História Demons (Reescrita) - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~HlloFromCherrie

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Alan Deaton, Chris Argent, Decaulion, Derek Hale, Enis, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Jordan Parrish, Kali, Lydia Martin, Malia Tate, Marin Morrell, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Personagens Originais, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski
Tags Derek, Sterek, Stiles
Visualizações 108
Palavras 2.503
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - When your dreams all fail


Fanfic / Fanfiction Demons (Reescrita) - Capítulo 6 - When your dreams all fail

Point Of View - Stiles

Meus gritos de dor ecoavam por toda a casa, e eu mal conseguia lidar com tanta agonia, mas Julia parecia de divertir muito.

Bruxa idiota...

Lembro-me de quando ela fizera questão de mostrar o quanto Derek era apaixonado por ela, de jogar na minha cara que era a ela quem ele dava amor e não a mim... Até que ela se foi e ele ficou destruído. E bem, eu tive que ajudar.

Após alguns meses, Derek finalmente voltara a ser o mesmo, mas eu sempre senti certa tristeza em sua voz, e desanimo em seus atos. Ela feriu o Hale de modo profundo, e agora, estava ferindo a mim.

— O que você pretende fazendo isso? — pergunto, gemendo de dor quando a mesma aperta um dos cortes de minhas costas.

— Eu quero que o Derek sinta a dor, veja o que eu fiz a você. Eu quero que ele se arrependa de ter te escolhido. — suas palavras me deixaram confuso, e a encarei. — Oh, você não sabe? Bem, o lobo de Derek te ama. Quando eu soube, fiz algo que ele nunca irá esquecer. E vou fazer algo que você nunca irá esquecer agora também.

Eu não conseguia ver muito, ou sentir nada além da insuportável dor que me levou rumo a inconsciência.

Quando acordei, estava nu, jogado em um chão repleto de folhas secas.

Era noite, meu corpo ainda sangrava e minha respiração estava esganiçada. Eu estava nervoso, dolorido e com frio.

Onde Julia me jogara?

Demorei alguns minutos para me dar conta de que estava à beira do penhasco que dava vista à Beacon Hills.

Ótimo... Eu sequer sei andar por toda essa reserva.

Mais longos minutos se passaram, meu corpo estava fraco demais para me sustentar de pé, mas eu precisava me levantar. Então, um uivo necessitado ecoou, me atingindo e me fazendo mover um tanto desnorteado.

Era Derek... Ele estava procurando por mim.

Sem pensar muito, me coloquei de joelhos, e ao levantar, tive sorte de segurar para não cair novamente.

Eu estava perdido... Precisava sair desse lugar, mas algo não deixava minha pernas se moverem, e não era apenas fraqueza. Havia algo mais, algo que doía em meu peito e queimava minha pele. Me fazia querer chorar e gritar ao mesmo tempo, então, antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, algo tomou minha visão, me deixando no escuro. E todo esse preto foi preenchido com a imagem de meu quarto. Estava tudo em seu devido lugar, e também era noite.

Por que meu quarto?

Eu entendi quando olhei para minha cama, pois lá estava Deucalion, abusando de mim enquanto eu não tinha consciência.

O alfa ainda tinha as unhas em minha nuca, mas já não tinha as presas e meu ombro, o que já era bom sinal.

Julia estava fazendo isso... Ela estava lá, vendo-o me estuprar...

— PARA! — grito, na intenção de que tudo acabasse, então a sinto atrás de mim, segurando meu maxilar enquanto me forçava a assistir Deucalion me violentando.

— Olhe, Stiles... Olhe como você fica lindo quando a musa dentro de si lhe toma. — não entendi suas palavras, mas olhei do jeito que ela ordenou, e para minha surpresa, vi meu olhos se abrindo, mas não eram do âmbar de sempre. Estavam violetas...

Encarei Deucalion, ainda sério e aparentando estar sentindo dor, porém, calado.

— Que merda está acontecendo comigo? — minha voz sai chorosa.

— Esse é o seu real eu, Stiles — a voz da mulher era arrastada e satisfeita, e minhas pernas quase falharam quando vi os olhos de Deucalion tomando o violeta que eram os meus.

