História Demons - Capítulo 21


Escrita por: ~ e ~GameKyu

Postado
Categorias Super Junior
Personagens Cho Kyuhyun, Choi Siwon, Lee Donghae
Tags Demonios, Donghae, Kyuhyun, Luta, Siwon, Vampiros
Exibições 47
Palavras 3.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ooi geeeenttt!!!
Queria dizer que esse capítulo é um dos meu favoritos, e sei que vocês irão me matar após lerem isso </3

Eu recomendo ouvir a música Tell Me What Is Love do D.O, que estará nas notas finais.
Kissuz, agradeço à todos que estão acompanhando.

Capítulo 21 - Capítulo 21 I Will Never Forget You (Tell Me What Is Love)


Fanfic / Fanfiction Demons - Capítulo 21 - Capítulo 21 I Will Never Forget You (Tell Me What Is Love)

 I Will Never Forget You (Tell Me What Is Love)

Ariela estava deitada na cama de seu quarto na Search Creatures, os olhos fechados, pensando em alguma coisa. Tivera um dia cheio na Escola, treinamento, luta corpo a corpo, e ainda,  aguentou Phillip pedindo desculpas incessantemente durante o intervalo. Mas nada adiantou. Ela não o perdoaria, ou melhor, já havia esquecido, pois seu coração agora batia mais forte por outra pessoa.

Os pensamentos da ruiva iam e voltavam para a pequena e inesperada aventura no Inferno. Por pouco, ela não perdeu a irmã. E tudo por culpa de si mesma, das mentiras, omissões.

De suas escolhas. Mas não se arrependia, de jeito algum, pois sabia que era tudo pela segurança da amada irmã.

Ela se levantou, abrindo a gaveta da escrivaninha do quarto e pegando uma foto antiga de sua mãe. Quando se deitou novamente, acariciou o papel, já um pouco velho.

— É mãe… — Começou a dizer, algumas lembranças tomando conta de sua mente. — Você deve estar sabendo de tudo que aconteceu por aqui, não é? Que Luana descobriu toda a verdade sobre o pai… E que fugiu para o Inferno com DongHae, que eu tive que recorrer à KyuHyun, um dos reis do Inferno. — Ela suspirou, lembrando de tudo. — Deve saber também que me deixei levar por seu charme e acabei entregue à ele. E que ousei dizer que gostava daquele idiota. Obviamente, esse sentimento não é recíproco. — A garota riu sem graça. — Você não deve estar orgulhosa de mim.

Ela não teria dito nada daquilo se soubesse que KyuHyun estava ali, encostado na parede, os olhos atentos à observar a garota na cama, e que, quando ouviu aquelas palavras, seu coração — se é que tinha algum — doeu. Forte. Não era verdade. Ele gostava de Ariela. E muito mais do que imaginava.

— E sabe mãe… — Ela continuou a dizer. — Eu gostei. Gostei da noite de amor que tivemos. Porém, quando acordei no outro dia… Me arrependi. — Com essas palavras, um pequeno vaga-lume apareceu na janela, e, com os olhos em lágrimas, Ariela chegou perto dele. Uma pitada de esperança. — Deve ser apenas coincidência. — Disse para si mesma, enquanto observava a paisagem lá fora. Na verdade, procurava por Kyu, o até então dono daquele curioso inseto. — Eu disse, era apenas coincidência. — Fechou a janela de madeira.

— O que era coincidência? — Aquela voz melódica fez o corpo da garota estremecer. Kyu estava lá, com um dos porta-retratos da cômoda nas mãos.

— Kyu? — Ela disse e, para sua surpresa, o tom de voz saiu mais feliz do que imaginava. Seu coração parecia sair pela boca.— O que faz aqui?

— Eu? — Ele olhou ao redor. — Vim te ver, claro. Queria saber se você e Luana estavam bem. — O demônio devolveu o objeto ao seu local e enfiou as mãos no sobretudo, que hoje, era de cor azul marinho, os sapatos novos, e uma camisa branca por debaixo do casaco. A calça, era a de sempre.

— Ahm… — Ela caminhou para o lado dele, cruzando os braços. E a timidez ataca novamente. — É… Estamos bem. Nesse momento, ela e Jesse estão passeando por algum lugar.

— Fico feliz por isso. — Como se por instinto, subitamente ele acariciou os cabelos dela. — E a Search Creatures? Pelo jeito conseguiu suas vagas de volta.

