História Demon - Capítulo 8


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Categorias Crush, DEAN, Dok2, GRAY, Jay Park, LOCO, Simon D., Zico, Zion.T
Personagens Crush, DEAN, Dok2, GRAY, Jay Park, Kim Hae-sol "Zion.T", LOCO, Simon Dominic, Zico
Tags Aomg, Buckwilds, Dean, Illionaire, Jay Park, Khiphop, Simon Dominic, Vvd, Zico
Exibições 34
Palavras 3.482
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Josei, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Obrigada pelos favoritos e comentários~ Espero que gostem!

Capítulo 8 - Ride Me


Fanfic / Fanfiction Demon - Capítulo 8 - Ride Me

Kim Ji Hye estava na beira do mar, sozinha, observando a paisagem. Precisava se recompor do fora que Zico tinha lhe dado, apesar de não entender por que se sentia assim só por um amigo. Talvez fosse porque eles tinham uma boa conexão, ela pensou, enquanto desenhava aleatoriamente com os pés na areia.

- E aí, filosofando bastante? - Indagou Ki Seok, abraçando-a por trás. Ela não se surpreendeu: o namorado a seguia por todo lugar como um animal de estimação obediente, claro que ele também iria à praia para procurá-la.

- Estou pensando no quanto essa viagem foi feita para nós dois passarmos um tempo juntos, mas no fim, mal nos falamos. - Ji Hye suspirou.

- Na próxima, não podemos contar a ninguém. Principalmente ao Park Jae Beom.

Ji Hye se virou para ele e sorriu. Triste, tão triste, ter um namorado tão bonito, e, mesmo assim, não se sentir completa com a presença dele.

- Você já foi a Paris? Eu costumava ir para lá com o meu irmão antigamente. Podemos ir. - Ela sugeriu.

- Claro...

Ela o abraçou, pois abraços são bons em qualquer momento, ainda mais quando se está abraçando um homem bonito. O cheiro de protetor solar misturava-se com o perfume de sabão em pó das roupas de Ki Seok, algo que Ji Hye achou muito confortável. Apesar de tudo, embora ela não realmente amasse aquele homem, talvez ele pudesse se tornar um lar para ela. Porém Ji Hye imediatamente pensou em Dean, em como ela queria reencontrar o seu eu do passado, e notou que aquilo era uma questão de honra. Não poderia se submeter ao conforto dos braços do namorado, e, portanto, soltou-se do aperto do abraço.

- Ki Seok, outro homem me deu brincos de marca. - Ji Hye comentou, encarando o namorado.

- Quem ousa dar presentes para... - Ele começou, mas notou o olhar inquisitivo de Ji Hye. - Que foi?

- Por que você nunca me dá presentes? Presentes de verdade.

- Eu sempre dou flores para você.

- Flores morrem. Você quer que nosso relacionamento apodreça também?

Ki Seok tirou a corrente de ouro que usava e, gentilmente, vestiu no pescoço da namorada:

- Desculpa, não percebi seus desejos. Por enquanto, fique com isso, é só o que tenho agora.

- Você sempre usa essa corrente. - Ji Hye passou os dedos pelo ouro brilhante da joia.

- Prefiro que você fique com ela. Digamos que seja um símbolo da minha confiança em você. É importante, foi a primeira coisa que comprei com meu dinheiro como artista, essa corrente representa todo o meu sucesso e minha carreira.

Ji Hye não esperava receber algo tão significativo, contudo se obrigou a cortar os pensamentos de culpa e pena. Ki Seok geralmente notava os gostos e as necessidades dela, porém Ji Hye mal prestava atenção nele. Era cruel, doentia, mas aquela era a Kim Ji Hye que sempre fora. Não tinha motivos para mudar por um homem.

- Obrigada. - Ela deu um selinho nele, colocando os braços em volta do seu pescoço. - Você não está com fome? Quer que eu prepare um lanche?

- Só quero ficar ao seu lado, está ótimo assim. - Ki Seok a beijou suavemente. - Eu amo você, Kim Ji Hye.

- Obrigada.

~~~

Quando conseguiu um tempo sozinha, Ji Hye ligou para o seu amigo Murano Shinichi, que a ajudava em seu novo projeto musical. Era hora de revelar ao público o seu próximo passo na indústria. Pediu para o amigo lançar o teaser da sua nova música, que ela não lançaria apenas como produtora, mas como voz principal, sob o nome de Jiji Kim.

Era um sonho de criança. Ela via as celebridades dançando, cantando, aparecendo ao público como se fossem personificações de anjos. Queria ser imortal como James Dean, Kurt Cobain, Marilyn Monroe, ídolos que eram ainda mais atraentes por serem eternos jovens, figuras que nunca tiveram a chance de envelhecer e ser deixadas de lado. Para Ji Hye, isso era ótimo.

