História Delírio Mútuo - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Romance, Violencia
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Palavras 676
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Amarelo


Sinto minha alma desprender do meu corpo toda segunda-feira. Arrasto-me até o quarto dos meus pais, implorando piedade para deixar-me faltar à escola pela segunda semana seguida, apesar da diretoria ligar incansavelmente para o telefone de meu pai, eles têm compaixão e me deixam repousar, claro que, há segundas intenções por trás de tanta bondade: acabo por cuidar do meu irmão, jardim, afazeres em geral.

  "Busque leite no mercado da esquina, Eliza, teu irmão acordará logo e não quero ouvir gritos estéricos por causa de leite. Ah, use o troco como quiser." - Disse minha mãe, em meio a bocejos.

 Era torturante por meus pés para fora de casa, sentia o sol no meu rosto queimar-me por dentro, ouvir as conversas fiadas pela rua era mais doloroso ainda, ver famílias, amigos, casais... Inveja? Certamente, sempre fui muito invejosa, é meu escudo.

  Fui até o mercado, que tinha uma proprietária maravilhosa, dona Luísa, minha grande amiga inclusive, durante um ano trabalhei em um asilo, dona Luísa morava lá, não por maldade ou maltrato, mas por consideração, ela mesma pediu para ir para a casa dos idosos, seu filho era engenheiro em Calgary e não podia dar devida atenção á sua progenitora, infelizmente, foi despedido e teve que voltar para os braços de sua mãe, construir um chalé pequenino com suas economias e deu de presente para sua mãe o mercadinho da esquina, que estava  a venda. Dona Luísa tinha um perfume inconfundível, era um cheiro de jasmim amadeirado, lembro que quando tive de despedir-me do asilo, ela me deu de presente uma amostra do tão adorado perfume, nunca usei, não por nojo ou desprezo, mas sim, para deixar o cheirinho dela durar para sempre.

  Após comprar o leite, fui até a floricultura.

"Em que posso ajudar?" Disse uma moçinha engraçadinha, devia ter a minha idade, seus olhos eram negros e tinham um brilho encantador.

  Pedi a ela sementes de rosas amarelas, quando foi entregar-me, sorriu e disse que meu vestido era bonito, sorri, envergonhada, elogiei seus olhos e parti.

 Cheguei em casa e meus pais trocavam carícias na sala, deixei o leite na mesa e subi

Quanto nojo que tenho daquele homem, sinto asco de ver mamãe o beijando e dizendo que o ama, sinto raiva por ela amar ele mais do que ama a mim, como sei disso? Deduzo, pois se ela me amasse mais, o mandaria embora no mesmo segundo que ficou sabendo do acontecido... Homem asqueroso, sinto minha garganta fechar só de pensar que temos o mesmo sangue.

Fui plantar as sementes que comprei, sempre fui fascinada por jardinagem, creio que meu jardim é um dos poucos motivos que me fazem levantar pela manhã, orgulho-me muito dele.

Sempre fui um tanto reservada e desajeitada quanto amizades e romances, por isso, eu criava diversos fakes em busca de amigos na internet, adiciona meninos engraçadinhos e meninas que eu gostaria de ter a aparência, apenas por passatempo. Fiz amigos de verdade lá, Henrique, o conheço há 3 anos e somos amigos do peito, enfim, não vou entrar em detalhes sobre ele. Na manhã anterior, uma pessoa, que não sabia o sexo, pois seu perfil estava confuso, enviou um "Oi" à mim, seu nome era Ares Alissa e usava foto de moças tristes, conversamos sobre medos e anseios durante à tarde e de sonhos e aspirações á noite, cômico como lembro dos assuntos e dos horários do dia, enfim, abri a rede social após plantar minhas sementinhas e havia a seguinte mensagem:

"Ajudar o próximo? Raiva de si mesma? Medo de viver? Andei refletindo sobre nossas conversas e concluí que somos antônimos e sabe o que isso significa? Que seremos grandes parceiros. Chamo-me Alexandre, Ares é meu pseudônimo, muito prazer, de novo."

Respondi amistosamente e conversamos o dia todo, acabei descobrindo que Henrique era seu conhecido, fiquei feliz, se é amigo do Henrique, deve ser uma boa pessoa, certo? Nessa noite dormi contente por ter feito um amigo novo, estava necessitando disso, principalmente de alguém para desabafar, pois os tempos estavam difíceis e cada vez mais dolorosos.



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