História Delinquent Brother - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jihope, Jikook, Jimin!bottom, Jungkook!top, Kookmin
Visualizações 156
Palavras 2.525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura!

Capítulo 4 - 4 - Disgusting.


Jimin Pov's:

Às quatro e meia da manhã, Jeon despediu-se da namorada antes que nossos pais retornassem do trabalho. Esses não se agradam de visitas em nossa casa sem avisa-los antes, entretanto, como esperado de Jungkook, essa singela regra não se aplica na listinha do que fazer e não fazer dentro de sua cabeça. O garoto faz o que quer, a hora que quer. Quantas vezes já não cheguei em nossa humilde residência e deparei-me com um desconhecido passeando por entre os cômodos como se fosse um membro da família? E o pior, são pessoas que fazem coisas erradas, vivem no mundo dos sem regras como se fosse a coisa mais radical do mundo, quer dizer, dentro de seus cérebros do tamanho de um amendoim devia ser mesmo.

Mas na realidade, são apenas os considerados drogadinhos da vida e cogitar que meu irmão está entrando nesse grupo de pessoas deixa-me aflito, não que eu me importe com Jeon, muito pelo contrário, não dou a mínima com o que faz ou deixa de fazer, mas minha maior preocupação é com nossos pais que não tem ideia do que se passa com o filho, achando que ele ainda é um garoto de família, exatamente como era no passado quando nossos pais casaram e começaram a morar juntos. Sim, existiu uma época que eu e Jungkook nos dávamos muito bem, éramos irmãos de respeito e amor. Não posso negar que sinto falta daquele Jungkook do passado.

– Que foi, irmão? Ficou traumatizado com o que viu? – Jungkook perguntou, a voz carregada de sarcasmo junto ao sorriso que crescia nos lábios. Decidi ignora-lo, mantendo minha atenção na televisão desligada. Jeon riu. – Deve ter sido demais para você, não é? Quer dizer, deve ser bem nojento para um cara gay ver dois heteros transando, não acha?

– Eu não sou gay! – Menti. Eu sempre soube da minha sexualidade desde cedo, não tinha como negar quando o assunto era homens e minha evidente atração, mas preferia manter escondido, até porque se assumir gay no país o qual vivemos é o mesmo que pedir para ser apedrejado e expulso de casa como se fosse uma abominação terrível. – Por que insiste tanto com isso?!

– Você é afeminado demais.

– Ser afeminado não é sinônimo de ser gay! – Falei irritado.

– No seu caso é sim. – Afirmou, o deboche estampado no rosto. Sabia que estava me irritando e eu caindo nas suas provocações feito um idiota. – É tão nojento, Jimin.

– Nojento é ter que conviver todos os dias com a sua presença. – Jeon franziu o cenho, não agradou-se com minha réplica. Dei de ombros, passando pelo mais novo que segurou fortemente meu braço, puxando-me para mais perto de si. – Me solta, Jeon! – Sacudi meu braço, porém o aperto tornou-se mais forte. Pressionei os lábios, não daria o gostinho a ele de deixar um grunhido me escapar mesmo que seus dedos longos e bem fechados machucassem minha pele.

– Tá machucando, irmãozinho? – Jeon sorria cínico. Não respondi, continuei encarando seu rosto com todo ódio existente dentro do meu ser.

– Me solta, Jeon! – Pedi novamente. O mais novo riu em escárnio, balançando a cabeça em negação. – Eu não vou pedir de novo!

– Nossa, estou morrendo de medo de você. – Zombou. – Você não me assusta, princesa.

– Não me chame de princesa! – Tentei empurrara-lo para longe, mas tive meu corpo arremessado brutalmente contra a parede. Jeon segurou ambos os meus pulsos com a destra para acima enquanto sua canhota resvalava para meus fios da nuca, apertando-os fortemente, fazendo meu pescoço tombar para trás. Acabei deixando um grunhido de dor me escapar e Jeon sorriu, divertindo-se da situação. – I-Isso machuca, Jungkook...

– Eu sei que machuca... – Ele puxou com mais força as madeixas que pude senti-las soltarem de meu couro cabeludo. – Por isso estou fazendo você sentir dor, já que eu não posso socar seu rostinho.