Como eu não lembro disso?

Não perguntei em voz alta, estava distraído demais vendo as runas da mesma cor de meus olhos surgirem em minha pele. Todo o meu corpo, da cabeça aos pés estava preenchido de runas, e meu olhar, apesar de toda a agonia, era intenso, poderoso... Havia algo ali, eu era algo... Incontrolável. Eu notei isso pelo fato de Deucalion cravar mais fundo as garras em minha nuca. Tão fundo que fez tanto meu nariz quanto minha boca sangrarem.

Eu estava tentando ataca-lo...

— Você deve poder a mim... Minha musa. — ele disse, se abaixando e mordendo meu pescoço.

Me encolhi e soltei um grito mudo.

Todas as runas e meus olhos ficaram brancos...

— O que é isso...? — pergunto, incrédulo.

— É você deixando seu alfa mais forte — Julia sorriu. — Você relutou, mas ele pegou o que é dele por direito. Afinal, você é a musa dele.

Choraminguei.

— Eu não quero...

— Mas não é você quem escolhe.

Com minha visão turva, vi Deucalion voltando a se mover e largando meu pescoço. Havia sangue em sua boca e eu me encontrava desmaiado novamente.

Coloquei a mão em meu pescoço e não senti nada... Onde estava essa segunda mordida? O que aconteceu? Por que tudo doía tanto?

Gemi ao me mexer, meu corpo formigava e eu sentia meu interior arder. Por mais que eu tentasse me mover e sair da cama, estava tudo pesado, uma tonelada em cima de mim. Então, a porta se abriu, revelando Ennis em trajes pretos e uma assustadora expressão fechada.

— Levanta, seu merdinha

Fechei os olhos, eu não conseguia...

O homem me olhou, pegando-me pelo pescoço e suspendendo-me.

Automaticamente comecei a chorar e procurar por ar.

— Quando eu te mandar fazer algo, você faz.

Me soltou, deixando meu corpo enviar choque dolorosos por toda sua extensão enquanto eu tentava me pôr sentado.

Eu chorava de medo de dor.

Era Ennis quem me espancava quando eu fazia algo errado, mas eu não estava fazendo nada... Eu não tinha forças para fazer o errado.

— Eu não consigo, Ennis... Perdão... Eu não consigo... Por favor, não me machuque.

O alfa riu, pegando-me pelo cabelo, me arrastando para fora do quarto e me jogando escadas abaixo. Cheguei ao andar de baixo sem muita consciência, mais dolorido que antes e com péssimo sangramento nasal.

Em seguida, Ennis e Evan me pegaram pelos braços, me ajoelhando à frente de Deucalion que estava sentado no sofá.

— Como está hoje, Stiles? — o loiro me perguntou, e ouvi uma risada feminina.

Julia...

Estremeci.

— Vejo que nossa amiga já te apresentou sua musa... Essa noite pretendo encontrá-la novamente, mas com você acordado, claro.

Choraminguei...

O que eu fiz de tão errado? Perdi minha mãe, meu pai está em coma, sou apaixonado por um cara que me ignora... Creio que notas ruins em física não sejam um motivo tão válido.

Suspirei, assentindo às palavras de Deucalion, eu não tinha mais o que fazer, eu deveria obedecê-lo, era o único jeito.

O loiro mandou que Ennis e Evan me dessem um banho, mas Evan disse que poderia fazer sozinho. Ele era o único que não havia me tocado, nem feito nada de ruim. Eu sabia que aquele alfa não era uma pessoa boa, mas também ouvi falar que ele não matou seus betas, pois não tinha nenhum. Se livrando da principal regra para entrar nessa alcatéia estranha.

Evan tinha cabelos ruivos, uma barba cheia e pele pálida. Era um dos únicos que se lembrava que eu era humano e precisava comer, beber e tomar banhos durante o dia. Era o único que fazia o favor de me ajudar a andar quando não conseguia, e o único que se dava o trabalho de perguntar como fora meu dia.

Com certeza, Evan era o mais próximo de um alfa de todos eles.

