História Depois da hora do Lobo - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Jon Snow, Sansa Stark
Tags Drama, Game Of Thrones, Jonsa, Romance
Visualizações 263
Palavras 1.780
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aos que estão lendo essa fanfic, obrigada, ela já está concluída, só tenho que encontrar tempo para postá-la. Hoje estou postando pelo celular, e é horrível para fazer eventuais correções.

Obrigada.

Capítulo 3 - Mensagem.



Antes da alvorada Sansa já estava desperta, arrumou-se e foi em direção às cozinhas, a cozinheira a serviria. Poucas pessoas tranzitavam pelo castelo devido ao horário, a sua frente em direção às cozinhas avistou uma figura suspeita: Mindinho. Percebeu que ele falava com uma animada e mexiriqueira auxiliar de cozinha, uma espiã dele sem dúvida, isso a fez entender que ele deveria ter outros em outras áreas do castelo, como na lavanderia. Precisaria tomar cuidado. 

Não iria se preocupar com isso por hora, iria ter uma reunião com as esposas de lança e elas seriam sua salvação. Na audiência com as mulheres do Povo Livre, um grupo de quatro mulheres representavam uma infinidade de aldeias. Uma mulher bem velha, duas que não deveriam ter mais que a idade que a senhora sua mãe teria, e uma menina. Sim, uma menina, parecia bem mais jovem do que ela pela altura, mas aparentava estar na idade de florescer. 
-Onde está Lorde Corvo? - Pergunta a menina. 
-Vossa graça foi ao Sul em busca de vidro de dragão, para combater os outros. - Responde cordialmente, Jon a explicará que o povo além da Muralha agia assim. - Estou no lugar do rei para solucionar conflitos. 
-Estamos preocupadas com os suprimentos, beijada pelo fogo. - Manifestou-se a idosa. - Lorde Corvo conseguiu nos resgatar, mas só trouxemos conosco nossa vida e família. - A idosa parecia respeitada por todas. 
-Não se preocupem, o Rei já se antecipara quanto a isso, estamos fazendo um balanço de provisões e ver quanto cada lugar precisa, e forneceremos o que for possível. - Não entendera o comentário da velha mulher, beijada pelo fogo. 
-Se é só isso, temos que retornar ao ninho de corvos. - Falara caçula. 
-Se não se importam, gostaria de falar a sós com as representantes do povo livre. - Manifestou-se. -Poderiam acompanhar-me até o Bosque Sagrado? - As mulheres se entreolharam, menos a mais idosa. 
-Sempre se deve honrar os deuses, até mesmo no Sul. - Fala a senhora, olha para as demais que acenam positivamente. 

