História DENKIs - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias As Bruxas de Eastwick
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Ficção, Magia, Mistério, Poder, Romance
Visualizações 13
Palavras 2.027
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem, neste capítulo algumas coisas evoluíram, estou ansiosa para escrever o resto! Tem mais de 2000 palavras, porque eu atrasei, talvez uma semana! :') (Sorry)

-IK

Capítulo 7 - Silhueta


Sexta-feira - 20/10/2017 [08:12]

 

Finalmente a sexta-feira tinha chegado, estava ansiosa e com medo para saber o resultado, mas mesmo assim eu queria saber, e entender o que estava acontecendo comigo.

Ao entrar naquele mesmo hospital e na mesma sala branca, me deparei com o mesmo senhor de cabelos grisalhos com um jaleco, a cor do jaleco era um rosa tão fraca que aparentava ser branco, mas bastava chegar perto para ver a cor verdadeira.

Eu e Yun nos aproximamos após chamar a sua atenção batendo de leve em sua porta antes de entrar totalmente.

Ele estava sentado mexendo e ajeitando papeis variados até nos ver. Nos acomodamos nas cadeiras, cumprimentamos e deixamos ele nos bombardear com as informações.

- Senhorita Lin Mi, creio que você não tenha câncer!

Friamente soltou aquela frase que me deixou perplexa e em seguida muito feliz. Naquele momento me vi nas nuvens, um alívio me tomou e eu imediatamente sorri, porém, ao olhar para Yun meu sorriso desapareceu, o olhar dela era de preocupação e medo.

- O que ela tem exatamente? – Tomou a frente e perguntou com a voz trêmula, sem entender nada.

- Segundo os exames ela está completamente saldável, mas em relação as alucinações... – Olhou para os papéis e em seguida olhou para mim – Presumo que seja apenas as tensões do cotidiano! – Concluiu.

- Então tudo o que ela tem é estresse? – Olhou para mim com um sorriso no rosto e um tom de voz brincalhão – Tudo isso foi nossa paranoia?

- Não exatamente! Ela pode ter sofrido algum trauma pela morte da mãe! – Recitou o que eu tinha dito sobre o que houve com minha mãe com palavras duras, o que me sufocou de tristeza – E por isso os devaneios! Porém com o tempo isso passa, se algo acontecer novamente apesar de ser normal, me contate.

Saímos do hospital mais confusas do que felizes, “Então eu só estou com trauma? ”, fiquei me questionando, mesmo sabendo que perguntar a mim mesma não traria as respostas.

- Vamos esquecer isso por um momento? – Sorriu Lin para mim.

- Sim! Estou tão feliz agora! – Olhei para as minhas mãos e lembrei o quanto eu fiquei preocupada. Tão tola, mal sabia que “As alucinações” não eram nem apenas a ponta do Iceberg.

 

[...]

 

Dias se passaram e além de dois ou três acontecimentos fora do normal, nada mais ocorreu.

E lá estava eu, mais uma vez com uma vida pacata.

Minha primeira vez no trabalho foi tão cansativa, tive que lavar os pratos, o chão e os banheiros, além de ter que fechar o restaurante depois de todos saírem o que me fez sair por último.

Mal vi Yun trabalhar, o máximo que ouvia eram as suas gritarias, gritava nomes de pratos ou nomes de pessoas. Nunca a vi tão estressada.

Naquele mesmo dia depois do expediente, e depois de todos a cumprimentarem e saírem logo em seguida, veio em minha direção.

- Você fez um ótimo trabalho! Eu sei que pode ser um pouco cansativo, mas você trabalhou muito bem!

- Obrigada! Foi bem cansativo sim, mas eu me viro! – Sorri ladino.

Depois daquele dia comecei a me socializar com os funcionários, os meus dias se tornaram um pouco menos chatos por conta das amizades que eu fazia no restaurante, logo que Yun sempre ficava ocupada, andando de um lado para o outro dando ordens.

 

Quarta-feira - 25/10/2017 [23:02]

 

Sem perceber minha vida se tornou mais parada que o normal, antes eu saia pelas ruas a procura de um novo emprego de baixa remuneração e sem garantia, era frustrante quando eu voltava para casa sem nada nas mãos, mas eu tinha um objetivo, e quando eu conseguia era como se eu tivesse vencido mais uma vez, porém naquele lugar eu tinha uma vida como diria os outros “Boa”, mas para mim eu sentia que faltava algo nela, algo a mais, que desse um tempero, um sentido.

