História Demônio - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hashirama Senju, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kaguya Ootsutsuki, Kakashi Hatake, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sasuke Uchiha
Tags Abo, Ação, Drama, Madahina, Naruto, Romance, Sobrenatural
Visualizações 194
Palavras 6.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


LEIAM ESSA BAGAÇA ANTES!!!
♪♬ As andorinhas voltaram, e eu também voltei ~ Heueheuehue PAREI! ♬♪
Não posso deixar de agradecer a paciência ~ cof forçada cof ~ que vocês tem comigo! E agradecer também pelos favoritos e comentários - fofos, lindos, ameaçadores, com teorias e muito amor - que eu recebi ♥
ENTÃO OBRIGADA ANDORINHAS!!!
AH! CHEGAMOS A 75 FAVORITOS... [email protected]@LHO!!!
Nem acredito, é a minha primeira fanfic e tudo ~ to me achando ^^
Agora são 23h23min, e eu passei o dia escrevendo, porque eu queria muito entregar o capitulo hoje ainda. Então quem for ler tanto hoje ainda, como depois, desculpa pelos erros!!!
Vou avisando logo que eu tenho plena consciência de que prometi o encontro do nosso casal nesse capitulo, e eu juro: EU TENTEI!!!
Mas como eu queria entregar o capitulo hoje, eu não ia conseguir escrever algo que fosse ficar legal, e esse momento tem que ser especial.
Vou avisar também que eu n gostei muito do final ~ ta uma merda. Não ficou como eu queria, então foda-se, tô com sono.
Enfim, boa leitura!

Capítulo 5 - O certo e o fácil nunca são a mesma coisa


Fanfic / Fanfiction Demônio - Capítulo 5 - O certo e o fácil nunca são a mesma coisa

CAPÍTULO IV - DEMÔNIO

Por @Vikander

 

Não havia inverno no clã do Som, somente um verão chuvoso, de modo que sempre ao final da tarde uma fina garoa banhava as ruas da capital. E era exatamente naquele momento tão refrescante do dia para os habitantes daquela região, que uma águia-gritadeira cortava o céu, a plumagem escura reluzindo em contato com a água e com o sol.

Kabuto Yakushi, uma antiga criança órfã da Guerra de Expansão, avistou a águia descendo o voo, e esticou o seu braço direito, sentindo as garras do animal lhe apertando com firmeza o antebraço. Recolhendo a mensagem que a águia carregava, ele fez um leve carinho nas penas molhadas, até que a águia levantou voo, desaparecendo no céu tão rápido quanto havia surgido.

O fino papel enrolado, selado com cera preta, sem nenhum símbolo, parecia poder derreter. Kabuto guardou-o com suavidade dentro do kimono enquanto seguia em direção a casa principal. Aquela mensagem não era para os simples olhos dele, e sim para os olhos do seu mestre e líder alfa daquele clã: Orochimaru.

A distância até a casa principal foi percorrida rapidamente, sem distrações. O clã do Som era um clã de guerreiros, de modo que a sociedade estava ligada a vida militar, entretanto, diferentemente dos outros clãs que apresentavam tal  característica, o clã do Som quase não possuía civis. No entanto, isso não impedia que o clã tivesse um forte comércio de exportação e importação. O clã do Som era conhecido pelos portos bem localizados, onde comerciantes ricos de outro países enviavam produtos para comercializar no mercado.

Kabuto Yakushi lembrava-se parcamente como havia chegado no clã do Som, ou como havia conseguido entrar no território sem ser notado. Talvez porque na época fosse tão mirrado e diminuto – desnutrido – que havia passado despercebido pelos guardas das fronteiras. Um erro nas barreiras que foi corrigido por ele mesmo alguns anos mais tarde. De qualquer forma, tudo era um borrão depois da morte de seus pais. Conquanto, o momento em que ele havia sido notado e acolhido por Orochimaru estava para sempre marcado nas memórias dele.

Durante o retorno de Orochimaru ao clã do Som, após conquistar um pequeno clã, Kabuto em sua ignorância tentara roubar os pertences de um dos solados durante o desfile de chegada. Claro que ele havia sido pego “com a boca na botija” como diz o povo por aí. Entretanto, tal ato não poderia ter tido melhor consequência, Orochimaru havia visto ele, e visto algo nele. Uma coisa que Kabuto até hoje ainda se perguntava: “o que?”

Ademais, depois desse dia em que ele pensou que viraria comida para fungos e bactérias, ele se tornou-se um aprendiz e seguidor fiel de Orochimaru. E tudo pareceu contribuir para tal questão quando mais tarde mostrou-se sendo um beta. Não um alfa, o que poderia soar como ameaça, ou um ômega, uma coisa frágil e manipuladora. Kabuto provou-se, e vinha provando-se um empreendimento lucrativo. E assim ele esperava continuar.

O Yakushi ligeiramente desceu até os laboratórios subterrâneos onde o líder passava a maior parte do tempo, realizando experimentos para melhorar o desempenho do seus guerreiros em combate. Porém já fazia algum tempo que Kabuto não contribuia nos experimentos. Orochimaru havia-o afastado, e isso deixava-o temeroso e curioso.

