História Demons - Capítulo 14


Escrita por: ~ e ~GameKyu

Postado
Categorias Super Junior
Personagens Cho Kyuhyun, Choi Siwon, Lee Donghae
Tags Demonios, Donghae, Kyuhyun, Luta, Siwon, Vampiros
Exibições 83
Palavras 2.538
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OOI GENTE! Estou aqui para postar mais um capítulo e agradecer à todos pelo carinho!

Valeu!!

Valeu RAIXAAAA <333333

Capítulo 14 - Capítulo 13 Betrayed


Fanfic / Fanfiction Demons - Capítulo 14 - Capítulo 13 Betrayed

Betrayed

“Toda traição começa com confiança” — Shades Of Blue

 

Anne corria para a Search Creatures em busca do diretor. Tinha uma novidade para ele que acabaria com duas alunas da escola.

Entrou pelos portões de grade e foi em direção à sala do responsável, enquanto ficava abismada lembrando da cena. Parou em frente à porta de madeira, fechada. Bateu.

— Entre. — A pessoa do outro lado gritou.

Anne passou pela porta, encontrando um homem de quarenta anos, loiro, os olhos azuis. A pele era alva e macia, vestida por uma camisa social rosa acompanhada por uma calça jeans larga e sapatos sociais. As mãos estavam no bolso, ele encostado na mesa de vidro grande, que continha alguns papéis em pastas separadas.

Na sala haviam pinturas famosas como de Picasso e Van Gogh, dois em cada parede.

A menina loira recebeu o olhar inquisidor do diretor, que estava surpreso ao vê-la.

— Anne? O que faz aqui? É tempo de férias. — Falou, se endireitando na cadeira.

— Ola, senhor Wallis. — Sebastian Wallis era bisneto do fundador da escola. Assumiu o posto há dois anos. — É, eu sei que é estranho me ver aqui, mas eu precisava vir. Tenho uma coisa muito importante para falar com o senhor.

Preocupado, ele inclinou a cabeça.

— Por favor, sente-se.— Sebastian se acomodou na cadeira enquanto Anne fechava a porta e fazia o mesmo. Sentou desajeitada. Não queria entregar ninguém, mas deixar aquilo acontecer era uma opção fora de cogitação.

— Diga, o que lhe fez vir debaixo desse Sol em plenas férias?

Anne engoliu em seco. Mexia nos dedos enquanto o diretor olhava intrigado para ela.

— Quero que saiba que eu não tenho a intenção de prejudicar ninguém, só que isso põe em risco nossa segurança.

— Vá direto ao ponto, Anne.

Ela olhou nos olhos de Sebastian e contou.

▷▷▷

 

— Quanto tempo leva para chegarmos à sua casa? 

Ariela perguntou cobrindo o Sol com a mão. Achou melhor falar “sua casa” do que “inferno” perto das pessoas. Kyu havia retirado o sobretudo e o segurava nos braços. Os cabelos prateados eram embaçados aos olhos da ruiva. 

— Não sei. Mais ou menos dois dias? — Perguntou mais pra si mesmo.

— Kyu, não minta para mim. — Ela parou no meio da rua. — Se você leva alguns segundos para ir e voltar todos os dias, por que não podemos usar essa alternativa? 

— Porque — Ele se aproximou — são as regras. A verdade é que nenhum humano deve entrar nas profundezas do Inferno e DongHae quebrou as regras quando levou Luana.

— Então vamos quebrá-las para trazer minha irmã de volta.

— Não posso. Sou o Rei, fiz as regras diante do Criador e não serei eu a descumpri-las. É errado e mesmo eu sendo um demônio, não posso quebrar todas as regras que existem. É do meu reino que estamos falando. Você, Ariela Spencer, só vai entrar lá para pegar sua irmã e voltar. Essa é a única coisa que terei que explicar para quem vier tirar satisfações comigo, entendeu? Não quero mais confusões pra cima de mim.

— Tudo bem. Não precisava desse discurso todo. — Falou, confusa.

O demônio olhou sério pra ela e indicou a frente. 

— Passe na frente. 

— Começou a mandar, não é? Escute, vou parar no primeiro restaurante que eu vir e vou comer um prato cheio. Estou morta de fome.

— Então, nesse caso, nós podemos utilizar meus poderes. Para chegar ao Inferno, não.

— Essa parte eu já entendi, senhor mandão. Agora, me leve para o restaurante logo, vou desmaiar de fome!

