História Dependência - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Personagens Originais
Tags Amor, Dependencia, Harry Styles, Julianne Hough, Romance, Vicio
Exibições 12
Palavras 2.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capítulo 2


AO LONGO da semana Blair descobriu as consequências daquela falta. Ficou sem o carro, que tinha um feio amassado na parte traseira, e o terrível professor Jones a encheu de trabalhos e aulas extras. Blair gostava de estudar, já que não ligava para relacionamentos, se prendia nos estudos. Mas aulas extras do professor Jones eram demais até para alguém como ela.

Sua melhor amiga, Rebecca, havia repassado todas as matérias. E ficou surpreendida ao notar o quão distraída Blair estava.

— Vamos querida Blair. Conte-me quem é o sortudo? — indagou curiosa.

Franzindo as sobrancelhas. A loira respondeu desentendida:

— Não sei do que você está falando.

— Nem tente me enganar. Você está muito distraída e nunca te vi assim. Então, supus que estava relacionada a um homem.

A loira revirou os olhos.

— Nem sempre tudo tem haver com homem, Becca.

— Qual é Sullivan? Não custa nada se abrir um pouco, sou sua melhor amiga, não me esconda nada. Ele é bonito?

Blair riu diante do entusiasmo da outra. Ela a conhecia muito bem.

As duas se conheceram quando ambas estavam no primeiro ano do ensino médio não fora amizade à primeira vista, nem a segunda e muito menos a terceira. Enquanto Blair era mais introvertida, Becca era totalmente o contrário. Porém, tinha algo em Blair que chamou a atenção de Rebecca Larson, a morena que sempre fora o centro das atenções não gostou de ser ignorada pela loira de aparência de boneca. Levou três meses para Becca tirar a incrivelmente tímida Blair Sullivan de sua bolha. Ela não sabia que demoraria tanto, mas acabou por valer apena, afinal ganhou uma melhor amiga, quase irmã.

— Não é nada demais. Mas eu conheci um cara... — antes mesmo de poder completar a frase foi interrompida pelo grito da morena.

— Eu sabia

Rindo, Blair continuou:

— Como eu estava dizendo, eu o conheci no inicio da semana em uma batida de carro...

— Que belo encontro — a outra disse irônica — me faz lembrar aqueles livros de romance.

— Céus, Becca, pare de me interromper. Você quer saber ou não?

Levantando as mãos em sinal de rendição a outra assentiu.

— Eu falei pra você da batida. — Lembrou a loira — Ele me deu um cartão com seus contatos e foi apenas isso. Mas ele é tão lindo — Blair suspirou — E ao mesmo tempo tão perigoso. Ele tem aquela aura de dominação.

— Dominador, submissa. Não vi o que tem de mal ainda.

— Você anda lendo muito livros impróprios, senhorita Larson.

—Tá, tá. Desculpe. Entendi, mas entenda uma coisa Blair. Você não é sua mãe, e nem todo homem é igual ao seu pai. Esse foi o sinal que você precisava para sair dessa sua zona de conforto e encarar um relacionamento. Tem um mundo além dos livros, ok?

Blair revirou os olhos, mais uma vez.

— Primeiro: olha quem fala. Você se perde a cada vez que começa a ler e fica horas enclausurada no quarto, esquecendo-se do mundo até terminar o livro. E segundo: eu não estou afim de relacionamento. Eu mal conheço o cara e você já vai insinuando coisas.

— Viva um pouco, Sullivan. Não precisa ser necessariamente esse cara em particular. Tem um mundo lá fora que precisa ser explorado. Caras quentes que precisam ser cuidados.

Foi impossível conter o riso ao ouvir a ultima parte. Em parte Becca tinha razão. Aos poucos ela poderia ir explorando o que o mundo oferecia. De forma prática e controlada, talvez.

Blair sempre fora uma pessoa lógica. No seu ponto vista a matemática sempre tinha uma solução para seu problema. No caso de relacionamento estatística resolveria de forma simples. Se evitar relacionamentos, ou não se envolver intimamente com alguma pessoa, a probabilidade de se machucar é sem dúvida menor. Porque tudo de alguma forma vinha da sua cabeça. O cérebro é considerado o manda chuva do corpo humano. Ele comanda cada misera parte. Hipócrates havia dito basicamente isso certa vez. E a loira concordava. Era tudo uma questão de lógica. E um conjunto de neurotransmissores que nos deixam completamente fora de órbita, nos fazendo crer que estamos loucos e completamente apaixonados.

Não que ela tivesse sentido alguma coisa por Styles. Longe disso.

Então, tudo era culpa de seu cérebro que no inicio da semana estava em caos por causa daquela serie de acontecimentos desastrosos durante o seu percurso. O fato de Harry Styles ter demonstrado uma reação um tanto adversa naquela situação a deixou curiosa. E até mesmo sem palavras.

— Então, concorda?