– Jeon... – Tentei desprender meus pulsos de seu aperto, e mesmo usando apenas uma mão, Jungkook, era bem mais forte do que eu. Me senti completamente inútil. – D-Dói... – Murmurei, meus olhos lacrimejaram.

– Vai chorar, Jimin? Coitadinho de você. É tão patético que não consegue fazer nada para me impedir. – Ouvimos o som do trinco da porta ser destrancada e no mesmo instante, Jeon, me soltou. Levei minhas mãos trêmulas para minha nuca que ardia por conta dos fios arrancados e os puxões nada delicados. Não contive uma lágrima solitária que desceu para minhas bochechas, assim que nossos pais adentraram a casa surpresos ao nos ver juntos na sala o que, geralmente, era muito improvável para o horário, já que nos víamos apenas no raiar do sol, às seis horas.

– O que estão fazendo aqui? Ainda é muito cedo para- – Minha mãe interrompeu a frase ao pousar o olhar sobre mim, recostado na parede, chorando bem baixinho com as mãos na nuca. – Jimin, o que aconteceu? – A mais velha perguntou preocupada e tentou se aproximar, mas Jeon barrou seu caminho, puxando-me para um abraço.

– Jimin teve um pesadelo, mãe. – Justificou, beijando o topo da minha cabeça e enfiando os dígitos na área que fora puxada por si anteriormente, numa leve carícia. – Não é, irmão?

– S-Sim. – Menti, a voz falha enquanto acenava lentamente com a cabeça afundada em sua camisa que molhava por conta das lágrimas teimosas que insistiam em cair. – F-Foi só um pesadelo...

– Vem, Jimin... – Jeon segurou delicadamente minha mão, puxando-me para subir os lances de escada. Nossos pais nos fitavam com preocupação, e eu queria saber se por um momento se passou na cabeça deles que o real motivo do meu choro é causado por meu irmão.

(...)

Após subirmos, fui direto para meu quarto arrumar a bagunça feita por meu irmão e a namorada; os papéis da escola, livros e quadros da parede todos jogados no chão, propositalmente para que eu os arrumasse mais tarde. E nem mesmo o pequeno boneco de porcelana que ganhei da falecida minha vó, fugiu das garras de Jeon. Ele estava todo destroçado no tapete de veludo fora do lugar, junto do meu abajur que tinha a lâmpada quebrada com os cacos espalhados. Sem querer acabei pisando no vidro e cortando meu pé numa linha de sangue bem grande, com toda certeza, iria ter dificuldades para os ensaios de hoje.

(...)

Como esperado, era extremamente difícil me locomover para a escola com um corte que ardia no meio da sola do meu pé. Estava andando meio estranho, pois não queria forçar a ferida a se romper na única atadura que eu tinha em casa.

Eu teria pego um ônibus para não ter que andar, mas a gracinha do meu irmão gosta de me ver sofrer, então, ele teve a ideia brilhante de roubar meu dinheiro e o cartão do de transporte.

Eu queria matar ele, literalmente.

(...)

– Me desculpe, sr.Yang. – Estava sentado na cadeira da diretoria, após chegar novamente atrasado na aula do professor de Química.

– Acha que desculpas vão me convencer dos atrasos em minhas aulas, sr. Park?

– Não, mas-

– Mas nada! – Aumentou o tom de voz, assustando-me. – Não quero ouvir nada que venha de você, garoto! – Abaixei a cabeça, pressionando os lábios.

Tudo culpa do Jungkook.

Sr.Yang terminava de preencher um papel que meus pais precisavam assinar dizendo estar conscientes do atraso de seu filho que deveria ser o orgulho e exemplo da família.

– Como punição quero que faça um resumo sobre todas as nossas aulas anteriores escritas a mão e me entregue daqui a quatro dias.

– Q-Quatro dias?! – Se fosse aulas comuns que o professor ensina a matéria e passa um exercício não teria ficado desesperado, mas esse bendito professor gosta de escrever uma bíblia sobre uma matéria que poderia ser explicada de maneira simples e fácil. – É muito pouco tempo, tem muitas coisas.

