História Demons - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Nina Dobrev
Exibições 120
Palavras 8.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Drogas, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLHA O TAMANHO DESSE CAPÍTULO :O

Gente me desculpe pela demora, prometo recompensar com a continuação fodastica de demons.

Capítulo 20 - Back to Home


Fanfic / Fanfiction Demons - Capítulo 20 - Back to Home

"Quando minha hora chegar esqueça os erros que cometi

Ajude-me a deixar pra trás algumas razões que deixem saudades

Não fique ressentida comigo, quando se sentir vazia

Mantenha-me em sua memória, deixe de fora todo o resto

Deixe de fora todo o resto"

Atlanta, Geórgia - USA

11:14 PM

P.O.V Katherine Bieber 

Todo mundo passa por aquele momento na vida que não entende nada e tenta focar em algo para se manter de pé. O olhar do Justin foi a unica coisa na qual me prendi. De uma coisa tenho plena certeza: essa traição o destruirá; e mesmo tendo o odiado por tanto tempo, não queria que morresse assim, afinal eu o mataria lentamente.  

- Qual é o seu problema garoto? - Lídia não conseguia esconder sua surpresa - Acha mesmo que pode enganar o FBI?

- Para falar a verdade, sim. Vocês não são muito espertos.- Justin por incrível que pareça estava mantendo a calma

- Alfredo não é infiltrante deles - Bieber virou para os amigos que colocaram sua atenção nas palavras dele - É meu, eu o coloquei aqui dentro, e o fiz fingir que estava me traindo. mas na verdade, ele foi o mais esperto dentre todos os meus homens. Entenderam agora? -

- Obrigada pela confiança viu Bieber - Chaz se pronunciou ironicamente quebrando completamente a tensão.

Justin o ignorou e se voltou para mim, como se pedisse para que mentalmente eu lhe contasse quem o traiu. Alguém deveria avisar esse animal, que perdemos nossa conexão familiar à anos atrás.

- Não leve pro lado pessoal - Respondeu Beatriz revirando os olhos silenciosamente.

- De qualquer forma - Finalmente consegui me pronunciar - Eu soube que não era o Alfredo no momento em que ele disse que você não importava Caitlin. - Ela me encarou levemente surpresa - Depois, por mais que minha mente gritasse que eu tinha de odiá-lo, foi fácil ver o fingimento no seu olhar.

Caitlin deixou uma lágrima escapar sem conseguir se controlar.

- Quando éramos pequenos - Percebi que depois de longos anos, meu irmão me encarava como se eu fosse sua única salvação - Chaz me procurou e disse que queria ser amigo do Justin, eu não fazia a minima ideia do que lhe responder pra falar a verdade - exitei levemente sentindo meu rosto arder pelo tapa que levei do Bruno instantes antes da chegada deles. - Relutei porquê não achava que era da minha conta, mas você Somers, me disse que eu era a pessoa que mais importava no mundo para o Bieber e precisava de mim, você achava que ele me escutaria.

Justin continuava com o olhar preso em mim, seu rosto demonstrava vulnerabilidade e Bieber, nunca era vulnerável.

- Depois de tanto enchimento de saco, eu conversei com ele, e vocês começaram a andar juntos.  Ryan te aceitou na hora também, enlouqueceram o Canadá e fizeram tanta merda que já perdi as contas de quantas vezes eu caía na gargalhada quando vocês estavam em casa. Eu me lembro de tudo isso, porquê foi a melhor época da minha vida. Então vocês se viciaram e toda aquela tragédia aconteceu. Minha vida foi arruinada pelo trio parada dura. Achei que ficaria marcada para sempre e com certeza fiquei. - Talvez Bieber fosse o único que soubesse do que eu estava falando - Mas hoje, descobri que estou certa. Amar é destruir e ser amado é ser destruído. Hoje percebi que não apenas meu irmão vai sofrer, mas você também Chaz, hoje o Ryan me fez entender que nada na vida é realmente o que parece, principalmente as pessoas.

Todos na sala pareciam surpresos e Charles não segurou suas lágrimas. 

- Isso é impossível. O Ryan? Ele não faria isso - Beatriz estava visivelmente perturbada e por mais que me sentisse péssima pelo meu irmão, não poderia fingir que uma parte de mim não estava aliviada em ver a única coisa em que ele realmente confia ser completamente destruída. 

Agora ele iria saber como era ficar sem nada.

Agora ele iria saber como era ter demônios sempre ali, te lembrando de uma tragédia.

Agora ele iria saber que essa dor nunca vai passar.

- Que declaração linda! - Lídia foi a única que conseguiu quebrar o silêncio - É realmente uma pena que todos vocês morrerão antes de poderem julgar o Butler pelo que fez.

- Por quê? - Me vi perguntando diretamente ao Ryan antes mesmo de controlar minha boca, ele se virou instantaneamente para mim com um olhar amedrontado. 

- Por que traí seu irmão? Poderia dar uma lista em resposta Kit Kath, mas o maior motivo foi você. - Katniss gargalhou abertamente me livrando de ter que responder.

- Você é um merda. Quer um motivo para ele ter feito isso Kath? Inveja. - Everdeen cuspiu as palavras esperando que elas machucassem Ryan de alguma forma, mas o mesmo pareceu inabalável. 

- Está na hora de você aprender a se colocar no seu lugar Everdeen. Trair o Justin foi a coisa mais difícil que tive de fazer na vida. Mas um dia, ele mesmo me ensinou que se o barco for afundar, tenho de me preparar para pular, mesmo que isso machuque alguém que eu ame. - Os seguranças e membros do FBI que ainda estavam na mesa permaneceram perdidos na conversa e ninguém ousou se mover.

- Então fez tudo isso para livrar sua pele? - Beatriz possuía dor estampada em seu olhar, logo ela, que nunca fraquejava estava ali totalmente destruída. - Achei que fosse mais esperto Ryan, depois de acabarem conosco, eles vão te matar. - Ela permitiu que uma lágrima caísse. 

- Eles não vão nos matar - Foi Charles que se recompôs antes de todos. Voltei meu olhar ao Justin mas o permanecia de cabeça baixa, imóvel como uma estátua derrotada. 

- Ah não vamos? - Bruno abriu a boca e em seguida apontou a arma diretamente para mim. Sempre sou a que paga pelos comentários desses inúteis. - Me dê um bom motivo para não matá-la agora. 