As esposas de lança seguiam a Senhora de Winterfell em fila indiana, olhando com desconfiança os habitantes do castelo. Que paravam para fazer uma cortês reverência a protetora do Norte, quando esta passava. Rapidamente chegaram ao Bosque Sagrado, dera as costas a árvore coração para encarar as mulheres. 
-Desculpem a inconveniência do deslocamento. - Desculpou-se com uma breve reverência. 
-Nós do povo livre não ligamos para esses modos sulistas. - Falara uma das mulheres mudas até então, a que usava um capuz que lhe escondia o cabelo. - O que quer de nós, não temos nada a oferecer. 
-Desculpem a ousadia, mas receio que não posso chamar a atenção em meu próprio castelo, e meu irmão dissera que o Povo Livre são sempre confiavéis. - Diz cordialmente. - As trouxe em um lugar em que pudéssemos ficar a sós, porque se trata de um assunto.... - Não sabia como falar sobre o assunto com cortesia. 
-Que apenas mulheres entendem. - Completou a velha. - Diga logo o que deseja de nós? 
-Chá de Lua. - Disse finalmente sem rodeios. 
-Achei que vocês sulistas tinham filhos para que pudessem herdar seus castelos. - Falou a jovem. - Já tem herdeiros demais para seu castelo? 
-Hayn, mulheres ajudam mulheres em casos assim. - Repreendeu a velha. - Se tivesse um homem saberia. 
-Não tenho herdeiros demais, nem sequer os tenho, na verdade. - Explica.
-Sabemos disso sobre vocês, ao sul da Muralha. - Compreendeu a velha. 
-Dependendo de quantas luas perdeu podemos ajudar. - Disse a mulher até então em silêncio. - Quantas perdeu? 
-Duas, pouco mais de 8 semanas. - As mulheres trocaram olhares. 
-Acho pouco provável que chá de lua resolva, faz tempo, devia ter tomado logo depois.
-Chá de Tanásia resolve a qualquer tempo, ouvi dizer, mas é inverno e não tenho como pedir que alguém me busque essa flor em específico. - A situação ficara mais difícil, realmente acreditava nas esposas de lança, não tinham porque mentir.
-Há uma mulher dos clãs das cavernas que resolve esse tipo de coisa. - Comenta a caçula. 
-Sim, a velha careca faz isso, mas não fará em alguém como ela. - Explicou a velha.
-Irei recompensa-lá, digam a ela, o que ela quiser lhe darei. - Sansa argumenta. 
-Você não entende, beijada pelo fogo. - Diz a velha tocando no cabelo da Senhora de Winterfell. - Ela não o fará por causa disso. - Mostra-lhe uma mecha ruiva. - Ela não tiraria uma criança que pode ser beijada pelo fogo. - Todas concordam com a cabeça. 
-Só faria isso aquela que carrega a criança. - Explica a silenciosa sem capuz. - Você pode tentar o Chá de Lua até cansar.
-Sinto muito, não podemos ajudá-la além disso. - Diz a de capuz. 
-Obrigada, não tenho como retribuir a ajuda. Se precisarem de algo não hesitem, não só pelo auxílio. Sou a protetora do Norte na ausência do Rei, é meu dever cuidar de quem esteja nele. -A ruiva começa a entender a apreciação de Jon pelo Povo Livre.
-Lorde Corvo vai ter de suportar o choro de um bebê. - Zomba a caçula. - Se não precisa mais de nós, voltaremos ao ninho dos corvos. - Faz um gesto com a cabeça e todas as seguem, deixando a ruiva para trás.

A senhora de Winterfell estava agora sozinha, sentada em frente ao represeiro onde um rosto estava esculpido. Aquele lugar era o Norte, em Porto Real o bosque sagrado a lembrava de casa, agora em casa aquele lugar lhe lembrava o senhor seu pai. Sentado de costas pro represeiro limpando sua espada, queria estar no colo dele. A jovem vira-se para encarar o rosto do represeiro. 
-Pai, me perdoe, nos perdoe, a mim e Jon. -Falava como se ele fosse o represeiro. - Sinto sua falta, o queria aqui, desculpe minhas tolices. Sempre lhe amarei, pai. - Abaixara a cabeça para pensar, pedir aos deuses, mas não sabia ao certo o quê, ficara lá por um longo tempo perdida em seus pensamentos, até que o som de passos a despertou.
-Sansa. - A chamou o caçula, vinha carregado por dois guardas de Winterfell. - Obrigado, ficarei aqui. - Disse o rapaz.
-É bom vê-lo fora do quarto, Bran. - Tentou mostrar-se indiferente.
-Já lhe disse que eu vejo tudo, não? - Falava fitando o nada. - Jon demorará a voltar, e o tempo está contra você, mas lembre-se do que ele lhe falou. - Ele encostara a mão nas raízes do represeiro. - Os filhos não devem pagar pelo erros dos pais, não puna quem não tem culpa. Proteja o Norte, proteja quem pode ser injustiçado e proteja a si mesmo, até de você mesma. - Após dizer isso Bran ficara com os olhos totalmente brancos, não estava mais ali.

A Protetora do Norte saiu do bosque sagrado com passos rápidos e pensamentos distraídos, ia em direção a não sabia onde. Sentiu-se fraca, lembrou que não havia se alimentado desde que acordara. Poderia fazer greve de fome, e então matá-lo ou mesmo ela definhar até morrer, pensou.