Quando entrou na saleta de tamanho médio observou que Orochimaru encontrava-se em pé, atrás da mesa de madeira  – o pequeno escritório, vinha antes das salas de experimentos, e arquivava em suas estantes livros e pergaminhos – e tinha sobre a mesa vários arquivos espalhados. Analisando-os com concentração. Provavelmente algo havia dado errado com cobaia número 397, a julgar pela ruga entre as sobrancelhas.

__ Senhor. __ Kabuto se pronunciou, arrancando a atenção dele dos papéis. Orochimaru tinha uma expressão irritada no rosto.

__ Deixei explícito que não queria ser incomodado, Kabuto-kun __  a voz soava calma, até doce, mas aquilo era apenas uma fachada.

__ Desculpe-me, Senhor __ Kabuto curvou a cabeça e aproximou-se melhor. __ Suas ordens foram claras, entretanto, algo direcionado somente ao senhor chegou em minha mãos, e receio requerer sua atenção.

Orochimaru arqueou a sobrancelha direita enquanto Kabuto retirava a mensagem selada de dentro do kimono, estendendo-o. Os olhos do líder do clã do Som brilharam em contentamento e excitação, quando observou a cera preta que lacrava o papel. Estendeu a mão com ansiedade, e recolheu o recado das mãos de Kabuto.

Orochimaru indicou a cadeira para que o discípulo se sentasse e fez o mesmo, desfazendo selo, deixando os olhos de cobra percorrerem o escrito com avidez. Um sorriso malicioso e divertido espalhou-se pelos lábios dele, no tempo em que uma gargalhada sacudia-lhe os ombros. Uma imagem verdadeiramente intrigante, repugnante de se ver.

__ Senhor? __ Kabuto inquiriu curioso, algo havia dado muito certo para seu mestre.

__ Ah! Kabuto-kun, nada é tão esplêndido quanto ver tudo o que ia contra você, se mover a seu favor__ Orochimaru sorriu ainda maior.__ É como se eu pudesse ouvir a Deusa Akso cantando nos meus ouvidos!

Kabuto franziu os lábios em uma expressão confusa.

__ Mas meu senhor, a Deusa da alegria Akso, é uma Deusa brincalhona… como isso pode ser bom?

__ Você ainda tem muito o que aprender, venha comigo.

Orochimaru levantou-se e seguiu para a porta a esquerda na sala, escancarando-a e seguindo pelo amplo e largo corredor de luzes brancas. O corredor era composto de várias outras portas se intercalando. Mas para o estranhamento de Kabuto eles não entraram em nenhuma delas como era esperado, em vez disso seguiram até o final, onde pararam em frente a última porta. Kabuto nunca tinha entrado ali, Orochimaru nunca havia permitido. Então aquela mensagem tinha trago algo de muito importante, algo que iria pender a balança do equilíbrio. Uma coisa que aproximaria ele e seu mestre, assim esperava.

Agora que estava de frente para a porta, a curiosidade que sentia antes parecia não ter a mesma força, parecia mais um burburinho eestranho se remexendo no interior. Orochimaru abriu-a cuidadosamente, e entrou, Kabuto seguiu após alguns segundos de hesitação. No entanto, um segundo depois de adentrar o local, ele preferia não o ter feito; o coração dele martelava sem parar com o que via ali dentro, ar fugindo dos pulmões.

__ Como pode ver Kabuto-kun __ Orochimaru parecia quase entrar em combustão tamanho sentimento o tomava. __ O mundo está mundando. Em breve, existirá apenas os conquistados… __ indicou o ser acorrentado ao chão, dentro de um círculo feito de alguma erva, com símbolos desenhados dentro do círculo, e no teto __ e os conquistadores.

E alí estava – com os longos e ondulados cabelos pretos jogados para frente, com ferozes olhos que pareciam duas labaredas de fogo, e com uma vestimenta branca perolada, contrastando com tudo no local, inclusive com a própria imagem feroz sentada no chão – Sianar.

A Deusa da ira.

***

Karura No Sabaku podia ser definida por três palavras: notável, formidável e assombrosa.  

Notável pela beleza simples que carregava, comum na verdade. Pois contrariando tudo Rasa No Sabaku, o futuro líder do clã Sabaku, tinha se apaixonado pela filha mais nova e singela de uma família nobre. E no final, por ser um rebelde indomável na juventude, casou-se com Karura por despeito ao conselho do clã.

Formidável, porque mesmo sendo uma ômega, dentro da sociedade preconceituosa do clã Sabaku, ela agia de forma incomensurável, sem nunca abaixar a cabeça ou se deixar ser influenciada. Sempre firme e forte na posição dela como a senhora da casa principal.  

Assombrosa de tal modo, que inspirava admiração em todas as classe sociais. Entretanto, é lícito ressaltar que, também, tinha a incrível capacidade de gerar um pavor aterrador em nobres arrogantes, e nos inimigos do clã Sabaku. Pois Karura era uma incrível estrategista, tendo como guia o Deus Meikai, e portanto, possuindo uma mente tão brilhante que se equiparava com a inteligência do clã Nara.   

No entanto, apesar disso, Karura No Sabaku sabia quando era o momento de recuar para sobreviver mais um dia. E encontrou-se de ser exatamente isso que aconteceu quando todo o clã Sabaku – inclusive os filhos mais velhos dela – voltaram-se com os olhos da morte para o  seu filho mais novo: Gaara No Sabaku.

