícil de entender... – Paola disse ao se juntar a nós

– Creio que logo a senhorita Vasconcelos irá se recuperar, não se surpreenda.

– Obrigado por cuidar dela doutor Samir – Paola disse

– Não precisa agradecer, não faço mais que minha obrigação.

Quando nos despedimos, disse o mais baixo para Ana que sentíamos sua falta até demais. As gravações haviam sido interrompidas desde que tudo isso havia acontecido, Patrício não achava justo substitui-la por outra apresentadora, e mesmo se fizesse isso, concordamos nos três que não iriamos mais ser jurados. Naquele ponto, já éramos uma família, que estariam ali sempre que o outro precisasse. Jacquin todo esse tempo estava me aconselhando, mostrando-se um ótimo pai, desde que sua ex mulher havia mandado seu filho da França para uma temporada no Brasil. A mídia já não se importava com a “polêmica” que tudo aquilo foi e estava sendo.

A minha rotina não me surpreendia mais, estava administrando o financeiro e cozinha dos nossos restaurantes, alternando as vezes com Paola, que insistia em levar a menina consigo, colocando-a sobre um pequeno espaço que havia arrumado nas cozinhas e escritórios, e não tirava seus olhos ela. Na verdade, era uma mãe/empresaria/chef de cozinha. Todos os dias acordando com imenso vigor e vontade, diferente de mim, que já não tinha aquela energia.

Quando finalmente chegamos em casa, casados caminhamos abraçados até nosso quarto, sendo interrompidos e assustados por Larissa, a babá de Luna, que era uma moca extremamente jovem, mas com uma admirável paciência e gosto pela criança.

– Senhorita Paola e senhor Fogaça, a menina está dormindo, já dei banho e mamadeira...

– Larissa, por favor é só Paola, pode ficar à vontade. E muito obrigado, eu estou tão exausta...

– Obrigado Larissa, se quiser pode ir embora, estaremos em casa hoje. 

– Amor, eu pensei que ainda tivéssemos que checar o financeiro do Arturito...

– Jacquin está cuidado isso, precisamos descansar...

– Até amanhã então Chef’s

A jovem disse e logo saiu.

– Você precisa descansar, tudo está sendo muito corrido esses dias...

– Henrique, eu estou bem.

– Não há nada de errado em descansar um pouco. Além do mais, eu quero deitar um pouco com você...

– Está bem – Sem pressa, caminhou até nosso quarto e eu a segui, vendo cada movimento que seus quadris faziam enquanto engatinhava sobre a cama – Vai ficar me olhando? Vem aqui, comigo.

A olhei por inteiros dez segundos. Linda, leve, sobre a nossa cama de lençóis claros, bagunçados. O sol morno pareceu pousar como uma pena sobre a sua pele quando o deixei adentrar, afastando as cortinas uma de cada lado.

No nosso ambiente, tudo era o mais “natural” possível, do gosto e decoração de Paola. Nossa cama com a cabeceira de ferro escuro, com um colchão médio, cortinas de tons pasteis e gelo, abajures de cor amarelos, com “criados mudos” de uma madeira escura. Do lado direito, a minha vitrola com lugares para meus discos, do esquerdo, uma imensa cômoda também de madeira, mas de cor branca. De relance reparei mais uma vez em tudo, me sentindo o homem mais feliz que caminhou sobre a terra, e me lembrei que alguém me disse, ” a felicidade é passageira, só podemos percebe-la quando sentimos falta daquele momento tão especial, ai sim, sentiremos felicidade. ”

Eu, Henrique Fogaça, descordava fortemente, porque respirar com tamanha leveza neste momento, era indescritível. E logo a minha frente, o que eu chamava – em segredo – de primavera, sendo o que sempre foi, me esperando.

Já era o suficiente para mim apreciar de longe, e então, me aproximei trazendo-a para meus braços, entrelaçando nossas pernas, sentindo as macias dela, me perdendo no prazer em tê-la ali comigo, agora.

A encarei por alguns segundos, fazendo com que seus olhos ficassem direto aos meus, com seu corpo em cima do meu.

Que passa mi amor? – Me questionou, travessa.

– Por enquanto nada. Y tu?

Besame

– O que?

Besame mucho...

Segui suas ordens e a beijei ternamente, intensificando com caricias em seu corpo escultural, descendo e subindo, tornando aquilo mais intenso, brigando por comando sobre a sua língua experiente...até que ela se cansou, voltando a mesma posição, com uma das mãos sobre meu peito.

– No que está pensando? – Ela me disse, acariciando meu peitoral

– Eu não sei, o que você está pensando? – Questionei-a

– Em você, na nossa família.

– Nossa família...ela está crescendo, não é?

– Ana logo estará nos perguntando o que achamos do prato dela, se está tudo certo...

– Ela cozinha bem, só ficou inibida com a grande Chef Paola Carosella...

– Em breve Fogaça, não é? – Me fitou com imenso brilho em seu olhar

– Você sempre foi, sempre será, Paola Fogaça, minha dona.

– Eu gostei disso, sou sua dona.

Eu ri e nos abraçamos na cama. Aproveitei para fazer cocegas em seu pescoço, seu ponto fraco, fazendo com que ela gargalhasse, e se esquecesse de tudo, mesmo que fosse difícil.

– Henrique para!!! Vai acordar a criança!

– Parar? Com o que?

– Por... – Ria o tempo todo. – Favor

– Eu não estou fazendo nada...

Dito e feito, a criança despertou assustada, berrando.

– Você vai fazer ela dormir, eu disse que você iria acorda-la.

– Está bem, mas só porque eu fui teimoso.

Me olhou seria, caminhando até o banheiro, fechando sem dó a porta. E eu, para o quarto onde minha afilhada estava, semi iluminado, com algumas estrelinhas acima de seu berço, e uma lua, azul, muito estranho. Assim que a peguei no colo, seu choro fora cessado.

Mais uma vez me levando para a lamentação de Ana não poder segura-la, me fazendo impaciente, irritado com tamanha injustiça.

– Eu sei que isso tudo já passou da hora de terminar né pequena...mas sei lá, temos que ter paciência. Hoje sua mãe abriu os olhos, e isso já é quase metade do caminho andado, por assim dizer.

Eu poderia dizer que por dias, semanas, minha rotina e de Paola, e de todos os que nos cercavam fora exatamente assim. Trabalhava nos restaurantes três dias, e os outros três auxiliava Larissa, visitava minha querida amiga, pedia para que se recuperasse logo não somente a ela, retornava para casa e via Paola secar algumas gotas de suor da testa e respirar profundamente, com a criança no colo, cozinhando ao mesmo tempo, também conversando, contanto a ela, “histórias da carochinha”. Na manhã seguinte levantava revigorada para exercer sua amada profissão e no final da tarde retornava com o nosso jantar providenciado pelas suas habilidosas mãos, colocava a mesa e me chamava, ligando a vitrola, rindo das travessuras que a menina fazia, me fazendo também rir. Me oferecia uma mão e no meio da sala, dançávamos como em um baile de adolescentes, rindo, cansados, apaixonados. Exaustos.


Notas Finais


Eu sei que não foi lá aquelas coisas, mas prometo melhorar
E a você, danada (Ana Paula) feliz aniversário, te amo demais mesmo que aqui nessa ficção está sofrendo um pouquinho 💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...