História Depois da hora do Lobo - Capítulo 1


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Jon Snow, Sansa Stark
Tags Drama, Game Of Thrones, Jonsa, Romance
Visualizações 403
Palavras 2.388
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Os personagens, semários e universo pertencem a George R. R. Martin.
Arco baseado na série e não nos livros.

Capítulo 1 - No grande salão


O jantar no salão de Winterfell já se encerrara, ironicamente estava na hora do lobo. No caso na hora dos lobos, pois mesmo que não soubessem e nem tivessem combinado nada, Stark e Snow saiam de suas camas rumo ao salão comum.

 

Sansa se pegara pensando nos provimentos que abasteciam o castelo, ainda que alguns senhores nortenhos tenham trazido provisões não bastava, a grande guerra estava chegando. E quando a grande guerra chegasse muitos correriam para Winterfell, e essas bocas precisarão ser alimentadas. Seguiu em direção ao grande salão para ter uma noção de quantas bocas estavam agora no castelo.

 

Jon estava preocupado com os exércitos que se formavam contra o Rei da Noite, não exatamente com os exércitos e sim em como eles seriam alimentados. O inverno enfim chegara, e na noite de hoje muitos comiam ao som de risos e planos mas tudo isso acabaria em breve. Quando o inverno intenso cai sobre todos não há comida, nem risos e nem planos a serem executados, por isso verificar o salão comum seria uma boa visão de como andava o consumo de provisões.

 

Com finas roupas de dormir brancas e um grosso manto de pele a ruiva era a única figura no salão de Winterfell, a iluminação se resumia as quase extintas velas nos castiçais. Fazia medições mentais com um semblante cerrado quando passos firmes ecoaram pelo chão do salão, ao olhar em direção do som deparou-se com Jon Snow na soleira da porta. Seu meio-irmão, irmão, eis então uma palavra difícil de ser digerida quando direcionada a Jon.

 

Sansa não entendia o motivo, quando em Porto Real e no Vale em momento algum pensou em Jon, por causa de sua mãe nunca sentira empatia pelo bastardo de seu pai, nunca o considerara um verdadeiro irmão. Claro que ao reencontrá-lo em Castelo Negro, rever alguém com quem compartilha seu sangue a fizera se sentir em casa. Uniu-se a Jon e venceu juntos o monstro que atendia pelo nome de Ramsay, a sensação de ter alguém em quem confiar plenamente era nostálgica, mas irmão ainda era inaceitável. O motivo não sabia, talvez a ideia que a mãe lhe implantou ainda vivesse dentro de si, mas ela sabia que não era isso.

Jon se tornara agradável aos olhos, corajoso, confiável, honrado. Ela somente viera ter consciência do que sentia por ele quando ouvira um grupo do povo livre conversando, falavam da amante selvagem do Lorde Corvo morta no confronto da muralha. Sonhou com essas palavras a noite inteira, sonhou não, teve pesadelos. Acordou no meio da noite querendo chorar, sentindo-se traída. Traída? Jon traiu a Patrulha da Noite quebrando seus votos, não a ela. Ciúmes, ao que parece o agora Rei do Norte sempre teve esse poder, a senhora sua mãe tinha ciúmes de Jon, não dele em si, mas da mãe do rapaz que ninguém sabia a identidade. Dessa sensação de ciúmes em diante percebeu, o amava, não como irmão, mas como homem. Sentia-se idiota, a garota estúpida nunca sairia dela, apaixonada e romantizada, mas não tinha espaço para isso tinha que ser uma pessoa que pensa e não que ama.

Insubstituíveis roupas negras finas e sem adornos, mangas longas com nós simples no peito, calças do mesmo modo e o manto de pele de animal que Sansa lhe deu quando ainda estavam na Muralha. O não vaidoso rei surpreendeu-se com a visão da mulher a sua frente.

 

-Não deveria estar dormindo? - Por algum motivo irmãzinha era um termo único para Arya, não para Sansa. - Já é a hora do lobo.

-Então estamos em nosso momento. -O homem lhe rouba toda a atenção. -Não consegue dormir?

-Não. - Isso também, pensou. - Vim ponderar sobre as...

-Guarnições de Winterfell. - Completou a moça. - Também comecei a pensar nisso, não só pensar, me preocupar. - Passou os olhos pelo salão, não conseguia se mantiver encarando-o por muito tempo.

-À mim também. - Andou pelo salão na direção da jovem ou da mesa encostada na parede depois dela, não sabia ao certo. Ela estava mais linda do que nunca com a fina e esvoaçante roupa branca. Fina, muito fina, era possível ver seu corpo com perfeição. - Não adianta lutarmos contra o Rei da Noite, vencer e morrermos no inverno por falta de provisões. - Disse sentando no largo e simples banco de madeira encostado na parede de mármore, tentava mostrar-se indiferente, mas a beleza e o corpo da mulher o perturbavam. Mulher não, irmã, sua irmã, mas ele não a via assim, tem seu sangue é verdade, mas irmã... - Temos que solicitar um levantamento de provisões que os senhores do Norte possuem. - Debruça-se sutilmente sobre a mesa. - O quanto antes. - Completa sem encarar a jovem, ela lhe despertava desejos inexprimíveis. Havia um barril de vinho em cima da mesa, resolve dar atenção ao nada importante objeto com a intenção de afastar tais pensamentos.