Ela abraçou o demônio que riu da estratégia de levá-la junto à ele. Passou seus braços pela cintura dela e desmaterializaram. Chegaram debaixo de uma árvore frutífera e avistaram um restaurante à beira da estrada. 

— Graças à Deus… — Ela falou e Kyu a repreendeu.

— É a segunda vez que fala em Deus comigo. Pareço Deus para você?

— Graças à Kyu! — Esticou as mãos em direção ao chão, para simbolizar o Inferno, e caminhou em direção à sobrevivência.  Entrando, encontrou um local bem aconchegante. Havia um balcão e as vasilhas de self-service no meio, com os pratos e talheres ao lado. Ariela olhou o preço e retirou as notas de dentro da jaqueta. 

— Droga! — Sussurrou.

— Contando as moedinhas? — Kyu falou, colocando a comida em seu prato. — Não acredito que vai me deixar com fome, Faísca — Riu.

— É, pois acredite. Vamos embora. Me leve pra casa.

— Pode comer. Eu pago. — Ele piscou pra ela. — E não vá achando que sou seu chofer não, viu garota? Muito menos táxi.

— Bem, você não poderia ser meu chofer ou taxista em troca de… — Dedilhou os dedos pela camisa dele — Um beijo? 

Kyu riu, colocando o prato em cima do balcão. Olhou pra ela.

— Você se vende por tão pouco?

— Aproveita que ainda tá de graça. — Riu. 

— Bem, um beijo eu não aceito. Agora… Dois ou mais, posso pensar. — Mordeu os lábios.

Ariela concordou, colocando a comida no prato de porcelana. Logo sentaram em uma mesa quadrada ao canto do recinto. 
Ela tremia de fome.

— Por que não disse que estava com fome antes? 

— Eu… — Ela mexeu na comida com o garfo. — Me esqueci.

— Se esqueceu que estava com fome? 

— Sim. — É isso que acontece quando pega seu namorado transando com outra mulher e logo depois descobre que sua irmã foi para o Inferno com um demônio.

— Por causa de Phillip? 

Ariela olhou para Kyu, séria. 

— Olha vamos esquecer esse assunto, tudo bem? Você conseguiu o que queria, terminei com ele do pior jeito possível e..

 Eu consegui? Pense comigo. — Deixou o garfo no prato. — Se você não tivesse ido comigo para terminar com ele, você seria... Corna. — Ele riu da palavra. — E nunca descobriria que ele transava com uma garota de dezoito anos. Da idade de sua irmã.

Olhando por esse lado, ele tinha razão.

— Você sabia disso? 

— Claro. Senão não traria você.

— E por que não me contou antes? — Comeu um pouco da comida.

— Simples, porque você não confia em mim. Assim como não iria confiar se eu dissesse que aquela loira não foi a primeira.

— Sério? Há quanto tempo ele faz isso? — Disse decepcionada. 

— Bem. — Pegou o garfo novamente. — Lembra da primeira vez que nos encontramos no Vale?

— Como esquecer, né? 

— Pois então, enquanto você passava aquele susto todo, assim, olhando para essa belezura — Ele indicou o próprio corpo, fazendo Ariela rir. — Ele te traía. Enquanto você caçava pelo bem da humanidade, ele estava deitado com outra mulher. E essa mulher era sua amiga. 

Ariela largou o garfo.

— O… O quê? 

— Pois é. Por isso eu lhe pedi para terminar com ele, além de que você não o amava mais. 

— Quem era ela?

— Anabela. Mas esqueça isso, já passou. 

— Anabela é mais amiga de Luana do que minha. Agora tá explicado o porquê. — Comeu mais um pouco e bebeu o refrigerante que Kyu trouxera. — Bem, pelo menos agora não preciso me sentir culpada por ter te beijado antes.

— E nem as outras que virão.

Ela riu, sem graça. Aquele dia foi cheio de surpresa.

— Kyu. — Ela chamou depois de um longo silêncio. A comida do rapaz havia acabado até. — Posso perguntar uma coisa? 

— Pode. — Ele bebeu o refrigerante.

— Você já amou de verdade uma garota? 

O demônio encostou na cadeira. Ao longo dos anos ele nunca amou ninguém e não sabia o que era amar alguém de verdade. Mas admitia que o que sentia por Ariela era algo perto de amor. Ou além.