Com o objetivo de evitar tal dissabor, Karura pela primeira e última vez na vida, se humilhou perante o conselho Sabaku. Usando tudo o que tinha a favor dela: a posição como nobre e senhora da casa principal, e a condição dela como uma “fraca” ômega feita “somente” para gerar herdeiros.

Karura No Sabaku nunca se provou tão forte naquele momento, quando se armou com a suas fraquezas.

Incontestavelmente em sua meninez Gaara já compreendia o porque da mãe dele estar curvada – a testa pálida tocando o chão – perante aquelas pessoas. Entretanto, a memória dele mais forte daquele instante era sorriso que Karura tinha nos lábios quando se levantou – após um homem velho terminar de falar. E o mais impressionante ainda eram os olhos dela, brilhantes, porém sem resquícios de lacrimação.

O conselho havia acabado de aprovar o exílio de ambos para as úmidas terras do leste, poupando a vida de Gaara.

Anos mais tarde, quando ambos estavam apreciando o pôr do sol em meio a uma fina chuva, na varanda da velha casa em que viviam, Gaara lembrava-se de perguntar:

__ Porque a senhora nunca chorou?

kakura tinha desviado os olhos da gotas batendo no solo, e olhado para Gaara com frescor e doçura; assombrosa e formidável, ainda notável mesmo com a idade chegando.

__ Gaara-kun, quando as coisas são difíceis, os camponeses choram e se afundam na bebida para esquecerem que são pobres e infelizes. Os nobres aquietam o orgulho, e suportam.  __ Ela tomara fôlego, inspirando o aroma da terra molhada, causando desassossego em Gaara, que esperava pelo resto da resposta. __ Mas nós, líderes e herdeiros, o sangue mais puro e forte de um clã, que tem dever de guiar a casa principal e toda a população… nós sorrimos. Porque já nos foi dada dádiva de sermos os afortunados. Nós nunca quebramos por fora, somente por dentro.

__ Entretanto, ainda sim, eu estou aqui exilado, por uma coisa que não tenho culpa. Pelo meu próprio pai – por seu marido – pelos meus irmãos e clã. Como se fossemos menos que um inseto inconveniente. __ Gaara tinha rebatido, o coração cheio de rancor, ódio

__ Preste atenção Gaara __ a voz de Karura tinha mudado naquele ponto ___ isso é o que eles querem que você pense. Você nasceu do meu ventre __ Karura levou as mãos ao abdômen, sendo enfática __ e veio do seu pai, líder desse clã. Você apesar de tudo, ainda é um herdeiro direto do clã Sabaku. E tem tanto poder quanto seus irmãos, ou até mais. Você pertence a Meikai, meu guia, seu guia. Então não acredite, nem por um instante, naquilo  que querem que você pense. E sempre mantenha o sorriso.

Claro que Gaara não havia entendido tudo, e ainda não entendia. Mas, por mais estranho que parecesse  ele compreendia. Compreendia a essência do pensamento e meditava nos ensinamentos de Karura. 

Gaara no Sabaku podia não conseguir sorrir, ou ter a desenvoltura da mãe, mas ele ainda tinha nascido do ventre dela. Ainda tinha o Deus da sabedoria como guia. Ainda tinha irmãos e um teto - mesmo que este não lhe pertencesse inteiramente. Por essas razões ele pôs a máscara mais agradável que tinha quando observou Madara Uchiha – o ceifador do clã Sabaku – desmontar um corcel tão negro como aquela noite de recepção. A comitiva do clã Uchiha tinha chegado.

***

Sakura Haruno sorriu com evidente cansaço quando finalmente deixou o local de pesquisa medicinal. Ela estava tentando desenvolver uma nova droga para o tratamento da peste, uma que fosse mais eficiente e menos medieval do que a atual. Afinal de contas o clã Haruno era o clã mais técnico de todo o país de Konohagakure. Com invenções e avanços em tratamentos de doenças em progressão, isso porque, eles tinham uma das mentes mais inovadoras – Tsunade Senju – trabalhando nos centro de pesquisa e atendimento.

Sakura tinha, realmente, uma grande sorte por aquela mulher ter aceitado ela como pupila. Mas não admitiria isso nunca. Claramente, esse fato não a impedia de sentir uma certa antipatia pela mulher. Ela era mandona demais, uma alfa como Sakura, e aquilo podia soar muitas vezes como um desafio. Contando, os sermões, e os olhares de esguelha que sempre recebia quando estava com Sasori. Aquilo, verdadeiramente, deixava Sakura Haruno emputecida de raiva.

Como herdeira do clã Haruno, Sakura tinha conhecimento da posição e função dela dentro clã. Tinha consciência das politicagens, ela não era nenhuma leiga. Sabia muito bem que Tsunade Senju era uma diplomata, ou melhor, uma embaixadora do clã Uzumaki, que estava ali somente para observar tudo, em particular ela. A futura senhora do clã Uzumaki. Contudo, ela ainda não era casada com Naruto Uzumaki, não pertencia a nada. Não tinham um acordo completamente firmado, somente meio parte de um. Naruto e Sakura era prometidos. Sakura não pertencia a ninguém, e não pertenceria. Ela era uma alfa, dona de si mesma. Não um objeto. O futuro casamento dela não significava nada além de um troca de poderes.

Não tinha conhecimento de como Naruto era, mas ela era assim, e não pretendia mudar.