— Bem, não seria justo um demônio me julgar por estar envolvida com outro demônio. — A garota riu. — Ele disse que iria fingir que nada aconteceu e que era bom ter alunas como eu e Luana na escola. Sabe, eu senti que ele tem um certo favoritismo pela minha irmã. — Eles riram juntos. — Sei que não tive tempo para agradecer o que você fez. — Seu corpo já estava bem perto do garoto. — Mas agora eu posso. Obrigada, Kyu. Por tudo. Apesar de ter me enganado quanto ao caminho para o portal... O que me lembra que tenho de castigar você.

— Foi porque queria passar um tempo maior ao seu lado. — Ele a interrompeu, surpreso. — Só fui por aquele local porque… Queria conhecer você e que você me conhecesse também, alguém além de um demônio mau e interesseiro.

Ariela sofreu um baque. Nunca pensou que ouviria aquelas palavras vindas da boca daquele demônio.

— Ahm… — Ela respondeu, vermelha. — Entendo, claro.  Mesmo assim, obrigada.

— Mas não precisa agradecer, eu também não podia deixar uma humana, mesmo que filha de um demônio, ficar no Inferno. — A ruiva revirou os olhos, ele estava fazendo aquilo de novo. Irritando-a. — O que vai fazer agora? — Perguntou, aparentemente curioso. Seu olhar era lânguido, distante. E Ariela reparou nisso.

— Eu? — Olhou ao redor, sorrindo. — Bem, até o momento, nada. Por quê?

— Quero levá-la à um lugar. — Declarou.

— Que lugar? — Ela perguntou, desconfiada.

— Surpresa. — Riu aquele típico sorriso sacana. — Você vai?

— Vai demorar? Luana está pra chegar e…

— Não vamos demorar. Mas você nunca se preocupou com horário, Faísca. —  Assim que Ariela ouviu aquele apelido, um sorriso se formou em seus lábios vermelhos.

— É que… — Qual será a desculpa dessa vez, Ariela? — Posso deixar um bilhete, né? — Kyu riu e concordou. Logo a ruiva pegou um pedaço de papel e escreveu pouca coisa nele. — Então tudo bem. Eu… Só vou trocar de roupa. — Só agora que ela havia percebido que estava com um short curtíssimo e uma regata colada. Pronta para dormir.

— Eu acho que não precisa. — Kyu reparou em seu corpo, mordendo o lábio.

— Mesmo?

— Sim. Dessa vez, não vamos caminhar, nem nada parecido.

— Você vai fazer… Aquilo? De teletransportar?

— É, vamos. — Ele riu acariciando seu rosto. Seu olhar, agora, parecia mais penetrante que o normal. Tinha algo nele que Ariela não sabia dizer o que era.

— Tudo bem, eu preciso levar alguma coisa? A adaga, por exemplo.

— Não, não. Prometo que nada vai lhe acontecer.

Ariela confirmou e como, supostamente, sabia o funcionamento daquilo, abraçou o demônio, enquanto este se aproveitava para acariciá-la. Ledo engano, ela não precisava abraçá-lo, mas Kyu não revelaria isso nunca. De repente, aquela sensação de ‘voar no tempo’ aconteceu, as pessoas caminhando rapidamente. Foi quando pararam dentro de uma cabana, pequena, e pouco iluminada.

— Onde estamos? — Ela perguntou, tentando inutilmente reconhecer o local, desvencilhando do corpo dele.

— Em uma cabana qualquer. — Kyu olhava ao redor. —  Não se preocupe, é perto de sua escola e do Vale dos Sussurros, pro caso de querer fugir... — Sorriu.

— Não vou fugir. E o que viemos fazer aqui?

— Conversar. Apenas isso.

— Sobre o quê?

— Você. Eu. Nós. — Ele olhou para as escadas. — Vamos, tem um quarto aqui em cima.

A garota o seguiu, as madeiras do local rangendo de tão velhas.

— Por que desapareceu por tanto tempo? Pensei que iria me encher o saco no dia seguinte.

— É… — Ele riu. — Tive que resolver umas coisas. — Mentiu. A verdade era que se corroía de saudade e não podia vê-la. — Agora estou aqui.

— Estranho, mas está. — Para a surpresa dos dois, Ariela entrelaçou seus braços no pescoço do demônio. — O que aconteceu?

— Muitas coisas. — Sussurrou cansado.

— Tudo bem, mas antes de explicar, de me encher o saco… Podemos matar a saudade? — Ela revirou os olhos. — Nunca pensei que falaria isso, mas… Quero transar com você.

Kyu riu.