— Ao longo de todos esses anos? — Perguntou e ela concordou. — Não. — Ele a observava comer e sorria pelo fato de ela ser tão linda. — Mas acho que… — Ela o olhou, acabando a última garfada. — Que descobri o que é amor.

— É? Como? 

— Quando te vi. — Declarou. Não esperava fazer aquilo naquele momento, mas não conseguia guardar para si o que sentia por aquela ruiva raivosa. A mesma ruiva que riu quando ele disse aquelas palavras.

— Ah, por favor Kyu, pra cima de mim não.

— Não estou mentindo. Assim como eu não estava mentindo quando disse que gostava de você naquela noite no Vale. 
Ariela ficou sem palavras. Terminou de beber o recipiente do copo de vidro. 

— Kyu, eu… 

— Vamos. — Ele levantou, deixando o dinheiro em cima da mesa. — Vamos, vou te levar pra casa e amanhã a gente começa a trilhar o caminho para o Inferno

Ele sabia que ela falaria “não posso fazer isso, e blá-blá-blá”, portanto, economizou suas palavras. 

Ela ia falar algo, mas ele pegou as mãos dela e a levou para casa. Em alguns segundos ela estava de frente para a porta, os vidros quebrados e o cheiro de mato. A noite já caía e Kyu estava próximo dela.

— Pronto, está entregue. — Ele indicou a casa e se virou, mas Ariela o conteve, segurando seu braço e quando ele se virou, ela o beijou intensamente, segurando em seu pescoço. As línguas se tocaram, causando um arrepio enorme pelo corpo dos dois, enquanto o demônio segurava sua cintura. Ariela gemeu quando o maior mordeu seus lábios, sorrindo e quando cessaram, o surpreendeu com as seguintes palavras:

— Eu também gosto de você. Era isso que eu ia dizer quando você me cortou. 

— Pensei que você iria fazer o discurso de boa moça que não deve gostar de um demônio.

— Kyu, eu sou muitas coisas, mas boa moça não é uma delas. 

O rapaz gargalhou.

— Hum, então você é uma… Bad Girl

— É, pode dizer que sim. — Eles riram. — Amanhã a gente se vê, então. 

— Claro. E leve umas barrinhas de cereal, certo? Assim não morre de fome.

— Tudo bem — Ela riu, lhe arrancando outro beijo. — Boa noite — Sussurrou.

— Boa noite, Faísca — Fez o mesmo, beijando sua testa. 

Ariela entrou, acenando para Kyu. Jesse estava sentado no sofá quando ela fechou a porta. A garota viu o irmão olhando-a de longe, enquanto bebia um pouco de uísque.

— Sente-se — Ele bateu no sofá. — Acho que precisamos conversar. 

— Olha, temos muito o que conversar, mas pode ser depois do banho? Estou exausta. 

— Tudo bem. — Ele sorriu compreensivo. Continuou a bebericar o líquido enquanto a televisão transmitia um filme qualquer. Jesse não estava prestando atenção em nada depois que Luana fugiu. Não demonstrava perto de Ariela para não desesperá-la mais e também confiava na mais nova, sabia que ela não faria algo extrapolado.

Pelo menos ele contava com isso. 

Soltou um suspiro longo enquanto desligava a TV e subia para o quarto. O lugar dos vidros quebrados foi coberto por madeiras duras com pregos. Se trocou no quarto e esperou Ariela sair do banho.


▷▷▷

 

Ariela chegou ao quarto e desabou. Caiu no canto aos prantos, lembrando da cena com Phillip, de Kyu contando que não foi a primeira vez que ele a traiu. Ela deveria ter desconfiado, o jeito que ele falava, cheio de culpa e remorso, as coisas que lhe dizia. Phillip dizia que a amava.

Chorou por causa de Luana, por tê-la trocado por um demônio ao invés de ouvir o que a ruiva tinha a dizer. 

Chorou por sua vida. 

Por ter que mentir, por estar gostando de um demônio, rei do inferno.

Após se martirizar por alguns minutos, ela se reergueu pegando uma roupa e toalha. Debaixo do chuveiro, a água quente se misturou com as lágrimas salgadas, agora por desabafo do coração.

Lavava os cabelos para retirar a poeira da estrada, lembrando dos carinhos que KyuHyun fizera por todo o percurso. Até conseguiu sorrir por um instante. Iria trazer Luana de volta.

Voltariam a ser a família unida que sempre foram. 

Ela desligou o chuveiro. Lentamente secou com a toalha macia, lembrando da língua de Kyu tocar a dela e os dedos tocarem sua nuca.

