História Delena- Apenas Amigos, ou Não - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Alaric Saltzman, Bonnie Bennett, Carol Lockwood, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Elizabeth "Liz" Forbes, Enzo, Giuseppe Salvatore, Hayley Marshall, Jenna Sommers, Jeremy Gilbert, Klaus Mikaelson, Lexi Branson, Lilian "Lily" Salvatore, Matt Donovan, Rebekah Mikaelson, Rose-Marie, Stefan Salvatore, Tyler Lockwood
Tags Damon, Delena, Elena, Klaroline, Romance
Exibições 101
Palavras 2.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olaaaa, tudo bem com vocês?
Ai gente que saudades de postar, nem faz tanto tempo assim mas eu sou uma pessoa ansiosa
Vejo vocês lá em baixo, boa leitura

Capítulo 5 - Descontrole


Elena Gilbert

 Olhando para Nick agora me deixa tão feliz, uma felicidade estranha, esse cachorro é a única coisa que ainda me liga ao meus pais, estranhamente me sinto mais perto deles quando Nick está por perto, olhei para o lado onde Damon estava conversando com Bonnie provavelmente falando sobre a problemática Elena, passei as mãos nos pelos macios de Nick estava limpo e cheiroso, Bonnie cuidou bem dele, me lembro da sensação que senti ontem no parque, fazer aquele piquenique com Damon foi surpreendentemente bom, no carro eu só pensava em como eu fingiria que estava bem, seria fácil, sorrir um pouco falar da vida e parecer bem, ele acreditaria e fim de prisão domiciliar. Porem, ao descer do carro, o sorriso foi involuntário, a sensação de estar novamente naquele lugar foi excitante, o cheiro, o ar, o dia foi maravilhoso e sem perceber eu me vi realmente aproveitando, sorrindo e falando sobre o passado com aquela sensação de liberdade

 Mas ao entrar no carro na volta para casa a realidade bateu em minha porta, e a dor, aquela que me acompanha a sessenta dias voltou com tudo, a saudade, o pesar, a culpa, tudo voltando vagarosamente, tomando conta do meu corpo e então veio a vontade de chorar, eu não tinha o direito de me sentir feliz, eu não tinha esse direito Chorei, o resto do dia e durante toda a noite, tinha medo de dormir e sonhar com meus pais, medo do que eles me falariam dessa vez, mas as cinco o sono me consumiu e sem perceber eu dormir por entre as lagrimas encostada na cama 

 Lá estavam minhas mãos entrelaçadas ao cinto, minha mãe sorrindo e falando comigo e então diferente das outras vezes quem estava no volante era eu, meu pai estava no banco de trás sorrindo

 _Quem comanda é você querida, não pode se livrar da gente, devia ter morrido também

 Ouço minha mãe falar ao meu lado tento virar meu rosto mas não consigo, as mãos no volante parecem estar coladas e então eu vejo o caminhão, o carro derrapa sozinho, caímos na água tento me soltar e não consigo, me debato, tento gritar, engulo água e então como um beliscão sinto uma dor na cabeça e sei que vou desmaiar, olho para o retrovisor e vejo o lhar do meu pai, o mesmo de sempre, de desespero

 Acordei desesperada e não dormi mais, então decidi por fazer o café da manhã, cozinhar me acalmava, se estivesse em minha casa provavelmente estaria bebendo agora mas já que não tem nada alcoólico para beber então posso apenas esquecer a vida cozinhando algo, meus olhos deveriam estar vermelhos e inchados quando Damon desceu e eu estava com muita vergonha de encara-lo, ele pensaria no quanto sou fraca, mas estranhamente ele não perguntou nada, absolutamente nada 

 _Vomos Elena?- ouvi a voz de Damon atrás de mim me trazendo a realidade, me levantei depois de fazer um último carinho em Nick 

 _Claro, obrigada Bonnie por cuidar dele para mim

 _Sem problemas Lena, ele é grande mas é tão calmo

 Bonnie me abraçou sorrindo, tentei retribuir o abraço e sorri minimamente, era estranho, não vou mentir me sinto completamente estranha em situações como essa, as pessoas demostram tanto afeto por mim mas minha mãe era uma pessoa bem melhor que eu, Mais forte, as pessoas ficariam bem mais felizes se ela tivesse sido salva naquela noite mas não foi assim, quem sobreviver fui eu, a doce e frágil Gilbert. 

