História Dépendance - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Claro que não vou abandonar vocês :3

Capítulo 27 - Tempestade


"Tudo passa. Chuva passa. Tempestade passa. Até furacão passa.
Difícil é saber o que sobra."

Carlos Jhennesoñ

 

Um raio cortou o céu e iluminou o asfalto molhado sobre o qual Adrien dirigia apressadamente. A moto rugia, mas o som dos trovões eram muito mais altos e constantes. Em outra situação qualquer, em outro momento qualquer, Adrien contrairia o corpo a cada estrondo acima de sua cabeça, preocupado na tempestade que fechava e ficava mais violenta a cada segundo que passava, mas os gritos de preocupação que rolavam dentro de sua cabeça eram mais ensurdecedores do que qualquer força da natureza.

Poucos minutos depois de sair da garagem que usava como esconderijo, estacionou a moto frente à casa de Marinette, arrancando o capacete e sentindo as volumosas chuvas sobre as madeixas loiras do cabelo que em poucos segundos tornaram-se encharcadas. Adrien correu até a porta da padaria e dobrou as duas mãos em formato de concha, emoldurando o rosto que aproximou-se do vidro, tentando enxergar sinal de Marinette do lado de dentro do local.

Sem pensar muito, Adrien virou a esquina e fechou os dedos nas saliências das paredes da casa de Marinette, escalando rapidamente até o topo da padaria, onde uma curta marquise facilitou sua subida. Colando o rosto na janela do quarto de Marinette, seus temores se confirmaram. Outro trovão ressoou, abafando os batimentos cardíacos que espancavam o peito de Adrien.

Tudo era escuro e quieto, até demais. Normalmente Marinette tinha cuidado de deixar uma luz do corredor ligada quando saía à noite. Ela até mesmo o fazia enquanto estava em casa. Adrien viu a respiração ofegante de nervosismo embaçar o vidro. Ela não estava em casa. E se as luzes estavam desligadas, ela provavelmente havia saído durante o dia, e não planejava ficar fora de casa por tanto tempo. Algo fez com que ela mudasse de planos, mudasse de ideia. Algo urgente. Urgente o suficiente para que ela não contatasse ninguém. Perigoso o suficiente para que ela não confiasse em ninguém para contar.

Adrien desceu apressadamente até a calçada e socou o batente de madeira da porta da padaria, afastando-se a seguir e passando a mão no rosto para limpar a torrente de água que lhe borrava a visão. Pesadelo. Aquilo era um maldito pesadelo. Precisava ligar para a Miraculous. Precisava avisar Tikki e Plagg.

Adrien curvou o corpo para proteger o celular que tirou do bolso do casaco, quando viu a ligação não atendida originada do celular de Marinette. Seus olhos arregalaram em apreensão e ele quase derrubou o aparelho sobre a poça de chuva na calçada enquanto seus dedos molhados tentavam rediscar a chamada com pouco sucesso, até que vários minutos depois finalmente conseguiu secar a tela o suficiente para que seu toque fosse reconhecido.

Ouviu o bipe do toque uma, duas vezes.

Um trovão sacudiu o céu entre as nuvens, mas Adrien sequer se moveu, sequer respirava.

Até que a ligação foi atendida.

“Alô?”

“Marinette, onde você tá? Por que não atendeu as minhas chamadas? O que você-“

“Ei, ei! Respira um segundo, Adrien!”

Adrien ergueu a cabeça rapidamente e retirou o celular do ouvido para se certificar que havia ligado para o número certo. Aquela não era a voz da Marinette. E se não era, aquele definitivamente era um mau sinal.

“Quem tá falando? Quem é?”

“É a Alya, Adrien, eu-”

“Alya? Cadê a Marinette? O que aconteceu?” Adrien sequer percebeu que a garota não havia terminado de falar.

“Adrien, cala a porra da boca e escuta as minhas respostas! Você tá me deixando mais nervosa ainda!” a voz da garota tremulou no final da frase, fazendo-o perceber que ela não estava exagerando.

Adrien silenciou e respirou fundo, esfregando o rosto mais uma vez e jogando as mechas de cabelo molhado para trás. O desespero estava tirando o melhor dele.

“Ela saiu, Adrien. Sumiu. Ela mal conseguia ficar em pé, mal conseguia caminhar, e-“ Alya soluçou e Adrien sentiu os lábios entreabrirem enquanto a mão direita afrouxava o celular que estava junto ao rosto “Ela me salvou. A Ladybug, quer dizer, a Marinette.” A garota ruiva bufou no meio de um choro nervoso “Eu não sei o que tá acontecendo. Eu não entendo nada do que tá acontecendo, Adrien. Ela falou que precisava te dizer algo, achei que ela tava delirando. Por um segundo eu achei que ela tinha perdido a consciência no meio da rua, achei que tinha desmaiado. Não sei o que fazer, não sabia pra quem ligar, mas ela não parava de chamar o seu nome, então acabei te ligando, mas ela não esperou. Ela não-“

“Onde ela tá, Alya?” a voz de Adrien saiu grave, as sobrancelhas violentamente curvadas sobre os olhos.