- É Chaz, vai lá, dê um bom motivo para ele - Sarcasmo saiu da minha boca sem que pudesse controlar.

- Existe uma bomba no prédio - Soltou Alfredo se pronunciando pela primeira vez depois de longos minutos, me permiti ficar aliviada por um momento. - Esse é o plano C Lídia, eu estava infiltrado não apenas para descobrir quem nos traiu, mas para salvá-la - Ele apontou diretamente para mim - A ideia foi do Christian, e ele é um garoto brilhante. Ou seja, se matarem um de nós, Beadles explodirá vocês antes da bala realmente fazer efeito - Ele sorriu diabolicamente como um soldado vingativo. - 

- O quê? - Lídia sussurrou quase que para si mesma.

- POR QUE ESTÃO PARADOS? - Bruno perdeu o controle ao se virar para os seguranças - ACHEM A PORRA DA BOMBA - Em um instante eles largaram todos que estavam presos em seus braços e correram para a porta - Rápido - Sussurrou Bruno alto o bastante para que eu ouvisse.-

- Justin...- Caitlin deu dois passos para se aproximar de Bieber mas Charles a segurou - Você está bem? - Ela perguntou não se importando com a presença da platéia ao redor. 

Eu sabia que se ele fosse ouvir alguém seria a melhor amiga. 

- Bruno tranque todas as saídas, ninguém saí do prédio. - Lídia estava inquieta enquanto programava algo no computador. - Ou todos entrarão em pânico e nos deixarão a sós com esses bandidos. - Ela enfatizou o bandido ao me encarar, os integrantes do FBI que estavam sentados em silêncio na mesa, se levantaram cautelosamente, disseram algo para Bruno, em seguida se retiraram da sala com certa pressa ao andar.

- Em pânico como você? - Bruno se virou para Lídia e soltou uma risada sarcástica. 

- Anda logo - Ela nem se deu ao trabalho de olhá-lo.

- BIEBER! - O grito de Caitlin assustou à todos, inclusive a mim.

Justin pareceu acordar de um longo cochilo e a olhou de soslaio 

- Que?- Foi a única coisa que ele conseguiu dizer pelo que observei.

- Quer ficar na depressão? Ótimo. Mas antes, tire nos daqui. - Caitlin se desvencilhou de Chaz antes dele poder raciocinar o movimento da morena.

- Ele me traiu Cait - Justin sussurrou baixo e tive a certeza de que nunca o tinha visto tão mal.

Nem quando matou nossos pais. 

- Eu sei - Cait sussurrou e quando estava próxima bastante dele, o puxou para um abraço.

Beadles enterrou a cabeça no ombro do Justin e pareceu querer sugar a dor do amigo, por um momento voltei a época em que eles namoravam e refleti sobre como foi fácil para os dois se tornarem amigos, nunca olhavam constrangido um para o outro, nem pareciam ter tido um relacionamento além da amizade.

- Katherine..- Os pelos de minha nuca se arrepiaram assim que me virei para ver Alfredo do meu lado - Faça o que sabe fazer de melhor e traga o Justin de volta ao foco. - Claramente Flores parecia preocupado.

- Como vou fazer isso? - Sussurrei tentando dar a ideia de que estava desinteressada.

- O irrite. - Ele respondeu e deixei que um sorriso se formasse entre meus lábios.

Retornei a cena onde Caitlin ainda abraçava meu irmão e tentei me levantar mas claramente a corda e as algemas me prenderam na cadeira, senti meu corpo tremer, e tive a certeza de que mesmo se estivesse livre não conseguiria me mover, pois não sentia nenhum músculo firme em mim.

- Gente eu sou o capeta e estou quase me enchendo de luz com essa melação. - Tentei usar de todo meu sarcasmo e foi fácil fazer Justin soltar Beadles e me encarar furioso.

- Você é ridícula. - Ele semicerrou os dentes

- Vamos pular as gentilezas maninho, agora se não se importa você poderia não deixar o resto da sua família morrer - Bieber pareceu considerar a ideia.

- Está falando de você? Porquê..- O interrompi rapidamente antes de possíveis insultas.

- Estou falando deles. - Apontei gentilmente com a cabeça para os outros.

Beatriz ainda estava visivelmente abalada pelo Ryan e nem parecia presente mentalmente no recinto. Caitlin ainda pousava uma de suas mãos no ombro de Justin, Alfredo sorria orgulhoso logo atrás de mim,Charles deu de ombros obviamente dizendo que seguiria o Bieber em qualquer decisão, Katniss segurava tão forte a sua mão que o deixou com os dedos brancos e um pouco a direita dele estava Ryan. O loiro que antes tinha sido amado por todos eles e agora olhá-lo era como observar um desconhecido, desviei o olhar rapidamente.

A porta se abriu revelando Wesley, um antigo colega de trabalho que já desvendou casos comigo. Ele representava para mim agora, a lembrança de uma vida muito antiga que talvez nunca fora a minha. Porém a culpa disso tudo é apenas minha. Eu sempre soube que o inferno era o certo, que não nasci para me sentir em paz.

- Não encontramos nada senhora - Alfredo sorriu verdadeiramente provando para mim que não estava blefando.

- Mate todos - Lídia disse antes de olhar para Bruno que ainda fechava todas as portas do prédio pelo centro de comando ao lado.

- Não. - Ryan se pronunciou quebrando a tensão.- Eles não estão blefando, conheço aquele olhar. - Ele apontou diretamente para Alfredo com o indicador porém sua cabeça estava virada para Lídia - Vão explodir isso aqui - O tremor em seu olhar foi visível até para mim.

- Como isso é possível? - Bruno o encarou e Ryan poderia não saber mas eu conhecia o olhar do meu antigo colega de combate. Para ele, Butler era apenas um inseto, como aqueles de laboratórios que são úteis enquanto ainda estão sendo experimentados, depois facilmente descartados.

- Eles possuem um dos maiores nerds que já conheci na vida, pode hackear qualquer coisa e se desejar criaria uma bomba que destruiria uma cidade inteira e não apenas esse prédio. - Ele afirmou totalmente convicto da capacidade do Chris.

- Gosto de pensar que meu irmão seria capaz de destruir o País. - Declarou Caitlin Visivelmente sarcástica para Ryan, arrancando assim um sorriso de Bieber .

- O que vamos fazer? - Lídia se virou para Bruno - Temos de discutir isso em particular - Ela apontou para a porta e em um instante eles se dirigiram até lá.

