História Delirious Love ( HIATUS ) - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato, Justin Bieber, One Direction
Personagens Demi Lovato, Harry Styles, Justin Bieber, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais
Tags Dangerous Love, Demi Lovato, Justin Bieber, Romance, Segunda Temporada, Violencia
Exibições 417
Palavras 4.564
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ALÔ ALÔ CHICAS! Como estão, amores? Eu voltei, sim, eu voltei. Estamos escutando o Couro de Santa Helena, irmãos! Me desculpem mesmo pela demora, mas eu não conseguia mais escrever e não gostar do que escrevia, MAS ESSE CAPÍTULO TÁ FODA PRA CARALHO E EU APENAS AGRADEÇO POR ISSO! Ele tá meio, muito, grande, mas vale a pena e eu espero que gostem. TEM PERSONAGEM NOVA, EBAAAA!

Capitulo dedicado á: Todos os meus Little Dangerous.

Capítulo 34 - Wrong place


Fanfic / Fanfiction Delirious Love ( HIATUS ) - Capítulo 34 - Wrong place

“Vou te dizer como eu quero. Querido, me fale o que você precisa. Espero que seja bom em guardar segredos. Disse que você é bom em guardar segredos. Disse que você sabe que não confio em ninguém. Eu sei que você não confia em ninguém. Somente se eu pudesse tocar o seu corpo. Mas querido, você sabe, eu sei, você sabe que não. Você sabe que eu não confio em ninguém. Você sabe que eu não confio em ninguém. Somente se eu pudesse tocar o seu corpo. Sim, somente se eu pudesse tocar o seu corpo. Pois só você sabe, eu sei, você sabe que não. Você sabe que eu não confio em ninguém...” — Trust Nobody, Cashmere Cat feat. Selena Gomez, Tory Lanez.

Atlanta, Georgia, Estados Unidos.

POINT OF VIEW BROOKE SOMERS/ROXIE HERNANDEZ

Eu não sabia bem o porquê de ter comprado aquele apartamento em Atlanta. Não era grande e nem pequeno, mas eu me sentia bem nele. Era tudo simples e quase um dos últimos andares. Esperava, infelizmente, por Dominic. Antes de viajar, avisei a todos sobre isso, por que quando eu voltasse seria apedrejada como sempre. Fui até o meu quarto, instalando câmeras por ele.

Segundo as minhas contagens, em três minutos Dominic estaria já no elevador para vir ao meu apartamento. Com o Notebook no colo, vi as câmeras de segurança do prédio e ele subia com três homens, mas não eram grandes.

Merda!

Era para ele vir sozinho!

Merda, merda, merda!

Mil vezes merda!

Mandei uma mensagem para os meninos, falando disso. Eles já começaram a se desesperar achando que daria errado.

CALMA!

Droga! Já lutei com muito mais pessoas e não deu errado, não vai ser agora que vou deixar um homem me derrubar.

No caso são quatro né Brooklyn! – Chris.

Coloquei o Notebook fechado sobre a mesa, toquei na faca que estava em minha liga debaixo do vestido. Trajava um vestido de seda, preto e um corte V no peito, alças finas e uma fenda grande na perna esquerda, que se iniciava em minhas coxas. A faca estava na outra perna, então conseguiria disfarçar. Pensei em tirar os saltos, mas a campainha toca fazendo-me suspirar.

Esperei trinta segundos antes de abrir a porta, encontrando o sorriso cínico de Dominic e os homens atrás dele. Fiz uma expressão confusa, mas devolvi o sorriso. Dei passagem para eles entrarem, os homens usavam colete por debaixo da roupa, isso era visível e eu sabia que tinham armas.

— Bonito apartamento. – Dominic avaliou o local.

Dei de ombros.

— Toda essa produção para mim, Bonnie? – Jogou-se no sofá.

— Não sonhe tão alto querido.

— Então, qual o brilhante plano?

Fui até o canto da sala, pegando uma taça de vinho.

— Aceita uma?

— Prefiro uísque.