— Só pra isso que eu sirvo? Um simples objeto sexual?

— Simples? Quem disse que você é simples? É um dos objetos mais avançados que existem. — Ela riu. — A não ser que não queira fazer amor comigo. — Ariela começou a distanciar, mas as mãos grandes de Kyu agarraram sua cintura.

— Impossível. É o que mais quero. — Era verdade, Kyu estava com muita saudade do corpo da ruiva, de seus gemidos, de sua voz manhosa chamando por ele. E era disso que queria se lembrar quando fosse embora.

Então, lentamente começou a levantar a blusa dela, espalhando beijos por seu pescoço. Ela retirou as vestimentas dele, sentindo os lábios quentes morderem sua clavícula, esquecendo que as luzes estavam acesas e a janela, aberta. Logo ela estava em seu colo, nua, sendo carregada para a cama daquela cabana deserta, que parecia ser feita apenas para aquele momento.

Ariela quis esquecer o que tinha ido fazer ali, sobre o quê Kyu gostaria de conversar. Não queria pensar no pior, por isso, apenas reparou que KyuHyun estava mais gentil que o usual, ainda não havia implicado com ela, o que já era uma forma de irritá-la: Não sendo ele mesmo. Quando os movimentos começaram, sentiu os dedos largos dele passarem lentamente por seu corpo, que ansiava pelos toques daquele terrível ser, e logo demonstrou felicidade de tê-lo ali através de longos arrepios.

Pareciam captar sua essência, para nunca mais a esquecer. Não precisa detalhar as sensações que ela sentia e sim, as que o demônio presenciava.

Coração acelerado.

Uma vontade imensa de chorar. Coisas que ele nem sabia que existiam e podia fazer.

O desejo de nunca a deixar ir, mas a dor de saber que era preciso.

Saber que era o melhor para os dois.

Já havia esquecido do castigo, de ter prometido nunca a ver mais, porém, ali estava ele não só conversando, mas fazendo amor com ela. E era um amor verdadeiro. Daqueles de primeira viagem, que nos deixa bobos e com vontade de andar por jardins de flores com botões abertos. Aquele inocente, que causa as chamadas borboletas no estômago.

Kyu riu por isso.

Riu por ter se deixado levar por uma mulher humana, corajosa, que fazia de tudo por sua família, que aguentava todo tipo de problema. Talvez fosse isso que o chamasse atenção, nunca tinha conhecido uma mulher como ela. Todas que haviam passado por sua vida queriam apenas coisas banais: Dinheiro, fama, ou qualquer outra coisa que não se chamava amor.

De repente, uma música começou a tocar em sua cabeça, uma que se encaixava perfeitamente naquele momento.

E começou a sussurrá-la.

Nareul saranghaji anneun neoreul ijeun chae

(Você foi a única que nunca me amou)
Hago sipeotdeon modeungeol hago sarado

(Tudo o que eu sempre quis era viver ao seu lado)
Meorissoge neon jeoldae jiwojijiga anha
Dodaeche

(Nunca te apaguei da minha mente)

Ele distribuía gentilmente selares pelo rosto macio, que ele sabia, suspirava de prazer e saudade daquele ato tão insano e pecaminoso. Sua mente o ludibriava a cada segundo, o fazendo lembrar dos momentos de raiva e sorrisos que tivera com Ariela. Aquela garota… Ele jamais esqueceria.

 

Heeojil junbiga andwaesseo, wait a minute

(Eu não estou pronto para isso no fim, espere um minuto)
Gidarimeun neomu gireunde has no limit

(O caminho que andamos enquanto esperamos não há limite)
Daedap eomneun neol jakku bulleodo
Meariman dorawa (oh)

(As minhas chamadas não atendidas são meros ecos, volte para mim)

Neoreul ilkodo
Saraganeun naega neomu silchiman
Eonjenganeun irago baraenda
Oh, tell me, what is love?

(Eu quero me mover e viver a minha vida)
(Cedo ou tarde, eu irei desaparecer)
(Oh, me diga, o que é o amor?)
(Diga-me, o que é o amor?)

 

— Diga-me, o que é o amor? — Ele repetiu a frase baixinho no ouvido dela, que apenas riu.

— É o que sinto por você. — Ela sussurrou de volta, beijando o seu pescoço. — E o que sempre irei sentir.

Kyu se sentiu culpado. Uma coisa ruim se apoderou de seu coração.

Ele teria mesmo que fazer aquilo?