__ Oh! Finalmente lembrou que tem uma casa? __ Era Mebuki, a mãe dela, sorrindo na varanda da casa principal, as luzes dando uma característica tênue  ao local.

Sakura mal havia notado, mas tinha percorrido todo caminho até a casa principal sem perceber. A mente guiando o corpo de forma inconsciente.  

__ Não exagere mamãe.

Sakura avançou pelo caminho de pedras até entrar na varanda, sendo recebida com um abraço carinhoso.

__ Vamos entrar, eu precisava mesmo de companhia essa noite, seu pai está trancado com o conselho __ Sakura torceu a boca. Era tarde da noite, não que isso impedisse uma reunião, mas algo era estranho, Mebuki estava estava em casa e não na reunião.

__ Aconteceu alguma coisa? Por que não está com ele? __ Sakura falou sem hesitação indo direto ao ponto.

Mebuki gargalhou.

Ambas as mulheres, tão diferentes e iguais avançaram pela mansão, sendo acompanhadas pelos olhares dos guardas escondidos, e pelos servos que passavam pelos inúmeros corredores. Por essa razão Sakura não gostava de ficar na casa principal, podia sentir a pele queimar com tantas vistas sobre ela. Ela gostava de atenção, é claro, mas não daquele tipo.

__ Você definitivamente é filha do seu pai. Observadora até o final, e muito direta também __ ambas se sentaram na sala do segundo andar, um local mais reservado de ouvidos curiosos __ é uma característica boa, mas deve tomar cuidado, pode ser uma ruína também. Lembre-se seu guia é Meikai…

__ Mas Miha também te influencia, e ela é perigosamente relevante __ Sakura completou de maneira sistemática. __ Eu sei, você me diz isso desde meus dez anos.

__ Eu queria muito ter lhe dado a luz antes, mas houve problemas no parto…

__ E eu nasci perto da meia noite da virada no ano, quando Miha passava a reger. Eu sei mamãe. Agora, pare de me enrolar e diga porque está aqui comigo e não com o papai.  

__ A senhorita não tem jeito mesmo, mas enfim, recebemos um corvo, carregando uma mensagem anônima. __ Mebuki disse, a voz carregada de seriedade. __ Aparentemente o clã Uchiha e o clã Hyuuga vão se unir por meio de um casamento… de novo.

Oh. Oh. Aquilo mudava tudo. Mudava todo equilíbrio de “paz” que estavam tendo. Era quase como uma declaração real de guerra contra os outros clãs. Sakura agora, tinha vontade de bater em cada líder de merda de ambos os clãs. Seja um deles um demônio ou não.

__ Não sabemos mesmo quem enviou… o corvo? __ Perguntou.

O remetente devia possuir um humor negro, todos sabiam que corvos eram usados somente em guerras. Eram ótimos mensageiros camuflados, rápidos e passavam despercebidos. Eram também um presságio de morte, o Deus Sundra tinha aquela ave como uma representação animal dele no mundo humano.

Mebuki negou com a cabeça.

__ Não havia nada no corvo, nem no papel. Sem símbolos, inclusive na cera preta que lacrava a mensagem.

__ Por isso Tsunade desapareceu no final da tarde? __ Sakura indagou, meio desorientada com o rumo rápido que tudo parecia que ia tomar. __ Ela está agora mesmo na reunião, não é?

__ Sim, você sempre foi esperta querida, deve deduzir o que vai acontecer agora.

Sakura suspirou.

__ Agora, vou ter que me casar o mais rápido possível com Naruto Uzumaki, para estabilizar o nosso acordo com o clã Uzumaki, e fortalecer nossa economia e exército para uma provável guerra.

Mebuki dirigiu olhar complacente para Sakura.

__ Imagino o quanto isso deve ser difícil para você, ainda mais por causa daquele rapaz, mas espero que entenda…__ Sakura encarou a mãe, a aborrecida e chocada.

__ Quem disse tal coisa, foi Tsunade? Não responda __ ergueu um dedo para Mebuki  parando qualquer que fosse a frase que ia deixar os lábios da matriarca __ eu sei que foi ela.

__ Sakura olhe esse tom de voz...

__ É por esse motivo que está aqui? Para me lembrar do meus deveres? Acha que tenho afeição por um soldado qualquer? Sasori é só um passatempo para as noites frias. __ Sakura respondeu conspícua, sem se abalar.

__ Tudo bem. Tudo bem __ a mãe dela ergueu as mãos. __Eu só estava averiguando. Acredito em você, como eu disse antes: você é direta, decidida, e responsável.

Conquanto Sakura Haruno não tinha mais tanta certeza disso naquele instante, pois quando pensava no fortalecimento do exército, pensava na guerra que viria, e por conseguinte pensava em Sasori. Sasori na guerra.

__ Uma águia foi enviada ao clã Uzumaki relatando o ocorrido, teremos uma resposta em pouco dias, então se prepare querida. E não se preocupe, vai dar tudo certo, posso enxergar isso.__ Mebuki beijou a testa de Sakura e se levantou quando percebeu que a filha tinha entrado em um daqueles momentos introspectivos de pensamento.

Talvez Sakura Haruno tivesse criado uma leve afeição por Sasori, e só havia tido a chance de perceber agora… ele certamente significava algo naquele momento. Mas o que?

