História Demônio bom e Anjo mau - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Demonios
Exibições 8
Palavras 1.315
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 19 - Piercings, bebidas e uma anjo linda


Fanfic / Fanfiction Demônio bom e Anjo mau - Capítulo 19 - Piercings, bebidas e uma anjo linda

POV: Alexander

Eu encarava o espelho do meu banheiro fixamente, pensando se tinha feito besteira ou não.

Já faziam alguns meses que eu havia me aliado aos demônios, e nesse tempo pude conhecer vários deles, principalmente Nyaria. Eu e ela estávamos ficando há algumas semanas, e em um de nossos encontros, ela comentou algo que eu já tinha percebido: meu cabelo estava ficando muito comprido.

Na verdade nunca foi curto, mas na época quase ultrapassava os ombros, então decidi cortar.

E estava analisando o resultado.

Estava longo o bastante para formar cachos, mas curto o bastante para eu pôr atrás da orelha e ele voltar imediatamente. Nyaria tinha achado "sensual", e a julgar pelos olhares que recebi, as garotas da Vila também gostaram, mas eu ainda duvidava.

Em outras circunstâncias eu não teria ligado, mas desde que me envolvi com Nyaria, passei a me importar mais com essas coisas. Pensar nela sempre me deixava confuso, eu não sabia o que sentia por ela. Quero dizer, eu nunca amei ninguém, claro que já tive leves atrações por algumas garotas do colégio, mas nunca passou disso. Meus sentimentos por Nyaria eram maiores do que por aquelas garotas, mas tendo como base todo o escândalo que fazem em torno do tema "amor", eu esperava algo muito maior, então não achava que fosse isso.

Fiquei encarando meus próprios olhos no espelho, depois passei para o resto do corpo. Agora que estava reparando bem, eu era bonito, mas era uma beleza comum. Meus olhos não tinham um tom especial de cinza, meus cabelos não tinham um tom especial de preto e minha pele não tinha um tom especialmente pálido. Era só cinza, preto e pálido. Mas ainda assim as pessoas me olhavam como se houvesse algo muito interessante em mim.

Eu pelo contrário, me achava sem graça.

E foi exatamente por isso que resolvi pegar a pequena caixa que estava em meu criado mudo.

Abri cuidadosamente. Lá tinham três pequenos piercings de argola prateados. Pus na pia e encarei minha orelha no espelho, engolindo em seco. Como nunca pus nada na orelha, não tinha furo. Encostei de leve a ponta da agulha, me preparando e temendo a dor.

Fiquei me achando patético. Eu vivia lutando num mundo de anjos e demônios, e estava com medo de uma agulhada.

Um, dois e três.

​E furei ente a cartilagem e o lobo da orelha esquerda. Não doeu, e cometi o erro de pensar que não doeria quando eu fizesse os outros dois na cartilagem da direita. Tive que reprimir um gemido de dor, mas o resultado foi melhor do que eu pensava.

O tom prata ficou em contraste com a escuridão de meus cabelos, e combinou perfeitamente com meus olhos.

Sorri, satisfeito, apesar de minhas orelhas ainda estarem doloridas com as agulhadas.

 

Quando estava saindo de casa, vi Lisa e Tom na cozinha discutindo, não pude ouvir nada, mas parecia sério. Fiquei pensando se seria sobre mim, mas logo afastei o pensamento. Não adiantaria em nada.

Mas, infelizmente, ela me viu, largou o marido lá com cara feia e veio até mim com uma expressão interrogativa no rosto.

- O que fez com seu cabelo? - perguntou retoricamente tocando meus fios negros com as pontas dos dedos até sentir algo duro na orelha.

Opa.

- Alexander - sua voz estava perigosamente contida.

- Sim? - a minha estava trêmula, e por um momento me senti um adolescente qualquer que colocou um piercing escondido e a mãe acabou de descobrir.

- Por que diabos você colocou um alfinete na orelha? - ela gritou.

Não pude evitar sorrir.

- Alfinete?

- Não importa o nome! - ela continuou aos berros - Quem disse que você podia fazer isso?

Eu já ia dar alguma desculpa esfarrapada quando Tom interveio.