— Tudo bem. – Sorri virando-me de costas, mas eu consegui muito bem ver Dominic olhando para seus seguranças. Peguei o frasco pequeno e virei dentro de seu copo. Coloquei duas pedras de gelo e mexi. Guardei o papel do frasco novamente. Entreguei para Dominic que sorriu, eu conhecia aquele sorriso.

— Eu venho cuidando de cada mínimo passo de Niall, não significa que estou longe que devo fechar os olhos para o meu grande rival. Vamos atrair Horan para um dos lugares que ele mais gosta.

— E como vamos atrair ele?

— Já ouviu falar de uma menina chamada Livian?

Dominic engole seco o uísque, que pareceu uma lâmina em sua garganta. Remexe-se desconfortável no sofá ao meu lado e mexe em algo da roupa. Estreitei os olhos. Ele usava uma escuta.

— Por que a pergunta? – Beberiquei um pouco do meu vinho tinto, sentindo sua acidez na língua.

— É um dos pontos fracos de Niall, certo?! Ele não prenderia uma menina no porão da casa em vão.

— É uma antiga namorada dele.

— Eu sei.

— Mas você não a sequestrou?

Cruzei as pernas, fazendo seu olhar ir mediatamente para ela.

— Como sabe disso? Nunca contei disto para ninguém.

Arranhou a garganta após se engasgar com a bebida.

— Lembro-me de ter me contado.

— Não, nem minha família sabe disso. – Bebi mais do vinho, divertindo-se com a sua relação.

—E como irá atrair ele com ela?

— A garota desapareceu sem mais e nem menos, tenho certeza que foi obra do Horan.

— Como pode ter tanta certeza? – Riu fraco.

— Eu sou uma assassina de nível cinco e não é para menos que faço jus a posição. –Balancei o copo, mexendo o vinho. —E como eu disse; Eu venho cuidando cada passo de Niall.

— Continue. – Encarava-me profundamente, como se lesse minha alma, mas eu conhecia seu jogo. E nesse jogo, eu dava a cartada final.

— Sabia que Niall não deixaria barato eu roubar sua garota, por isso coloquei um rastreador em Livian, eu sei onde ela esta, como está, tudo.

Seus olhos arregalam-se.

— Merda! – Sussurrou, mas eu ouvi.

— Ele pode virar e revirar a menina, mas está dentro dela. Tão pequeno como um grão, mas faz um estrago enorme. – Ri de sua expressão. — Eu sei que ela está na mansão dele em Londres, dois homens da equipe de Niall está vigiando cada passo seu enquanto eu colocava meu plano em ação. Já ouviu o ditado: Ladrão que rouba ladrão ganha 100 anos de perdão? Pois bem!

— Quer a roubar de novo?

— Sim, mas quando ele for achar ela, encontrará outra pessoa.

— Quem?

— Você não conhece.

— Interessante, bom plano.

— Não contei a melhor parte – Bebi mais do vinho. —, consegui saber disso graças ao idiota do braço direito dele.

— Como é? – Notei que ele lutava para manter os olhos abertos, o remédio fazia efeito rápido e notei isso em sua fala.

— Esse você conhece, ele se chama Dominic Cohen. – Sorri me levantando.

— Como descobriu? VADIA! – Gritou avançando em minha frente, mas dei um passo para o lado o fazendo cair na mesa de centro.

— Eu estou na porcaria daquele ranking liderando aquilo por quatro anos, NÃO VAI SER A MERDA DE UM ASSASSINO QUE VAI ME DERRUBAR!  – Chutei seu corpo. — Escute bem, Niall. Você assinou sua sentença de morte quando entrou no meu caminho!

— PEGUEM ESSA CADELA!

Um dos seguranças partiu para cima de mim assim como os outros. Abaixei quando um punho voou em minha direção, acertei um soco de direita no segundo homem e uma cotovelada no terceiro. Dava chutes, socos, chutes, socos, mas não parava. Peguei o primeiro pela nuca e bati sua cabeça no quadro, o fazendo ficar zonzo. Aproveitei a situação e fui para cima do segundo, quando ele tentou me dar um soco, segurei seu punho e entortei seu braço, o joguei no chão pisando em suas costas de salto e quebrei.