***

Ok, já podiam cancelar esse novo dia. Ino Yamanaka precisava dormir e nunca mais acordar. Tudo aquilo era demais. Porque a noite estava ficando tão curta? Ela certamente precisava ter uma palavrinha com os Deuses responsáveis por isso.  Ino precisava desesperadamente de mais horas de sono, ou melhor, ela precisava dormir. Na verdade cochilar já seria excelente, ela não era muito exigente nesse aspecto.

Francamente, a mente dela não sabia a hora de parar de pensar, e aquilo estava acabando com o físico da Yamanaka. Eram tantos afazeres, tanto a ser discutido com o conselho, a ser discutido com os clãs vassalos – que ocupavam as ilhas, mais conhecidas como regiões, há cinco quilômetros. Tantos projetos para serem colocados em prática dentro e fora da capital. Além do transporte de água para outros clãs. Ademais havia ainda os acordos agrícolas para serem revisados de seis em seis meses.

Ino Yamanaka, sinceramente, não entendia como o pai tinha aguentado o cargo de líder. Era pedir muito um tempo somente para ela? Bem, aparentemente sim. Porque além de ter que dar conta do clã Yamanaka, Ino ainda era a guardiã da merda de um estúpido acordo paz. Ah, sim! E tinha mais uma coisa, o pai dela tinha sido assassinado por causa dos estúpidos pergaminhos da paz. Não tinha como ficar melhor tinha? Aparentemente o clã Uchiha e o clã Hyuuga discordavam.

Agora, o conselho Yamanaka estava louco, porque um casamento entre os clãs ia deixar o País em pólvora, e então tudo o que o pai dela tinha lutado para manter, iria ruir bem diante dos olhos dela. Portanto ela não precisava do conselho a enlouquecendo, ela já estava fazendo aquilo muito bem sozinha.

Oh, sim! Havia Gaara No Sabaku. Outro fator enlouquecedor, em todos os sentidos, bons ou ruins. Isso se ele enxergasse ela como mais do que uma melhor amiga. Ele  tinha deixado-a ligada na noite de ontem, não no sentido malicioso – uma pena.  Gaara tinha se comportado como se fosse um verdadeiro oficial público em serviço. Tinha encarado Madara Uchiha e toda a corja Uchiha de frente, logo atrás de Ino.

É óbvio que Ino não iria lançá-lo na linha de frente, e nem o conselho aprovaria. Ademais os Uchihas poderiam levar tal coisa como uma ofensa. Então ele tinha encarado eles com gentileza veleda, e com os olhos atentos, logo atrás de Ino.

Talvez aquilo o ajudasse a superar o massacre do clã Sabaku, coisa que ela duvidava. Gaara era silencioso e sério, isso já dizia muito sobre ele.

Bem, nada disso importava, tinha que levantar e começar os afazeres do dia, o clã Hyuuga iria chegar em poucas horas. E Ino desejava que Meikai guardasse aquele encontro, e que Hara se afastasse para o bem de todos.

***

O clima dentro daquela espaçosa sala parecia torná-la menor, como se todas aquelas pessoas dividissem um quartinho feito para os servos. Naruto Uzumaki desconfiava, ou melhor, tinha certeza que parte do desconforto vinha dos egos enormes que algumas dessas pessoas carregavam. Talvez o dele próprio contribuísse para o sufocamento.  Certamente aquela barulheira de vozes não ajudava em nada também.

Todos ali tinham personalidades muito parecidas, como também opiniões diferentes. E depois eram energéticos, do tipo incansáveis.

Então Naruto sabia que eles poderiam passar horas ali discutindo, discutindo e discutindo – como já estavam fazendo desde a madrugada.

O caso é: um corvo tinha chegado, carregando uma mensagem estranha que continha informações que aparentemente deveriam ser sigilosas até o real acontecimento. O clã Hyuuga e Uchiha iriam se unir de novo por meio do matrimônio. Então o conselho Uzumaki tinha se reunido pela noite, até que horas mais tarde quando o sol começava a despontar, e a reunião iria ter um fim, uma águia do clã Haruno tinha chegado carregando uma mensagem relatando igual recebimento de um corvo, com a mesma informação. Além é claro de acrescentar que o clã Uzumaki e Haruno deveriam adiantar a sua união como uma garantia.

Então a louca discussão tinha voltado, e agora eles já estavam ali a noite e a manhã toda. Adentrando para tarde. Naruto queria dormir. Mas uma raiva borbulhava dentro dele com a apatia do seu pai. Ele deveria se pronunciar, dizer alguma coisa, tomar algum partido, observar, parar aquela discussão sem sentido e dar algum veredito. Porque Naruto não queria passar o dia todo dentro daquela sala claustrofóbica. Porém Minato não fazia nada. O Namikaze não havia aberto a boca desde que tinham entrando naquela sala, e Naruto duvidava que fosse abrir para tomar uma boa decisão. Minato fechava muito bem os olhos para as coisas que não queria ver.

Portanto Naruto não podia deixar o conselho tomar outra decisão pelo clã, como vinham fazendo há anos, manipulando o fraco Minato de acordo com que eles achavam melhor. Estava na hora de um Namikaze Uzumaki tomar as rédeas da situação. Naruto iria estabelecer uma liderança, mesmo que ainda não fosse o líder oficial do clã.