Wesley permaneceu como um cão de guarda no lugar dando apenas uma olhada para cada um deles, Justin o ignorou e caminhou até mim, sem troca de olhares, ele me desamarrou da cadeira e pegou a chave que estava em uma bancada ao lado para abrir as algemas de minhas mãos, e por incrível que pareça, Wesley não o repreendeu. Claro que isso não iria fazer diferença, Justin Bieber sempre tem o que quer, não importa o quanto isso destrua o Mundo. 

- Levanta - Alguém também precisa avisar para esse moleque que ele não manda em mim.

- Não consigo - Tentando evitar discussões, resolvi falar a verdade. Meu corpo inteiro doía.

Ele franziu o rosto mas assim que entendeu o recado se aproximou ainda mais de mim e apoiou meu corpo em seus braços levantando-me da cadeira.

- Precisa fazer um regime. - Ele murmurou antes de caminhar 

- Precisa malhar mais. - Rebati apoiando a cabeça no peito dele, Odeio admitir mas era a coisa mais macia que tenho sentido a dias.

- Você está bem? - Katniss perguntou acariciando repentinamente meu cabelo.

- Vaso ruim não quebra - Afirmou Bieber continuando a caminhar fazendo o carinho cessar. 

Antes que pudesse calar a boca dele com um tapa, a porta foi aberta e Lídia entrou sozinha com uma expressão derrotada.

- Caiam fora daqui - Não precisou dizer duas vezes para que todos caminhassem diretamente para a porta, se pôs na frente do Justin antes que ele fosse o último a passar - Como vou saber que vai cumprir sua palavra? E como descobriu onde estaríamos para instalar uma bomba aqui? Ah claro...- Ela encarou o Alfredo que já estava no corredor antes mesmo de Bieber respondê-la - Você colocou a bomba lá - Apontou para o moreno que servia de apoio a Caitlin.

- Você não vai, saber se vou cumprir a palavra. - Meu irmão sorriu cinicamente.

- É oficialmente fugitivo agora Bieber - Observei um resquício de malícia que passou pela boca dela, e se não a conhecesse tão bem nem teria notado.

- Então venha me pegar - Justin não retirou o sorriso sarcástico do rosto, apenas a empurrou de leve e continuou a caminhar, poupei-me de comentar algo e afundei a cabeça em seus braços, estou exausta e só hoje não quero lutar contra o fato de poder apenas relaxar nos braços do meu irmão.

- Não se atreva a sair com a gente daqui, ou eu te mato no térreo mesmo. - Charles estava ameaçando Ryan com um olhar de raiva que eu desconhecia.

Katniss segurava firmemente o braço de Beatriz na esperança de que ela não sucumbisse ainda mais.

- Sinto muito Chaz - E por um milésimo de segundo, Katherine reconheceu o Ryan, aquele loiro que faria de tudo para salvar os amigos. 

Bieber o ignorou e seguiu Wesley, ao invés de pegarmos o elevador fomos de escada, senti os braços de Justin me apertarem firmemente na coxa, outrora aquilo doeria, mas não sentia nada agora. Assim que o ar invadiu meus pulmões, senti como se finalmente estivesse livre. Uma sensação que passou rapidamente assim que meu querido irmão largou-me sem nenhuma gentileza.Charles segurou em meu ombro para que eu não fosse parar no chão.

- Qual o seu problema? - Perguntei à Justin, mas o mesmo já estava caminhando em direção a cidade e parecia querer ficar sozinho.

- Não podemos deixá-lo assim - Caitlin estava sofrendo pela dor dele e aquilo me deu uma certa repulsa no momento. Eu estava com dor, e fui abandonada para que ele pudesse chorar a perda de outra pessoa. 

- Por mim tanto faz - Dei de ombros e tentei canalizar toda minha força para as pernas praticamente obrigando-as a se moverem

Consegui dar dois passos e com a mesma força recuperei o equilíbrio e comecei a andar com dificuldade.

- Você consegue ir sozinha? - Katniss apareceu ao meu lado, apenas assenti.

Sentindo como sempre o velho ódio a Justin Bieber.

05:36 A.M

P.O.V Justin Bieber 

- Bieber?-  Fui subitamente interrompido de meus devaneios assim que atendi ao telefonema de Christian 

- Deu certo Chris, obrigada. - Desliguei a ligação antes que Beadles fizesse perguntas que não quero responder, como "Qual o seu problema?" ou "Como pode confiar tanto assim em alguém?" . Diminui o ritmo da caminhada assim que senti passos atrás de mim, estava prestes a virar e mandar Caitlin embora quando percebi que quem me seguia não era ela. 

- Lídia.- Disse não conseguindo esconder a surpresa pela morena ao meu encalço - O que você quer? - Perguntei parando onde estava.

- Você deve ser a salvação da família Bieber - A encarei levemente curioso.

A morena se aproximou cautelosamente de mim, não poderia negar o quanto ela era linda. Seus lábios levemente rosados davam a impressão de que haviam acabado de serem beijados loucamente, senti sua respiração em meu rosto e percebi assim o quanto Lídia estava perto.

- Não sabia que você era uma vadia - Comentei na intuição de tirá-la do sério.

- Não sou. - Ela riu, franzi levemente a sobrancelha - Só que enquanto eu puder farei Katherine sofrer, e você no momento é um meio disso -  Essa dai deve ter problemas se acha mesmo que minha irmã se importa com quem transo. 

- Isso não está acontecendo - Ri rapidamente e a puxei para um beijo.

O pensamento de que ela poderia recuar se esvaiu no momento que Lídia passou os braços por meu pescoço, segurei em suas pernas e a fiz apoiar-se em minha cintura. 

- Eu estou hospedada aqui perto - Ela sussurrou cortando o beijo e acariciando levemente minha nuca, senti meu pau latejar e apertei mais ainda suas pernas.

- Foda-se - Respondi sincero e a coloquei no chão.

Antes que protestos viessem, caminhei para um beco próximo a avenida que estávamos e a puxei pelo braço.

- Sério? - Ela riu mas não parecia ofendida. Gostosa e vadia. Foram as únicas palavras que passaram por minha cabeça.