Seus olhares se encontraram, e, pela primeira vez na vida, foi como se KyuHyun, o rei do Inferno, estivesse no Paraíso. Uma felicidade inexplicável tomou conta de seu corpo e espírito.

Quando se deitou ao lado dela, fitou o teto tentando imaginá-lo como seu marido, ou apenas, presenciando aqueles típicos momentos de chatice.

Ele olhou para ela. Riu. Beijou seus lábios.

Havia a imaginado dizendo: Vai para o Inferno, demônio de merda!

Sim, ele sentiria falta daquilo tudo. De todos os apelidos, tapas, e xingos. Sentiria falta de Ariela Spencer.

Como nunca sentiu em sua existência por ninguém.

Por um momento, nada disseram. Um olhar era suficiente. Até aquela expressão de menina que Ariela conseguiu passar para Kyu preencher a visão, agora turva, do demônio. Entrelaçou seus dedos.

— Eu também amo você, Ariela. — Ele riu. — Mesmo você sendo uma pirralha irritante e malcriada.

— Mesmo sendo um demônio idiota. — Ela riu, sendo apertada no nariz. — Ainda assim, você me conquistou.

— É, as garotas caem por mim mesmo. Já me acostumei.

— E lá vai ele… — Ela colocou os braços atrás da cabeça, sorrindo. O homem apenas riu, olhando a noite pela janela. Então ele se surpreendeu quando ela sentou no colo dele. — Sabe, eu gosto de transar com você. — Ariela declarou, sentada no colo dele, sorrindo. — Mas essa noite foi diferente. Como se… Estivéssemos conectados.

E estamos, ele pensou.

— E ainda sinto que há algo de errado com você. Agora me diga, por que demorou tanto para me procurar?

— Me conte de você. — Ele fugiu do assunto. — O que você tem feito? — Suas mãos acariciaram as pernas nuas dela, enquanto a garota pensava na resposta

— Não sei se deveria falar isso, mas, pensando em você.

É só o que tenho feito.

— É? — Riu, soberbo. Aquelas palavras apenas o deixava mais apaixonado. — Pois eu também. Estava com saudades, Faísca.

— Então por que não me procurou?

— Procurei. —Declarou. — Um dos ‘meus’ vaga-lumes — Riu com suas palavras. — te procurou, mas você dormia tranquilamente. Pesado. Parecia sonhar com alguma coisa. Fiquei esperando por uma hora, mas você não acordou.

Ela se lembrou, foi o dia em que dormiu demais, sonhou com Kyu, e acordou com Jesse a sacudindo.

— Hum, mas não procurou mais. E não entendo por que não quer me dizer o motivo.

Kyu olhou a janela. Ele não queria, mas sabia que tinha chegado a hora. A hora que ele nunca quis que chegasse.

— Aconteceu uma coisa, Ariela.

— Eu sabia…

— E eu não poderei mais te ver.

— Por acaso vai me abandonar?

— É… Meio que é isso mesmo.

— Por quê? — Ela entristeceu. — Você disse que me amava.

— E eu amo. É por isso que tenho que fazer isso.

— Eu não estou entendendo…

Kyu se endireitou na cama, enquanto a puxava para mais perto de si.  

— Acontece que fui proibido de visitar você. — Ele olhava nos olhos dela, acariciando seus cabelos. — Depois daquela confusão da sua irmã e DongHae… Caloth nos proibiu de chegar perto de vocês. — Se referiu aos irmãos também. —  Portanto, não era para eu estar aqui. — Ele olhava sério para ela e Ariela nunca vira uma expressão tão sincera no rosto de Kyu. — Mas vim porque estava com muita saudade de você. E porque devia explicações, Minha Faísca. E quero carregar suas lembranças comigo pra sempre. Mas não posso deixar que isso aconteça com você. Até porque, eu sou um demônio. Isso nunca daria certo.

— Vocês  foram proibidos de nos ver? Por quê?

— Isso não vem ao caso. Acontece que não posso suportar a dor de saber que você está sofrendo. E por isso, tenho que fazer uma coisa.

— Que coisa, Kyu? — Perguntou, com medo. Lágrimas escorriam de seus olhos, era tarde. Foi tarde quando descobriu que o amava. — Eu te amo, Kyu, então por favor, não tire esse amor de dentro de mim.