__ Será que poderíamos parar esta discussão em que parece que temos neve nas olheiras?  __ Naruto falou duro, cruzando os braços em uma pose rígida, chamando atenção das sete pessoas sentadas ao redor da mesa redonda. __  Esse tolo bate-boca não vai nos conduzir a lugar algum Senhores.

__ E o que o jovem Lorde Uzumaki sugere? __ Hideki Uzumaki perguntou com evidente deboche. Naruto retorceu a boca, contendo o rosnado que queria escapar, quando percebeu que os outros conselheiros o olhavam com divertimento.

A realidade é que os Uzumaki’s tinham ódio de Naruto, culpavam ele pela morte de Kushina, como se ele tivesse assassinado a ‘Princesa Uzumaki, como ela era chamada.

__ É bem simples Conselheiro Hideki-san. Verdade seja dita Senhores, nós temos três fatos bem expostos. O clã Haruno recebeu um corvo assim como nós, e aparentemente na mesma hora do dia, perto do crepúsculo, quando eles são despercebidos. __ Naruto permanecia firme os encarando, quase rachando em dois com a intensidade dos olhares que recebia de volta.

__ Contes-nos algo novo filho. __  Hiroshi, outro Uzumaki, zombou, levando Hideki a disfarçar muito mal um sorriso de despeito.

__ Creio que se os Senhores permitirem ele irá, Hiroshi-san, Hideki-san __ a sacerdotisa Emi Senju falou impaciente. Ela era uma ômega de apenas quinze anos, tinha sido nomeada a pouco tempo para substituir a sacerdotisa Keiko, que havia morrido há pouco tempo.

Hashirama Senju sorriu quando Hiroshi recuou. Emi Senju era filha dele e de Mito Uzumaki, era claro a influência da mãe na personalidade da adolescente. Naruto deu a sacerdotisa um olhar agradecido.

__ Como eu dizia antes de ser rudemente interrompido __ Naruto alfinetou. __ Podemos assumir, mediante ao que falei antes, que os outros clãs podem ter recebido tal mensagem junto a um corvo. Não sabemos quem enviou, e certamente não saberemos, mas quem quer que seja, seja como for, quer começar outra guerra.  E é certo dizer que, ou o clã Uchiha tem um traidor entre eles…

__ O que é mais provável, muitas pessoas tem motivos para tal __  Yoki Namikaze pontuou.

__ Ou o clã Hyuuga está sendo traído por um dos seus. __ Naruto completou. __ O último fato Senhores, é que se todo o país já tem conhecimento dessa união, como eu acho que tem, há uma hora dessas já estão se preparando para um ataque ou para se defenderem.

__ Espere um minuto Lorde Uzumaki __ Yoki Namikaze pediu mordendo o lábio. __  Porque o clã Yamanaka, que é provável que vá intermediar tal acordo, não pode ser o traidor. Eles teriam um bom motivo, afinal com uma guerra poderiam saber quem assassinou o líder Inoichi. Além de se vingarem do clã Uchiha por atacarem uma de suas regiões quando se declararam neutros na guerra.

__ Também pensei nesse cenário Yoki-san, mas é pouco provável quando todo o clã não pode trair ou mentir por causa da maldição que a Deusa brincalhona da paixão Artra, colocou neles.    

__ Não tenho conhecimento desse fato. __ Hideki falou, carrancudo.

__ E não deveria ter, assim como o Lorde Uzumaki. Poucas pessoas contém tal conhecimento, os Yamanaka’s guardam isso muito bem __ disse Emi, os olhos etreitos na direção de Naruto.

__ Seguindo esses fatores, eu tenho certeza em assumir que deveríamos responder positivamente ao clã Haruno. Não podemos e não temos a opção de nos manter neutros como o clã Yamanaka.

__ Mas então não estaremos fazendo exatamente o que o remetente do corvo quer? Incitando o País para outra guerra. Nós ainda mal nos recuperamos da outra. __ Natsuko, o outro Namikaze falou, o cenho franzido.

__ Mas não fazer nada não vai impedir os outros clãs de não fazerem. Vai apenas nos deixar vulneráveis. __ Tobirama Senju se pronunciando exalando certeza. __ Naruto Uzumaki está certo, devemos enviar uma águia ao clã Haruno, e outra a Tsunade.

Naruto assentiu quando Tobirama levantou e se retirou da sala, e as demais pessoas repetiram o gesto. Aquilo significava que todos estavam muito cansados para continuarem ali. E a reunião havia acabado.

Naruto esticou as costas e observou Minato ainda sentado, calado, parado, sendo excluído e recebendo olhares de zombaria.

__ Você é uma vergonha. __ Naruto falou com desgosto, a raiva voltando a borbulhar. Minato nem lhe dirigiu o olhar.

Naruto se levantou e também  se retirou da sala, não aguentava mais olhar para o pai.

***

No instante em que tinha se aconchegado na carruagem há três dias atrás, Hinata Hyuuga imaginara que não conseguiria cochilar nem por um momento sequer. Julgou que a imagem do clã Hyuuga ficando para trás a atormentaria, porém foi apenas ela se abrigar dentro da manta que Yuu lhe ofereceu, e pousar a cabeça recosto fofo que ela apagou por quase dois dias inteiros.

