História Délicatesse - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Otabek Altin, Yuri Plisetsky
Visualizações 47
Palavras 749
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


* A fic começa com um flashback sim. Yuri tem onze anos nesse capítulo, mas nos futuros terá dezesseis.
Espero que gostem. Comentem aí rs

Capítulo 1 - Premier Chapitre


Premier Chapitre.

 

O garoto, reprimido, recolhia o pão que havia deixado cair no chão, o qual seria seu único alimento naquele dia e talvez nos próximos que viriam. Fitar o pão duro que tinha em mãos fazia seu estômago roncar novamente, implorando por algumas migalhas que fossem para preencher sua barriga.

Levantou-se, limpando sua calça maltratada e suja pela terra após ter sido empurrado no chão por Ygor, um dos garotos da vila que vivia o tirando a paz com suas brincadeiras ofensivas. Yuri passou por toda sua infância recebendo humilhações daqueles que eram mais fortes, mas hoje era seu aniversário, e em seus completos onze anos, não queria mais passar por aquela série de xingamentos e chutes que sofria em público e nenhum adulto responsável se dava ao trabalho de parar.

— Você ficou sabendo, Ygor? — um dos garotos pronunciou. — Soube que o Yuri continua roubando pães do senhor Dimitri — falou entre risadas baixas.

— De novo Yuri? Mas que garoto malvado você é — Ygor riu, colocando o pé sobre o rosto do loiro, que voltou a cair sobre o chão.

Yuri rosnou, empurrando o garoto que pareceu não dar a mínima para a falta de força que ele tinha a oferecer.

— Eu não roubei nada! — esbravejou irritado. Tudo o que estava comendo ultimamente era tirado do lixo, e mesmo aqueles pães duros que o padeiro recusava e levava ao lixo tinham seu valor. Mas roubar, ele não roubou. Mesmo com o pouco ensino que teve, sabia o que era certo e o que era errado, e quando se deu conta disso ficou longe de qualquer prática que fosse considerada criminosa.

— Mentiroso! Onde conseguiu isso? No lixo? — riu. — Você me enoja, Yuri — disse passando a mão sobre o chão e juntando a terra em sua palma, em seguida lançando no rosto do mais novo.

O grupo de Ygor continuou rindo de sua situação, agora, mais ainda.

— Ei — ouviram alguém dizer. — Parem com isso. Deixem-no em paz.

Ygor virou seu rosto e ganhou uma expressão de desagrado quando reconheceu Otabek, um garoto um pouco mais velho do que os outros presentes, o que era suficiente para acabar os ameaçando.  Não era a primeira vez que ele aparecia para defender Yuri.

— Não se intrometa — um dos meninos falou.

— Me intrometo sim. Estão importunando um garoto inocente e querem que eu fique quieto assistindo? Desculpe, mas não sou como a maioria daqui. Saiam logo.

— Você não é meu pai pra mandar em mim assim — Ygor insistiu.

— Se não sair logo poderei muito bem agir como seu pai e colocá-lo em seu devido lugar, moleque!

Yuri assistia tudo um tanto atento. Seus olhos estavam bem estalados e surpresos. Era a primeira vez que alguém o defendia daquela maneira.

Os garotos se deram por vencidos e se afastaram. Otabek suspirou e foi ao encontro de Yuri, estendendo sua mão.

— Você está bem? — perguntou preocupadamente, ajudando-o a se levantar.

— Estou, não é como se eu não estivesse acostumado com isso — respondeu de forma nada agradável, desconfiando da bondade do rapaz.

— Entendo — coçou a nuca. — Sinto muito por isso. Precisa de algo?

— Não. Estou bem assim — respondeu ainda na defensiva.

Otabek olhou para o pão que o garoto tinha em mãos.

— Você não vai comer isso, vai?

— Vou.

— De modo algum — disse tirando de sua mão. Yuri protestou aborrecido e tentou pegar do mais alto. — Está sujo de terra. Não quero que coma isso, você pode passar mal.

— Não é como se eu tivesse muitas escolhas, seu prepotente — rosnou. — É a única coisa que tenho para comer no meu...

— No seu...?

— Aniversário... — por um momento abaixou sua guarda, era triste pensar que todo aniversário que passava era daquele jeito. Seu sonho era ganhar um bolo só pra ele, e se deliciar comendo sem se importar se poderia engordar ou se o faria mal mais tarde. Um sonho inocente para uma criança inocente que teve a infância destruída depois que o padrasto usuário de drogas matou sua mãe e o fez ir morar na rua. Esse era um sofrimento diário que Yuri aprendeu a lidar. Não tinha chances dele ganhar um bolo recheado e bonito em seu aniversário, e sim um pão sujo de terra que teve que tirar dos restos de comida jogadas fora.

Otabek jogou ao lixo aquele pão que havia sido tão judiado e olhou para o loiro novamente. Virou-se, esperando que Yuri o seguisse.

— Vamos.

Os olhos claros do garoto brilharam em confusão.

— Vamos...? Como assim? Para onde?

— Para sua festa de aniversário, Yuri.



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