Dei de ombros e a prensei na parede arrancando sua blusa, meu pênis pulsava e eu queria acabar logo com aquela espera. Parecendo ler minha mente, ela me puxou para si e beijou-me velozmente. Diferente de Katherine, Lídia não brincava nos meus lábios, ela simplesmente empurrava sua língua de encontro a minha. Me puni mentalmente por pensar naquele demônio agora. Cortei o beijo e voltei a a atenção para os seus seios cobertos pelo sutiã,  o arranquei sem pedir permissão e cai de boca neles, mordisquei seus bicos e a garota arquejou na parede, não precisava ser um gênio para saber que ela estava toda molhada.

Lídia retirou minha blusa sem nenhuma delicadeza e começou a arranhar por completo a pele branca, gemi baixo em seus seios e apertei-os uma ultima vez antes de passar para seu shorts, ela me ajudou a retirá-lo e como previ, o liquido de sua boceta já tinha invadido a calcinha, sorri safado e retirei a peça deixando-a totalmente nua, passei a língua entre os lábios e a puxei para um beijo, dessa vez minhas mãos desceram para sua vagina, ela gemeu enquanto tentava com dificuldade retirar minha calça, a ajudei com os dedos que não estavam ocupados.

Assim que Lídia liberou meu pau, retirei minha mão de dentro dela e a penetrei sem demoras, meu pênis pulsava e assim que começou a trabalhar joguei a cabeça para trás sentindo o prazer me invadir, a vadia lambeu meus dedos que estavam molhados com sua própria excitação, segurei na cintura dela e intensifiquei os movimentos, uma de suas mãos puxava meu cabelo e a outra arranhava por completo minhas costas, a beijei velozmente assim que senti seu corpo amolecer, mas não adiantou muito pois em poucos minutos ela gozou.

Lídia cortou o beijo e sem pedidos se ajoelhou e abocanhou meu pau por completo, posicionei uma de minhas mãos em sua cabeça e a fiz pagar um boquete dos deuses, senti minhas bolas serem acariciadas e deixei que um ruido escapasse por entre meus lábios, de uma coisa eu tinha certeza : Essa sabia o que estava fazendo. Meu corpo amoleceu e eu sabia que gozaria, tratei de não avisá-la e assim que meu líquido desceu, a vi lamber tudo com um certo gosto. Em seguida, sorriu orgulhosa para mim, a puxei pelos cabelos e a coloquei de pé, dando-lhe um último selinho demorado.

Me afastei da vadia dando um aperto em seu seio direito, em seguida já comecei a pegar minhas roupas largadas pelo chão. O dia estava amanhecendo em Geórgia.

- Você é louco - Ela riu colocando suas peças íntimas . - Poderíamos fazer uma parceria.

- Sim, eu te fodo e você não me prende - Sorri sarcástico e para minha surpresa ela assentiu.

- Posso fingir que você sumiu do mapa Bieber, e a unica condição que oponho é que Katherine saiba que estamos fazendo isso. - Queria perguntar para ela qual era seu problema com minha irmã, mas a ideia de poder recomeçar sem a justiça na sua cola, era formidável.

- Tenho que ir.- Afirmei não querendo confiar e nem fechar um trato com ninguém agora. 

- Sinto muito pelo Ryan, nem precisamos insistir muito e ele veio para o nosso lado - Terminei de abotoar a calça e assenti nervoso.

- Eu te ligo - Menti na cara de pau.

- Você nem tem meu número, idiota.- Ela afirmou mas eu já estava caminhando de volta para avenida. 

No momento, não preciso de ninguém sentindo pena de mim. Eu sei muito bem que errei em amar, em acreditar cegamente no Butler, em achar que era merecedor de algo realmente sincero, de uma amizade.

Ai meu deus - Ouvi uma velha resmungar sobre suas sacolas terem caído e de repente como um rápido flash back ouvi a voz de minha mãe ao fundo.

"Seja bom e a vida lhe recompensará, seja mau e ela lhe punirá."

Eu já não sou bom à muito tempo.

Caminhei lentamente até a senhora e me abaixei para pegar suas coisas jogadas no chão, observei alguns pães frescos e minha barriga roncou.

- Obrigada filho - Ela sorriu banguela e tive de engolir o intuito de zoar a velha sem dentes. Era o momento de ser bom. 

- De nada - Senti a mão da senhora em meu ombro como um apoio.

- Não fique triste - Franzi o rosto e ela passou a mão em minha bochecha fazendo-me perceber que estava chorando. Eu nunca choro. Que porra está acontecendo comigo? - Nada  é tão mau que não possa ser bom.  Nada é tão escuro que não possa ser luz.

- Meu melhor amigo me traiu - Não sabia ao certo porquê mas era fácil desabafar com uma estranha que não sofreria tanto por mim quanto Caitlin ou qualquer outro.

- Tenho certeza de que ele te ama - Ela afirmou e realmente parecia certe do que dizia.

- E porque me trairia? - Ela se virou para ir embora mas antes de retirar a mão de meu ombro, sussurrou:

- O porquê a vida sempre te mostrará.

Respirei atordoado e caminhei de volta para a estrada, ir andando até o apartamento seria uma forma de organizar meus pensamentos, mas eles não estão colaborando com o trabalho. Minha mente parece uma merda completa. O celular vibrou em meu bolso e antes de desligar para não ter que mandar alguém tomar no cu, observei a mensagem de texto de Christian

Precisamos de ajuda.

Foi como se o ouvisse desesperado em meu ouvido, tentei ligar para ele mas o número dava apenas em desligado e quanto tentou outra vez a operadora informou que estava fora da área de cobertura. Acelerei o passo e quase derrubei algumas pessoas quando começei a correr pela avenida. 

Cheguei ao apartamento em menos de trinta minutos e sem esperar que o porteiro acordasse, pulei o portão que  impedia- me de aproximar-se da escada e as subi desesperadamente.

Tratei de bater com toda minha força na porta e a arrombei sem muito esforço mas assim que entrei no lugar, me decepcionei ao ver que estava tudo calmo. Suor escorria pelo meu rosto enquanto Katniss parou de ler seu livro e me encarou atordoada, Beatriz que estava como sempre faz quando está nervosa escolhendo entre duas caixas de tinta largou-as no chão e observou-me desesperada, e Chaz o último integrante no cômodo estava dormindo no sofá. 

- Vou matar o Christian. - Afirmei e sem esperar piadinhas das amigas, corri para o andar de cima e entrei na sala que o Beadles costuma usar para operar missões.