— Por favor, eu preciso que fique de pé... Não posso te dar banho deitado no chão.

Suspirei e tentei me pôr de pé, desabando novamente, mas sendo segurado antes que pudesse cair no chão.

— Tudo bem... Tudo bem...

Sua voz era suave, e eu o encarei.

— Que foi? — ele sorriu.

— Por que está com eles? Você é bom...

Novamente ele sorriu, mas não respondeu. Ao invés disso, tirou os sapatos e adentrou o box enquanto segurava minha cintura.

Quando o chuveiro foi aberto, Evan segurava meu rosto para que a água pegasse direto no topo de minha cabeça, e meu corpo amoleceu instantaneamente. Um suspiro longo escapou de meu lábios, e eu não resisti a deixar minha cabeça cair no ombro de Evan, sentindo a água caindo em minhas costas. E por mais que os grandes vergões ardessem, eu só conseguia me entregar a maravilhosa sensação de ser limpo.

Ao final do banho, fui vestido com um pijama cinza e deitado em minha cama. Logo, o ruivo se ajoelhou ao meu lado, estendendo a mão para mim.

— Não sinto tanta dor... Não precisa. — sussurrei, então, o senti segurar minha mão e sugar toda a dor que eu sentia.

Suspirei.

— Eu não posso trazer comida, mas talvez ele me deixem te dar alguma vitamina. Aceita?

Assenti.

Depois de minutos sozinho no quarto, Evan voltou um copo cheio de alguma vitamina em uma bandeija e uma pequena xícara de chá.

— Chá de morango e vitamina de banana com maçã — ele arrastou o criado até ao lado da metade da cama e pôs a bandeja em cima. — Apesar de cólicas serem uma das poucas dores que tem sentido, esse chá vai ajudar a aliviar. E talvez te aqueça.

Assenti, pegando a xícara e bebendo o chá, suspirando ao sentir o líquido quente percorrendo meu interno.

— Então você faz parte da alcatéia do território... — o ruivo olhou para a janela.

Assenti.

— A alcatéia que querem assassinar — funguei. — Mas nunca vão conseguir.

— Eu não quero assassinar ninguém... — baixou a cabeça, e eu coloquei a xícara de volta onde ela estava antes.

— Posso fazer uma pergunta? — me ajeitei na cama, grunhindo de dor ao sentir os vergões em minhas costas arderem.

Ele assentiu.

— O que eu sou?

— Você é uma musa... Como te explico? — riu. — Uma musa é uma fonte de energia muito poderosa, e ela poder usar isso para si, ou fortalecer outra criatura. Nos lupinos, apenas um alfa pode ter uma musa. Vampiros também tinham, assim como outros infinitos sobrenaturais. Mas as musas foram extintas quando as demais criaturas as caçaram... E bem, vocês doam energias, dentre elas, a vital, e quando essa se esgota...

— Nós morremos... — suspirei. — Então quando Deucalion... Eu... Ele... Ele vai me matar?

Evan encolheu os ombros.

— Eu não sei...

Já era noite, mas Evan continuava em meu quarto, conversando comigo. Isso me tirava a atenção do estômago que fazia sons altos em minha barriga, e me deixava alegre. Eu não conversava com alguém dessa maneira há muito tempo.

Eu sentia falta de conversar com Scott e Lydia, de sair com Malia, e até de aguentar Erica e Cora no shopping. Eu sentia falta da amizade, do calor, do abraço... De tudo, talvez.

Com o passar das horas, eu adormeci na cama e Evan na poltrona, e ali ficamos, até que a porta do quarto se abriu. Eu fingi estar dormindo e ouvi Evan se levantar.

— Deucalion, dê um tempo ao garoto, ele está muito debilitado — pediu. — Eu quero o poder da musa tanto quanto você, queremos esse pack forte para acabar com o outro, mas se o matar antes que ele possa lhe dar o que quer, não teremos êxito em nada.

Alguém bufou, e as outras palavras começaram a se distorcer. Meu coração acelerou junto com minha respiração, rapidamente me vi tremendo, sufocando, queimando.