Talvez ela estivesse apaixonada demais. Talvez estivesse amando.

Ariela se trocou, um pijama vermelho de viscose e foi procurar por Jesse. Mas não precisou, encontrou o garoto no corredor seguindo para o quarto dela.

— Ia te procurar.

— Eu sei. Vamos, entre. — Ele indicou a cama dela, sentando ao seu lado. 

— Então, qual a novidade?

— Estou solteira. 

— Imaginei. Como foi?

— Phillip me traiu. — Ela olhou para Jesse, os olhos lacrimejados. — E parece que não foi a primeira vez.

— Como assim?

— Eu cheguei e ele estava com outra pessoa. Kyu me contou que não foi a primeira vez.

— Ariela...

— Mas isso não é importante. Eu... Descobri onde Luana está.

— Mesmo? — O coração de Jesse acelerou. — Onde?

— Temo que você não vá gostar. — Ela olhou bem no fundo dos olhos negros de Jesse. — Ela fugiu com DongHae para o Inferno.

— Ela o quê?! Como? Por quê?

— Não sei. Mas vou trazê-la de volta. 

Os olhos de Jesse eram pura tristeza. Nunca pensou que Luana chegaria a tal ponto. Ao ponto de trocá-los por um demônio. Então ele chorou e a irmã o consolou, mas a verdade era que apenas se consolariam quando Luana voltasse.

— Vai ficar tudo bem, Jesse — Ela sussurrou, beijando o rosto dele. — Vai ficar tudo bem.

— Eu não sei porque ela fez isso, mas…

— Eu sei. Mas vai ficar tudo bem.

— Agora… Você sabe no que está se metendo, não sabe? — Seu olhar dizia que ele se referia à KyuHyun.

— Eu sei.

— Sabe que ele é um demônio. A natureza dele é fazer mal às pessoas.

— Eu ainda estou confusa. Tenho que pensar.

— Certo. Quando encontrarmos nossa  irmã, terei uma conversa séria com ela.

— Encontrarmos?

— Sim, eu vou com vocês procurar Luana.

— Por quê?

— Porque ela é minha irmã também. E porque não posso deixar você ir sozinha com o rei do inferno para o território dele.

— Não, Jesse, e se Luana quiser voltar para casa? Quem vai recebê-la?

— Não acredito que ela vá voltar antes que a achemos.

— Jesse…

— Não se preocupe, Ariela. E sim, eu vou atrapalhar o romance de vocês dois, esse é um dos motivos para eu ir. Eu disse para você não esquecer que ele é um demônio.

— Eu sei o que ele é. — Ela estava nervosa, queria gritar com o irmão, mas o respeito por ele falou mais alto. — Amanhã resolveremos isso.

— Certo, mas não esqueça: Estou aqui pro que der e vier, tudo bem?

— Sim. — Ela riu, beijando o rosto dele.

Jesse saiu do quarto, lhe desejando boa noite enquanto apagava as luzes e fechava a porta.

 

▷▷▷

 

Estava frio.

Luana estava com fome, mas a vontade de se levantar daquele sofá era a mínima possível.  Seu pensamento ainda estava em Ariela, não acreditava em como ela poderia ter sido tão falsa.

— Vai ficar desnutrida, criança. — Aquela voz melódica adentrou seus ouvidos repentinamente.

— Não quero comer. — Mentiu, olhando para o teto.

— Claro que quer. Escute aqui. — Ele sentou de frente para ela, a expressão estressada. — Se você morrer em minha responsabilidade, vão me culpar, e sabe Luana, eu não gosto de culpa!

Luana estremeceu, vendo o garoto pegar um prato de porcelana em cima da mesa. Quando aquilo tinha ido parar ali?

— Coma. — Ele entregou-a o objeto. — Quer algo para beber?

Por medo a garota apenas balançou a cabeça em negativa.

— Certo. — DongHae levantou. — Vou sair e quando voltar, quero este prato vazio. — Apontou para o objeto. —  Entendeu? Va-zi-o!

— Tudo bem. — A voz dela saiu num sussurro. Ao mesmo tempo que ela não entendia o motivo daquele chilique todo, achou muito fofo da parte dele se preocupar com ela.

Luana queria saber: Por que sempre que estava perto de DongHae, seu coração acelerava?


Notas Finais


E Então, gostaram? Espero que sim! Se puder, comentem, é um grande incentivo!

Kissuz, até domingo! <3


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