Blair não havia entendido o que a amiga havida dito. Simplesmente balançou a cabeça em concordância, para não demonstrar a sua visível distração. Mas ao notar o sorriso animado, e um tanto malicioso, da outra, soube que fora uma má ideia.

— Espera com o que eu concordei mesmo? — o desespero era evidente em sua voz. Vindo de Becca tudo era possível.

Batendo palmas animadamente, a morena respondeu em tom empolgado:

— Festa!

Blair soltou um gemido de descontentamento. Os tipos de festas que Becca ia não eram muito legais. Havia muitas pessoas bêbadas e descontroladas.

 

A SUN era uma das boates mais frequentadas do centro da cidade.  As luzes em neon típico de casas noturnas eram dos pontos principais, além é claro da ótima música. Como há a divisão da sociedade entre os ricos pobres e quase ricos, na Sun também havia certa divisão. No 2o andar ficava a área vip, típica de jovens ricos e empresários que passavam por ali apenas para tirarem o estresse do trabalho.

Becca era frequentadora assídua desse tipo de lugar. A lista imensa de amigos que lhe davam passagem para aquele círculo era extenso, então não fora problema juntar-se a classe alta. Mas, Blair sentia-se perdida.

Ela já havia ido a muitas festas, divertiu-se em algumas, no entanto, sempre se sentia excluída. Em determinado momento ela sentiria a necessidade de ficar sozinha. O fato de ser uma pessoa lógica, e gostar de controle, sua mente estava em constante trabalho. O que não a deixava se divertir totalmente

Blair tinha uma mente negativa. Ia a alguns lugares analisando os fatores contra. E foi isso que aconteceu ao chegar à Sun. Imaginava uma Becca bêbada e sem sentido sendo amparada por ela.

— Eu sei o que você está pensando — Becca gritou fazendo-se ser ouvida por cima da música — Pare de ser negativa e divirta-se, B. Esqueça tudo essa noite. É o que eu sempre faço, esqueço.

A loira pensou por um momento. Não era fácil simplesmente esquecer. Porém não faria mal se divertir, não é?

Tudo parecia conspirar a seu favor, pois assim que concluiu seu pensamento uma música agitada e um tanto contagiante começou a tocar.

Ela sentiu-se sendo puxada por uma morena completamente agitada em direção à pista dança.

Em meio a risos empolgados Blair conseguiu esquecer. Era diferente. Libertador.

— Então, eu tinha razão. Não é?

A loira assentiu. Sorrindo. Um sorriso verdadeiro.

Becca não lembrava qual fora a última vez em que viu Blair assim tão... Feliz.

 

HARRY NÃO acreditava em destino. Mas naquele momento ele agradeceu. A primeira coisa que ele notou foi o cabelo loiro platinado. A segunda fora o sorriso. Parecia inocente. Lindamente perfeita.

Ao decorrer da semana esperou a ligação dela, que nunca veio. Não tinha informações necessárias para procurá-la. Mesmo podendo correr o risco de assusta-la. Estava acostumado com o que o dinheiro podia comprar. Mulheres nunca foram problema. Ele era bonito. Rico. Qual mulher não se interessaria?

Styles ficou um tanto surpreso quando ela não entrou em contato. No fundo ele sabia que ela era diferente. Gostava de desafios. E a doce loira seria um ótimo e delicioso desafio.

— Quem é a garota? — seu amigo Louis apontou para a pista — Você não tira os olhos dela.

Harry sorriu para o amigo. Um sorriso cheio de segundas e terceiras intenções. E Louis soube que o amigo já tinha sua conquista para a noite.

— Bem considerando esse seu sorriso, o que está esperando para ir até lá?

— Por enquanto, quero apenas apreciar.

Elevando o copo de bebida aos lábios, tomou um longo gole do uísque. A ardência em sua garganta era o ingrediente necessário para a sua constante excitação. Ele nunca se sentiu assim. Tão entusiasmado com alguém.

 

A MÚSICA alta a estava levando ao topo da libertação. Durante aqueles minutos, ou horas ela não tinha certeza, sentiu-se sendo observada. Era um pensamento estranho considerando o mar de pessoas ao seu redor, porém era diferente. Era um arrepio excitante.

Em determinado momento durante as passagens das músicas, ela tomou uma bebida. Não tinha muito álcool, mas a seu ver fora o suficiente para fazê-la ter sensações nunca antes sentidas.

Foi quando ela o viu.

Alto. Potente. E ostentando um sorriso de canto extremamente sensual.

Ela ofegou com aquela simples visão daquele homem.

Harry Styles era de tirar o fôlego.

Blair sentiu a visão turva. Balançou levemente a cabeça na tentativa de dispersar a mente. Ficou surpresa quando ele ainda continuava lá.

Aqueles olhos verdes naquele momento pareciam quentes. Um ar predatório emanava daquele corpo. Ele vestia camisa social branca de botões, que se agarravam ao corpo musculoso, em conjunto com a calça jeans de cor escura. Seu corpo tinha o formato certo: nem forte demais ou magro demais.