— Eu também te amo, Ariela. — Ele riu enquanto limpava suas lágrimas e novas surgiam em seus olhos. — Só Deus deve saber como você me mudou. Até então eu não conhecia isso. — Ele apontou os pequenos filetes de lágrimas que escorriam de suas íris. — E nem o que era amor. Você me fez sentir coisas inexplicáveis, e confesso que fiquei com medo desse sentimento. Apavorado, na verdade. Todas as vezes que me pegava lembrando de você, percebia que o que tenho aqui, — Ele apontou o peito. — batia muito mais forte. Me deixava mais feliz do que quando costumava torturar almas. Você é um anjo, Ariela, e eu um reles demônio. Isso nunca daria certo. Não haveria confiança.

— Eu confio em você. — Declarou. — Sempre confiei. É por isso que eu saía com você sem avisar ninguém, que sempre lhe encontrava nos Vales, principalmente quando me deu a cura de Jesse.

— Mas eu não confio em você. — Ele falou, sentindo o coração de Ariela quebrar ao meio de longe. — Porque é de minha natureza. Não confio em ninguém. Nem em mim mesmo. Nem em meus irmãos.

A ruiva olhou para os lados, procurando qualquer saída para aquele problema. Estava sofrendo mais do que quando descobriu a traição de Phillip. Sua crise de ansiedade estava atacando, assim como a aceleração cardíaca. Ela queria ir embora.

— Eu… Não quero que isso acabe. — Ela falou, em meio à lágrimas. — Quando terminei com Phillip, não doeu tanto quanto está doendo agora. Porque tinha você ao meu lado. E quando você for embora, não vou ter ninguém.

— É por isso que preciso fazer o que vim para fazer. — KyuHyun suspirou. Ariela sabia que ele não dava ponto sem nó. — Apagarei suas memórias. Todas em que eu estiver. Do momento em que me conheceu, até agora.

— Não, você não vai fazer isso! — A garota agora se encontrava desesperada. Suas forças se esvaíram. — Você não pode.

— Eu preciso. Nós dois sabemos, Ariela, isso não pode dar certo. — As lágrimas dele já pingavam no colchão da cabana.

— Não vou deixar. — Ela tentava se desvencilhar dos braços dele, mas aquele demônio era mais forte que si mesma. Droga, deveria ter levado a adaga!

— Vai. Pro bem de nós dois. — Ele levantou as mãos até a cabeça dela. — Não vai doer, apenas incomodar um pouco. Você vai acordar na Search Creatures e vai parecer que dormiu mil anos, mas vai estar segura. Me desculpe, Faísca, mas preciso fazer isso. Vou lembrar sempre de você.

— Não. — Ela abaixou o braço dele enquanto olhava atentamente aos seus olhos. — Não quero esquecer você. Por favor, Kyu!

— Você vai conhecer outras pessoas. — Ele sorriu fraco. — Vai amar de novo. Vai encontrar alguém melhor do que eu.

— Não quero outra pessoa. — Ariela declarou. — Eu quero você.

Kyu riu.

— Você não sabe o quanto fico feliz em ouvir isso, porém, é tarde demais. — O demônio continuava a acariciar os cabelos vermelhos dela. Aqueles cabelos macios que ele nunca esqueceria. — Eu também me vi apaixonado por você tarde demais. Não podia fazer mais nada. Eu sempre soube que isso não podia continuar. — Ele limpou as lágrimas que escorriam incessantemente dos olhos dela. — Agora…

— Não, meu amor… — Aquelas palavras fizeram Kyu abraçar a ruiva, o coração se desfazendo em outro pedaço. — Não faça isso.
— Ariela Spencer, eu preciso. — Finalmente ele assumiu um tom autoritário. — Sou um demônio, posso aguentar a dor, porém, não posso aguentar saber que você está sofrendo. E por minha causa. Portanto, preciso fazer isso. Sabe por que escolhi o vaga-lume como nosso "porta-voz"?— Kyu perguntou, acariciando a bochecha macia de Ariela, que apenas fez uma expressão de dúvida.— Porque ele é a única luz onde há escuridão. Como no interior, por exemplo. Você sempre verá um pirilampo iluminar um caminho. E foi isso que você fez em mim, Faísca. Iluminou minha escuridão. A escuridão que me corrompeu por todo esse tempo. E realmente, não quero voltar pra ela. Mas é preciso. — Então ele segurou suas têmporas, levemente, e pareceu que Ariela dormia. — Eu amo você, Minha Faísca.


Notas Finais


E então, choraram muito? Eu sim! Eapero que possam comentar! É um grande incentivo!

Link da música Tell Me What Is Love >>> https://youtu.be/57LbVkW5Gbw


Ps: Não terá segunda temporada por motivos de falta de inspiração.


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