Meu corpo foi jogado no chão com brutalidade e senti uma falta de ar pelo peso. Meus braços foram segurados sobre minha cabeça e logo senti uma dor imensa. O grandão havia batia sua cabeça com força na minha, o liquido escorria pelo meu nariz e eu torcia para não ter quebrado. Virei o pescoço assim que ele tentou dar outra, mordi seu pulso com força o fazendo gritar. Entrelacei minhas pernas em torno do seu pescoço e passei as mãos por seu queixo, quebrando-o.

— Filho da puta! – Falei tentando limpar o sangue que escorria.

Levantei-me cambaleando e logo meu corpo é jogado na porta, mãos agarravam meu pescoço com força. Era o que eu tinha batido a cabeça na parede. Merda!

— O que acha de brincarmos boneca?! – Sussurrou me prensando mais na parede, seu rosto estava a centímetros do meu e logo sua língua percorreu meu rosto, mesmo com sangue. Entrelacei minhas pernas em sua cintura e ele sorriu, mas não me soltou. Peguei a faca na minha liga e enfiei em seu pescoço, ele me soltou imediatamente tentando estancar o sangue que jorrava.

O puxei pelo colarinho da camiseta e bati em seu rosto com joelho, três vezes e logo seu corpo caiu mole no chão. Puxei a faca sem pudor do seu pescoço, o que estava com o braço no chão gemia de dor.

— Eu prometo ser rápida, docinho! – Ele negou tentando se afastar, mas o puxei com força pela blusa e cravei em seu peito, bem no coração.

Os olhos arregalaram-se, um ruído escapou da boca junto com sangue, as pupilas dilataram-se e foram diminuindo, rapidamente, como se fossem sugadas pela morte. A vida fugiu de seus olhos e larguei seu corpo no chão e passei a mão por seus olhos, os fechando. Fiz a mesma coisa com os outros e vi o corpo de Dominic molhe no sofá.

— V-Você... –Tentava respirar. — É um... g-grande vadia.

— Diga-me algo que não sei, Clyde. – O peguei por debaixo dos braços e fui o puxando até meu quarto.

Coloquei Dominic sobre uma cadeira de ferro, amarrando seus pés e suas mãos, passei a fita por sua boca e coloquei um saco preto em sua cabeça, o impedindo de ver tudo. Fui para o banheiro lavando minhas mãos e meu rosto, tentando tirar o máximo de sangue. Mandei uma mensagem para os meninos avisando que consegui.

— Olha que bonito, rapazes, não quebrei meu salto. – Anunciei com deboche. Onde eu os colocaria?

Peguei três malas grandes de viagem e, colocava um de cada vez em cada uma. No do grandão em tive que sentar em cima para ajudar, mas nem que eu tivesse que arrancar metade do corpo, mas eu conseguiria e consegui. As coloquei de pé perto da porta, liguei o som e escolhi Heathens de Twenty One Pilots, coloquei no último e os vizinhos que se fodessem.

Voltei para o quarto, vendo Dominic se remexendo, tentando se soltar. Idiota. Arranquei sua escuta e pisei em cima, quebrando.

Peguei em cima da minha cama uma faca, passei lentamente por seu peito coberto por uma camiseta social preta, senti seu corpo ficar tenso por causa disso.

Tirei o pano de seu rosto, o fazendo olhar em volta. Murmurava coisas baixas e abafadas, mas eu sabia que dentre eles me chamavam de vadia.

All my friends are heathens, take it slow... – Cantei sem som, para ele, sorrindo em seguida.

— Como está, Clyde? Confortável? – Puxei com força a fita de sua boca, o fazendo gemer. Ele me encarava de maneira demoníaca, mas eu não ligava.

—Estou pensando até em fazer uma festa. O diabo nega Brooklyn no Inferno e a mesma ressuscita, ótimo título, não?!