~~~

À noite, o grupo resolveu se separar, para que cada um fizesse o que mais gostaria de fazer em Jeju independente da opinião dos outros. Hoody foi com Seol Hyun e Zico para um restaurante especializado na comida local, Loco, Gray, Crush e Zion.T foram para uma balada, Jay Park quis ficar em casa e Simon D e Ji Hye foram à praia novamente.

- É tão bom passear na areia. - Comentou Ji Hye, inspirando a brisa marítima.

- Sim, é ótimo, mas já fizemos isso mil vezes. Não quer fazer outra coisa? - Indagou Ki Seok, entediado.

A praia era bonita, mas era areia, areia, areia e mais areia, além do barulho repetitivo das ondas quebrando na beira do mar. Isso irritava Ki Seok um pouco, pois, com a idade, ele passara a se estressar mais facilmente. Também havia outros motivos para sua irritação com a namorada, mas esperava que ela descobrisse sozinha.

- Não seja impaciente. Eu gosto da praia. - Reclamou Ji Hye, chutando um pouco de areia no namorado.

- Não me suje. Sério.

Ji Hye chutou mais areia em Ki Seok, rindo. Ele a pegou pelos ombros:

- Para, porra!

Ela o encarou, perplexa. Por que ele estava sendo tão rude? Ji Hye só estava brincando, não achava que merecia ser tratada assim. Lembrou as técnicas de luta que aprendera com o irmão e deu seu melhor soco na boca do estômago de Ki Seok:

- Qual é o seu problema?! Por que está tão estressado? Eu não sou obrigada a aguentar isso.

- Pense. Pense! - Ele exclamou, recuperando-se do golpe. - E você me deu um soco. Uau. Ótimo.

- Você pode me bater também. Vamos, bata! - Ji Hye abriu os braços, oferecendo seu corpo.

Ki Seok se jogou sobre ela, fazendo-a cair na areia e gemer de dor. Pressionou seu peso sobre a namorada para que ela não saísse dali.

- Por que você não me conta nada? Eu confio em você, mas o que eu ganho em troca? - Ki Seok encarou Ji Hye com olhos indecifráveis.

- Seja mais claro, eu não sou vidente para adivinhar sobre o que você está falando.

- O jeito como você fica perto do Park Jae Beom, mal consegue olhar para ele, porque, se olha, não consegue disfarçar que o quer. Eu percebo isso.

Ji Hye tentou falar alguma coisa, mas Ki Seok não deixou, pressionando-a ainda mais na areia:

- Sabe o que me deixa mais puto ainda? Que ele quer você para ele, isso é óbvio. Se eu não me impor, será só questão de tempo para você ir até ele. Eu não vou deixar.

Ki Seok aproximou seu rosto de Ji Hye, que o encarava sem expressão. Ela não tinha medo, nem se sentia culpada, nem nada. Durante toda a vida sofrera com uma coisa ou outra, não temia nada, muito menos homens.

- Quando você estava na minha casa, eu vi a mensagem que você recebeu do Dean. Não sou tolo o suficiente para não perceber a insinuação daquelas palavras. Por que não me conta sobre esses caras chatos? - Ki Seok riu cinicamente. - Até para o Shin estou perdendo.

- Já acabou? - Ji Hye disse, indiferente.

- Não, eu não acabei. Você vai lançar uma música nova, certo? E o Shin lhe ajudou, até ele, mas eu não sabia de nada. Eu sou seu namorado, porém nem sobre seu novo projeto eu posso saber? - Ki Seok fez mais pressão sobre Ji Hye, inconscientemente. - E o Woo Ji Ho? Por que você sumiu com ele? Por que mentiram sobre não terem se encontrado? Eu noto tudo em você, Ji Hye. Por que sua aliança está na mão errada? Coincidentemente, a do Ji Ho também está no lado errado.

Ji Hye arregalou os olhos e tateou os próprios dedos direitos, procurando a aliança. Não estava ali. Repetiu o mesmo na mão esquerda, encontrando a joia. Quando ela e Zico se casaram de brincadeira, trocaram as alianças de lado, para simbolizar um casamento. Aparentemente, ambos se esqueceram de desfazer a troca.

