História Demônio bom e Anjo mau - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Demonios
Exibições 12
Palavras 746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Ilusão com o que é impossível


Fanfic / Fanfiction Demônio bom e Anjo mau - Capítulo 7 - Ilusão com o que é impossível

  

Limpei as lágrimas rapidamente, não queria que a demônio me visse chorar.

- E então? – perguntou – Ainda confia no anjo?

Quase não a escutei, era como se estivesse falando embaixo d’agua. Uma voz não parava de gritara na minha mente: “Não é à toa que te odeiam. Por sua culpa, o filho deles morreu”.

Eu tremia, via a boca da demônio se mover, mas não a escutava, e minha visão estava ficando turva. Quase caí, mas me apoiei numa árvore, me forçando a ficar de pé sobre as pernas bambas.

Não é minha culpa! Não é minha culpa! – eu repetia para mim mesmo, mentalmente.

“Quer saber?” – a voz voltou – “Tem razão, a culpa é dos anjos, mas o motivo foi você. E agora, aquele pobre casal vai sofrer para sempre por causa disso. A não ser é claro, que você faça algo a respeito”.

Uma ideia louca me surgiu, tentei afastá-la, mas percebi que não deveria. Era perfeito, era a única forma de consertar tudo.

Pisquei os olhos. A tontura, os tremores... Tudo havia ido embora, e a demônio me segurava pelo braço, levemente preocupada.

Desvencilhei-me dela, me afastando.

- Vou trazê-lo de volta.

Ela me olhou, franzindo o cenho sem entender.

- Está falando de Noah? – perguntou.

Fiz que sim.

- Vou ressuscitá-lo – falei firmemente – Não pode ser impossível.

Ela sorriu.

- Não é impossível – confirmou – mas é contra as leis Dele – demônios não podem pronunciar o santo nome – A única pessoa que já ressuscitou foi o filho.

Trinquei os dentes.

- Então eu vou contra as leis de Deus.

Ela sorriu, seu sorriso era maligno.

- Chegamos ao ponto – ela anunciou – Acontece que Ele é o único que pode ressuscitar alguém, apesar de não fazê-lo – seu sorriso se alargou – mas meu pai faria.

A encarei.

- O que está insinuando?

Ela chegou mais perto, estávamos a centímetros de distância, vi novamente o fogo do inferno em seus olhos.

- Junte-se a nós – ela sibilou – Nos ajude a ocupar o lugar Dele e dos anjos. Depois que tomarmos o poder Dele, traremos Noah de volta, e esse peso terrível sairá de seus ombros.

Fiquei estático. Lembrei-me de quando falei para Gabriel que estava do lado dos anjos. Apesar da raiva, eu ainda considerava minha promessa.

Decidi: negaria a proposta da demônio, falaria com Gabriel, ele me ajudaria a trazer Noah de volta. Tinha certeza de que ele se arrependia, que tinha sido forçado a fazer aquilo. Sim, isso mesmo. Gabriel jamais faria algo tão cruel.

- Não – respondi – Vou ficar com os anjos.

Ela suspirou.

- Você ainda se ilude – ela parecia desapontada – Acha que seu anjo e Ele trarão Noah de volta? Você pode pensar assim, mas saiba que vai se decepcionar. E nessa hora – ela tocou o anel demoníaco em meu dedo – pode me chamar. A oferta ainda está de pé.

- Não vou precisar – falei, convicto.

Ela riu.

- Vai, sim.

E me deu as costas, indo embora. E só aí me lembrei de um detalhe.

- Espera! – ela se virou para mim – Eu não sei o seu nome.

Sua expressão ficou surpresa por alguns instantes, acho que as pessoas não ligam muito para o nome dos demônios.

- Nyaria – respondeu, e se foi.

 

Voltei para casa na escuridão da noite, estava cansado, deixei para falar com Gabriel no dia seguinte.

Entrei escondido, não aguentaria olhar para Tom e Lisa, não parava de repetir para mim mesmo que traria Noah de volta.

Mal me deitei e dormi, e sonhei com sangue angelical e demoníaco se misturando.

 

Eu corria para a floresta. Tinha dormido até depois de meio dia. Apenas gritei um “Até mais” para Tom e Lisa antes de ir embora.

Quando estava longe o bastante, peguei a harpa e toquei a melodia. Novamente senti uma momentânea paz, que passou quando acabei de tocar e Gabriel estava diante de mim, pude ver a apreensão em seus olhos.

- Oi, Alê – ele sorriu.

Imitei seu sorriso, lembrando a mim mesmo que estava tudo bem.

- Não me chame assim! – repeti pela milésima vez, depois suspirei – Quer saber? Está tudo bem, Gabriel. Esquece a discussão de ontem.

Seus olhos se iluminaram.

- Sério? Que bom! Não está com raiva mesmo?

E me abraçou, me senti seguro.

- Estou, sim – respondi – mas a gente pode dar um jeito nisso

Gabriel se afastou, sorrindo.

- Sim, qualquer coisa que te faça sentir melhor.

Sorri. Ele me ajudaria.

- É só trazermos Noah de volta à vida.



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