— Você é doente! – Cuspiu as palavras.

— Como se eu lidasse para o que pensa de mim. – Revirei os olhos. — Esqueci que estou falando com santo, não se esqueça, é você que já matou crianças e mulheres grávidas, não eu.

— Eu apenas faço o que me mandam.

— Pau mandado, como sempre. Poxa, baby, pensei que tivesse mudado.

— Certas coisas nunca mudam.

— Pena que não posso me incluir nisso.

— É agora a hora em que tenta arrancar algo de mim, me tortura e depois me mata?

Meu sorriso se aumentou.

— Eu não preciso tentar arrancar nada de você, não gastei madrugadas em vão. Eu te grampeei.

— Você se acha demais, não é? Acha-se a rainha de tudo! Coloca-se em um pedestal. Vê a América como seu grande trono e o resto são seus súditos, mas na verdade você não passa de uma vadia egoísta que não conseguiu lidar com a dor e se envolveu onde não devia! – Acertei um soco em seu rosto.

— Não tenho culpa se você não consegue lidar com o fato de uma mulher ter roubado seu lugar. Não tenho culpa se eu sou a melhor. Eu aprendi a lidar com a dor, assim como aprendi a lidar com pessoas repugnantes como você. Por que eu não precisei babar ovo de ninguém para chegar aonde cheguei, eu não precisei fazer nada para ser o tudo. Eu sou a Rainha e vocês, classe cinco, são meus súditos. Se ajoelhem diante os meus pés filhos da puta!

Peguei a faca e passava pelo corpo de Dominic, como se a lâmina deslizasse sobre sua pele fria, como se estivesse patinando sobre o gelo. Ele travava a mandíbula evitando soltar qualquer murmuro de dor e eu queria ver esse desgraçado implorando para eu parar.

— GRITE, DOMINIC, GRITE PARA MIM!

Joguei a faca sobre a cama e peguei um martelo. Segurei a mão de Dominic e olhei para ele, que fechou os olhos assim que bati em seus dedos com força. Eu podia ver seu corpo tremendo em desespero e eu não pararia, eu não pararia.

Por que era isso que os traidores mereciam.

A minha fúria.

Depois de longos minutos, peguei um alicate e posicionei ao lado da sua outra mão. Sugestiva, sorri para ele, mas o mesmo ergueu os dedos mandando o do meio.

Tsc!

— Resposta errado, Clyde!

Comecei pelo mindinho, apertei tanto a ponto de ouvir os ossos sendo triturados e a sua carne sendo arrebentada, logo seu dedo caiu no chão. Fiz o mesmo processo com outros três e ele já não segurava os gemidos de dor.

Eu queria mais.

Eu queria muito mais.

Queria me deliciar com seus gritos de dor e súplica.

Eu queria ver o arrependimento jorrando dos seus malditos olhos verdes!

— Você iria por minha família em risco. Iria por minha amiga, meu irmão, meus meninos. Iria por em risco a vida do meu príncipe e do meu homem, entende? Se eu não tivesse te pegado agora, faria em outra ocasião.

Ele olhava para algo, encarava a arma em cima da minha cama. Seus olhos não desgrudavam dela e eu sabia que ele estava pensando em algo, Dominic não era ruim, mas também não era o melhor.

— Conte para nós o que está pensando, Cohen?

Tombei a cabeça para o lado e fingindo fazer um olhar interessado.

— Nós?

— Sim, as almas penadas que vagam por esse apartamento. – Disse como se fosse óbvio.

— Você é mais louca do que já me disseram. – Balançou a cabeça.

— Oh, desculpa Senhor sensato!

— Por que não me mata logo? – Perguntou cansado, o sangue ainda escorria e parecia já secar. Ah, mas eu não deixaria secar.

— Não teria a mesma graça. – Virei de costas para ele e peguei a garrafa transparente, abrindo e sentindo seu cheiro forte, mas viciante. — Vai arder só um pouquinho. – Ao anunciar isso, ele tenta se mover, mas jogo o álcool em seus ferimentos e em seu rosto, o fazendo gritar por estar de olhos abertos.

