História Depois da hora do Lobo - Capítulo 2


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Jon Snow, Sansa Stark
Tags Drama, Game Of Thrones, Jonsa, Romance
Visualizações 290
Palavras 1.018
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Personagens pertencentes a George R. R. Martin, a FANFIC é guiada pela série e não pelos livros.

Capítulo 2 - A despedida e o reencontro


-Vossa graça, Lady Sansa... - Chamava inseguro um jovem criado. - Vossa graça, com licença...

Sansa acorda sobressaltada, como se a voz do menino fosse um corno anunciando a guerra. O rei acordou confuso, sem saber se realmente ouvira algo ou era impressão, até abrir os olhos.

-O que está acontecendo? - Pergunta a mulher abruptamente.

-Todos no castelo procuram pela senhora e pelo rei, e o salão é minha responsabilidade. - O menino tremia de nervosismo. - Desculpe não queria desrespeita-lós. - Gaguejava atormentado.

-Não se preocupe, pode voltar aos seus afazeres, eu e Lady Sansa também iremos às nossas ocupações. - Tranquilizou o menino, - E obrigada por nos acordar. - Disse Jon pegando seu manto de pele, e a irmã o seguiu no movimento.

-Grato, vossa graça. Minha senhora. - Fez uma reverência desajeitada.

Saíram do salão, caminhavam lado a lado pelos corredores de Winterfell, não se olhavam, não se falavam, uma muralha de gelo entre ambos. Não pareciam saber se o que acontecera ontem havia sido um sonho, ou realidade, mas nenhum dos dois ousaria perguntar.

-Sobre ontem a noite... - Ele derruba a muralha.

-Sim, temos que falar com os senhores nortenhos sobre as provisões. - O interrompeu, não queria correr o risco dele tocar em outro assunto.

-Sim, sem dúvidas. - Respondeu cordialmente. - Daqui a alguns dias os senhores nortenhos comparecerão a Winterfell, e falaremos com eles sobre isso. - Respondera finalmente para que cada um pudesse seguir o seu caminho.

Os dias se seguiram sem grandes novidades ou problemas além dos habituais: a guerra. Jon se ocupava da preparação dos homens para a batalha, as armas usadas, estratégias e planos para o confronto. As questões políticas estavam divididas igualmente, ela tratava da aliança de Winterfell com o Vale e o Norte, e ele com o Norte e o Povo Livre. Quanto ao funcionamento do castelo cabia a Sansa, cada pedaço de mármore daquela construção estava sob sua jurisdição. Todas, desde a separação dos criados em cada função até a organização da área de treinamento. Gostava dessa função, Winterfell era deles, parte da filha legítima e parte do bastardo.

Enfim o dia da reunião com os nortenhos, povo livre e alguns representantes do Vale. Cinco semanas passara-se desde o dia em que adormeceram no grande salão até o encontro. Os ânimos ficaram exaltados no ambiente, o Rei do Norte apresentou duas plausíveis razões para aceitar o convite de ir à Pedra do Dragão enviado por Daenerys Targaryen. Nessa situação o Norte teria como protetora Sansa Stark, a única Stark em Winterfell.

Jon não falava a sós com Sansa desde que adormeceram no grande salão, adormeceram, sim isso, nada mais. Sabia que era mentira, ela também sabia, mas parecia melhor fingir a si mesmo que a troca de carinhos fora um devaneio causado pela bebida dornesa. Esses eram seus pensamentos enquanto estava na cripta de Winterfell, olhando a estátua do senhor seu pai. O que estaria ele pensando sobre o ocorrido, sentia vergonha por pensar nisso.

Após algum tempo Jon percebe a aproximação de alguém, o som de sapatos sobre terra ecoavam nas paredes de mármore. Pensou que deveria ser Sansa, desejou que fosse, mas suas esperanças se desfizeram ao perceber o pequeno e esguio homem de sorriso cínico que o encarava. Lorde Baelish tentara lhe seduzir com belas palavras, uma releitura poética de seus feitos, mas então o cínico homem lhe revelou suas reais intenções. Não conseguiu segurar a ira, o levantou pela garganta e o prendeu contra a parede, queria tê-lo matado ali mesmo, mas o homem não fizera, efetivamente, nada de errado só expressou seu desejo de casar-se. Casar, com a sua irmã e isso o tirou do sério. Se retirou da cripta antes que não mais se controlasse, Garra Longa estava ao seu alcance e Petyr Baelish corria o risco de ficar uma cabeça mais baixo.

No caminho para sair das criptas rumo a superfície um mar de questionamentos lhe surgiu a mente: deveria mesmo ir à Pedra do Dragão, um nortenho no Sul era viável e deixar Sansa em Winterfell ao alcance daquele ser asqueroso? Já tomara sua decisão, ao sair das criptas seu cavalo o esperava selado, das ameias ela o observava. Acenou, queria ir lá pedir um beijo de despedida, garantir que retornaria, mas apenas acenou e passou pelo portões deixando a ruiva para trás.

Ele se foi, apenas com um aceno de mão sem sequer um sorriso habitual. Só então notou que Lorde Baelish também saia das criptas com um semblante nada agradável. Ele deve ter falado para Jon sobre casar comigo, ele tem sorte de ainda estar vivo, pensou. Jon deve ter se controlado para não matá-lo, conhecia o Rei do Norte e isso era o que mais a assustava na ida dele ao Sul.

O Norte era seu, a parte mais complicada era lidar com o Povo Livre mas precisava fazer isso da melhor maneira possível, era a Protetora do Norte. Alguns dias se passaram e enquanto ouvia os não mais surpreendentes discursos de Mindinho, um guarda a avisa que um recém-chegado a aguarda no portão. Seu coração parou por instantes quando o reconheceu, estava mais velho, abatido e sem os movimentos das pernas mas era seu irmão mais novo. O último filho legítimo vivo de Eddard Stark, Brandon Stark.

Bran não era mais o mesmo, tinha algo de estranho nele. Era o Corvo de Três Olhos, ele lhe confessara, não entendeu ao certo o significado disso, mas ao que parece ele sabia de tudo. Jon não o encontrara, fazia 3 semanas que o rei partira para o Sul, e não havia mais notícias.

Ao fim do dia, deitada em seu quarto, se atentou para os dias decorridos. Jon partiu a três semanas, da reunião com os senhores até sua partida contou-se cinco dias, da noite que dormiram no grande salão até a reunião cinco semanas. Deveria estar enganada, não fazia tanto tempo. Se seus cálculos estivessem certos, ela estava com problemas, e seus cálculos estavam, sem dúvidas, corretos.

-Amanhã soluciono isso. - Disse a si mesma. - Por hora, quero dormir.



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