— Stiles? — a voz de Evan era clara, e o senti tocando em mim. — Precisamos levá-lo a um hospital!

◎◎◎

Meu corpo doía, eu sentia calafrios percorrerem minha espinha e isso me incomodava. Estava fraco, dolorido e agora, quase com o corpo todo furado.

O quarto do hospital estava vazio, e eu gostava disso, gostava de estar sozinho e não precisar ver aqueles crápulas.

Passei horas sozinho, sentindo o gentil vento do ar condicionado e respirando conforme a cânula em meu nariz permitia. Por mais que eu estivesse a dor — que parecia ter dobrado — das agulhas em meus braços e mãos me fizesse tremer, eu podia sentir meu corpo responder bem às medicações, e tudo ficou ainda melhor quando vi Melissa entrando no quarto.

Melissa?

— Stiles? — ela parecia preocupada e cheia de adrenalina.

Sorri.

— Meli... — o ar em meus pulmões faltou e eu tive de tossir algumas vezes para me recuperar.

— Shh... Está tudo bem, meu amor, eu vou te tirar daqui, ele não vai mais tocar em você. — ela sorriu gentilmente enquanto tirava as agulhas de mim, e eu a encarava o tempo todo, chorando. — Derek e Scott estão lá em baixo, nos esperando. Demos um jeito em dois homens que lhe estavam vigiando, está tudo bem.

Mais uma vez, chorei, e ela me envolveu com seus braços delicados, acariciando meus cabelos enquanto me ajudava a sair da cama para sentar em uma cadeira de rodas. Uma agulha ainda estava em meu braço, ligada a uma bolsa cheia de algo que eu não sabia o que era. Meus olhos reviravam e eu mal conseguia focar no que estava a minha frente.

Como eles conseguiram?

Como descobriram?

Eu estava com medo demais... Se algo desse errado iriam se machucar por minha culpa. Eles não podem se machucar por mim...

Me senti enjoado quando entrei no elevador, mas não um enjoo comum, havia algo ruim...

Olhei para Melissa e ela me concedeu um sorriso nervoso.

— E-eu não posso... Vocês podem se... Machucar. — sussurrei.

Ela se abaixou e segurou minha mão.

— Liam está morto... Ele entrou no quarto enquanto Deucalion fazia... — ela fungou, eu sabia que Melissa havia desenvolvido certo amor pelo beta após uns anos, e eu também... E agora, ele estava morto. Perdi o ar. — Ele fugiu e foi até Derek, suas últimas palavras foram claras, então nós soubemos que você havia sido trazido para cá. Então viemos.

Fomos interrompidos pelo barulho do elevador anunciando que estávamos no térreo, e Melissa se ajeitou rapidamente para voltar a empurrar a cadeira. Então, as portas de ferro se abriram, revelando um grande homem vestindo uma blusa de manga longa preta e um jeans claro. Prendi o ar quando reconheci o homem como um dos alfas da alcatéia de Deucalion e fechei os olhos quando o senti jogando Melissa contra a parede do elevador.

Em passos lentos, o senti se aproximar e sorrir para mim, me pegando pelos ombros e me jogando para fora de onde eu estava.

Tudo estava embaçado, mas eu escutava alguns socos e via os borrões que podiam ser algumas pernas. Vi também Melissa fugindo sorrateira e vindo até mim, foi quando senti seu toque e ouvi sua voz. Quando a mesma pediu que eu a olhasse, meu olhos já não estavam abertos, mas eu fiz um esforço e a encarei.

Ela sorriu.

— Você consegue levantar? — neguei. — Tudo bem, vou precisar de ajuda aqui!

De soslaio, vi o homem que nos atacou sendo jogado dentro do elevador, que se fechou e dois homens vindo em nossa direção. 

— Stiles... — era a voz de Derek, e o senti me pegando no colo em seguida. — Scott, você dirige.

— Der... Derek. — o chamei e ele me encarou. — Eu não consigo mais...

Senti seus músculos tencionarem.

— Consegue sim... Não fale bobagens, apenas aguente, certo?


Notas Finais


O que será que rolou nesse tempo do Stiles apagado?


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