Era isso que eu queria.

Peguei a faca novamente e cravava em suas coxas, tirando e cravando, diversas vezes e jogava álcool em cima. Era tão bom ouvir seus gritos.

— EU DESCOBRI TODA A VERDADE POR TRÁS DE TUDO, BELINDA STONE, É ESSE O NOME DELA, NÃO É?! – Gritei apertando a ferida em sua coxa, ele parou de gritar e pareceu perdido com as palavras.

— Como sabe?

— Janeiro de 2013, o corpo de uma jovem americana é encontrado em um apartamento desacordada, com hematomas e diversos tiros, no bairro de Brooklyn, em Nova York! A mulher de apenas 22 anos pareceu ter sido vitima de um relacionamento abusivo segundo os seus vizinhos que ouviam os seus gritos dia e noite, mas tinham receio de tentar algo por culpa do perigoso namorado que não foi encontrado, mas as buscas continuam! – Recitei tudo que eu encontrei naquele antigo jornal.

— Para! Para! Para!

— Belinda Stone havia recentemente passado por um aborto, por culpa do ex-namorado. Os vizinhos afirmam que esse foi um dos motivos para a moça querer finalmente ir embora, mas infelizmente, não conseguiu.

— PARA COM ISSO, PARA PORRA! EU NÃO TIVE CULPA, EU NÃO TIVE CULPA, E-EU SÓ QUERIA O BEM DELA, EU SÓ... – Ele gritava descontrolado, mas eu acertei um soco em seu rosto.

— Belinda Stone, uma universitária com o sonho de ser pediatra e ter filhos, casar e ter seu próprio consultório não aguentou as agressões. Você a espancou tanto que ela tem marcas.

— EU SEMPRE VOU AMAR ELA, CALA SUA BOCA! SUA CADELA, VAI SE FODER, BROOKE! EU JAMAIS MATARIA A MULHER DA MINHA VIDA. ELA ERA TUDO PARA MIM, ELA SÓ... SÓ NÃO ME OBEDECIA, EU DISSE QUE NÃO A QUERIA SAINDO DE CASA. POR QUE ELA FOI ME DESOBEDECER? PORRA!

Gritava atordoado e era isso que eu esperei. Dominic chorava desesperado e parecia um maníaco.

— Você não só tirou seus sonhos, como tirou sua liberdade e sua vida, Dominic. AGORA GRITA, GRITA PARA VER SE ELA PODE VOLTAR. VOCÊ DIZIA AQUELAS MERDAS DE VOCÊ É MINHA, NÃO É? VOCÊ DEVERIA TER A OUVIDO DOMINIC, VOCÊ SEMPRE SERÁ O CULPADO PELA MORTE DA BELINDA, SEMPRE! ELA TE ODEIA, COHEN, ELA TE ODEIA!

— ELA ME AMA! Ela... Ela me ama, ela me ama, eu sei que ama. Minha Belinda sabe que eu a amo, que ela sempre vai ser minha. E-Ela sabe, ela... – Gargalhei com o seu suplico. Se eu não podia o derrubar fisicamente, eu faria psicologicamente.

— Ela sabe, Dominic? Sabe mesmo?

— Cala... CALA A BOCA SUA VACA! – Gritou furioso.

— Por que não diz isso para ela?

Ele parou de gritar e me encarou em confusão.

Caminhei até a porta do banheiro do quarto e abri a mesmo. Dominic serrou os olhos tentando enxergar e eu fiz um sinal com a cabeça, uma sombra surgiu do escuro e eu conseguia ver seus olhos azuis mesmo com a falta de iluminação. Seus cabelos cacheados batiam em suas costas, ela ficou do meu lado e me olhou e eu apenas dei de ombros.

Dominic parecia que iria ter um infarto ali mesmo.