Eu sempre andava pelas ruas calmas daquele lugar, mesmo sendo tarde da noite, tinha certeza que nada aconteceria a mim, até que minutos depois de estar vagando ruas desconhecidas percebi que estava perdida, entrei em becos estranhos antes, mas dessa vez eu não conseguia saber exatamente onde estava, havia pensado em tantas coisas que me perdi entre as enormes quantidades de casas que com a escuridão da noite pareciam extremamente idênticas umas às outras.

Estava tentando conectar meu celular à internet quando o inesperado aconteceu, uma silhueta apareceu na minha frente com certa distância, usava um moletom ou talvez um grande casaco, me assustei, pensando ser um ladrão ou algo pior, corri em desespero quando a figura ameaçadora se aproximou de mim, não vi o seu rosto, mas se aquela pessoa parasse, se ela me deixasse ir, talvez, ainda estivesse viva.

Ele me alcançou, era um homem, eu tentei me soltar de suas mãos pesadas, mas ele agarrou meu casaco e de mais nada me lembro, apenas uma grande escuridão.

Acordei atordoada, ele não estava mais perto de mim, meus batimentos cardíacos estavam soando em meu cérebro, eu ouvia minha respiração, e meus ouvidos começaram a bloquear tudo que é som em volta, céus eu estava aterrorizada!

Levantei cambaleante, peguei com dificuldade meu casaco e celular quase desmontado, com a tela em estilhaços, “Eu devo o ter soltado quando ele me agarrou! ”, pensei quando vi a tela destruída, minha visão estava turva, olhava para todos os lados a procura de algo para segurar foi quando vi a figura tenebrosa parada em minha frente em certa distância, estava caindo, e novamente desmaiei, a última coisa que ouvi foi o som de uma sirene abafada que invadiu os meus ouvidos.

 

[...]

 

Sala branca, lençóis azuis e uma enorme dor de cabeça, pode parecer estranho, mas eram nessas coisas em que eu me concentrava para não dormir, eu sabia onde estava, sabia também que naquele momento tinha uma Yun preocupada em algum lugar fora daquela sala, só não sabia porque eu estava daquele jeito, extremamente cansada.

Estava pensando quando uma enfermeira entra no recinto, olhar distante, extremamente distraída no que fazia, anotava coisas na sua prancheta.

Saiu de seu próprio mundo para me olhar, abriu um belo sorriso, “Deve ser uma pessoa muito meiga! ”, pensei comigo mesma, fazendo uma breve e provavelmente falha conclusão da mulher a minha frente.

- Que bom que acordou, espere mais um pouco, vou chamar o doutor! – E novamente fiquei sozinha naquele lugar após a moça de cabelos escuros sair, fechando a porta com cautela.

- Não tenho opções se não esperar! – Resmunguei baixinho já que nunca teria coragem de falar isso na frente dela.

Olhei ao redor com desgosto, hospitais me enojam e me trazem lembranças nada agradáveis.

Depois de breves minutos alguém entra no quarto, dessa vez um homem, e novamente observei as suas características tentando formar uma conclusão dele, tinha alta estatura e barba feita, apesar de ser médico parecia ter tempo para ajeitar sua aparência, com seus cabelos bem penteados, tinha uma bela apresentação de postura, tal coisa que nunca tive, deve ser um homem direto e deve gostar do seu trabalho.

- Bom dia! Como está se sentindo?

- Cansada! – Falei arrastado.

- É compreensível, você desmaiou por falta de energia!

- Apenas tive um desmaio?

- Sim! Nada além disso! – Olhou de relance para o meu rosto – Um policial vai vir te fazer algumas perguntas.

- Por conta da tentativa de assalto? – Direcionei o meu olhar para a porta me perguntando se Yun estava enlouquecendo de preocupação, queria dizer logo a ela que eu estava bem, apenas isso! – Eu nem ao menos vi o rosto dele! – Direcionei meu olhar para ele novamente.

- Senhorita Lin! O homem está no necrotério! Não sobreviveu às contusões que teve! – Olhou para mim, analisando minhas expressões.

- Ma... Mas como? Como ele morreu? – Senti meu coração apertar, não sou nenhuma pessoa extremamente bondosa, mas ao receber a notícia de que aquele homem morreu, me senti estranha, como se a culpa caísse sobre mim.