Hinata acordara quase no final do segundo dia de viagem, renovada e cansada, de uma forma paradoxalmente estranha. A segunda herdeira Hyuuga tinha ficado um pouco atordoada ao despertar, sem saber exatamente onde estava. Mas tudo tinha se tornado mais esquisito ainda quando levantara a cabeça do encosto, somente para se deparar com a madrasta e a meia irmã do outro lado. Sendo que a primeira conversava simpaticamente com a dama de companhia, e a segunda dormia com uma pequena ruga entre os olhos.

A Hyuuga não se lembrava de ter embarcado na mesma carruagem que aquela mulher. E algo dentro de Hinata se revirou ao constatar que Aiko havia olhado para ela dormindo, em um momento de fragilidade quase que extrema. Havia tido tempo de analisá-la, e talvez de questionar coisas sobre si para Yuu. Não que a dama de companhia de Hinata tivesse a língua solta, ou não tivesse maliciosidade, porém Aiko sabia como ser sutil em colher informações. E Yuu poderia se descuidar em alguma fala.

Hinata então, que já não aguentava mais ver a cena, fez um ruído singelo com a garganta, enquanto se arrumava o melhor que podia no assento. Aiko Hyuuga se virou para ela e sorriu expondo os dentes alinhados e brancos, contrastando com os proeminentes lábios rosados.

__ Oh, nós acordamos você querida? Desculpe, não foi nossa intenção __ a voz de Aiko escorria doce, e Yuu ao lado de Hinata assentiu com um sorriso também. __ A sua dama de companhia é muito agradável e divertida. Acho que foi minha culpa, sempre que fico animada começo a falar um pouco mais alto.

__ Imagine, a Senhora que é muito agradável de se conversar. __ Yuu retrucou, as bochechas rosadas, alguém claramente tinha sido conquistada pela conversa fiada.

__ Espero que não se importe em dividir sua carruagem comigo e Hanabi, a nossa teve a roda quebrada por uma pedra. Não lhe acordamos para informar, pois você parecia tão cansada __ Aiko fizera um olhar complacente. __ Imagino como deve estar a sua mente com tantos... acontecimentos recentes.

Se em vez de genes de lobo, os humanos tivessem o gene de cobra, Aiko morreria com o próprio veneno, Hinata tinha absoluta certeza. As bochechas da herdeira se avermelharam de raiva.

__ Claro que não me importo em dividir a carruagem, ouvi dizer que Hanabi não gosta muito de montar. __ Hinata inspirou disfarçadamente, procurando paciência, que ela tinha de sobra, mas não para Aiko Hyuuga. __ E obrigada pela preocupação, mas a minha mente está em paz graças a Mandra.

__ Ah, sim, Mandra! É uma deusa realmente benigna. Ela é sua guia certo, querida?

__ Não, não. A Senhora se confundiu, Hinata nasceu no ano de Métria, a Deusa do amor __ Yuu se adiantou.

__ Oh, sim, agora me recordo. A Deusa do amor, aquela que foi enganada e morta pelo demônio Medori. __ Hinata franziu as sobrancelhas, Aiko não tinha limites. __ O amor realmente pode ser traiçoeiro, enganou a própria Deusa. E se eu não me engano as línguas dizem que Medori reencarnou.

Hinata recuou. Aquele constatação - a primeira vista inocente - tinha doido.

Aiko sabia jogar com as palavras.

__ O amor nunca é traiçoeiro, a paixão sim. Você deve ter conhecimento de que Métria não é somente a Deusa do amor, mas da liberdade. Lembro-me que minha mãe costumava brincar sobre esse fato, dizendo que eu tinha vindo representando todo o amor dela e do meu pai, justamente por ter nascido no ano da Deusa. Além da Deusa ter concedido a liberdade dela em poder voltar a seus afazeres no conselho. __ Hinata sorriu mais do que feliz, em calar a boca de Aiko, e tirar aquele sorriso dos lábios dela. __ Todo mundo sabe o quanto ela gostava de se envolver nas conversações dentro daquela sociedade.

A Hyuuga sabia que tinha pegado no ponto fraco de Aiko, já que está sempre tinha tentando participar do conselho Hyuuga, mas Hiashi Hyuuga não permitia, muito menos os anciãos. Ela era uma usurpadora, e ninguém queria uma dessas por perto.

__ Yuu peça para pararem a carruagem, quero cavalgar um pouco, o sono me descansou o bastante __ Hinata pediu. __ Respirar ar fresco vai me fazer bem.

Yuu assentiu, confusa, como se  tivesse perdido alguma coisa naquele meio tempo em que Hinata acordou e trocou palavras com a madrasta. A dama fez um sinal para um dos guardas, e imediatamente a carruagem foi parada, e a porta do lado de Hinata aberta por um guarda.

A Hyuuga desceu rapidamente, saindo com tremor do ambiente em que aquela carruagem tinha se transformado. Assim que pousou os pés no chão arrepiou-se com vento frio. Neji logo apareceu ao lado dela, montando em um cavalo branco manga-larga, segurando outro do mesmo tipo pelas rédeas. Hinata só precisou olhar uma vez para o animal, para subir nele e tomar o controle das rédeas das mãos do irmão.  

Neji e Hinata cavalgaram por um bom tempo em silêncio, até o sol findar-se e os guardas ascenderem tochas para iluminarem a estrada de terra.

