História Delóyal - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance, Traição
Exibições 14
Palavras 2.247
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


História não revisada.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Delóyal - Capítulo 1 - Capítulo Único


     Aquela noite. Aquela noite não iria sair da minha cabeça, nem tão cedo. Aquela vadia tinha me enganado com todos aqueles “eu te amo” fajutas que saiam de sua boca. A cadela estava jogando comigo o tempo inteiro, e eu, como bom idiota que sou, cair feito um patinho em seu jogo.


*FLASHBACK 3 ANOS E 7 MESES ATRÁS*


— Cara desiste, ela não vai olhar pra você! – Jack falou.

— E eu posso saber por que não? – perguntei sem desviar o olhar dela, por nenhum segundo.

— Porque ela é uma cadela interesseira – disse Jack com sua habitual preocupação.

— Porque ela é boa demais pra você, Bergstrong. – Mike falou com desdém.

— Pequeno Mike, quando você vai entender que nenhuma mulher é boa demais para Devon Bergstrong? Eu posso ter todas que eu quiser – falo com um sorriso sacana no rosto.

— Bergstrong, não se iluda. Elizabeth não é como as outras, as quais você está acostumado, ela tem quem ela quiser, e não quem a quer.

— Eu vou ter aquela mulher, porque eu a quero. Anota o que eu estou falando Hulling, eu vou ter Elizabeth Jonson em minha cama, custe o que custar.


*FIM DO FLASHBACK*


     E eu realmente tive ela, demorou um tempo, mas 7 meses depois, daquele dia, nós dois já estávamos até morando juntos.

O incrível é que, enquanto estávamos juntos, a vadia já tinha provado, inúmeras vezes, que não prestava, e eu não quis acreditar. Eu estava cego, eu só via o que ela queria que eu visse, só acreditava no que ela queria que eu acreditasse. Ela me hipnotizou, me hipnotizou como medusa hipnotiza os mortais, mas ao invés de me transformar em pedra, ela me transformou em seu brinquedinho.


*FLASHBACK 13 MESES ATRÁS*


— Você vai me comer aqui? – ela disse que com um sorriso safado, e incrédulo, no rosto.

— Vou, e você vai gritar – digo que um sorriso que demonstrava as minhas 2°, 3°, 4° intenções...

— Você quer que eu grite? Mesmo com toda a sua família lá em baixo? – diz ela surpresa – Mesmo com os meus pais, e os seus, lá em baixo?

— Ah, eu quero.

— E o que você quer que eu grite? – pergunta se aproximando.

— Eu quero que você grite o meu nome, grite o quanto é minha, e o quanto é bom ser fodida por mim. Quero que você grite tão alto, que todos lá embaixo terão a certeza de que você está sendo fodida pelo seu homem.

— Devon...

Ela ia falar mais alguma coisa, mas eu não lhe dei oportunidade de falar, ou pensar, avancei em seu direção e ataquei sua boca, levantei seu joelho e entrelacei sai perna em minha cintura, fazendo—a sentir o quanto eu estava duro por ela, comecei a beijar seu pescoço, descendo os beijos para seus seios

— Por Deus, Lizzie, você me enlouquece, o seu jeito me deixa louco, o seu cheiro, seu sorriso, seu olhar, seu corpo, seu gosto, sua boca.. Tudo em você me deixa louco. – a cada palavra eu tirava uma peça de sua roupa – Eu te amo, mulher – a olho dos pés a cabeça, toda nua, toda minha.

— Devon – se assusta e me afasta – Devon, não fala isso, você não..

— Não – a interrompo – Eu sei o que você vai falar, mas eu tenho certeza sim. Eu amo você Lizzie, e não há nada que você diga  que vá me fazer deixar de te amar, ou diminuir o que eu sinto por você – digo a olhando nos olhos, expondo todos os meus sentimentos para aquela mulher, para a mulher que eu amo.

— Devon olha só, você não pode falar essas coisas. Você saber que eu não.. – diz enquanto se abaixa e começa a recolher suas roupas.

— Lizzie, Lizzie olha pra mim – a levanto do chão, soltando suas roupas e segurando em seus braços – Eu não to te pedindo pra dizer o mesmo que eu, eu não to te pedindo pra me amar. Eu só preciso que você aceite o meu amor, é só isso que te peço, que aceite o meu amor, e que tente aprender a me amar. – digo a olhando nos olhos.