Belinda Stone parou em sua frente, sem pronunciar nada e eu via o ódio em seus olhos. Se ela quisesse o matar, ela faria, mas duvidava muito. Trajava roupas simples, mas confesso que ela é realmente linda e entendia a obsessão dele agora.

— B-Belinda? – Sussurrou sem acreditar. — Amor, eu, amor me perdoa.

— Você prometeu garotão, prometeu que jamais me machucaria novamente.

Oh, a garota iria destruí-lo.

— Eu sei amor, me perdoa, volta para mim. Eu te procurei em todo canto, e-eu... Por que me deixou? Por quê?

— Você que me deixou garotão, me deixou a beira da morte. Você me fazia morrer todos os dias.

— Onde esteve? Eu, não entendo como conseguiu sumir. – Ele fazia tantas perguntas que mal conseguia acaba-las.

— A sua amiga. – Apontou para mim. — Ela me protege de você.

Seu olhar pairou sobre mim e eu vi o verdadeiro ódio em seus olhos.

— Não tem como! Você nunca soube dela, você...

— Uma vez eu encontrei uma menina assustada e tentando fugir de você em uma festa. Sabia que precisaria dela um dia, você estava transtornado e chapado, mataria ela. Então pesquisei tudo, a menina que foi encontrada inconsciente no apartamento e quase morta, mas você a reencontrou ou pelo menos achava que a reencontrou. Estava quase no começo dessa vida, Dominic e você tentou me matar, lembra? Ameaçou ir atrás do meu irmão e mata-lo. – Ele parecia se lembrar aos poucos. — As pessoas se esquecem o que fazem comigo, mas eu não. Quando vi que você estava me traindo, achei a oportunidade perfeita.

— Para que? Acha mesmo que Belinda me mataria? Ela me ama, ela sempre vai me amar.  – Sorri para ele, pensando no quão trouxa podia ser com aquela convicção barata.

— Uma mulher com ódio, Dominic, é pior do que uma bomba nos últimos três segundos.

— Quando eu me soltar aqui...

— Vou deixa-los a sós. – Belinda assentiu para mim e eu dei as costas, mas antes de sair à mesma me chamou e me abraçou. Eu sabia o quanto a minha pequena – que é mais alta que eu- estava, ela precisava disso. Dominic nos olhou sem acreditar.  — Acabe com ele, blue.

Desfiz o abraço e fui até a sala, eu precisava beber e falar com os meninos. Peguei um copo de cristal e coloquei uísque dentro, sem gelo. Achei meu celular em cima do balcão e fui até o mesmo, disquei o famoso número e no segundo toque atenderam.

— E aí? Como foi?

— Ainda não foi.

— Coloca no viva voz Justin!

— Espera caralho!

Sorri com isso.

Então B, como foi?

Vamos se dizer que fiz uma pequena surpresa para Dominic e ach... –Quando finalizaria, ouço seu grito sair rasgando. — Ouviram isso? E nem fui.

Quem foi?

Belinda Stone.

Gostei do nome, é bonita? – Esse era o Ryan.

Muito. Nos conhecemos quando eu estava lá pelo meu segundo ano nesse mundo. Foi por acaso, fui para uma boate tentar esquecer tudo que me acontecia e a encontrei chorando no banheiro enquanto um doido tentava quebrar a porta. Era Dominic. Eu e ele brigamos feio naquele dia, eu não sabia muito lutar e apanhei feio. Ajudei a menina e pesquisei sobre ela, descobri que era sua ex namorada e que ambos não se viam a muito tempo. Sofria relacionamento abusivo e fugiu dele depois de ser encontrada inconsciente no apartamento.

Pesado.

Coitada cara. Ela precisa de um carinho.

Me deixa continuar... – Suspirei. —Dois dias depois ele me sequestrou, me espancou e ameaçou ir atrás de Charles, mas eu fiz a cabeça dele e disse que aquela era outra menina e ele pareceu acreditar. Mas eu não esqueci que Dominic me espancou e nem teria como, ajudei Belinda a se esconder e agora é hora da vingança. Fim!

Caraca... – Ouvi a voz de Ryan. — Esse cara é doido.