O caminho de volta foi feito em silêncio, Damon perguntou se eu queria comer fora mas não aceitei, só queria ficar em casa comer qualquer coisa e depois ficar de bobeira

                        ×××         

Lavei os pratos enquanto Damon guardava,   já tínhamos acabado de almoçar e faltavam poucos pratos para terminamos nosso trabalho, não trocamos muitas palavras desde que chegamos, apenas coisas simples e eu estava desesperada para saber o que ele tanto pensa, Damon não é muito de pensar ele é impulsivo, sarcástico, problemático menos tímido e ele parecia tímido agora

 _Então, como vai ficar esse um mês sem trabalhar? Dinheiro não cai do céu 

_Tenho algumas notas guardadas Assenti esperando que agora o assunto fluísse mas nada aconteceu 

 _Como está Lilly?

 _Provavelmente bem

 _Tem falado com ela? 

 _Não muito

 _Ela pensa em passar um tempo aqui?

 _As vezes ela fala no assunto mas eu duvido que realmente venha, está tendo uma boa vida de socialite em Seattle

 Bufei 

 _Qual o problema? Vai ficar ai com respostas curtas e só? Qual é Damon virou tímido de uma hora para a outra

 _Do que esta falando?

 Desliguei a torneira olhando em seu rosto que desviou os olhos, um gesto sutil que não representaria nada para qualquer outra pessoa mas não Damon, Damon não desvia os olhos ele sempre te encara, sempre nos olhos é o jeito dele de parecer superior as situações

 _Estou falando que você está estranho, não falou nada, não perguntou nada, está estranho

 _E o que eu deveria perguntar? _Deus! Eu estava com os olhos vermelhos e inchados hoje e você não disse nada, nada- aumentei o tom de voz__Voltamos para casa e você não falou nada, absolutamente nada de importante nessas duas horas

 _Se eu tivesse perguntado o motivo dos seus olhos estarem vermelhos você teria me contado a verdade? 

 _Claro- estreitei meus olhos, não que eu quisesse a preocupação dele mas era inaceitável que ele não notasse, ele me trouxe até aqui então onde está a preocupação toda mas pensando em sua pergunta talvez só talvez eu não falaria a verdade__Ta, eu não sei  

_Exatamente, você tem que querer me contar Elena e não ser obrigada a faze-lo- Fez uma pausa voltando a me encarar__Quero que se sinta a vontade para me contar quando tiver problemas. 

 _Não pediu minha opinião quando me sequestrou a alguns dias 

 _Eu errei, agora eu vejo que ajudar você a melhorar não depende apenas de mim e sim de você também

 Assenti entendendo seu raciocínio e admirando Damon por ter amadurecido, não sei de onde veio essa reflexão dele mas me deixa feliz 

 _ Caroline nos convidou para jantar em um restaurante no centro, quer ir?

 _Claro

 A ideia me deixava com medo, não sei como lidar com eles, falar com Damon é normal mas os outros são como estranhos para mim, olhei para Damon que sorriu colocando o pano de prato na mesa

 _Mas antes quero te dar algo  

_O que? 

 _Vem, está no quarto 

 Segui Damon escada a cima, a curiosidade me matando, o que ele me daria? E porque? entramos em seu quarto e notei um embrulho em cima da cama, Damon pegou o pacote preto e me entregou se sentando na ponta da cama logo depois, fez um gesto para que eu abrisse e foi o que fiz, franzi a testa ao achar um caderno de couro marrom, abri o mesmo e constatei que todas as folhas estavam em branco com exceção da ultima onde tinha um pequeno texto com a letra de Damon 

 "Para Elena Gilbert do seu melhor amigo, Damon Salvatore, use com sabedoria"          Ps: A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.

 Olhei para Damon que mantinha seus olhos em mim ao ver minha cara de confusão ele logo sorriu de lado

 _Lembra dos diários de Stefan? quando eramos mais novos ele escrevia todos os dias, tinha medo de esquecer as coisas boas da vida- começou__Quero que faça o mesmo, escreva algo ai, podem ser coisas do passado ou do presente ou apenas números telefônicos, não sei, o caderno é seu quero que use como quiser, veja isso como uma forma de desabafar

 Assenti, não tinha nada a falar, estava confusa, escrever sobre mim? Eu lembro no quanto Damon zuava Stefan por ele escrever um diário e agora ele me da um de presente? Que ironia. Não sei se vou escrever algo mas se tem uma coisa que me sinto nesse momento é surpresa

 _Vai se arrumar, saímos em uma hora, essa noite será divertida

              ××× 

 Todos já estavam no restaurante quando chegamos, o clima estava o mesmo do dia em que nos encontramos na casa de Caroline, o jantar foi pedido e junto com a refeição todos tomaram água ou suco, se isso me irrita? Não mais, sei que estão fazendo isso para o meu bem, porem, por mais que eu saiba disso lá no fundo ainda sinto algo estranho, o fato de precisar ser cuidada me deixa frustrada e então eu me pego querendo beber algo

