História Depois da Competição - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo
Tags Karol Sevilla, Lutteo, Ruggarol, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna, Soy Luna
Visualizações 274
Palavras 1.159
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu gostaria de dizer, antes que vocês leiam este capítulo, que eu não estou escrevendo qualquer coisa aleatória que venha à minha mente relacionado à câncer. Eu, de fato, conheci uma mulher que sofreu de câncer de pulmão e sofreu metástase, e eu apenas estou escrevendo sobre o que eu conheço. Então, assim como o Louis ela estava inchada, ainda tinha seus cabelos, e passou pela mesma crise que o Louis sofreu no final do capítulo anterior, inclusive eu estava lá pra presenciar, infelizmente.

Capítulo 23 - Descobertas


Fanfic / Fanfiction Depois da Competição - Capítulo 23 - Descobertas

Quando os enfermeiros entraram no quarto, Matteo sentiu as mãos de Lúcia segurarem seu ombro e o chamando para fora. Ele a seguiu sem se opor. Ao chegar no local, Matteo esperava encontrar sinais óbvios da doença de Louis, mas não as encontrou, e isso o ajudou a manter a pose arrogante, mas ver aquilo, com certeza, lhe deu uma sensação de mal estar. Não lhe importava mais que aquele homem tenha sido um pesadelo em sua vida, ninguém deveria sofrer tanto para partir. 

Como as coisas não tinham prospecto de melhorar para Louis, Matteo pediu à Lúcia que o levasse de volta para casa, tentaria falar com o pai em outro momento, não se sentia confortável em estar na presença daquele homem novamente, após o que acontecera. Ao chegar em casa, seu avô tentou conversar com ele, mas Matteo respondeu com voz baixa e fraca que preferia não conversar naquele momento, preferia ficar um tempo sozinho em seu quarto. O celular repousava no criado-mudo, mas Matteo nem se mexeu para ver quem era. Provavelmente era sua mãe. Matteo não queria falar com ela, não queria falar com Luna, nem ao menos Gaston. Mas principalmente com a mãe. O que será que Louis ia dizer sobre Bianca? Matteo não entendia como ele poderia ter algo pra falar de sua mãe, Bianca sempre fez de tudo para ser uma boa esposa. Talvez o câncer estivesse destruindo o cérebro de Louis. 

Não importava.

Não queria pensar no assunto.

Levantou-se, tomou um banho e pegou seus patins. 

 

Na Argentina Luna ficava mais preocupada com o namorado a cada momento que passava. Não conseguia se concentrar em nenhuma tarefa, não sabia porque ele não ligava e tinha medo de ligar pra ele. Quase se esbarrou em Nina ao entrar na sala dos armários.

- Luna! Tudo bem? - Nina perguntou bem humorada, já estava acostumada com melhor amiga, mas o sorriso morreu em seus lábios quando viu a expressão de Luna. - Aconteceu alguma coisa?

- O Matteo. 

- O pai dele...? - ela não conseguiu terminar a frase.

- Esse é o problema, eu não sei! O Matteo não me liga, não manda mensagem e eu não sei se deveria tentar falar com ele. - ela expirou frustrada. - O Gaston tem alguma notícia?

- Não...pelo menos, não me disse nada. - Nina arrumou os óculos - Mas eu posso perguntar. - Luna tentou sorrir.

- Obrigada, amiga.  - suspirou - Eu ainda queria que ele me ligasse, que falasse comigo...mas o Matteo nunca se abre! - ela fechou o armário depois de deixar os patins lá dentro. - Eu achei que as coisas fossem melhorar quando a gente estivesse juntos, mas não, ele continua fechado pra maioria dos sentimentos dele. Eu só fui descobrir que o pai o havia abandonado porque meu pai perguntou ao Matteo sobre os pais dele, um dia. E ele falou como...como se fosse uma coisa normal, que não o afetasse, sabe? - Nina acenou. - Mas não é possível que não afete...