“Eu não sei, eu não faço ideia. Ela jogou aquela merda daquele ioiô num prédio e sumiu. Desapareceu. O celular dela caiu no meio do salto e eu fiquei aqui agarrada nele sem saber o que fazer. Ela tá machucada, Adrien. Muito machucada. Ela disse que precisava falar com você, mas eu não entendia nada. Não fazia sentido, vocês mal se falam.” As palavras foram substituídas por um choro desesperado “Eu fico pensando nela no meio dessa tempestade, sem o maldito celular pra poder contatar ninguém. O que eu faço, Adrien?”

 

O que eu faço, Alya?

Se eu perder a Marinette, o que eu faço?

 

“Eu vou achar ela, Alya. Fica tranquila, tá?” Adrien engoliu a seco para que as palavras não tremessem tanto quanto suas mãos “Eu preciso ir. Te ligo daqui a pouco.”

“Por favor, me avisa qualquer coisa. Por favor, Adrien.” Alya suplicou enquanto fungava, tentando se acalmar.

“Aviso sim. Vai dar tudo certo.”

Adrien desligou o celular e sentiu algo anestesiar seu corpo por completo e era difícil respirar, como se seus pulmões estivessem cansados. Exaustos de tentar. Aquela sensação de novo. De novo. Como naquele dia. Como no dia do acidente. Como no dia que seus pais morreram na sua frente. As mechas loiras foram jogadas de um lado para outro com o movimento da cabeça, e a água dos cabelos espirrou para longe, junto com o desespero que havia começado a se materializar dentro da mente de Adrien. Medo não o ajudaria em nada. Marinette precisava dele, e ele não falharia dessa vez.

Enfiando o capacete na cabeça e acionando o motor da moto, Adrien logo estava acelerando mais e mais pela estrada molhada e escura. Ele não se importava consigo mesmo. Devia ter atendido o celular. Devia ter visto a ligação de Alya mais cedo. Desejando que não fosse tarde demais, Adrien puxou ainda mais o acelerador da moto para dentro da noite.

 

● ● ● ● ●

 

Marinette não sabia quantos passos mais seria capaz de dar. A chuva golpeava seu corpo ferido como socos, e ela precisava ensaiar a respiração a cada movimento feito antes de puxar o ar completamente para dentro dos pulmões. A dor piorava mesmo quando ela se escorava nas paredes afim de retomar o fôlego. Ela sentia, sabia. Seu tempo estava acabando.

Ergueu o rosto e estreitou a visão, tentando enxergar ao longe. Água escorria sem intervalos sobre seu rosto, dificultando a tarefa de achar o caminho até seu destino. E mesmo com o sofrimento em nível máximo, sendo testada a cada passo que dava, Marinette não parava. Não desistia. E cada vez que seus olhos fechavam e as imagens que vira dentro da Papillon corriam dentro de sua cabeça, mais adrenalina era injetada em suas veias, e mais alguns metros eram percorridos.

Apertou o ioiô na mão, certificando-se que não o havia deixado cair. Não estava em condições de usá-lo. Mal tinha forças para caminhar, escalar seria um risco ainda maior de abrir suas feridas e principalmente de cair do alto de algum prédio e morrer.

Marinette sentia as lágrimas de dor que insistiam em invadir seus olhos e misturar-se à chuva antes de descer por seu rosto. Ela estava satisfeita por ter conseguido resgatar Alya das mãos da Papillon, mas seu peito apertava toda vez que pensava pelas coisas que a amiga havia passado. O medo, o desespero, a confusão. Tudo estampado nas feições da garota ruiva quando seus olhos se cruzaram e Alya percebeu que quem estava à sua frente não era Ladybug, e sim Marinette. A cascata de dúvidas, a incredulidade, a sensação de traição.

Ela não podia culpar Alya. Sabia que se estivesse no lugar da amiga, sentiria-se exatamente da mesma forma, como se fosse indigna de saber os segredos da pessoa que mais confiava no mundo. E sabia exatamente como era aquela sensação, porque foi como o Adrien a fizera se sentir ao simplesmente desaparecer da face da Terra sem sequer se despedir.

Adrien.