– Pensasse nisso antes de chegar atrasado em todas as minhas aulas.

– Por favor, eu-

– Três dias, sr. Park.

– O quê? – Indaguei atônito. – Por que fez-

– Quer que eu diminuía para dois? – Ele recostou com os braços cruzados na cadeira, franzino a testa lentamente. – Quero que reclame só mais um pouco. – Balancei a cabeça negativamente. – Ótimo! Quero o trabalho na minha mesa em três dias junto ao papel assinado por seus pais.

(...)

– Ele te puniu mesmo? – Jin encarava incrédulo o papel em suas mãos. – Que cara idiota!

– E advinha quem é o culpado por todo meu azar nessa linda manhã?

Jin revirou os olhos e murmurou:

– Jungkook. – Suspirou, entregando-me o papel. – Sério, Jimin, a gente tem que fazer alguma coisa para abaixar essa bola do Jeon, ele tá se achando fora que transar com aquela cobra da namorada na sua cama foi demais, não acha? Se nós tivéssemos alguém que pudesse por o pirralho na linha séria perfeito.

– Se eu não fosse tão fraco, já teria resolvido metade dos meus problemas com ele. – Murmurei, pressionando uma caixa de suco vazia. – Se eu contasse tudo para meus pais, talvez...

– Se você dissesse a eles sobre o Jungkook, com certeza, sua vida seria um inferno bem maior do que já está sendo. – Seokjin bufou, arrumando os óculos quadrados no rosto.

Seokjin estava certo. Minha vida seria bem pior se eu ousasse abrir a boca novamente para nossos pais. A última vez que o fiz, Jeon, recebeu um belo castigo que durou quase dois meses inteiros por sair de casa escondido para festas de adolescentes no centro de Itaewan. Foi nessa época que nosso ódio começou a nascer um pelo outro e dura até os dias atuais.

Suspirei casado, passeando os olhos no pátio cercado por alguns alunos, fitando bem no meio de um burburinho de pessoas, meu irmão sussurrando algo para os mesmos garotos que nos cercaram no banheiro. Eles nos encaravam com sorrisos pequenos e maliciosos nos lábios e isso me deixou extremamente assustado, pois não tinha ideia do que Jeon falava para eles.

– Jin vamos embora. – Seokjin seguiu meu olhar para os garotos que lentamente vinham em nossa direção. Pegamos nossas mochilas e andávamos apressadamente para dentro do prédio da escola.

– O que será que o retardado aprontou dessa vez? – O mais velho olhava para trás, vendo os garotos aumentarem o ritmo de seus passos atrás de nós.

– Eu não sei, mas não tenho um pressentimento bom sobre isso. – Apertei a alça da minha mochila, rogando mentalmente que nada de ruim acontecesse conosco.

– Eu acho bom vocês dois pararem agora. – Um dos garotos que nos perseguiam berrou. – Não vamos levar isso para o lado que vocês saem machucados.

Como é? Esse cara está pensando em agredir a gente?

– Só queremos conversar com o Jimin! – O outro berrou. Um arrepio passou por todo meu corpo. Eu sinto que alguma coisa ruim vai acontecer.

Continuamos a andar mais rápido, quase correndo até que ouvimos os passos pesados dos garotos que corriam atrás de nós. Jin segurou minha mão, correndo desesperadamente nos corredores vazios, não tinha uma alma viva para nos ajudar, nem mesmo os professores que costumam beber café na porta das salas estavam presentes.

– Pega ele! – Tive meu corpo puxado para trás por um dos garotos que alcançaram-nos. Seokjin tentou me ajudar, mas também foi pego por mais dois dos jovens que imobilizaram seu corpo na parede.

– Parece que vocês não conseguiram fugir. – O garoto mais alto zombou, parando na minha frente e sorrindo malicioso enquanto o outro tampava minha boca, impedindo-me de gritar por ajuda. – Por que fugir, princesa? Só queríamos conversar com você. – Ele acariciou minha bochecha com o polegar.

