História Delinquent Brother - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jihope, Jikook, Jimin!bottom, Jungkook!top, Kookmin
Visualizações 168
Palavras 2.655
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura!

Capítulo 3 - 3 - No, not my room.


Jimin Pov's:

– Quantas vezes eu tenho que dizer que você não engordou? – Seokjin perguntava impaciente com toda minha insistência relacionada ao meu peso. – O Jungkook só quer deixar você feito maluco, não dá bola para ele...

– Eu não sei, Jin... – Olhava-me no espelho sujo e pichado do banheiro masculino que fedia bastante. – Talvez, eu tenha ganhado mesmo peso... – Murmurei, passando a mão nos quadris e dando um leve aperto na pele sob o pano da camisa com os dígitos.

Seokjin bufou.

– Acredita em mim ou não?!

– A-Acredito, mas...

– Não parece. – Cruzou os braços e emburrou o semblante. – Odeio quando duvidam da minha palavra.

Suspirei.

– Eu não duvido de você.

– Não é o que parece! – Exclamou. – Mas se quiser acreditar no Jungkook que só quer ver você mal, boa sorte! – Jin ajeitou a mochila nos ombros, preparando-se para sair do banheiro, mas o impedi, abraçando-o por trás e repousando minha cabeça em suas largas costas.

– Me desculpa. – Sussurrei. – É que eu tenho certo trauma com meu peso por isso fico aflito todas as vezes que me dizem que engordei.

Jin desprendeu minha mão de sua barriga e girou os calcanhares, tentando manter o semblante sério.

– Eu sei que você sofreu no passado por causa disso, mas não se esqueça que eu jamais mentiria para você, idiota. – Deu um peteleco leve na minha testa e eu gemi, assustando o mais velho. – E-Eu te machuquei?

– N-Não... – Murmurei, pondo a mão na pequena inchação que formou-se pela batida da porta no dia anterior. – Eu bati a testa na porta ontem a noite.

– Ah, por isso que cobriu toda sua testa com a franja, né? Deixe-me ver isso... – Delicadamente, Seokjin levantou minhas madeixas, analisando a inchação e fazendo uma careta. – Deve ter doído bastante... Como aconteceu?

– Hã... Bom, é... – Eu não queria tocar no assunto, ainda mais sabendo que Jin odeia as coisas que Jungkook faz contra mim.

– Jimin... – Ele endireitou a postura, a testa franzia lentamente, provavelmente, compreendendo toda minha demora para inventar uma desculpa que justificasse o inchaço. – Não vai me dizer que foi...

– Não! – Exclamei, antes que pudesse terminar a frase. – Eu que fiquei com a cara na porta e ele-

– Eu sabia! – Falou, o tom de voz irritado. – Sabia que tinha sido o Jungkook, mas que merda! Por que ele fez isso?

– Eu entrei no banheiro com ele dentro e a porta emperrou-

– Por que diabos você entraria no banheiro com o Jungkook dentro?!

– Porque ele é um depravado. – Jeon apareceu no batente da porta, sorrindo cínico com as mãos no bolso do casaco. Logo atrás dele estava Namjoon e os capachos que o perseguem na escola inteira.

Jin o encarava com os olhos flamejando raiva e muito ódio, se os orbes acastanhados pudessem diferir algum poder, com certeza, a pele de Jeon estaria carbonizando agora. Esse citado antes, adentrou o banheiro junto aos outros capachos que, literalmente, cercaram nosso caminho numa rodinha de corpos ao nosso redor. Qualquer um que visse a cena diria que estávamos prestes a ser espancados ou algo do tipo.

Namjoon fitava Jin com o semblante entre manter a compostura diante de Jeon e não vacilar ou render-se entre cuidar e proteger o amigo como fazia antes, mas como esperado, ele escolheu o lado de Jungkook, juntando-se aos outros garotos que nós encarava de maneira maliciosa, havia muita maldade por trás daqueles olhos que acompanhavam nossos movimentos.

– Ei, pessoal... – Jungkook chamou. – Vocês não acham que o Jimin está mais rechonchudo? – Os garotos riram em uníssono, outros mussitavam coisas que não compreendi direito.

Não faz isso... De novo, não!

– Qual a porra do seu problema?! – Jin indagou furioso quase avançando em cima de Jeon se não fosse por seus capachos entrando na frente.

– Oh, parece que o namoradinho do meu irmão vai dar uma de machinho para defende-lo. – Jeon proferiu cada palavra carregada de deboche.