- RÁPIDO MEU FILHO. - Os berros conhecidos invadiram meus tímpanos e encarei minha irmã plantada ali, visivelmente atordoada.

- O que houve? - Respirei fundo antes de anunciar minha presença e antes que pudesse raciocinar, Katherine já estava caminhando de encontro a mim. 

- Eu vou com você, e isso não tem discussão. - Ela afirmou e percebi o quanto seu olhar estava demoníaco

- Invadiram o cemitério de seus pais. - Christian era o único calmo no momento.

- Como assim? - Perguntei ignorando Katherine ao meu lado

- Não sei irmãozinho mas nem descansar em paz eles podem. E obviamente a culpa é sua seu merda - Ela levantou a mão para estapear-me mas em um reflexo rápido, segurei seu punho.

- Por quê diabos isso seria minha culpa filha? - Apertei ainda mais os ossos dela.

- Deixaram isso nos túmulos. - Chris apontava para a tela do computador e nela uma imagem reluzia.

Me aproximei cauteloso da mesa, soltando o pulso de Katherine assim que percebi que ela não pularia igual uma macaca em mim, li as palavras que estavam visíveis.

"Está na hora de reunir a família Bieber, terá seus pais de volta quando o corpo de todos que você ama estiver acompanhando eles" - WB

- Roubaram os corpos Justin - Katherine agora já estava vulnerável demais para continuar querendo me matar. 

A encarei e por mais que quisesse negar, não poderia ignora o fato de que os olhos dela pareciam em chamas.

- Chris, alguma minima ideia de quem seja WB? - A unica certeza que eu tinha era que não deixaria que ninguém mais ousasse mexer com meus pais. Mesmo que seja com seus corpos já totalmente decompostos pelos tempo. Não deixaria que ninguém mexesse com eles. Não agora, que estavam mortos por minha causa. 

- Sim, mas para ter certeza preciso acessar a informações que só conseguirei indo até lá. - O encarei simplesmente confuso-  Tenho de verificar se existem vestígios de DNA, e você sabe muito bem que sou melhor que qualquer tira para conseguir evidências. - 

Então é isso, vamos para o Canadá. - Afirmei totalmente convicto.- Todos nós. - Olhei de soslaio para minha irmã que não pareceu agradecida.

Ela respirou fundo e saiu da sala, lancei um sinal de agradecimento para Beadles e corri atrás de Katherine, segurei-a pelo pulso assim que me aproximei dela, mas antes que pudesse raciocinar direito seus movimentos, ela se virou no meu braço e jogou-me contra a parede me prendendo com uma força extraordinária. 

- Não sou sua irmãzinha para você vir atrás de mim toda vez que estou chateada, agora solte meu braço-  Ela rosnou enraivecida e larguei seu pulso, então quando Katherine retirou a perna que prendia minha cintura na parte deu o espaço que precisei para jogá-la contra o outro lado do corredor e rapidamente me colocar em frente a seu corpo a impedindo de fugir. 

- E eu não sou seus cachorrinhos - Apertei a cintura dela antes que ela pudesse pensar em algum movimento 

- O que quer Bieber?- Aproximei relutantemente meu rosto do seu

- Quero que você..- Senti  o hálito quente dela em meu rosto e arquejei sem poder controlar - Pare com essa raiva, seus olhos pareciam fogo naquela sala.

- Está com medo maninho? - Ela sorriu sarcástica.

- Não por mim obviamente, mas por você. Isso vai te matar Katherine.- Tratei de chegar ainda mais perto dela, praticamente colando nossos corpos.

- Não se aproxime muito - Ela pediu - É escuro aqui dentro. - Eu sabia que ela estava falando do ódio que existe nela. 

Fechei os olhos por um momento apenas para sentir o calor de seu corpo, Katherine me deixa louco. Tanto mental como fisicamente. 

- Temos que parar com isso - Abri os olhos a tempo de vê-la subir os dedos e depositar um tapa ardente em meu rosto

Por mais incrível que pareça, não fiquei com raiva. 

- Nossos pais não iriam querer isso - Ela afirmou se soltando habilmente de meus braços, me perguntei se ela estava presa lá até agora, porquê quis.

- Não iriam querer que ficássemos juntos? - Apertei o braço dela antes que se afastasse ainda mais.

- Não que eu desse para você toda terça - Ela abriu sua boca em um sorriso sarcástico e não pude conter o impulso de querer bater nela até essa expressão sumir.

- Na verdade, foi sábado passado que rolou - Sorri orgulhoso e ela me lançou um olhar raivoso.

- Eu odeio você. - Katherine afirmou parecendo convicta daquilo

- Eu odeio você-  Repeti sabendo que ao contrário dela eu não pareceria convicto, tinha completa certeza daquilo.

Ela me encarou parecendo atordoada e no minuto seguinte selou seus lábios nos meus rapidamente antes de se afastar.

Minha boca tremeu pedindo mais.

Preciso usar alguma coisa, a falta de cocaína deve estar me fazendo alucinar.

- Acabou Bieber - Kath disse quando já estava a alguns metros de distância.

- Não acabou maninha - Ela me olhou levemente curiosa - Somos família.

- E? - questionou-me

- Os Biebers nunca desistem do que querem. - Afirmei caminhando na direção oposta de onde ela estava, desesperado para usar alguma coisa.

- E você me quer? - Parei repentinamente de pensar na droga e a encarei uma última vez.

- Não. - Disse arrancando um sorriso dela. 

Desci as escadas e me deparei com uma Caitlin altamente entretida pintando o cabelo de Beatriz na varanda enquanto Somers continuava dormindo no sofá.

- Vamos para o Canadá amanhã de manhã, deveriam se preparar. - Comentei passando por eles de encontro à cozinha.

- Como assim? - Perguntou Beatriz segurando uma caixa de tinta na mão.

- Christian explicará para vocês.- Afirmei por último, começando a suar frio.

A cozinha estava vazia, o que me causou um certo alívio para que eu pudesse revistá-la inteira atras de qualquer coisa que achasse, nesse momento até um cigarro de maconha acalmaria meus nervos. Passei a mão pelos fios loiros que já vinham de encontro aos meus olhos e voltei para a sala.

- CHAZ!- Berrei na intuição de acordá-lo. Quando não obtive resposta urrei alto.- SOMERS!

- Para de gritar, por favor. - Disse Caitlin após revirar os olhos totalmente irônica.