-O jantar hoje fora farto, e isso precisa ser visto. - Fingirei atenção ao barril também, não quero encarar seus olhos cinzentos. - É necessário conferir os barris de cerveja e de vinho, esse certamente já está vazio. - Havia inúmeras taças próximas ao objeto, muitos deviam ter apreciado a bebida sulista.

-Não tenho dúvidas. - Responde levantando e balançando o barril em um gesto débil, uma tentativa ridícula de distração, e percebe que o recipiente estava mais da metade cheio. - Bom ao que parece os que ocuparam essa mesa não o apreciaram tanto. - Percebeu vindo-a em sua direção e sentando ao seu lado. Serviu duas taças de vinho para encarar unicamente a bebida ruiva que continha em seu copo. - Está frio, servirá para esquentá-la. - Esquentá-la, queria ele fazer isso.

-Vinho me faz lembrar-se de Cersei Lannister. - Nem todo o vinho de Porto Real era capaz de esquentá-la como estar ao lado de Jon.

-Não pense nela, estamos em casa agora, nossa casa. - Um comentário comum, mas aquilo o deixara estranho. - O sul é passado. - Bebia rapidamente cada taça, e ela ainda mais rápido. - Não sabia que você gostava tanto de vinho. - A bebida não era nem de perto tão boa quanto o pior vinho que ela já devia ter tomado na Fortaleza Vermelha, um dornês aguado e muito alcoólico.

-Me acostumei, eu acho. - Mentiu, Cersei lhe forçava a acompanhá-la no vinho, nunca conseguia, mas beber e fitar a forte bebida dornês evitava o diálogo e a troca de olhares.

 

Não sabia quantas taças já teriam bebido, mas o barril chegou ao fim. Ele parecia levemente afetado pelo efeito do vinho, ela apenas quente. Sentia-se quente, o vinho a aquecera, mentira, estar ao lado dele a aquecia.

 

A bebida o alterara, infelizmente de uma maneira que nada favorecia a situação. A bebida o inflamou, das bochechas ao tórax, sentia a pele mais perceptível ao que o rodeava, principalmente a ela.

 

De maneira involuntária se aproximaram enquanto desfrutavam o vinho, a macia pele dela encostava ligeiramente nas costas de suas mãos. Pele delicada, quente, macia e cheirosa, conseguia sentir o perfume dela a distância.

 

Em um reflexo de inquietação em meio ao silêncio moveu sua perna que acabou por encostar desprenciosamente na dele, ao sentir o contato o percebe dando um pequeno tremor. Ao mesmo tempo em que o sentiu tremer, ele moveu a mão em que a pele dela o tocava tão superficialmente e a posou em sua perna.

-Você também sente, não é? - Perguntou olhando profundamente naqueles olhos azuis.

-Sim, talvez a mais tempo que você. - Encostou o ombro no dele. - Não sei como agir. - O encarou de volta.

 

O Rei do Norte mergulhou naquele azul profundo, mergulhando lentamente em direção à mulher a sua frente, seus narizes se encostaram, respirações misturaram-se, suas bocas se tocam e as línguas se enlaçam. A mão que a tocava na perna, subiu para cintura segurando-a firmemente como se a qualquer tempo ela pudesse fugir enquanto sua outra mão toca o rosto da moça.

 

A barba dele causava uma sensação curiosa em seu rosto, sua língua era quente e macia, o beijo doce e envolvente. Sentia o corpo arrepiar-se, um frio lhe percorreu a espinha resultando em um calafrio. Desamarrou o manto que cobria as costas do rei, o manto que ela mesma fizera, em seguida os vários pequenos nós que fechavam sua camisa revelando as cicatrizes causadas por um grupo de traidores da Patrulha da Noite.

 

Jon a toca nos seios ainda por cima da roupa, desamarra seu manto, percorre o corpo dela com as mãos sentindo seu formato. Voltou a beijá-la dessa vez de maneira mais intensa, ao tempo que procurava formas de lhe tirar a roupa. Ao perceber o que Jon queria a garota pareceu arrepender-se.

-O que houve? - Perguntou confuso e ofegante. - Se não quiser, não faça, não lhe forçarei a nada.

-Bolton, por um momento... - Falou trêmula.

-Eu sinto muito. - Falou ao seu ouvido com a barba lhe encostando na bochecha. - Não quis remeter ao passado e lhe causar sofrimento, não se preocupe.

-Não, você não é ele, e eu escolhi ficar com você. - Solto-se dele, ficando de pé e em um gesto rápido tirou a roupa.

-Você é linda. - Falo maravilhado.