Eu sabia que Seokjin estava transbordando de raiva e não queria que ele cometesse nenhuma loucura com todos esses garotos por perto, então, segurei sua mão, puxando-o para mais perto de mim. Jungkook levantou a sobrancelha, e Namjoon não tirava os olhos da minha mão entrelaçada na do mais velho.

– Vamos embora. – Sussurrei para Jin que pressionou os lábios, hesitando entre ir ou ficar para enfrentar Jungkook. – Lembra o que você me falou agora a pouco? Ele quer deixar a gente louco-

– O que as duas princesas estão sussurrando? – Namjoon decidiu abrir a boca para falar, depois do silêncio de uma dúvida que não era necessária. Ele sabia que os atos de Jungkook estavam errados, sabia quanto o amigo poderia ficar magoado, e mesmo assim, manteve-se ao lado de uma pessoa que importa-se apenas consigo mesma, preserva somente seu próprio bem estar, pisando e magoando nos outros para se sentir melhor.

– Vamos embora, Jin. – Antes que o mais velho pudesse abrir a boca para ditar algo, cortei sua fala. Nossa situação não estava muito boa e seria um problema cair nas provocações de Jeon, já que é exatamente isso que ele quer.

Seokjin segurou firmemente minha mão, e empurrou os garotos que fechavam a roda entre nós, liberando o caminho para sairmos do banheiro. Ouvi a risada de Jungkook ecoar, e algo como "tão patético" ser proferido em alto e bom som.

Eu odeio meu irmão.

(...)

Na lanchonete próxima da escola, comprei uma latinha de refrigerante e um bolinho para acalmar um pouco dos nervos de Jin que praticamente pulavam para fora. Estávamos matando aula, quer dizer, eu estava, pois a turma do mais velho foi liberada mais cedo. Não queria deixa-lo sozinho, depois do incidente do banheiro com Jeon.

– Aqui. – Estendi a latinha e o bolinho para o outro que tinha a cabeça abaixada, preso em seus devaneios. – Jin?

– Hm? – Murmurou e sublevou a cabeça, confuso. – Ah... Obrigado. – Pegou os lanches, mantendo-se quieto com o semblante melancólico.

Sentei-me ao lado do mais velho, apreciando a brisa fresca da manhã até que ele se sentisse confortável para falar o que prende seus pensamentos – mesmo eu tendo ideia do que esses se tratavam.

– Eu estou muito decepcionado com o Namjoon, não esperava aquele tipo de atitude da parte dele mesmo que tenhamos nos afastado. – Murmurou, pressionando levemente os lanches nas mãos.

– Teve uma época que eu também fiquei decepcionado com o Jeon, mas sabia que de alguma forma que ele havia se perdido. – Fitei o céu encoberto por nuvens que seguiam o trajeto do vento, bem devagar. – Me pergunto como as coisas poderiam ser diferentes se ele fosse diferente.

– Seu irmão contínua sendo diferente, só que no sentido ruim. – Ri soprado. Ele estava certo, Jeon era um diferente muito ruim, melhor dizendo, péssimo em todos os sentidos. – Ele não tem salvação nenhuma. – Abriu o plástico do bolinho com os dentes e estendeu a latinha de volta para que eu abrisse-a.

– Concordo. – Devolvi o refrigerante aberto. – Ainda mais com as pessoas erradas que ele se envolve.

– Tipo aquele ali. – Fez sinal com a cabeça para que eu olhasse o garoto que andava com seu bando do outro lado da calçada.

Tenho a sensação de ter visto ele em algum lugar...

– Qual o nome dele? – Perguntei, vendo o garoto lançar o olhar ameaçador em nossa direção. Engoli em seco e desviei minha atenção para qualquer outro ponto da rua.

– Kim Taehyung, o vandalozinho que acerta contas para os estudantes.

– Que tipo de contas? – Taehyung continuava a nos encarar conforme andava em passos lentos.

Não gostei desse cara, parece ser o tipo que faz justiça com as próprias mãos no sentido ruim assim como Jungkook.

– Hm, digamos que... – Jin rolava os olhos, pensando na melhor maneira de explicar sobre o indivíduo que sumiu ao entrar num beco junto aos outros garotos. – Se tem um problema, Taehyung resolve, mas claro que não é de graça, você precisa dar uma coisa em troca do favor.

– Entendi. – Suspirei. – Quero me manter longe desse tipo de gente.

