História Deleite - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Drama, Lauren Jauregui, Romance, Shawn Mendes, Tragedia
Exibições 205
Palavras 1.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, como estão?

Capítulo 23 - Stuck To The Past


Fanfic / Fanfiction Deleite - Capítulo 23 - Stuck To The Past

Deitada de lado, ainda sobre o piano, Camila observava os movimentos rápidos de Lauren. Não estava surpresa por sua amante vestir-se logo após dividir um momento tão intenso. Na verdade, esperava por isso.

— Eu preciso trabalhar amanhã — explicou Lauren, fugindo totalmente de qualquer comentário sobre amor — Quero pegar a estrada enquanto ainda é um pouco claro. Não gosto de viajar durante a noite.

— Eu entendo — Camila se moveu, mas não fez nada para impedi-la de ir. Tão pouco insistiu na declaração. Era melhor deixar isso para quando Lauren pudesse aceitar seus sentimentos — Eu sei como se sente... Mas eu preciso perguntar, Lauren. Você sabe que eu preciso perguntar, não é?

Havia muito sentimento sendo exposto em seu olhar.

— Eu não acho que deva fazer isso — a morena avisou, começando a acelerar ainda mais os movimentos.

Já vestida, poderia ir embora, nada a segurava ali. Nada, além, da vontade de ouvir.

— Você gosta de mim? — era uma pergunta bastante singela.

— É claro que não. Eu a odeio, Camila — havia seriedade em suas palavras e a menor sorriu, pois ela queria dizer exatamente o oposto, mas não conseguiria.

— Bem, se você gosta de mim — enfrentou-a, levantando e aproximando-se — E eu gosto muito de você, me parece apropriado convidá-la para vir para cá definitivamente. Venha morar comigo, Lauren.

— Você perdeu o juízo. Só pode — a morena respondeu de imediato, mesmo que seus olhos denunciassem sua vontade de dizer o contrário.

— Não, eu não perdi o juízo. Eu sei o que eu quero. Eu estou apaixonada, não vou esconder esse sentimento. Quero você na minha vida. Eu não posso abandonar o pouco que tenho aqui. Você é uma artista e eu preciso do seu talento. Quero que se uma a mim na vida amorosa e profissional.

— Você não sabe a besteira que esta dizendo! — Lauren acusou outra vez, sentando-se no banquinho em frente ao piano e baixando a cabeça.

Era um assunto sério. Deveria fugir, mas não conseguia.

Camila ajoelhou-se e ficou olhando em seus olhos, enquanto segurava em seus joelhos e lhe fazia carinhos. Como uma pequena fada tentando os sentidos.

Sua voz era deveras sedutora e hipnótica. Estar apaixonada por Camila era uma maldição, pois era impossível dizer não para aquele rosto meigo.

— Estou convidando para que more comigo, Lauren. Para que viva aqui. Não é um convite para que deixe sua vida para trás. Ou que se jogue de cabeça. É sem compromisso. Não estará presa em mim. Você pode fazer suas malas e partir quando quiser.

— E isso é justo com você? — acusou Lauren.

— Nesse momento? Sim, é justo comigo. Eu te quero aqui, quero mais do que tudo, pelo tempo que for. Vem morar comigo, Lauren.

— Não tem medo do que dirão? Você nunca foi casada com uma mulher antes — a morena tentava desmotiva-la.

— Eu virei o falatório da cidade quando trai meu noivo. Foi um escândalo. Nada pode ser pior que isso. Todo mundo sabe que sou lésbica. Todo mundo falou isso sem parar. Morar com alguém do mesmo sexo não vai piorar os falatórios — Sorriu — Eu decidi não ligar para isso. Fingir não saber. Não vou parar minha vida por causa do que as outras pessoas pensam. Eu quero viver com você. É só isso o que me importar.

— Eu não sei viver com outra pessoa. Sou muito individualista.