- E daí? Você vai me matar? - Ji Hye questionou.

Ki Seok percebeu o quanto estava sendo bruto, então se atirou para o lado. Ji Hye se sentou e o lançou um olhar de raiva, suspirando.

- Desculpa, desculpa, desculpa. - Ki Seok repetiu várias vezes, como um mantra, colocando as mãos sobre o rosto, não querendo olhar para a namorada.

- Primeiramente, olhe para mim. - Ela imitou o que ele fizera antes, subindo sobre o corpo dele, pressionando-o com todo o seu peso. Pegou as mãos do namorado e as colocou de lado. - Eu não gosto do Park Jae Beom. Eu não o quero. Se ele me quer, problema é dele. Eu não vou trocar você por ele, senão eu já teria feito isso.

Ji Hye beijou Ki Seok com força, obrigando-o a fixar o olhar nela:

- Eu não lhe conto sobre as insinuações idiotas que o Hyuk faz, porque aquilo não quer dizer nada para mim. Não vou ficar falando para você sobre outros caras que dão em cima de mim, porque, acostume-se!, isso sempre acontece comigo. Eu sou Kim Ji Hye, seu idiota!

- Isso não explica nada sobre o...

- Ji Ho é um amigo, realmente nos encontramos, mas escondemos o fato para não causar ciúmes na louca da Seol Hyun. Trocamos as alianças de lugar porque estávamos conversando sobre o quanto amamos nossos pares, e brincamos de disputar qual aliança era mais bonita. Estávamos bêbados, acho que erramos as mãos por estupidez causada pelo álcool. - Mentiu Ji Hye, saindo de cima do namorado e se levantando. - Minha música era para ser uma surpresa. Pensei até que você ficaria feliz por mim.

Ela começou a andar na direção do casarão, apressada. Ki Seok a chamou, mas não recebeu resposta alguma, então foi atrás dela e a segurou pelo braço.

- Não me siga! Vá procurar a sua turma em outro lugar, não quero lhe ver tão cedo. - Ji Hye empurrou Ki Seok e seguiu seu caminho.

Na casa da praia, Jay Park bebia algumas cervejas e assistia ao filme "Sempre ao seu lado", derramando lágrimas à vontade, pois não achava que os outros voltariam em breve. Desesperou-se no sofá quando ouviu passos na sua direção, tentando secar o choro.

- Desista, já vi as lágrimas. - Comentou Ji Hye, roubando a lata de cerveja que Jae Beom segurava e se sentando ao lado dele.

- Não conte para ninguém.

- Tudo bem, poderei usar isso a meu favor mais tarde. - Ji Hye bebeu o resto da cerveja de uma vez só.

Jae Beom observou Ji Hye, aproveitando enquanto ela não percebia o olhar dele. A grossa maquiagem sobre a pele dela disfarçava a visão da garota natural, e um pouco maltrapilha, que o visitara há alguns meses. Tinha certeza que nunca chegara a ver a verdadeira Ji Hye, e se perguntava se chegaria a conhecê-la um dia.

- E o Ki Seok? - Ele perguntou, quebrando o silêncio.

- Não faço ideia. - Ji Hye foi buscar mais cervejas na geladeira da cozinha.

O filme ainda tocava, pois Jae Beom se esquecera de pausá-lo, e ele não se importava. Na verdade, ele queria se importar mais com um filme aleatório do que com Ji Hye, mas não conseguia. Teria que se esforçar muito para fingir ser indiferente à tentação enorme que era aquela mulher.

Trazendo uma caixa de isopor cheia de gelo e latas de cerveja, Ji Hye voltou à sala, sentando-se no mesmo lugar de antes. Alcançou uma bebida para Jae Beom e pegou uma para si.

- Você está suja de areia. Eca. - Disse o rapper, observando as pernas sujas da outra. Ela deu de ombros. - Por que está bebendo tanto? - Ele notou Ji Hye bebendo sua cerveja novamente de uma vez só.

- Não estou. Sempre fui assim.

- Brigou com o Ki Seok? Ele jamais, em sã consciência, deixaria você chegar perto de mim sozinha.

- Talvez, mas não importa. É o menor dos meus problemas.

- Seus outros problemas devem ser grandes: "de quem eu pegarei dinheiro da próxima vez?", ou "quem eu seduzirei para me sustentar melhor?"