- Ele não sobreviveu, morreu durante uma de suas cirurgias. O detetive está aqui para fazer algumas perguntas, esclarecer algumas coisas. Não se preocupe muito. – “Como ele teve contusões? ”, “O que realmente aconteceu? ”, “Como ele vai fazer perguntas a mim sendo que não consigo responder as minhas próprias? ”

- Tudo bem! – Logo comecei a suar frio, minhas mãos estavam encharcadas. Medo misturado com remorso, uma das piores sensações que senti.

Antes do doutor sair do quarto a enfermeira entrou sinalizando para ele que o detetive já estava impaciente.

Não demorou muito para o detetive entrar, sua expressão procurava descanso, olhou para mim e suas olheiras eram visíveis, não aparentava ser japonês, seus olhos estavam desesperados a procura de uma cadeira ou um local de repouso, pousou seu olhar à poltrona ao lado da cama, e antes de se sentar ali se apresentou.

- Bom dia, sou o detetive Nathan Prescott, irei lhe fazer algumas perguntas! – Logo após o comprimento se sentou apressadamente.

- Certo! – Aceitei suas imposições.

- Você se lembra de algo importante durante o acontecimento? – Direcionou o olhar para mim – Tinha outro alguém além de vocês dois?

- Eu lembro de ter desmaiado duas vezes, antes de desmaiar pela segunda vez ele não estava mais lá, não o vi por perto.

- É porque ele estava a três metros de você! Caído no chão! – Observou minhas reações, me analisando atentamente, provavelmente para ver se eu era uma provável suspeita.

- Não tinha ninguém a mais! – Respondi a sua pergunta anterior ao me sentir desconfortável – Não que eu tenha visto.

- O que estava fazendo tarde da noite na rua?

- Só caminhando um pouco, sempre fiz isso, nunca tinha me perdido antes.

Depois de mais algumas perguntas, ele finalmente se despediu.

-Bom, é isso! Tenha um ótimo dia, se lembrar de mais alguma coisa nos contate. – Me deu o seu cartão, com um número.

 Não sei dizer se o medo me calou mas teve sim uma pessoa a mais, uma pessoa que ficou observando tudo e não fez nada. Lembro claramente daquela coisa quando eu desmaiei pela segunda vez. Aquilo ficou lá, parado, olhando para mim, como se eu fizesse parte de um show de circo.

Ao lembrar disso me assustei, senti um calafrio subir pelas minhas pernas. Aquilo não era alucinação e eu tinha certeza disso.

 

[...]

 

Durante a viajem de carro para casa, com Yun dirigindo, o silêncio reinava, assim como o meu desconforto. Só pensava na cena, na única coisa que eu lembrava do desastroso momento, a misteriosa e aterrorizante imagem que apareceu em mina frente. E eu estava disposta a esquecer aquilo, mesmo que isso me desse pesadelos.

Já que eu tinha passado a noite no hospital, precisava de um longo e calmante banho, subi as escadas com calma, estava fraca não queria que outro acidente acontecesse.

Depois do banho mais longo que já tomei, me vesti e parei em frente ao espelho, ficava me olhando, aquele reflexo cansado, aquelas olheiras, um ódio me tomou, e por um impulso irracional soquei o espelho, não sei se achei que teria forças para aguentar a dor, ou se eu estava em um filme de drama, porque foi a ideia mais estúpida que já tive.

O som estridente do vidro se quebrando, a dor aguda na minha mão e o sangue quente escorrendo da mesma, tudo estava em câmera lenta. A dor tinha aumentado o que alimentara ainda mais a raiva que eu tinha de mim mesma.

Ao mesmo tempo em que eu estava me contorcendo em dor, um som ameaçador e exageradamente alto surgiu sendo seguido por um agonizante grito que soou pela casa me fazendo levantar subitamente, quase levando os degraus comigo desci as escadas com uma velocidade que até meu corpo esqueceu que um dia já teve.

Eu estava assustada, nunca na minha vida teria imaginado que uma coisa daquelas poderia realmente estar acontecendo.

Yun estava gritando, fazendo intervalos de respiração, ela havia caído de susto. A única coisa que meu cérebro me permitiu fazer foi respirar porque eu estava sem movimentos.

A cozinha estava destruída, tudo o que era feito de vidro estava destroçado.


Notas Finais


Gostaram? Comentem e favoritem (plsss)!
Byeee! vejo vocês no capítulo 8! <3

-IK


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