História Delete The Tears - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki
Tags Naruhina, One-shot
Exibições 129
Palavras 766
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Minha primeira One Shot e ficou bem curtinha.

Eu realmente espero que gostem.

Boa leitura,
Kisus

Capítulo 1 - One Shot


Chovia muito, até os céus choram, eu estava chorando, as lágrimas escorriam pela meu rosto, meu joelhos tremulos estavam pressionados nas rochas. Já nem me preocupava mais com o quanto estava molhada da chuva.

Eu era solitário, é verdade. Ninguém gostava de mim e me viam como se eu fosse um monstro, mas afinal o que eu fiz pra elas? Eu só queria amigos, será que fui condenado a solidão?

Sempre fui positivo mas como poderia naquele momento? A pessoa que eu mais amava no mundo, não, a única pessoa que eu amava estava morta. Minha querida mãe Kushina Uzumaki.

Me afoguei em pensamentos, a água da chuva escorria pelo meu corpo e meus olhos estavam completamente marejados. O que faria agora? Como aguentaria viver sem ela ao meu lado? Ela era a única que estava ao meu lado.

- Ei! Não chore, ela ficaria triste se soubesse que você chora por ela. Vai ficar tudo bem, eu sei. -disse uma garota que aparentava ter minha idade, seus cabelos eram negros em um tom de azul profundo e seus olhos eram perolados.

- Quem é você? -eu disse numa tentativa falha de limpar as lágrimas.

- S-sou Hinata Hyuuga, e você? -ela disse colocando  um girassol no túmulo de minha mãe.

- Naruto, Naruto Uzumaki. -as lágrimas ainda caiam mais com menos itensidade, bem menos, por algum motivo a presença da garota me tranquilizava.

- Quando a gente ama, ama de verdade, a pessoa amada consegue nos tocar mesmo estando em outro mundo. E ela pensa em você mesmo não estando aqui. Olhe para mim. -ela me fitou séria.

Eu a fitei e ela continuou sua fala.

- Você ainda pensa nela? -me perguntou.

- A todo segundo. -respondi ainda a fitando.

- Então você tem laços com ela, ela ainda está aqui. Bem no seu coração. -terminou.

Eu fiquei em silêncio refletindo o que ela havia dito. Ela não falou mais nenhuma palavra apenas me encarou e em seguida ela me abraçou. Eu chorava muito, mais aos poucos bem devagar fui me acalmando com seu abraço.

- Por que faz isso? -perguntei.

- Isso o quê? -ela perguntou não entendendo a pergunta do pequeno loiro.

- Por que ajuda, quem nem ao menos conhece? -perguntei.

- Porque a não muito tempo, eu estava como você. Mais ninguém veio me tranquilizar, também não tinha amigos e meu pai me odiava pra falar a verdade ainda odeia.

- Como conseguiu? Machuca, dói aqui no fundo. -apontei para o meu coração.

- É dói, dói muito não é? Mais sabe algo dentro de mim me dizia para não desistir. Se eu sorrisse de alguma maneira ela estaria sorrindo também. -disse com pequenas lágrimas no cantinho dos olhos.

- Obrigado. -agradeci.

- Podemos ser amigos, certo?

- Sim! -exclamei em certeza.

- Toma. -ela me disse entregando um cachecol vermelho. -Desculpa por ele não estar perfeito, eu costurei quando minha mãe ainda era viva e não consegui pegar a mão. -ela disse tentando se deculpar.

- O imperfeito é perfeito aos olhos de quem o vê. -sorri delicadamente. -E mesmo assim, quando uma pessoa se esforça no que faz por você, é com ela que você deve ficar. -foi a vez dela de sorrir.

- De qualquer modo é um presente, espero que te ajude assim como me ajudou. -disse em um tom de voz meigo.

Você não imagina o quanto aquele pequeno cachecol significou pra mim na época Hina.
Só agrora depois de oito anos eu notei. Acho que esqueci de me agradecer por tantas coisas, hoje em dia eu percebo. Foi você, sempre foi você.

Pensei enquanto corria até sua casa, finalmente percebi o que devia ter te dito. O que estava sempre claro e eu era um cego em não perceber.

- Eu já sei! Finalmente eu entendo Hina. Foi sempre você, um verdadeiro amigo não é aquele que te dá a luz e sim aquele que te livra da escuridão. Mas agora eu entendo, eu não vou conseguir me contentar com sua amizade, porque... porque eu te amo Hina! Era isso que eu devia ter falado desde o início, eu te amo. -disse lacrimejando. -Eu só espero que você possa me perdoar por ser um completo idiota, não que eu mereça. -completei.

- É claro que eu te perdoo seu idiota. Porque eu também te amo, sempre te amei desde o primeiro momento que te vi.

Sorri e ela também, nada mais importava. Com tanto que eu tivesse seu amor nada mais importava. E tê-lo me fazia a pessoa mais feliz do mundo, tô certo.



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