 Talvez eu esteja virando uma alcoólatra mesmo As oito todos já estavam jantando, calados e observadores, Damon ao meu lado parecia ser o único alheio aos olhares, comia quieto, vez ou outra sorria para mim mas não era como os outros sorrisos, não era forçado, nem me analisava, era o seu sorriso de sempre, o de antes do acidente e o de depois, no fim parece que todos me tratam diferente, não Damon. Mexi um pouco na comida mas na verdade não estava com fome, assim como na festa de noivado estar aqui também tinha uma sensação estranha, como se eu não pretendesse a esse lugar, e mais uma vez aqui estou eu duvidando da minha existência 

_Mas e então Lena, como estão as coisas na casa de Damon?- perguntou Caroline depois de beber um pouco de sua água 

 _Bem 

 _Soube que vocês foram para um piquenique- comentou Bonnie

 _Sim 

 _Como se sentiu? 

 _Bem

 Mexi as mãos nervosa, todos na mesa me encaravam e isso estava despertando algo dentro de mim

 _Esta tão monossilábica- olhei para Stefan que me analisava descaradamente 

Isso estava me irritando, qual o problema deles? 

_Não tenho muito a falar 

 _Como não tem muito a falar? São seus amigos aqui os de sempre, conversar faz bem  

_São pessoas agindo como meus amigos, vocês estão me tratando como uma doente maluca, pobre Elena os pais morreram e agora ela tem que ser vigiada ou irá se matar- explodi, Caroline me olhou espantada e eu não me senti nem um pouco culpada por isso__ Me poupe não hajam como se importassem 

 Levantei bruscamente chamando a atenção de algumas pessoas de outras mesas, sai do restaurante irritada e subitamente arrependida 

 O que há de errado comigo? 

 Chegamos em casa, Damon ainda calado, não que eu esperasse uma atitude diferente, Damon não é o cara mais falante do mundo mas eu sabia que seu silêncio tinha a ver comigo, meu descontrole. Depois que eu saí do restaurante depois do meu piti ele veio atrás de mim minutos depois é simplesmente abriu a porta do carro para que eu entrasse e depois dirigiu todo o caminho calado 

 _Acho que já percebeu que não sou mais a mesmo, não tenho jeito Damon 

Nada 

 _Sabe que isso é inútil, você desperdiçar um mês da sua carreira e do seu tempo com alguém que não tem futuro 

 _Com alguém que não tem ou não quer ter futuro?

 Abri a boca mas Damon continuou se virando em minha direção, ele não estava irritado, estava mais para decepcionado e isso me destruía por dentro, saber que eu era o motivo disso tudo

 _Não adianta Elena, não desistirei de você então poupe saliva, boa noite 

 E sumiu escada a cima, bufei irritada, subi até o meu quarto batendo a porta irritada, qual o problema com o mundo? Eles não entendem que meus pais morreram? Tomei um banho rápido vesti uma roupa confortável e me deitei, o caderno ao lado da cama me chamando a atenção, escrever um diário com essa idade, parece ridículo mas que mal há? Ninguém nunca vai le-lo é apenas escrever um pouco, algumas linhas apenas, peguei a caneta e o caderno abri na primeira página e encarei a folha em branco Por onde começar? O acidente? Antes disso? A noite de hoje? Bufei, isso é ridículo, fechei o caderno com raiva colocando de volta no lugar e me deitando, a noite estava quente então custei a pegar no sono até que sem perceber eu já estava mergulhada em mais um dos meus típicos pesadelos

 O cinto sendo segurado firmemente pelos meus dedos, meus pais no banco da frente, o caminhão virando a avenida, o carro derrapando, a água me sufocando. O olhar do meu pai e então o grito saindo pela minha garganta enquanto meu coração acelerava, sentei na cama e pude ver Damon ao lado da cama segurando meu braço, no seu rosto a dúvida estampada, respirei com mais urgência, parecia tão real, olhei mais uma vez para Damon 

 _Desculpe, acordei você? 

 _Não, não consigo pegar no sono, foi um pesadelo?- sentou ao meu lado

 _Sim, nada de mais

 _Tem muitos assim? 

 _Não- menti__O primeiro foi esse 

Damon me analisou por um momento, assentiu brevemente e se levantou, segurei sua mão assustada, não quero ficar só, vou ter mais um pesadelo

 _Eu, h..am, obrigada- soltei sua mão me encolhendo 

 Damon hesitou por um momento mas depois saiu do quarto sem dizer mais nada, voltei a deitar mas não me permiti dormir novamente    


Notas Finais


Iai, gostaram? Espero que sim
Gente a Elena tá meio doidinha né? Damon tem que dá uma chacoalhada nela logo
Até o próximo amorecos, beijossss😘❤


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