– Toma. – O mais velho entregou-me metade do bolinho. – Você precisa comer.

– E-Eu não quero...

– Eu vou enfiar isso na sua garganta a força, namoradinho. – Zombou do que Jeon disse mais cedo. Não pude conter o riso com a expressão maliciosa que fazia. – É sério, você tem que comer.

– Eu vou comer, mas não tó com fome agora.

– Tó de olho em você, namoradinho.

Ri de novo.

– Isso é estranho.

(...)

– Vê se come e larga essas manias! – Seokjin despediu-se com um aceno, após caminharmos para a academia onde prático o balé.

Os estudantes já aqueciam seus corpos no mastro próximo ao espelho que cobria quase toda parede branca decorada com detalhes floridos bem simples. Uma jovem com um pano fino rosado amarrado na cintura, sorriu para mim docemente, retribui o sorriso para a garota que corou na mesma hora, desviando sua atenção para os pés que acompanhavam o ritmo da música.

– Eu acho que ela gosta de você. – Dei um pulinho para trás, assustando-me com o professor, Hoseok. – Me desculpe, não queria assusta-lo. – Ele riu baixinho, mantendo o belo sorriso no rosto.

– E-Eu não acho que ela goste de mim, só é uma garota tímida. – Coloquei minha mochila no chão, tentando manter meu foco nas roupas que havia trazido para mudar na volta para casa. De alguma forma me sentia extremamente nervoso perto do meu professor e tinha medo que ele notasse isso.

– Talvez. – Murmurou. – Troque de roupa e se aqueça, não podemos perder tempo para nossa apresentação.

– Já tem uma data marcada?

– Ainda não tem uma data fixa, mas pressinto que seja daqui a um mês. – Um mês? É muito pouco tempo para ensaiarmos. – Bom, verei isso com a direção, agora se apresse, você é a nossa estrela principal e precisa estar preparado o quanto antes. – Hoseok caminhou na direção dos outros alunos, analisando cuidadosamente seus movimentos, alguns pesados como uma bola ferro e outros tão leves como uma pena, movimentando-se de forma graciosa.

(...)

Fechei meus olhos, mantendo meu foco na música relaxante do piano no fim da sala. Meus pés moviam-se sozinhos conforme a música que transmitia paz ao meu interior atribulado. Somente aqui, dentro dessa sala refrigerada pelo ar-condicionado que consigo me manter calmo e esquecer dos problemas que aguardam-me lá fora. Abri os olhos por um breve momento, enxergando no espelho os olhares das pessoas que haviam ensaiado antes, descansando no piso, acompanhando meus passos que de alguma forma tornaram-se mais agradáveis e menos enfadonhos.

Apesar de receber muitos elogios, ainda não me sinto satisfeito comigo mesmo. Não está bom, eu posso melhorar. É o que sempre repete dentro da minha cabeça teimosa. Às vezes, esforçava-me tanto que chegava a passar mal no dia seguinte e mesmo doente forçava meu corpo a continuar. O balé era perfeito e eu também queria ser, mesmo que isso tirasse uma boa parcela das minhas forças, praticamente, uma obsessão por perfeição criado por mim mesmo.

Ele é tão incrível.

Ouço uma voz feminina, certamente, da mesma garota que sorriu para mim mais cedo. Soube que serei seu príncipe na futura apresentação e isso me deixava desconfortável porque os ensaios programados para daqui a duas semanas seria apenas conosco e o professor para dar as instruções. Eu teria que resvalar a mão em seu corpo magro, subindo e descendo, numa distância curta que, provavelmente, roçaria nossos corpos. Não, eu não sou um depravado que ficaria duro por causa de uma garota; ela é bonita, fofa e tem o rosto de boneca, entretanto, o meu maior medo é o que se passa dentro da cabeça dela e o que ela pensaria sobre tudo isso.

Percebi há muito tempo que essa citada antes, olhava-me de uma maneira bastante... Estranha, como se estivesse gostando ou até mesmo amando, já que praticamos juntos a quase um ano e compreendo perfeitamente como é ter um amor e não ser correspondido. Um passado que quero deixar guardado no baú das memórias desgostosas de Park Jimin.

Lentamente, a música foi cessando-se junto aos meus pés que pousaram meu corpo no centro da sala. Abri os olhos, fitando minha figura ofegante no espelho ao mesmo tempo que as palmas dos alunos juntavam-se para aplaudir-me. Mesmo que sentisse-me nervoso, eu gostava da sensação de ser visto por várias pessoas.