 

A segura pela cintura e de modo gentil a coloca na mesa, onde antes bebiam, lhe beijou na barriga subindo até os seios. Percebeu que enquanto sugava e tocava-lhe os mamilos seu corpo arrepiava. A boca dele estava nos seios da moça e suas mãos nas costas dela, as mãos macias da mulher seguravam com firmeza seus negros cabelos.

 

O corpo inteiro dela era de um odor inebriante, e tinha certeza que em sua intimidade não seria diferente. Coloca os pés dela sobre suas pernas, de uma maneira que os alvos joelhos ficassem mais altos, e então desceu seus lábios aos lábios dela que ele ainda não beijara. A pequena umidade da região o fizera sorrir, e sua língua passou a beijá-la lentamente.

 

Só tivera experiências terríveis quanto a assuntos de casal, o medo a dominara por um momento, fazendo-a hesitar, mas não iria parar. Deixou ser guiada por ele. Em todas as vezes que Ramsay a tomara em nenhuma havia sido de frente e nem tampouco carinhosamente como Jon estava fazendo.

 

Quando ele desceu o rosto até sua feminilidade não entendera aquele gesto, ele então a penetra com a língua, estava lhe possuindo com língua, não sabia que era possível, mas ficou satisfeita em descobrir. Variava entre adentrá-la e a sugar uma pequena região que lhe causava choques de prazer, ela gemia, e dessa vez, não era de dor.

 

Sansa não tinha poder sobre seu corpo e isso era bom, em gestos involuntários seus pés deslizavam pelas coxas dele. Foi então que seu conta que poderia provocá-lo também deslizou cuidadosamente seu pé direito para a região da pélvis de Jon. O pressionou para testá-lo, ele contorceu-se enquanto beijava seu sexo, podia sentir toda sua extensão. Percebeu que ele ficara mais firme também, tão firme que tivera que parar com os beijos para desamarrar os calções e enfim libertá-lo.

 

Sansa o vira finalmente, pele clara e macia, mas temeu sua profundidade. Dor, pensou. Voltaria a sentir dor dilacerante que já sentira, tinha certeza. Ele a puxou pela mão, sinalizando que deveria descer da mesa e sentar-se nele. Os breves segundos de duração dessa ação pareciam uma eternidade, se preparou para a dor terrível que iria sentir, e desceu lentamente. Quando se sentou percebeu que a dor era quase inexistente, tão pequena que não se notava em meio a tamanho prazer.

 

Ele mexeu o próprio quadril e ela sentiu a intensidade da ação dentro de si, um movimento lento e profundo, deslizando profundamente nela. Os movimentos dele eram prazerosos, mas ela queria mais, logo a moça também começou a mexer-se. Erguia-se e sentava-se, erguendo-se devagar e sentando de modo brutal. Doía, ela não negava, mas poderia sentir essa dor todos os dias que não iria se importar.

 

Quando começou a pressionar-se sobre ele, sentiu suas costas serem apertadas pelas fortes mãos do homem debaixo de si. A força imposta em sua coluna fez seu corpo ir em direção ao dele, a barba dele encostava em seu seio enquanto ele, novamente, provava seus mamilos.

 

Sentia seu sexo úmido como nunca o havia sentido, sua região pulsava e se contraia no falo dele. Então sentiu o membro dele ficar mais rígido dentro de si e o ouviu um baixo gemido saindo da boca de Jon. No momento em que o rei gemeu ele derrama sua semente na ruiva.

-Eu... Nós... - Não sabia o que dizer ou mesmo se deveria dizer algo, resumiu-se a encostar sua cabeça no tronco da mulher que ainda estava em seu colo.

 

Sansa segura os cabelos de Jon, em um abraço silencioso os corpos se encostam. O beija longamente antes de levantar-se e sentar ao lado dele, esgotada, com dor nos rins e inundada de vinho e prazer.

 

Saiu de cima de si, um triste divórcio em sua opinião, mas ela estava ao seu lado encostada em seu tórax. A hora do lobo acabara, de todas as formas, percebeu, o prazer sugou de ambos o calor do corpo e o frio o perpassava e pela frieza da pele da mulher, a ela também. A ruiva tremia de frio ao seu lado, a branca roupa dela estava jogada pela mesa assim como a camisa dele. Pegou a roupa dela, fizera seu melhor tentando ajudá-la a se vestir, mas ele não sabia como se colocam vestidos sabia tirá-los.

 

Mesmo vestida tremia, não entendia porque ela usava uma roupa tão fina em noites tão frias. Também se recompôs, amarrando seus calções e camisa, nada falavam, apenas olhares eram trocados. Falar o quê, somos irmãos, mas nos relacionamos como homem e mulher? O silêncio era melhor.

 

Ele a vestira, ou ao menos tentou, o frio estava penetrante. Penetrante, palavra apropriada dada as circunstâncias, pensou. Amarrou seu manto a roupa, o frio era tenebroso, a fadiga do corpo, o sono e o vinho apoiou a cabeça na mesa, e adormeceu.

O Rei perdera a bela mulher de vista, seus olhos estavam turvos, a cabeça leve do vinho e o corpo pesado do ato. Encostou-se na parede, relaxou o corpo e não se lembrava de mais nada.



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