Desatei meu cinto, abaixei minha calça e cueca, apenas o suficiente para colocar meu pau para fora das roupas e a olhei nos olhos, sorrindo.

— Eu. Te. Amo – disse e então a penetrei.


*FIM DO FLASHBACK*


     Eu tinha sido o primeiro a dizer “eu te amo”, e como um bom e velho idiota, ainda pedir que a vagabunda aceitasse o meu amor. Eu sou um babaca mesmo.


*FLASHBACK 7 MESES ATRÁS*


— Mike, você viu a Eli.. – pergunto entrando em seu quarto e encontrando os dois sentados em sua cama.

— Devon – diz Lizzie, levantando da cama assustada.

— Lizzie.. Mike.. O que vocês estão fazendo aqui? – olho de um para o outro, tentando entender a situação.

— E-Eu já to indo de saída.. Tchau cara, tchau Lizzie – diz Mike e sai apressado do quarto.

— Elizabeth...? – a olho confuso.

— Nós estávamos apenas conversando – se apressa a dizer.

— Conversando o quê? Ou melhor, sobre o quê? – pergunto desconfiado.

— Sobre eu você, sobre nós dois, sobre nossa relação – diz nervosa.

— E por que você foi conversar com ele sobre isso? – pergunto ainda desconfiado, tentando entender tudo.

— Devon, você sabe que eu e o Mike somos amigos, eu não tenho ninguém aqui, e ele.. Ele é a única pessoa que eu tenho aqui, fora você. O meu único amigo, e eu precisava conversar – suspira e senta na cama.

— Então por que não veio conversar comigo? Você sabe que pode sempre contar comigo, pra tudo, confiar em mim – sento ao seu lado e acaricio e acaricio seu rosto.

— Porque eu estava confusa.. Porque era sobre você – diz triste e olha para o chão.

— Eu.. Eu não to entendendo Lizzie. Juro que to tentando, mas não to conseguindo.. Eu.. – suspiro e passo uma mão pelos cabelos, os bagunçando.

— Eu te amo, Devon – suspira derrotada, olhando para o chão.

Fico estático e respiro fundo, tentando conter a felicidade.

— E isso é ruim? – pergunto receoso.

— É..

— Por quê? – pergunto triste.

— Porque uma hora vai ter que acabar..

— Mas essa hora não é agora, meu amor. – seguro em suas mãos e sorrio.

— Mas, Devon..

— Não quero saber de “mas” – a interrompo e seguro em seu queixo, inclinando sua cabeça para cima – Eu te amo e você, também, me ama. Nada mais importa – digo olhando em seus olhos, sorrindo, e a beijo.


*FIM DO FLASHBACK*


O irônico é que aquele dia, mesmo sendo uma grande mentira, foi um dos dias mais felizes da minha vida. Pode parecer idiota, mas escutar da pessoa que você ama que ela também te ama, é a coisa mais gratificante do mundo, você fica radiante, se sente completo. É incrível o quanto uma mentira pode nos fazer bem.


*FLASHBACK 3 HORAS ATRÁS*


     Isso é o que mais me deixa puto, quando não temos pressa o transito está ótimo, se possível não tem nenhum carro na rua, e agora que eu quero chegar, logo, em casa, para a minha Lizzie, e finalmente fazer o pedido a ela, eu estou preso nesse engarrafamento, infernal, no mesmo lugar a mais de 30 minutos. Hoje não é o meu dia.

Chego em casa fazendo o Maximo de silêncio possível, pois eu sei que a essa hora ela está tomando banho. Depois de 1 hora e 30 minutos naquele engarrafamento do capeta, agora eu vejo o quanto foi bom sair mais cedo do trabalho. O anel parece pesar toneladas em meu bolso, e eu não vejo a hora de vê-lo em seu dedo.

— L... – quando estou preste a chamar por ela escuto gemidos vindos do andar de cima.

“Vai amor, mais forte, me fode como só você sabe, só você me satisfaz de verdade.” – ao escutar a voz de Elizabeth subo as escadas correndo, e a cada passo os gemidos aumentam, e percebo que eles, na verdade, vêm do nosso quarto.