Era incrível.

(...)

– Cara você é muito legal! – Um garoto iniciante, muito animado, não parava de elogiar-me desde que vim para o vestiário tomar um banho.

– Obrigado. – Sorri sem graça, calçando meu tênis.

– Você é tipo muito-

– Muito bom. – Hoseok completou e meu corpo estremeceu, junto ao meu coração que sacolejava no meu peito. Que merda é essa, Jimin?

– Isso. – O moreno falou, empolgado. – Não vejo a hora de chegar ao seu nível, Jimin-ssi.

– Vamos, Seyoon, seus pais lhe aguardam lá fora. – O professor falou, e o menino se despediu com um sorriso, andando apressadamente com sua bolsa para fora do vestiário, agora, somente comigo e o mais velho. – Ele é bem extravagante, não acha? – Hoseok sentou-se no banco onde Seyoon estava anteriormente.

– Ele é divertido. – Meu dedos trêmulos mal me permitiam amarrar um simples cadarço do meu tênis.

– Está nervoso?

Que maravilha... Ele notou, o que eu falo agora?

– Um pouco. – Tentei manter minha voz firme.

– Por causa das apresentações?

Por sua causa também, professor.

– Também.

– Então, existe outro motivo? – Engoli em seco. – Sabe que pode conversar comigo.

– N-Não é nada demais. – Levantei-me, pronto para pegar minhas coisas e ir embora.

– Jimin, senta. – Hoseok ordenou.

Merda.

– Sim... – Me sentei novamente, mantendo meu foco num ponto qualquer do vestiário.

– Eu quero testar uma coisa com você. – O mais velho segurou no meu queixo, virando meu rosto na sua direção, fitando intensamente meus olhos que esbugalharam-se por um momento. Uma distância curta e perigosa.

Hoseok passeava com seus orbes-acastanhados no meu rosto e eu seguia seus movimentos até o mesmo pousar nos meus lábios. O que ele quer testar? Sinto como se meu coração fosse saltar para fora do peito de tão violentas que estão as batidas. E a situação – para meu lado – piorou ao vê-lo morder os próprios lábios soltando-os lentamente enquanto seus olhos estavam semicerrados.

– Professor...

– A fantasia de príncipe vai ficar perfeita em você. – Hoseok afastou-se com o sorriso largo no rosto. – Pode ir agora, já testei o que queria. – Assenti com a cabeça, não conseguiria proferir nada coerente pelo nervosismo que tomou meu corpo.

Peguei minhas coisas e despedi-me do outro que acenou brevemente.

(...)

Fechei a porta de casa e recostei na mesma, trazendo todo ar ausentou-se no vestiário para meus pulmões. Deixei o calçado na entrada e assim que preparava-me para subir, pude ouvir um gemido fino e feminino ecoar do corredor para a escada onde fiquei estático.

Só me diz que não é o que estou pensando... Diz que o retardado do meu irmão não trouxe a vadia da namorada para nossa casa, só me diz que...

Ahh, Jungkookie... Mais rápido!

– Como quiser. – Um tapa forte e estalado adentrou meus ouvidos junto aos gemidos da garota.

Caminhei no corredor escuro, iluminado apenas pela luz do quarto de Jeon que estava com a porta aberta. Sim, eu teria que passar na frente de seu quarto e fingir que não vou ver os dois nojinhos transando.

Respirei fundo e passei pelo quarto do garoto parando de frente a minha porta fechada. Mas tinha um problema, os gemidos estavam vindo de dentro do meu quarto. 

Não! Ele não fez o que eu tó pensando...

Olhei para o quarto do mais novo estava vazio, nenhuma alma viva – não diante dos meus olhos – encontrava-se ali. Verifiquei também o quarto dos meus pais, vazio. Não quero acreditar nisso. Eu também olhei o banheiro, ninguém. Tudo que restou foi meu quarto. Levei as mãos trêmulas para a maçaneta e girei, abrindo a porta e me deparando com a pior cena da minha vida.

Jungkook sorriu cínico para mim enquanto estocava a namorada absorta no prazer que lhe era proporcionado. Ele teve a ousadia de lançar-me uma piscadela, sugando os seios despidos da garota que acariciou seus cabelos.

Jungkook você vai se arrepender amargamente por isso. Pode ter certeza...


Notas Finais


Eu amo o Jeon, mas quero esfolar ele nessa fanfic. :')

Obrigada a todos vocês por comentar e favoritar. ❤


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