__ Desculpe por ter agido como uma garota estúpida e tola nesses últimos dias Neji. Chorar como uma criança não vai ajudar ou mudar alguma coisa __ Hinata suspirou.

__ Realmente não vai, mas não faz mal algum. É melhor chorar agora do que depois __ disse Neji, um momento depois.

__ Quando eu me casar…

__ Nós não temos certeza disso Hinata, tudo pode mudar de repente __ disse Neji, com ar infeliz.

__ Não banque o ingênuo, não combina com você.  

__ Estou, apenas tentando suavi…

__ Sei o que está tentando fazer __ Hinata o cortou. __ Não faça, você sempre foi meu protetor, e isso foi bom por tempo, mas agora, não posso ter um protetor.  Não vou ter você ao meu lado Neji, e se eu parecer fraca, uma ômega indefesa, os Uchiha’s vão me massacrar.

__ Sempre foi minha irmã mais nova Hinata, sangue do meu sangue. Além de ser uma ômega sensitiva como a mamãe foi um dia… __ Neji engasgou, disfarçando __ como nosso tio Hizashi foi. E agora eles estão mortos. Todos que se importaram conosco são cinzas, uns pelos mãos de Uchiha’s. Eu vou, sempre, te proteger, não importa como, ou onde você estiver.

__ Sou sangue do seu sangue, eu te amo, e adoraria permanecer para eternidade sob sua proteção. Mas até os passarinhos saem do ninho um dia. __ Hinata brincou tentando amenizar a carranca do irmão. __ Em tal caso, entenda Neji Hyuuga, não vai poder se preocupar comigo quando voltar. Vai estar sozinho, vulnerável, com muitas pessoas planejando o seu mal, e uma delas dorme sob o mesmo teto que você.

__ Como eu odeio aquela mulher e sua bastarda. Queria poder matar ambas com as minhas mãos. __ Neji rosnou, e Hinata conteve o impulso de guiar o cavalo para longe do dele.

__ Fale mais baixo! __ repreendeu-o. __ E eu já lhe disse, Hanabi não tem culpa de nada, é nossa irmã também. Só teve a infelicidade de sair daquele ventre.

Neji negou com a cabeça, discordava totalmente da irmã, Hinata era bondosa e não conversava muito com a menina. Bem Neji também não, mas ele via o quanto Hanabi poderia ser maliciosa mesmo com nessa idade tenra. Ela ainda era filha de Aiko Hyuuga.

__ Você é o herdeiro do clã Hyuuga, o futuro do nosso clã está em suas mãos. Não vai conseguir cuidar de um clã e de mim, além de permanecer de olho em Hiashi. Seja forte, torne-se mais forte, para que um dia se eu puder, ter uma casa para voltar. És um homem feito, Neji.

E a conversa terminou ali. Sem mais. Hinata logo tratou de voltar para carruagem quando o dia quase amanhecia. Yuu, Aiko e Hanabi dormiam e Hinata agradeceu por isso, não queria falar com ninguém ou ser vista. A Hyuuga enrolou-se com a manta, e deixou a mente vagar para quando ela tinha cinco anos, quando a Guerra de Exploração seguia violenta, causando impasses políticos. Hinata lembrou-se da batalha entre o clã Hyuuga e o clã Uchiha estourando no ano da Deusa Hara.

O clã Hyuuga tinha matado todos os Uchiha’s, e tomado as duas terras – Fukui e Naha – que ambos os clãs dividiam, por causa da matéria prima para fabricação de armas na primeira, e pelas ervas medicinais que a segunda continha. Uma doença nova vinha se espalhando, a peste. E somente o clã Haruno possuía ervas em abundância. Um ano depois o clã Uchiha tinha feito uma retaliação, colocando fogo em cada espaço da capital Hyuuga, acabando com as plantações, com os armazéns, e com as casas. Hinata lembrava-se da data, porque sua mãe – e centenas de outras pessoas – havia morrido no mesmo dia. A mãe dela pela peste, as outras pessoas queimadas, assasinadas. Era 18 de de agosto.

Hinata voltou a dormir, desgastada pelas lembranças tortuosas que faziam questão de voltar. O cheiro de maresia invadindo os sentido dela, avisando que o destino se aproximava.

 


Notas Finais


Comentem se gostaram! Se não gostaram também ~~~ ^^
Eu esqueci o que eu ia escrever, mas quem vocês acham que enviaram os corvos?
E será que todos os clãs receberam mesmo? Vai ter casamento?
Porque só Orochimaru recebeu uma águia? SEXTA NO GLOBO REPÓRTER!
Só vou dizer três coisas sobre minha ENORME demora: provas, desanimo pq eu tenho depressão ~Jesus mandou compartilhar, tô compartilhando ~ e nada ficava bom.
Espero que tenham gostado!
São 23h51min, só vão ler amanha mesmo!
TCHAU ANDORINHAS!
Vika.

Ps: desculpa pelos erros dnv!
Ps²: vocês queriam capítulos maiores ~ DEU DOZE PAGINAS!
Ps³: Talvez eu revise amanhã de tarde, mas n vai mudar nada, só os erros mesmo.
Ps₄: Vou responder os comentários do capitulo anterior só amanhã tbm.

Edit: revisei o capítulo e corrigi os erros. Porém alguns podem ter passado. Então olhem o primeiro "Ps", que fica tudo bem.


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