- Preciso de algo - Revelei após desistir de acordar o Charles.

Beadles me encarou e sua expressão mudou assim que seus olhos passaram por mim.

- Justin - Ela disse preocupada e largou o pincel de sua mão na estante enquanto entrava na sala.

- Por favor - Pedi sentindo meu corpo amolecer e deixei que ele caísse no sofá vago

-  FREDO!- Ela berrou já começando a subir as escadas em seguida.

- Foca em mim Bieber - Beatriz que eu nem havia percebido a entrada, segurava firme meu rosto entre suas duas mãos, seu cabelo possuía um tom esverdeado que em outro momento me faria rir,  porém agora só queria realmente focar nela, mas minha visão estava levemente turva. 

- Ótima cor - Tentei sorrir mas acabei tossindo no rosto dela.

- Obrigada - Ela não parecia ter prestado atenção no que disse, apenas me encarava com um olhar receoso.

-ARRUMA ALGUMA COISA - Caitlin já havia voltado com Alfredo à seu lado.

- Claro, vou cagar drogas ali amor - Ele parou de falar assim que me encarou - MEU DEUS - Flores se possível ficou branco.

- Cade a Katniss? - Beatriz ainda segurava muito forte em meu rosto.

- Eu não sei - Alfredo cutucou Chaz que resmungando abriu os olhos, eu queria xingá-lo de todas as formas por ter berrado seu nome e ele nem ter se movido. Mas não consegui abrir a boca para falar mais nada. Senti meus lábios tremerem e observei olhares desesperados ao redor.

- Justin- Chaz disse mas meus sentidos se perderam.

De repente foi como se estivesse me afogando, empurrei Beatriz para o chão e percebi que que a água no meu rosto não era imaginação fértil. Everdeen havia jogado um como com o líquido em mim, tentei cuspir água para fora da minha boca, mas nada saiu por entre meus lábios. 

- Respira - Pude ouvir Katniss me pedir para manter a calma, mas nada do que ela disse em seguida pareceu fazer sentido.

Meu corpo queimou, retirei minha blusa e tentei levantar do sofá mas alguém empurrou-me bruscamente de volta para o assento, não consegui distinguir quem me segurava, aliás nenhum deles era perceptível para mim. Era como assistir a uma programação de TV sofrendo interferência.

- RÁPIDO CHRIS! - Chaz se não me engano berrava enlouquecido.

Senti mãos me apertando firme no braço,mas não soube identificar se era apenas uma pessoa, pareciam trinta. Mas eu tinha certeza de que no apartamento do Chris não morava tanta gente, franzi o rosto me perguntando se ainda estávamos no prédio do FBI, talvez essas pessoas me segurando sejam todos agentes.

Roboticamente minhas pernas se moveram em chutes ao ar, eu preciso ir embora e salvar Katherine. Ela foi sequestrada, e eu sei que aquela garota é a unica família que me resta. Mais agentes seguraram meu corpo e antes que pudesse começar a dar cabeçadas neles como ultimo recurso eu a vi, plenamente.

Caminhando até mim com seu tipico olhar que me causava dor, por saber que no fundo sou o responsável por tanta raiva. Katherine. Ela segurou em meu rosto e me perguntei porquê ela não estava borrada como os outros ao redor, talvez ela fosse a única coisa real e o resto apenas alucinação.

- Vou consertar você - Ela disse me olhando profundamente 

Minha irmã segurou em meu braço com a ajuda de alguém, uma de suas mãos permaneceu no meu rosto enquanto a outra se levantou, observei uma seringa entre seus dedos, arqueei meu corpo ao sentir a picada e logo relaxei completamente ao perceber que meus ossos reagiram normalmente por si próprios, afinal eles conheciam a substância agindo neles.

Heroína.

Logo minha visão foi voltando ao normal, reconheci o rosto dos meus amigos e Chris estava ao lado de Kath, enquanto ela se afastava assustada de perto de mim. Katherine que nunca se assustava.  Desviei o olhar e foquei em Beatriz que ao perceber que eu estava bem estapeou-me no braço.

- Se me empurrar de novo, eu te mato. - Ela afirmou e senti vontade de rir ao entrar no momento mais relaxante da droga pra mim - Não ligo se você está tendo uma crise de abstinência, eu te mato. -  Afirmou Milk antes de puxar Caitlin novamente para a varanda obrigando a morena a terminar seu cabelo.

Me levantei encarando Katniss e Chaz, ela estava sentada no colo dele enquanto Somers acariciava seu cabelo, eles pareciam felizes.

- Obrigada - Eles apenas assentiram visivelmente preocupados. Eu não queria ninguém achando que preciso de ajuda, mas no momento não era hora para discutir relacionamentos. Fui até Christian e o encarei ignorando a demônio da minha irmã e o seu olhar preso em mim no lado dele.

- Tem alguma grana? Preciso de mais - Ele assentiu e me deu trinta dólares que já estavam em sua mão antes mesmo de eu considerar pedir. - Um dia te pago - Prometi não sabendo ao certo se pagaria, Afinal eles estavam me sustentando, dentre todos eu era o pobre.  Ignorei o momento humilhação e caminhei até a porta - Não me esperem acordados.- Alfredo foi o único a revirar os olhos, dei de ombros e sai, já sabendo exatamente aonde ir para conseguir o que quero.

09:24 A.M

P.O.V  Katherine Bieber

Assim que Justin saiu os olhares se voltaram para mim, eu era a intrusa. Não me lembro de ter tido uma conversa com eles sem a presença do meu irmão, não com todos juntos assim. Eles eram como a família que Justin nunca teve. Tremi de raiva após lembrar de que nunca tive uma assim também.

- Ele está piorando - Chaz quebrou o clima e agradeci mentalmente por ele não ter comentado sobre o fato de Justin não ter reagido ao meu toque.

Pareceu que mesmo durante a insanidade, ele me reconheceu.

- Você quer fazer o que? - Perguntou Katniss virando seu rosto para ele - Interná-lo? - Rapidamente tratei de prestar atenção na conversa.

- Não podemos - Caitlin suspirou exasperada terminando o cabelo da Beatriz - Justin é meu melhor amigo. E eu o amo, assim como todos vocês também - Ela me olhou de soslaio, queria berrar que não me importava com o Bieber mas permaneci calada -  Sabemos que ele fugiria, e nunca mais voltaria a falar conosco. - Todos permaneceram em silêncio refletindo o que ela disse - Aliás porquê vamos pro Canadá? - Ela se virou para Chris que começou a explicar tudo.