Mas eu sou mais.

— AHHHHHHHH! – Ouvi o grito estridente de Dominic.

— VOCÊ TIROU TUDO DE MIM, TIROU TUDO QUE EU LUTEI PARA CONSEGUIR, VOCÊ TIROU-ME O NOSSO FILHO, EU ODEIO VOCÊ!

— Então esse era seu plano? Fazer quem Dominic mais ama matar ele?

Justin questionou.

— Não, Belinda não seria capaz de mata-lo. Eu apenas vou terminar o que ela começou.

— Essa é a minha garota!

— Agora, meus queridos, senão se importam... Tenho um trabalho a fazer.

Encerrei a ligação e coloquei o celular no sofá. Voltei para o quarto e parei na metade do caminho ao ver Belinda ajoelhada no chão, com as mãos sangrando chorando tanto que eu achei que ela tinha se machucado. Dei mais uns passos vendo Dominic a encarando com dor, seu rosto estava com sangue e seus olhos quase se fechavam por estar roxos e inchados, sua respiração pesava e ele parecia lutar.

—M-Me perdoa por tudo, Abelhinha, por tudo. Eu-Eu sempre vou te amar, sempre. Não tenha um dia em que eu não deite minha cabeça no travesseiro e me culpa por aquilo. Fiz da sua vida em um inferno, quando poderia ter te amado como nenhum outro.

— Eu não vou te perdoar, não agora. Por que a ferida ainda está aberta, eu sinto a dor todos os dias e as lembranças me fazem gritar. Perdão é uma palavra simples, garotão, mas você me quebrou tanto que eu não consigo mais dizer ela.  – Eu sabia como Belinda se sentia.

Moramos juntas por quase sete meses. Eu ouvia seus gritos de noite pelos pesadelos constantes, ela sentia medo de sair, medo de toda dor voltar. Dominic não sabia, mas ele havia se tornado um dos meus maiores inimigos por isso.

Vem, Belinda, vamos! –Toquei em seu braço, a puxando com cuidado. A morena dos cabelos cacheados me abraçou com força e eu suspirei, afagando seus cabelos. Deixe-a na sala. — Fiquei aqui, tudo bem? Eu volto logo.

— Brooke?

Virei-me.

—Obrigada. Por tudo.

Neguei com a cabeça, soltando um riso anasalado antes de voltar.

Flashback On:

Eu sentia a dor em meus ossos, meus olhos pesavam tanto e eu queria chorar de dor. Mas eu não podia. Não revelaria para todo mundo o quanto estava fraca. Minhas pálpebras estavam inchadas e eu tropeçava várias vezes para conseguir subir os lances de escada. Minha boca estava seca e o gosto de ferrugem em seu sangue me fazia querer cuspir, mas eu mal me mantinha em pé.

— AI MEU DEUS! – Ouço um grito, fazendo badaladas em minha cabeça soarem. Fecho os olhos com o pingo de força que tenho e tento erguer a cabeça, mas ela parecia estar com mil toneladas.  — BROOKE! O que fizeram com você? Rose, não feche os olhos, por favor. Brooke, não...

[...]

— Ei, Rose? Consegue me ouvir? Você está bem agora. – Sua voz era longe, tento abrir os olhos, mas a claridade me cega e meu corpo parecia me mandar dormir mais. Eu queria ver o que estava acontecendo. Ouvia vozes.

— Ela vai ficar bem. Porém, repouso absoluto.

— Tudo bem Doutor Mouse, obrigada por tudo!

— Apenas estou fazendo meu trabalho.

Cerrei os olhos ao enxergar o lustre de cristal mais a frente. Meus dedos dedilharam pelo tecido macio de seda. Suspirei.

— B-Bel...

— Olá, Rose. Estou aqui. – Sua voz era mansa, calma, o que achei estranho, mas tentei sorrir por isso e senti dor em meu rosto. Droga!