— Eu já notei isso — Camila sorriu — Eu quero tentar, Lauren. Nada que disser vai me fazer desistir de você.

— Eu não posso abrir mão do meu trabalho e vir para cá — ela negou procurando desculpas para negar.

— Ora, por favor! Ser balconista de uma loja é um trabalho honrado, mas não é um trabalho para uma violinista com seu talento! Tico e Lorena te empregaram unicamente para te dar um sentindo na vida. Não é para você se agarrar nisso! Aqui você poderá exercer seu talento, formar novos talentos, crescer como profissional. Lauren, você poderá ser quem é de verdade. Se não quer ficar comigo, tudo bem. Mas fique, como professora. Faça por si mesma.

Lauren afastou-se, acuada.

— É melhor eu ir — reclamou e deu-lhe as costas.

— Ok, mas me prometa ao menos pensar na minha proposta — Camila insistiu.

— Eu não prometo nada! — Lauren disse furiosa em ser pressionada.

— Eu vou ligar para você. Faça o favor de atender! — Camila xingou de volta, pois pelo visto, as duas se despediriam brigadas.

— Eu irei ligar. Sou eu quem toma a decisão. — disse, irredutível.

Era um aviso para não invadir ainda mais seu espaço. Camila apenas acenou, concordando.

— Me dê um beijo, não quero ir embora assim — a morena chamou e a menor foi.

— Eu nunca te negaria um beijo, Lauren — Foi uma inegável indireta, visto que Lauren já lhe negara um beijo em outro momento.

Ignorando a briga, Lauren segurou-a com um dos braços na cintura, entrou uma das mãos em seus cabelos, pela nunca, segurando sua cabeça.

Trocaram um longo olhar, antes que Lauren a beijasse. Facilmente poderiam ter recomeçado a fazer amor. O desejo ali, suplicando que não se apartassem uma da outra. Mas o medo incondicional também estava ali, empurrando Lauren para longe.

Tanto, que se afastou e foi embora.

Nem ao menos um adeus. Nada. Camila vestiu-se e a seguiu. Destrancou a porta e assistiu-a andar para o caminhão. Subir e dar partida no veículo.

Mais uma vez, não sabia se voltaria a ver Lauren e esse vazio em seu peito era desolador.

O mesmo sentimento corroeu Lauren por toda a viagem para casa. Não sabia se voltaria a ver Camila e isso lhe doía demais.

Nem sempre as escolhas de uma pessoa são ditadas pela racionalidade. No caso de Lauren, era o medo quem decidia o caminha a seguir.

E esse mesmo medo, levou-a para casa, apesar do seu desejo de ficar.

De volta a São Paulo, ignorou o celular que tocava insistentemente indicando o número de Lorena e Tico. Eles eram seus amigos, queriam saber se estava bem ou não, porque provavelmente Camila deveria ter ligado para eles.

Desligando o celular e abandonando-o em um canto qualquer, sentindo-se acuada, a morena andou pelo apartamento, até encontrar o que procurava. Uma gaveta, em uma mesinha, num canto da sala.

Retirou um álbum pequeno, antigo e mal cuidado. Abriu-o e andou para o sofá, sentando-se. No vazio do apartamento, que refletia o vazio da sua vida, Lauren olhou as poucas fotos que tinha do filho.

Um bebê tão bonito e sorridente. Seu filho, que tanto amou e jamais poderia esquecer.

Com o coração despedaçado, ela se permitiu chorar.

Lágrimas correram em seu rosto, pois era uma dor inenarrável. A dor da saudade. A dor da culpa, por estar indo em frente e deixando para trás a lembrança do filho.

Ser feliz, depois de perdê-lo, lhe parecia uma traição.

Isolada do mundo, permitiu-se desabafar.

Amanhã seria outro dia. Mas naquele momento, Lauren estava presa ao passado.  


Notas Finais


Aiai, e agora?
Essa Lauren mesmo, tsc tsc.


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