Ji Hye encarou Jae Beom. Não sabia o que dizer para ele, só conseguia pensar no quão chato ele era. Jae Beom não deveria se meter nos assuntos dos outros. A desculpa dele, sobre estar defendendo seu sócio, também não funcionava mais com Ji Hye; por que ele dizia pensar no bem-estar de Simon Dominic, quando eles só discutiam e brigavam por coisas bobas, como mulheres? Ela não achava sentido nisso:

- Ah, presidente Park, cale a sua boca, por favor. Chega, sério, eu cansei de verdade agora. Você é um hipócrita do caralho.

- Mas eu adoraria saber por que você está com o Ki Seok. Apesar de ser rico, ele não é tanto assim. Estou curioso, não há qualquer motivo que me pareça útil nesse seu esquema. - Jae Beom explicou.

Ji Hye fez uma expressão de nojo e subiu para a sua suíte. Ela preferia qualquer coisa a ter que aguentar aquele homem. O pior de tudo era que ele estava certo, mas ela jamais admitiria aquilo. Ji Hye realmente pensava em quem teria que seduzir para se sustentar, todavia a questão não era o dinheiro. Ela gostava do controle que tinha sobre aqueles homens. Eles eram ricos, poderosos, porém ainda submissos a ela. Isso era totalmente prazeroso para Ji Hye.

Quanto ao namoro com Simon Dominic, aquilo não estava exatamente nos planos de Ji Hye, fora um acidente. Ela queria se aproximar da fama e influência daquelas pessoas, Jung Ki Seok e Park Jae Beom. Estudara as fraquezas de ambos por um bom tempo e, por mais que Jae Beom tenha saído do seu controle, conseguira Ki Seok para si. Ji Hye queria mudar de diversão, queria uma que a deixasse independente do seu irmão e de qualquer um, e se tornar uma celebridade era muito atraente. As pessoas a amariam, não importa o que ela fizesse, e ela ganharia dinheiro por cada passo que desse. Tentador.

Muitos famosos reclamavam da fama, do assédio que recebiam em larga escala, da falta de privacidade. Ji Hye não achava isso ruim. Era melhor ser amada de forma doentia, porém lembrada, do que ser esquecida e destruída como outro efeito colateral da sociedade. Sim, um efeito colateral, era assim que Ji Hye se definia: a miserável criança de um casal de drogados, irmã de um gângster, condenada aos seus laços sanguíneos deploráveis. Ji Hye não culpava seu irmão por ser o que era, por mais que culpasse seus pais, mas sabia que nunca deixaria a deprimência da sua vida se continuasse dependente de Ji Hoon.

- Você venceu. Eu exagerei. - Disse Jae Beom, aparecendo na porta do quarto e tirando Ji Hye de seus devaneios. Ela se sentou no meio da cama.

- Uma das coisas que mais odeio é quando as pessoas falam merda e fingem se arrepender logo depois.

- Eu não quero ser o cara mau. Juro. - Ele juntou as mãos em súplica. - Não fique brava, nem triste, com algumas coisas idiotas que um cara idiota, como eu, disse.

- Não estou no clima para conversar.

- Pelo menos tome um banho. Você está sujando a cama de areia. Tome um banho e, enquanto isso, eu troco os lençóis para você.

A garota suspirou, pegou uma toalha, um pijama e roupas íntimas e foi para o banheiro. Jae Beom colocou uma nova roupa de cama e esperou a outra pacientemente. Ele esperava, talvez, vê-la saindo do banho enrolada na toalha, então se decepcionou um pouco quando Ji Hye saiu do banheiro já vestida.

Ela pegou um pente e o secador de cabelos, sentando-se na cama, perto de uma tomada, ao lado de Jae Beom. Quando Ji Hye estava prestes a ligar o aparelho, o rapper pegou o secador e o pente das mãos dela.

- Eu faço isso. - Ele disse.

Jae Beom penteou os cabelos castanhos cuidadosamente, com medo de machucar a garota. Os fios que encostavam na mão dele eram macios e, com o ritmo do pente, exalavam um suave perfume de rosas. Depois que Jae Beom terminou de secar o cabelo dela, Ji Hye guardou os utensílios e ficou encarando o homem, em pé, esperando que ele saísse do quarto.

- Você ainda não quer conversar? - Ele perguntou.

- Eu quero que você saia. - Ji Hye apontou para a porta ao seu lado.

Jae Beom suspirou e se levantou, andando lentamente até a saída do quarto. Alcançando Ji Hye, ele subitamente parou, observando o pijama listrado azul-marinho dela.