Me acostumando com a claridade, vi uma menina sobre mim me encarando com preocupação. Os cabelos amarrados em um rabo de cavalo e as roupas coloridas e largas, parecendo uma Hippie. Reconheci os olhos azuis como diamantes e os lábios carnudos e desenhados, com um sorriso doce.

— Belinda.

—Vai ficar tudo bem, Rose.

— O-O que aconteceu?

— Você chegou machucada, quase perdendo os batimentos quando te achei na escada. Chamei o Doutor Mouse e agora está tudo bem.

Lembrei-me de tudo.

— Desculpa.

Vi seus olhos inundarem de lágrimas, mas também vi inundarem de culpa.

Flashback Off:

Lembro-me bem desse dia. O dia em que apanhei tanto que morreria. Tenho até hoje uma pequena cicatriz na sobrancelha. Belinda cuidou de mim. Antes disso, tivemos uma discussão por causa de Dominic. Ela não queria me deixar ir atrás dele, mas eu fui, fui e levei a pior.

Olha como o mundo dá voltas.

— Um dia você brinca, no outro você é o brinquedo. – Sussurrei para Dominic, que grunhiu, mas o grunhido mudou para grito, assim que enfiei lentamente a faca em seu peito, cavoucando para ir mais rápido.

Retirei um cigarro da gaveta e coloquei entre os lábios, acendendo. Traguei um pouco e soprei, indicando para Dominic se queria, ele nega.

— Que pena!

Acendi o isqueiro de prata e coloquei próximo do seu rosto, o fazendo se esquivar. Mas aproximei nas pontas de seu cabelo e coloquei a queimar, enquanto tragava o cigarro.

— Uma vez, me disseram que não adianta queimar o corpo por que a arcada dentária continuaria e revelaria tudo, mas eu sempre cometi o crime perfeito.

Dominic gritava ao sentir a dor próxima ao seu couro, mas eu continuei queimado o máximo que podia e segurei o cigarro entre os dedos, soprando a fumaça em seu rosto. Duas semanas eu havia passado esse apartamento para o nome de Dominic Cohen, então tudo bem.

Depois de muito tempo o torturando com correntes, facas, martelos e fogo. Peguei a agulha em cima da cama junto com a linha grossa.

— Isso é para aprender. – Sorri fofa para ele. Ou tentei. Aproximei meu rosto do seu e fui costurando seus lábios um no outro. Nic tentava gritar, mas quanto mais gritava, mais doeria. — Traidores não devem mais dizer o que não deviam. Ou eles calam a boca ou eu os faço calar.

Terminei de costurar e vi seus lábios sangrando, com a linha entre eles.

— Quais suas últimas palavras? Ah, não, esquece... – Ri fraco disso.

Mirei a arma em sua cabeça, olhando diretamente em seus olhos.

— Deve doer ver a mulher que amou machucar você, não é? Mas deve doer principalmente nela ao te ver e ter que lembrar que um dia se entregou a um nojento como você! Mas tudo poderia ter sido diferente, mas você deixou sua única chance fugir, só que eu não. Você entrou no lugar errado, com a pessoa errada.

Uma lágrima solitária escapou de seus olhos.

— Adeus, Clyde.

Mirei, apertei o gatilho dando um fim.


Notas Finais


BYE BYE CLYDE! DESCULPA QUALQUER ERRO!

Notei que algumas pararam de comentar e eu não entendo o por que. Me sinto até culpada, por que sei que ando demorando muito e, mas eu tô tentando mesmo dar meu melhor. Por favor, não me abandonem.

GAROTAS DO GRUPO! ACONTECEU UM GRANDE PROBLEMA! Eu sem querer acabei apagando os meus dados, ou seja, excluindo meu WhatsApp e não tô conseguindo o por de volta, eu não sei o que fazer, já tentei de tudo, mas provavelmente terei que usar outro número. Ou seja, uma pessoa do grupo terá que me por NOVAMENTE NO GRUPO. Não sei quem eu deixei como ADM, mas pelo amor de DEUS, me ajudem, sério.

Eu amo muito vocês.
Com amor,

Dangerous Mom ♥


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