— Elizabeth, que porra é ess.. – fico estático ao abrir a porta e encontrá—la na cama com Mike.

— Devon.. – rapidamente tira—o de cima de si e se cobre com o lençol – E-Eu.. Eu posso explicar.

— Ah é? Você pode me explicar? – olho com raiva para os dois.

— Devon, não é o que você ta pensando..

— NÃO É O QUE EU TO PENSANDO? – grito a interrompendo – EU NÃO ESTOU PENSANDO NADA ELIZABETH, EU ESTOU VENDO TUDO.

— Eu posso explicar – ela tenta começar a falar.

— O que você vai me explicar, porra? – fecho as mãos em punho – Você vai me explicar que não é isso? Vai dizer que eu tô louco, imaginando coisas? Vai dizer que eu não acabei de ver você e o meu “melhor amigo” fodendo na nossa cama? Não Elizabeth, você não precisa me explicar nada, ou perder seu tempo inventando uma mentira.. E pensar que eu estava prestes a te pedir em casamento – começo a andar de um lado para o outro, nervoso.

— Devon, me escuta – ela começa a chorar, e por um momento sinto meu coração apertar e quero lhe perdir desculpas por gritar, abraçá—la e dizer que tudo vai ficar bem, mas então olho para eles dois na cama e minha raiva volta, pior do que antes.

— Você fica calada, eu to aqui me segurando pra não te bater, porque é isso que pessoas como você merecem, vadias como você, putas, merecem apanhar – digo apontando o dedo em seu rosto e  viro as cosas saindo do quarto, paro na porta, dando meia volta – Ei “Amigão” você até que estava certo em algumas coisas; ela realmente é incrível na cama, mas isso você, com toda certeza, já sabe – digo apontando para os dois e para a cama – Mas você, também, estava certo quando disse que eu não a merecia, realmente eu mereço algo melhor, mereço uma mulher de verdade, não uma vadia que fode com o cara que se dizia ser meu melhor amigo – balanço a cabeça negativamente – E, não cara.. Sou eu que sou bom demais pra ela – cruzo os braços e encosto—me ao batente da porta – Mas, olha, vocês se combinam, a vadia e o vendido, o casal do ano – sorrio zombeteiro – Eu não vou ser falso e dizer que desejo que vocês sejam felizes, na verdade eu desejo que vocês tenham uma vida bem miserável e cheia de problemas, desejo a vocês todo o azar do mundo, e belos chifres, de ambas as partes.. E eu te aconselho a começar a usar camisinha, Mike, porque se for olhar pelo histórico dela, e o mau habito de transar com qualquer um, comprometida ou não, em breve você vai ter uma incrível DST – sorrio com ironia e fico ereto – Bem, casal 20, eu desejo a vocês uma longa vida miserável, porém, juntos. Aqui meu presente para o casal – jogo a caixa de veludo onde está o anel no chão e faço reverencia.

Saio do quarto, e de casa, o mais rápido possível, e entro no primeiro bar que vejo.


*FIM DO FLASHBACK*


     E agora aqui estou eu, devastado, e, bêbado em um bar qualquer porque resolvi entregar meu coração a uma vagabunda.

E não, eu não me arrependo de nada do que eu falei, ou vivi com ela, e isso faz de mim um babaca, mas um babaca honrado, que não se arrepende de nada que já fez, inclusive de entregar seu coração e suas bolas a uma vadia.

E o pior é que eu sei que ela é uma vadia, uma cretina sem escrúpulos que mente e engana, sem se preocupar se vai, ou não, machucar alguém. Eu sei que ela não presta. Mas se nesse minuto ela entrasse por aquela porta, desse bar rabugento, e pedisse para recomeçar, para tentar tudo de novo, para eu me esquecer de tudo e voltar pra ela. Se ela dissesse, mais uma vez, que me ama – mesmo eu sabendo que é tudo mentira —, eu largaria tudo e voltaria pra ela, eu a beijaria e diria que também a amo. Porque eu sei que faria qualquer coisa para tê—la de volta, eu faria tudo o que ela pedisse, porque, mesmo depois de tudo, eu ainda sou apaixonado por ela, eu ainda a amo. E eu, provavelmente, ainda passarei um longo tempo a amando.

     É, dessa vez a vida soube como foder comigo.



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