— Aconteceu alguma coisa?

A pergunta de Becca a trouxera de volta daquele a realidade. Ela virou-se para a amiga balançando a cabeça.

— Só estou um pouco cansada.

— Tudo bem. Acho que está bom para um começo. Vem vamos ao bar, você precisa de uma bebida, urgente.

Blair apenas seguiu. Ela percebeu que seu cérebro estava entrando em um verdadeiro caos novamente. Seu coração começou a acelerar com a simples visão daquele homem. De repente sentiu-se nua, diante de seu olhar penetrante. O vestido que Becca lhe fizera usar estava extremamente desconfortável agora.

Céus, ela estava completamente louca. Ou seria bêbada?

Deveria manter distância daquele homem. Bastava seu cérebro absorver aquela ideia. Seu corpo estava em constante luta com seu cérebro desde que conheceu Harry. O lado racional queria distância enquanto o outro queria muito mais do que simples aproximação.

— Beba.

A loira pegou o copo com a bebida rosa que Becca lhe entregava. Ela tomou o drink de uma só vez, tossindo ao final por causa da ardência do liquido.

— Opa. Vai com calma. Eu disse pra você se divertir, mas não exagera.

As duas riram ao observar Ash – um colega da faculdade – dançando na pista. Na verdade não poderia chamar aquilo de dança, era uma versão meio bêbada de One More Night. Os passos soavam incertos e arrancavam gargalhadas das pessoas ao redor. Becca tentou puxar Blair para a pista, mas a loira recusou, por fim Becca se juntou a Ash.

Um garoto alto, de talvez 1,70 e poucos de altura, se aproximou de Blair. Ele estampava um sorriso convencido nos lábios grossos, um tanto femininos. Os cabelos eram longos e loiros chegando à altura dos ombros. Dos pés a cabeça ele estampava dinheiro. Parecia um típico mauricinho que não aceitava recusas. A loira sentiu um calafrio na espinha quando ele sentou-se ao seu lado. O desconforto evidente em sua postura – sentou-se ereta na cadeira e passou a olhar para os lados, talvez a procura de uma saída. Algo lhe dizia que não seria fácil escapar dele.

— Oi, linda — a voz grossa fez a loira ter ânsia de vômito. Algo no modo que ele falava passava certa dissimulação.

Ela gaguejou um leve “olá”. Queria que ele saísse dali, logo.

— Posso te pagar uma bebida?

Ela levantou o copo em suas mãos ‒ que havia reposto assim que Becca saiu ‒ ainda pela metade. Sentiu o cheiro do perfume do garoto ao que ele aproximou-se ainda mais dela. Teve ímpetos de afastá-lo, no entanto sua voz ficara presa em sua garganta. As palavras não queriam sair. Blair estava em claro estado de pânico. Algo na postura, ou aproximação de homens a fazia ficar paralisada.

— Sou Carlton, a propósito. Qual seu nome, linda?

Respirando fundo, tentou manter a postura ao responder:

— Blair.

— Então, linda Blair. Aceita ao menos dançar comigo?

Os olhos azuis faiscaram de nervosismo. Abriu a boca pronta para dizer-lhe não quando uma voz profunda respondeu por ela:

— Ela não está interessada — reconheceu a voz grave e autoritária. Só podia ser Harry Styles. A loira não teve dúvidas. E instintivamente sua respiração voltou ao normal com o som de sua voz. Algo em seu tom transpassou a segurança que precisava naquele momento.

Carlton ficou claramente irritado com a interrupção. Sua postura hostil pronta para uma briga.

— E você seria?

— O Namorado. Portanto, se nos der licença.  — Mason que era uns bons 5 centímetros mais alto que o garoto respondeu, o tom sugerindo triunfo. A postura ereta deixava qualquer um tremendo os ossos. Carlton recuou. Enquanto o homem virava-se para Blair — Venha querida.

Blair não hesitou. Lançou-se nos braços de Mason aliviada. Quando já estavam em uma distancia segura resolveu agradecer.

— Uhm, obrigada por me tirar de lá.

— Era perceptível para qualquer observador o seu desconforto. Fico feliz em tê-la ajudado.

Ele sorriu. E Blair se viu retribuindo.

Styles apreciou aquele gesto. Aquele sorriso fora espontâneo e era somente dele. Quando avistou o garoto loiro conversando com Blair seu sangue esquentou. Ela era sua, mesmo que ainda não soubesse, e não admitiria que ninguém a tomasse. Seu lado possessivo a reconheceu como sua e Harry iria toma-la para si.

Havia algo que Harry Styles gostava eram desafios. E Blair Sullivan estava se tornando muito mais do que um simples objeto de desejo.

Era louco.

Insano.

 E em poucos segundos uma droga na qual se tornou completamente dependente.



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