Ela precisava chegar até Adrien. Precisava contar para ele o que havia visto. Precisava contar que nada do que eles estavam vivendo era o que parecia. Precisava contar que os dois estavam servindo com peões para um propósito maior. Um propósito maior e horrível que, no final, acabaria matando os dois.

Marinette ouviu um carro passar pela rua a seu lado, e em seguida outro e mais outro. Ninguém pararia. Ninguém lhe ofereceria ajuda. Ela estava sozinha, completamente sozinha. Sentiu a desesperança começar a crescer dentro de si conforme os passos se tornavam mais difíceis de dar e seu corpo se recusava a seguir em frente. Fechou os olhos e pensou em Adrien, enquanto carregava as pernas em movimentos cegos.

 

● ● ● ● ●

 

Adrien cruzou o segundo sinal vermelho. Não tinha tempo para pensar em multas, em acidentes, na própria segurança, em qualquer outra coisa que não fosse em onde Marinette devia estar. Dobrou uma esquina tão rapidamente que a moto curvou-se rente ao chão e ele precisou encolher o joelho para que não o raspasse no asfalto molhado. Avistou a garagem ao longe e sentiu as sobrancelhas descerem sobre os olhos. Estava tudo vazio, tudo escuro. Nenhum sinal de Marinette.

Adrien desceu da moto em frente à garagem e arremessou o capacete no chão em um impulso de raiva, passando as mãos nos cabelos molhados enquanto suas unhas raspavam o couro cabeludo. Ele estava errado, ela não estava ali. Tinha vontade de gritar, de deixar todo o desespero e arrependimento deslizarem boca afora. Girou sobre os calcanhares para se aproximar do portão da garagem e enxergar a tela do celular quando percebeu algo se mover no canto do beco. Seu coração falhou uma batida no exato momento em que um raio iluminou a cidade e Adrien viu Marinette coberta em sangue escorada no portão.

“Marinette.” Adrien sussurrou sem ar enquanto suas pernas o arremessavam na direção da garota inconsciente.

Levou a mão até o rosto dela, erguendo-o. Os braços dela estavam caídos ao lado do corpo e a respiração era tão fraca que precisou aproximar o rosto do dela para ter certeza que Marinette estava mesmo respirando.

“Não, não, não. Não faz isso comigo, Marinette.” Adrien sentiu a garganta se fechar em um nó.

Tomou-a nos braços, sentindo o cheiro de sangue e medo invadir suas narinas. Ela estava gelada, e o toque dele estremeceu sob o frágil corpo dela ao erguê-la e não perceber qualquer reação, qualquer movimento.

“Não brinca comigo, Marinette. Não brinca comigo.” a voz de Adrien era trêmula e incerta.

O portão se abriu frente aos dois, iluminando parcamente o beco escuro e dando entrada para a corrida de Adrien com Marinette nos braços. Ele não baixou a cabeça até chegar ao segundo andar e colocá-la devagar sobre o colchão que ele usava como cama. A água de chuva misturada a sangue logo começou a encharcar os lençóis, mas não foi aquilo que fez Adrien colocar o punho fechado sobre a boca e estreitar os olhos.

O corpo de Marinette era uma confusão de feridas e sangue seco misturado a sangue novo. O uniforme dela tinha um rasgo imenso do meio do peito até o abdome, uma das mangas já não mais existia e as pernas eram um misto de pele dilacerada e pedaços de tecido pendurado. Sentiu um gosto de bile amarga subir á sua boca quando olhou o rosto de Marinette e viu os hematomas e o canto cortado dos lábios.

“Meu Deus, Marinette. O que foi que fizeram com você?” Adrien fechou os punhos com força para conter o acesso de raiva que começava a beliscar sua pele “Por que você não me chamou?”

Adrien respirou fundo e se levantou. Aquela não era hora para ficar se lamentando e perdendo tempo. Após medir os sinais vitais, sabia que a primeira coisa que deveria fazer era conter os sangramentos para que o estado dela não piorasse. Desceu as escadas rapidamente e juntou os materiais que precisaria para fazer os primeiros socorros.

Cortes.

Lacerações.

Hematomas.

A cada curativo, Adrien sentia-se morrer um pouco mais por dentro.

Com cuidado, limpou cada uma das feridas. Algumas precisaram de pontos, e habilmente ele os fez. Ela havia perdido muito sangue, mas após tudo limpo, Marinette já não corria tanto risco. Adrien jogou o corpo para trás e deitou-se no chão ao lado do colchão, limpando com as costas da mão o suor frio que escorria pela própria testa. Já havia feito inúmeros curativos em diversas pessoas, inclusive em si mesmo, e nunca havia ficado tão nervoso quanto estava naquele momento.