Se dirigiu para o salão comum para alimentar-se. O salão comum, como esse lugar era irônico, na mesa em que dormira semanas atrás estava lotada de nobres menores conversando e bebendo. Não entrou pela entrada dos senhores do castelo e sim pela porta comum, roubando a atenção daqueles que comiam, fez um breve cumprimento a todos e seguiu em direção a mesa que lhe cabia. Comeu normalmente, nem menos nem mais, não sentira nenhum único sintoma que as mulheres alegavam sentir. Sua preocupação era por quanto tempo as roupas conseguiriam esconder, as grossas e longas vestimentas nortenhas lhe davam uma momentânea segurança. 

O dia fora atarefado, mas mesmo assim não deixou de conferir se algum corvo havia chegado com notícias, notícias de Jon. Nenhum corvo chegou em Winterfell naquele dia. 

Somente em sua cama, no que deveria ser a hora de dormir, é que começou a ponderar a situação. Pensou em Catelyn Stark, ela estaria decepcionada com a filha. Carregando um bastardo na barriga, fruto de uma relação proibida com seu próprio irmão bastardo, a quem a senhora sua mãe sempre odiou. Catelyn Stark sempre pusera sua família em primeiro lugar, seus filhos acima de tudo, e agora sua filha tentava matar o filho que carregava. 

Pensou nas palavras de Bran, ele sabia, mas, não estranhou e nem comentara nada. Só lhe lembrou das palavras de Jon, não punir os filhos pelos erros dos pais. Era por isso que ela queria o chá de Tanásia, lembrava do motim em Porto Real, onde a corte fora atacada. Aberração, fruto do pecado, resultado de incesto, berravam. Ninguém deveria ouvir aquilo, a plebe condenou os filhos pelos pais, o seu também ouviria isso se sobrevivesse a ira do lordes do Norte. Era mais plausível que os nortenhos matassem ela e Jon, não estavam em Porto Real.

O dia seguinte chegou, Bran passava boa parte das horas no bosque sagrado, enquanto a Senhora de Winterfell assinava papéis no escritório quando fora avisada que uma garota nortenha procurava por Meistre Luwin antes de sumir da vista dos guardas. Sentiu seu coração saltar, uma garota nortenha que conhecia o antigo Meistre de Winterfell. Pensou que poderia ser a sua irmã que a tempos sumira de Porto Real. Queria sair daquela sala, então fora de imediato procurar a visita um sentimento a dizia que ela estaria nas criptas.

No ambiente úmido e mórbido da criptas avistou de longe uma figura esguia e baixa encarando a estátua do senhor seu pai. Parecia com a físico de sua irmã, a medida que se aproximava a semelhança só aumentava. Era ela, constatou, Arya Stark de Winterfell.
-Senhora de Winterfell. - A mais jovem comentou encarando a ruiva. 
-Irmã... - Não conseguia segurar a emoção e correu a seu encontro. - Pensei que nunca mais a veria.

Saíram da cripta em direção ao bosque sagrado em busca do caçula. Encontraram-no sentando em uma cadeira especialmente projetada para ele.
-Bran... - Chamou o agora rapaz.
-Finalmente estamos juntos. - Encarou as irmãs, e Arya o abraçou. 

Os Stark's de Winterfell estavam finalmente reunidos, como quando eram crianças. Muitas coisas mudaram, sem dúvida, mas estarem juntos dava uma sensação de nostalgia.

A chegada dos caçulas a Winterfell seria um bom motivo para enviar um corvo a Pedra do Dragão, e obter informações sobre Jon. 

-Bran e Arya estão em Winterfell, estamos em casa, todos esperam o seu retorno o mais breve possível. - Leu em voz alta, e assinou ao fim. - Meistre, por favor o envie imediatamente. - Pediu ao novo meistre de Winterfell. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...