– Deixa ele em paz! – Seokjin gritou para o garoto que estalou a língua irritado fazendo sinal com as mãos para que os garotos que imobilizaram Jin na parede o levassem. – Jimin- – Um garoto com a cabeça raspada, colocou um pano na boca de Jin que perdeu a consciência no mesmo instante.

(...)

O grupo de garotos me arrastaram para uma sala de aula vazia. Todos eles encaravam-me com malícia, alguns lambiam os próprios lábios como se eu fosse um pedaço de carne prestes a ser devorada por seus predadores. 

Sustentava o peso do meu corpo na beirada da mesa do professor que fica no início da sala bem no centro. Minhas pernas não paravam de tremer assim como meu coração pulsava freneticamente dentro da caixa torácica que podia ouvi-lo na minha orelha. Tentava controlar minha respiração, seria pior caso eu demostrasse desespero a eles que sussurravam coisas no ouvido do outro para em seguida, lançarem-me o olhar malicioso. 

Eu não queria acreditar que seria espancado ou agredido do que abusado por sete garotos que lentamente se aproximam de cada lado não deixando nenhum espaço para que eu escapasse de suas garras.

– O q-que vocês querem comigo?! – Tomei coragem para perguntar, minha voz saiu falha e bastante trêmula pelo nervosismo. – P-Por que estão fazendo isso?

– A gente sempre achou você uma gracinha, Jimin. – Um dos garotos mais baixos declarou, as palavras carregadas de más intenções.

– É princesa, idiota! – O outro garoto de altura mediana falou.

– Ele é como uma princesinha, né? – O mais alto que acariciou minhas bochechas antes, girou meu corpo, fazendo-me ficar de costas para si e empurrou-me brutalmente contra a mesa, imobilizando meus braços para trás. – Você é tão bonito, Jimin, que fico me perguntando como seu irmão consegue se segurar morando no mesmo teto que você.

– Eu já teria fodido essa bunda linda. – O outro apertou minha nádega direita sob a calça jeans.

– Com certeza. – O mais baixo afirmou pressionando a esquerda. Eu teria gritado por ajuda, mas um dos garotos notou meu desespero e cobriu minha boca com um lenço.

Alguém, por favor, me ajuda!

– Espero que não se importe, Jimin-ssi, mas estamos com um probleminha nas nossas calças e o culpado é você.

– A gente só vai brincar um pouquinho. – O mais alto falou, o sorriso crescendo nos lábios enquanto roçava a pélvis na minha bunda. Estava me sentindo imundo, completamente sujo por ser tocado por esses imbecis.

– A culpa é dele mesmo por ter uma bunda bem grande.

– É maior do que das garotas. – O outro comentou.

– Será que ele é apertadinho? Cara, fico arrepiado só de pensar.

Alguém, por favor...

– Vamos descobrir isso agora.

O mais alto levou a mão para o cós da minha calça, tentando força-la para baixo se não tivessem se assustado com um pessoa que abriu a porta de forma bruta, fazendo os parafusos da fechadura soltarem e cair no chão. 

– Taehyung? O que você está fazendo aqui? – Um dos garotos murmurou enquanto o outro adentrava a sala com uma quantidade absurda de meninos, incluindo Seokjin que correu desesperadamente para me ajudar. 

– Você está bem? – Jin puxou o pano da minha boca, me ajudando a sentar na mesa, já que não tinha forças nas pernas para sustentar meu corpo. – Eles tocaram em você? – Balancei a cabeça em negação, pressionando meus lábios que tremiam por conta do choro e a sensação de ser tocado por homens tão imundos com más intenções. Seokjin abraçou-me. – Me desculpa por não ter cuidado de você...

– A culpa não é sua. – Murmurei.

E de fato não era mesmo, pois a única pessoa que podia considerar culpado nessa situação era meu irmão. Ele incentivou esses garotos a virem atrás de mim no instante que sussurrou no ouvido deles coisas ruins. 

Jungkook era culpado por tudo de ruim que eu vinha passando. 


Notas Finais


Eu quero guardar o Jimin dentro de um potinho e protegê-lo de todo mal. ;-;

Até o próximo capítulo! ❤


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