Girou o rosto para olhar para o semblante de Marinette que já parecia mais tranquilo. Uma faixa branca cobria a testa dela, onde alguns pontos precisaram ser feitos, e um adesivo com bandagens estavam preso á bochecha esquerda, onde um corte maior não mais sangrava.

Adrien esticou a mão e tocou o rosto de Marinette que agora começava a ter um pouco mais de cor e calor.

“Por que você não me ouviu, Mari? Por que é tão teimosa?” os dedos dele se fecharam e ele sentiu os olhos aquecerem com as lágrimas que chegavam “O que eu faço se eu te perder? O que eu faço se eu perder a única coisa que me resta nessa vida?” Adrien esfregou as mãos sobre os olhos, esperando conter o medo que se propagava.

“Adrien.”

O sussurro foi como um choque em Adrien, fazendo-o se levantar tão rápido que chegou a ficar tonto. Marinette estava com os olhos semiabertos, e os dedos escorregadios tentavam alcançar algo. Os lábios tremiam, como se ela quisesse falar mas não lembrasse como fazê-lo.

“Eu tô aqui, tô aqui, Marinette.” Adrien sentou-se ao lado dela e pegou as mãos dela nas suas “Sou eu, você tá segura.”

Marinette olhava ao redor, e alguns segundos depois uma expressão de reconhecimento atravessou seu rosto.

“Eu consegui chegar.” Os olhos azuis dela se fecharam em alívio, e Adrien sorriu levemente.

“Claro que conseguiu. Tem alguma coisa nesse mundo que você não consiga?” Adrien ainda sorria quando Marinette o olhou com seriedade e angústia.

“Adrien, eu não sei como te dizer -“

“Você foi até a Papillon. Eu sei.” As palavras sérias de Adrien abriram espaço para o silêncio e as mãos dos dois se largaram, fazendo com que Marinette sentisse um frio desconfortável entre os dedos.

“Eu não tive escolha. Eles pegaram a Alya.” Marinette murmurou olhando para o teto, sentindo um pouco da dor aliviar. Os analgésicos finalmente começavam a fazer efeito.

“Ela me falou.” Adrien olhou para Marinette, que ainda não o encarava “Eu te liguei, e ela atendeu. Acho que ela já sabe de tudo também. Vai facilitar um pouco as coisas pra você daqui pra frente.”

“Facilitar?” Marinette torceu o rosto na incerteza do que tinha escutado “Ela estar em perigo vai facilitar as coisas pra mim?”

“Ela já estava em perigo, Mari.” Adrien tentou soar calmo ao repetir o que muitas vezes tentara explicar para ela no passado “Todas as pessoas que estão em contato conosco estão em perigo.” então suspirou, prosseguindo “Se ela souber o que está acontecendo, você pode protegê-la sem inventar desculpas. É mais fácil, e ela vai entender o quão séria é a situação depois do que aconteceu hoje.” Adrien passou a mão no rosto sentindo-se cansado.

“Adrien.” Marinette chamou, fazendo-o levantar os olhos na direção dela.

“O que foi?” ele perguntou ao ver o olhar azul incerto em sua direção.

“Eu ouvi uma coisa hoje. E eu não sei-“ ela precisou parar para engolir em seco e tentar levantar, mas a dor ainda não a deixava mover-se em tanta liberdade

“Fica deitada, você precisa descansar.” Adrien puxou um cobertor seco no canto do quarto quando viu Marinette tremer de frio e colocou-o ao lado dela, ajudando-a a se mover para que o cobertor cobrisse os lençóis molhados que estavam sob o corpo dela.

“Você precisa me prometer que não importa o que eu fale, você não vai sair correndo daqui sozinho.” Marinette ergueu o braço e colocou a mão sobre a dele, apertando os dedos de Adrien com o pouco da força que ainda tinha. Conhecia Adrien o suficiente para saber quão impulsivo ele poderia ser nessa situação.

“Eu prometo.” Adrien aproximou-se de Marinette, as sobrancelhas franzidas “Pode me contar o que quiser.”

Marinette apertou os dedos de Adrien algumas vezes entre os seus em nervosismo. Não tinha jeito fácil de falar aquilo.

“Eu acho que a Miraculous tá envolvida com a Papillon.”


Notas Finais


Óbvio que não vou abandonar vocês nem essa história, por mais que eu demore pra postar os capítulos, então fiquem tranquilos!

Vou aproveitar o feriado para colocar algumas coisas em dia, então semana que vem já devo ter outro capítulo pra dar seguimento a esse ^---^

E a história não deve demorar muito para terminar, estamos nos encaminhando para um desfecho! :o

Obrigada por todos os likes e comentários, tenho lido tudo! Vocês são uns amores, muuuuuito obrigada <3


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