- Como era o nome daquele desenho? "Bananas de Pijamas"? - Jae Beom apontou para as vestes da outra. - Você está igual.

- Eu não quero conversar. - Mesmo dizendo isso, Ji Hye olhou para seu pijama, para confirmar a afirmação de Jae Beom.

Ele aproveitou que ela baixou a guarda e fechou a porta, trancando-a e tirando a chave. Ji Hye apenas o encarou com olhos cansados, farta daquela situação toda, daquele relacionamento inteiro. Jae Beom brincou com a chave nas mãos, esperando que a garota tentasse pegar de volta, mas Ji Hye só bocejou e se sentou novamente na cama.

- Senhorita, fale comigo... Por favor. Eu errei, eu estava errado, reconheço. - Jae Beom tentou, sentando-se ao lado dela.

- Tudo bem, tudo bem, tanto faz. Você não precisa me manter refém para pedir desculpas. - Ela perdoou.

- Eu tranquei a porta porque, se me ver aqui, o Ki Seok vai me matar.

Devido à proximidade com que Jae Beom havia se sentado ao lado dela, Ji Hye não pôde evitar olhar atentamente àquele homem. Ele era bonito de um jeito diferente que não se resumia só ao seu abdome definido, mas também a cada traço e movimento daquele corpo. Ao ler a fisionomia de Jae Beom, Ji Hye viu que ele queria se desculpar de verdade por ser um desgraçado, então resolveu perdoá-lo, por mais que soubesse que isso não duraria muito.

O olhar de Jae Beom misturava muitas emoções, porém mais transpareciam sua sinceridade, sua preocupação e seu afeto. Ele sentia que começara sua relação com Ji Hye do jeito errado e queria reconstruir tudo, porque esperava poder ser mais próximo a ela, desejava conhecer melhor aquela mulher, seus motivos, sua história, seus sentimentos, seus sonhos. Ansiava por um contato mais real com Ji Hye, de forma que pudesse transmitir seus pensamentos sem filtros e barreiras que ele mesmo impunha.

Os braços de ambos se tocaram involuntariamente. Jae Beom vestia uma regata preta cavada, portanto foi o que mais sentiu o calor do toque, as faíscas do momento estranho que compartilhavam. Ji Hye, analisando-o de cima a baixo, viu o rapper comprimir os lábios e respirar pesadamente, mas desviou o olhar ao se deparar com o peito nu de Jae Beom, visível pelo decote da regata.

- Eu... - Eles começaram ao mesmo tempo. - Pode falar. - Ambos ofereceram simultaneamente, rindo, estranhamente envergonhados.

Jae Beom não segurou a razão e cedeu às emoções. Não conseguia se comportar normalmente perto de uma garota que ele desejara por tanto tempo, mesmo que não admitisse isso, e nunca pôde fazer nada. Além do mais, Ji Hye estava tão simples, vestindo pijamas e sem maquiagem, e aquilo era inesperadamente sensual para ele.

O rapper colocou, devagar, uma mão no queixo da garota, fazendo-a o encarar. Ele aproximou seu rosto do dela, aos poucos, esperando uma reação contrária, mas ela surpreendentemente apenas aceitou. Jae Beom fechou os olhos e deixou seus lábios tocarem os de Ji Hye, as respirações, desreguladas, e os corações, acelerados. A garota tentou relaxar o corpo e se embalou calmamente no beijo.

Jae Beom era o tipo de homem que via malícia em quase tudo, enquanto Ji Hye não achava que contatos físicos poderiam ter qualquer finalidade além de sedução. Apesar disso, ambos seguiram o beijo de forma natural, entrelaçando as línguas com suavidade e afeto inocente, como o esperado encerramento de uma batalha sangrenta... mas era apenas o começo. "Não poucas vezes esbarramos com o nosso destino pelos caminhos que escolhemos para fugir dele."

Jung Ki Seok ainda refletia sobre seus atos na areia da praia. Woo Ji Ho, em algum lugar em Jeju, beijava sua namorada. Kwon Hyuk bebia uísque e analisava as madames ricas e solitárias em um bar de Seul. Estradas da alma iam e vinham, entrelaçavam-se e se separavam sem rumo. Uma corrente de ouro brilhava, esquecida no chão junto a uma pilha de pijamas listrados e uma regata preta, testemunhando a junção proibida de dois indivíduos que se entregavam ao desejo irracional.



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