Dei de ombros e atravessei sorrateiramente a sala para falar com Alfredo.

- Tem algum caderno? E caneta por favor - Praticamente implorei, ele apenas assentiu e fez um sinal para que eu esperasse. Todos os amigos do Bieber eram tão idiotas? era obvio que eu não iria a lugar algum. Alfredo foi até a estante e pegou o que pedi, trouxe para mim em um segundo. Aproveitei a deixa de todos estarem prestando atenção no Christian e me afastei

- Obrigada-  Flores sorriu gentil. Rapidamente tratei de ir para o andar de cima deixando os outros perdidos no assunto, entrei no primeiro comodo e percebi que era o banheiro, dei de ombros e sentei apoiando minhas pernas no vaso sanitário, abri o caderno e comecei a escrever.

"Querido diário, senti tanta falta de escrever. A minha vida está consideravelmente normal. Ou seja, um inferno. Fui sequestrada pelo FBI e pela primeira vez me senti traída. Conheço um garoto desde que minha bunda ainda era limpada pela mamãe e mesmo assim parece que nunca o conheci de verdade, entende?  o nome dele é Ryan Butler. Agora sinto que meu corpo está queimando e eu deveria descansar porquê amanha o dia será longo. Eu vou voltar para o Canadá, descobrimos que roubaram os caixões dos meus pais e obviamente a culpa é do Bieber. Aliás quando que meu irmão não é o culpado por tudo de ruim que me acontecesse? Só sei que nunca vou deixar de odiá-lo. Aliás preciso confessar uma coisa ou enlouquecerei. Eu fiz sexo com ele, e nem preciso dizer o quão contraditório isso soa não é mesmo? nem pareço a mesma Katherine que afirmou não gostar dele a duas linhas atrás. Claro que esse incesto entrou para longa lista de coisas das quais nunca me perdoarei. Só não posso prometer que pararei com isso. Meu corpo responde à ele como minha mente nunca responderia. Tenho plena consciência do que sinto pelo Justin, mas parece que minha pele não entende isso. Ela se arrepia totalmente ao vê-lo em menos de cinco metros de distância. Hoje eu vi meu irmão sucumbir em várias formas também, seu melhor amigo o traiu e ele passou por uma crise de abstinência que quase o matou. Por um minimo instante eu queria que a mãe estivesse ao lado dele e dissesse que tudo ficaria bem, então percebi que nunca vou poder seguir em frente com ele, e farei com que além do meu cérebro, meus músculos também entendam o filho da puta que ele é. Continuo tendo tendências suicidas sim, mas já perdi as esperanças de morrer. Pelo visto, até o inferno está bom demais para mim. Afinal a descida até lá é fácil, o difícil é ficar aqui."

Não consegui pensar em mais nada, fechei o caderno e passei alguns minutos refletindo sobre voltar ao Canadá. Assim que consegui organizar alguns pensamentos sai do banheiro e voltei a sala, com o diário em mãos percebi que agora o cômodo estava vazio, procurei um esconderijo para aqueles segredos e a melhor maneira que encontrei foi arrancar a folha e rasgá-la aos pedaços. Só precisava escrever para me acalmar mesmo. Além do que esse  não seria realmente meu diário oficial. Quando livrei-me da folha e após descartar os pedaços de papel no lixo, joguei o caderno no sofá e fui até a cozinha, preparei um sanduíche e retirei uma lata de coca para beber da geladeira, sentei-me na mesa e comi o pão com presunto que fiz. Quando estava relativamente satisfeita observei o relógio e o mesmo marcava 04:25 P.M me surpreendi ao perceber que passei a tarde toda no banheiro, dei de ombros totalmente sem sono e voltei a sala me sentando no sofá para assistir alguma coisa.

 

(....)

06:58 A.M

- Você dormiu? - Desviei a atenção do filme e me virei para ver um Justin Bieber totalmente destruído na porta do apartamento

- Não - Fui sincera e ele revirou os olhos - Nem você pelo visto - Comentei vendo que ele portava duas malas - Olha Bieber, eu tenho dinheiro. Lembra que você deixou a porra toda do pai pra mim? também tem direito a essa grana. - Quis me bater por estar cogitando a possibilidade de dar algo a ele.

- "Ah porra toda do pai?" Falou a aula de boas maneiras não foi maninha? - Lhe mandei o dedo do meio - Comprei algumas roupas para você levar e pra mim. Deveria tomar um banho, vamos sair daqui a pouco e você está fedendo daí. - Revirei os olhos e caminhei até ele sentindo minhas pernas tremerem. Com certeza era porquê passei muito tempo deitada naquele sofá.

- Vai ficar na porta?- Perguntei abrindo uma mala rosa pink imaginando que essa veadagem tenha sido escolhida por Caitlin.

- Não vou usar essas coisas - Afirmei encarando um vestido super colado que estampava um "sou puta" para qualquer um que quisesse ver.

- Não é tão ruim assim.- Justin comentou e percebi que ele segurava o riso. 

- Esses shorts vão mostrar metade da minha bunda, no Canadá não vai estar frio? - Ele assentiu e eu quis matá-lo pela primeira vez no dia.

Observei as roupas que tinham naquela mala, a parte intima era a pior de todas. Umas lingerie que nem no meu pior pesadelo eu usaria, procurei pela maior calcinha e me frustei ao ver que mesmo ela era apenas uma fita com renda. Sem jeito por saber que Bieber observava todas minhas expressões peguei qualquer uma e um sutiã preto.

- Eles combinam - Justin comentou e o encarei perplexa.

- Da licença - Abri a mala de onça que imaginei ser dele e retirei uma blusa antes mesmo de Justin pensar em impedir.

- Muito melhor - comentei dando de ombros.

- Você não vai vestir só isso, coloca um shorts em baixo dessa camisa. - Ele não parecia estar pedindo. Afim de evitar brigas, apenas assenti.

Peguei um short e em seguida subi já sabendo onde era o banheiro, entrei rápido no mesmo e me despi aliviada por finalmente tomar um banho. Após estar totalmente nua, deixei que a água me fizesse perder os sentidos e relaxar. Após longos minutos, desliguei o chuveiro e sai do box, me sequei com uma toalha que estava pendurada e nem quis imaginar qual seria seu dono. Vesti a camisa do Bieber logo após colocar o sutiã e a calcinha, não segurei o riso ao ver que realmente combinavam. Prendi meu cabelo em um coque sabendo que não teria como penteá-lo agora. Tratei de por o shorts intitulado pelo meu irmão e quando finalmente estava pronta me senti totalmente nua.