- Deixe ele, Elisa. Como ele mesmo diz: não somos uma família.

Aquelas palavras doeram mais do que eu esperado. Sim, eu tinha dito aquilo, mas com muito pesar. Ele disse como se estivesse feliz com isso. Além disso, Tom nunca chamava Lisa por seu nome. A coisa entre eles devia estar muito feia.

Recuperei minha postura, minha voz ficou fria.

- Preciso ir.

E saí com pressa, ainda pude escutar a voz de Lisa com muita raiva:

- Ele finalmente falou comigo depois de meses e você diz uma coisa dessas?

Apressei-me ainda mais.

 

A ideia era encontrar Nyaria. Ela com certeza me faria esquecer tudo, ela sempre fazia. Mas quando cheguei no submundo alguém me disse que ela e Lon saíram para uma missão x, então apelei para a minha última opção.

O grande salão estava agitado como sempre. Uma demônio de longos cabelos loiros se jogou em cima de mim assim que entrei e me ofereceu uma garrafa de algo que nem sequer me dei ao trabalho de ver o que era, apenas bebi.

O líquido amargo desceu queimando. Quando acabei aquela garrafa, já estava quase perdendo o senso de movimento e... bem, digamos que eu não estava mais em pleno proveito de minhas faculdades mentais. Sem nem pensar, prensei a demônio loira na primeira parede que vi. Se Nyaria não estava lá, aquela serviria.

A garota correspondeu a todas as minhas carícias. Ficamos nos beijando agarrados por não sei quanto tempo. Não me lembro da sensação, não me lembro mais quantas garrafas tomei e muito menos como foi o resto da noite, mas acordei numa cama num quarto que nunca tinha visto antes com a demônio loira em cima de mim.

 

Abri os olhos com dificuldade, já estava vendo que a ressaca seria terrível. Mas o peso em meu peito me assustou.

Joguei a garota para o lado e ela acordou assustada, não vi seu corpo, mas percebi que estava só de roupas íntimas, assim como eu.

- Oi, lindo - ela me olhou sorrindo com malícia.

Peguei minhas roupas no chão e me vesti, bufando indignado quando notei as marcas roxas em meu pescoço. Pensei seriamente em perguntar o nome da garota, mas não fiz isso, estava de mau humor, como sempre acontecia quando eu acordava, principalmente na ressaca.

A demônio não parava de me olhar com seus belos olhos verdes. Só por consideração, me inclinei sobre ela e lhe dei um beijo na testa.

- Devíamos fazer isso mais vezes - ela sugeriu ainda sorrindo maliciosa.

Imitei seu sorriso, pensando se repetir aquilo valeria a pena, eu nem me lembrava como tinha sido. Antes de sair, ainda pisquei para ela, que soprou um beijo.

 

Levantei a gola da camisa para esconder as marcas roxas, tentando me lembrar da noite anterior sem nenhum sucesso.

Eu me sentia tonto, enjoado e sem muita coordenação nos movimentos. Só queria ir para casa e ficar na cama o dia inteiro. Já estava quase fora da floresta quando um barulho de asas atrás de mim me chamou a atenção. Virei-me para ver o que era.

Uma garota... Não. Um anjo vinha voando em minha direção. Seus cabelos loiro dourados iam quase até a metade das costas, sua pele era clara e sem absolutamente nenhuma marca, devia ser só alguns centímetros mais baixa que eu e seu rosto era tão delicado que eu tive certeza de que se tocasse, quebraria. Logo abaixo das sobrancelhas dois tons mais escuras que os cabelos, seus olhos brilhavam como esmeraldas, eram de um verde intenso e luminoso. O vestido solto tinha mangas até a metade do antebraço e deixava os ombros nus, e era de um azul tão claro que quase parecia branco, e ia até os joelhos na frente, atrás parava no meio das canelas; as botas quase até o joelho tinham uma cor que para mim era bege, mas se eu perguntasse para alguma  mulher, tenho certeza de que ela diria que era nude ou salmão ou sei lá. Além disso, as asas brancas, na luz pareciam prateadas.

​Era a coisa mais linda que eu já tinha visto.



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