- E vê-lo numa situação de pré-morte...eu nem posso imaginar. 

- Sim. Eu queria que ele se sentisse seguro pra falar sobre isso comigo.

- Não acho que seja questão de segurança, Luna. É só a forma como o Matteo viveu toda a sua vida. Ele afasta e reprime todos os sentimentos ruins. É algo bem comum ao ser humano, na verdade. Não se sinta mal, quando ele estiver pronto, ele vai dar notícias. 

Naquele momento, Ambar, Jazmín e Delfina entraram na sala escutando a última parte da conversa das meninas. 

- Vocês tão falando do Matteo? - Delfi perguntou. Parecia genuinamente preocupada. Àquela altura todos já sabiam o motivo de Matteo não estar presente. 

- Sim. - Luna respondeu - Ele não me manda notícias há alguns dias. Quase uma semana.

- Ele deve estar passando o tempo que pode com o pai. - ela respondeu.

- Eu duvido muito. - Ambar disse indo em direção ao armário dela.

- O que você quer dizer com isso? - Luna a seguiu com os olhos.

- Só que eu duvido muito que o Matteo esteja passando tanto tempo com o pai. Ele odeia aquele homem.

- É, mas ele tá morrendo. - Nina disse - Nossas perspectivas mudam.

- E você diz isso baseada na sua. - ela olhou pra Nina - Eu conheço muito bem o Matteo, sei bem o quanto ele sempre detestou esse homem. E o fato de ele tê-lo chamado quando está morrendo, tendo o ignorado por anos, só deve estar fazendo o desgosto que o Matteo sente por ele aumentar. Acreditem em mim quando digo que ele deve ter passado todos esses dias fugindo de todos, principalmente, do pai. 

- O que será que ele anda fazendo, então? - Jazmin pensou em voz alta, então ela arquejou - Será que ele encontrou alguma italiana?

- Jazmín! - Delfi a repreendeu. 

- O quê? - então ela percebeu a presença de Luna - Aaah...não, não. Ele não deve ter encontrado ninguém, eu só...nada. 

 

Na Itália já fazia quase uma semana desde o ataque de Louis que Matteo presenciou. Ele não havia entendido muito bem o que ocorrera, nem fazia questão na verdade. Aparentemente, não havia sido a primeira vez que Louis desmaiava daquela forma; Matteo aproveitou o ocorrido para postergar o encontro deles, mas já não podia mais fazer isso. Então, avisou ao avô que iria pegar o metrô e iria, por fim, visitar o pai. Ele perguntou ao neto se ele não queria companhia, mas Matteo disse que era algo que gostaria de fazer sozinho. Quando chegou ao hospital, se encaminhou diretamente ao quarto em que estava Louis. Bateu levemente na porta esperando que a avó a abrisse, Louis estava sentado na cama aquele dia. 

- Desistiu de esperar que eu morresse pra evitar a conversa? - Louis perguntou com um sorriso.

- Isso era pra ser uma piada?

- De péssimo gosto.

- Ainda bem que você sabe. - ele sentou-se na mesma cadeira que há uma semana. - Então, o que você tem pra me dizer que vai me envenenar contra minha mãe e te deixar morrer em paz por ter sido um péssimo pai?

- Mãe, o papel. - Matteo olhou pra Eva, e ela tirava um envelope já envelhecido e amassado da bolsa. Ela o entregou a Matteo, que olhou confuso pra ela e o homem na cama. - Leia. - Matteo abriu o envelope com cuidado, o papel que estava dentro já estava rasgado nas extremidades. Era um exame. Datado há sete anos.

- É um exame de sete anos... - Matteo disse não entendendo - O que isso tem a ver com a gente?

- Leia todo o exame, Matteo. - e assim ele o fez. Voltou seus olhos ao papel. Depois de um tempo Matteo conseguiu compreender sobre o que se tratava. Era um teste de DNA.

E o resultado era negativo. 



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