Não parecia que existia qualquer coisa por debaixo daquela camiseta. Suspirei pesado, sabendo que considerando aquelas roupas, isso seria o melhor que conseguiria. Sai do banheiro e desci as escadas, procurando o infeliz do Bieber e logo o encontrei na varanda parecido perdido em pensamentos.

- Vamos- Anunciei minha chegada já caminhando para a porta.

- Chris disse que eles pegariam um voo agora e nós iríamos no próximo porquê nos atrasaríamos e.,...- Ele parou de falar assim que me encarou - Q.U.E P.O.R.R.A.É.E.S.S.A?

- Blusa, Justin Bieber. Justin Bieber, Blusa.- Fiz um mero gesto de apresentação.

- Você não vai sair de casa desse jeito. - Percebi uma veia pulsando em seu pescoço.

- Ah eu vou, já estamos atrasados e não tem calça nessa mala. Cadê as roupas de frio?- Perguntei não achando que ele me deixaria ir pro Canadá  apenas de shorts mamãe sou puta.

- Ficou com a Caitlin sua outra mala - Ele pareceu perceber que pegou as roupas erradas - Achei que essa seria a que continha roupas de frio. -  Bieber revelou parecendo sincero, dei de ombros pegando a mala rosa que foi estipulada para mim.

- Nem tente me impedir, porquê vou sair assim mesmo. Não tempos tempo. - Ele bufou irritado e veio ao meu encontro.

Justin vestia apenas uma regata vermelha e uma calaça jeans preta, que mostrava metade de sua bunda, ele relembrava seu estilo aos dezessete anos. Quase quis perguntar onde estavam os supras para completar o visual. Caminhamos em silêncio e não conseguia conter o nervosismo. Estávamos voltando para casa. Provavelmente por muito pouco tempo, mas não pude deixar de estar excitada com isso. Assim que pisamos no térreo olhares curiosos passavam por todo meu corpo, Bieber segurou firme no meu braço e me puxou para dentro do táxi. Odeio o fato de saber que ele tinha razão ao me mandar trocar de roupa. Afundei no banco de trás, enquanto Justin passava as instruções ao táxista.

 

(..)

04:09 P.M

Quando pousamos no Canadá, o frio invadiu minhas pernas assim que saímos do aeroporto, tirando os berros do Justin referente a minha roupa a viagem foi tranquila. Obviamente ele dormiu durante as horas que passamos no avião, enquanto eu permaneci presa a pensamentos. O mais estranho era que não me sinto cansada. Bieber se afastou de mim para ligar pro Christian, fiquei ao lado de nossas malas tentando cobrir meu corpo atrás delas.

Justin voltou e apenas me encarou sem dizer nada antes de pegar as malas e caminhar para o táxi, bufei irritada e o segui.

-Oii - Me virei para ver um garoto loiro que aparentava ter uns dezesseis anos - Meu amigo, pediu seu número. - Meu corpo foi bruscamente para trás assim que bati com a pedra do meu irmão que havia parado de andar para escutar a conversa.

- Escuta aqui - Ele virou para o menino antes que eu pudesse responder. - Se você sair agora, eu não te mato. - Engolindo em sexo, o loirinho assentiu e se afastou.

- Precisava mesmo de tudo isso? - Perguntei mas ele me pegou pelo braço e empurrou meu corpo de encontro ao banco de trás do táxi.

Dessa vez Justin resolveu sentar na frente ao lado do taxista.

Passamos uns vinte minutos no carro e eu já me sentia leve por estar em casa. O Canadá é o País mais incrível que conheço, claro que não viajo muito. Meus pensamentos foram interrompidos quando o carro parou em frente ao cemitério que meus pais foram enterrados, todos os pelos em mim se arrepiaram.

- Achei que iriamos encontrar o Chris - Comentei antes de sair do carro.

 Por incrível que pareça, Bieber pagou a viagem.

- O zelador que estava no dia do roubo trabalha hoje até as 07:00 P.M - Ele comentou sem nem sequer me olhar.

- Está bravo? - O provoquei não me importando com o seu humor.

- Com licença - Justin já estava perto de um túmulo falando com um homem que se virou para ele.

- Olá - Respondeu me olhando profundamente, remotamente fui para o lado de Bieber, sentindo seus músculos rígidos quando encostei em seu braço. - Em que posso ajudá-los? - Ele perguntou e Justin se controlou o máximo que pode.

- Primeiro pare de olhar para ela - Ele apontou com o queixo para mim - Depois, somos filhos de Pattie e Pedro Bieber. 

O homem se recompôs.

- Já falei tudo para a policia filho, não temos ideia de quem possa ter feito isso com os pais de vocês, as investigações ainda estão correndo, não estão? - Justin assentiu e então encarou o nada. 

Se ele tivesse sentimentos eu diria que estar aqui, no cemitério, sabendo que tudo era sua culpa, devia ser devastador. Mas como o conheço sei que ele não sente nenhum remorso.

- Você não tem nenhuma informação sobre eles? - Perguntei sentindo minha voz falhar.

- Uma mulher visita o túmulo deles toda semana crianças - O zelador nos informou,

Justin e eu trocamos olhares antes dele quebrar o silêncio.

-Vamos descobrir quem é e o que quer. - Ele disse convicto após me arrastar para fora dali.

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Não aguento mais digitar entãoo... vou falar nada
Obrigada pelo apoio e me ajudem na divulgação.

SPOILER: (- ELA MORREU POR MINHA CAUSA PORRA!- Berrei o mais alto que pude
- Nós entramos nessa vida sabendo as consequências Justin. - Caitlin era a unica que ainda ousava me defender.
Os outros nem se quer me olharam, estavam ajoelhados ao lado da outra garota, chorando por sua perda. As ultimas palavras dela ecoaram na minha mente como um mantra
" Saia dessa vida Bieber, ou mais pessoas que você ama irão morrer" )


SEI QUE NÃO TENHO DIREITO DE PEDIR MUITO, MAS POR FAVOR, POR FAVOR, COMENTEM <3 preciso saber o que estão achando


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...