História Depois da Tempestade - Vondy - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Rebelde
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Palavras 1.046
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Christopher.


Terminei de arrumar a casa perto do anoitecer. Voltei para o meu quarto e observei Melissa dormindo. Dulce havia confiado em mim para ficar com ela, por algum motivo. Eu sentia uma certa conexão por essa menina, não porque ela era filha da Dulce, mas por outro motivo que eu não conhecia. Entrei no banheiro para tomar banho e assim que acabei, a ouvi chorar. Troquei de roupa e fui até a casa de Dulce leva-la. Ela estava na varanda, tomando uma xícara de café. 

>>Olá. <<falei sorrindo. 

>>Olá. <<respondeu. >>Pode colocar ela ali. <<apontou para um cantinho com um colchonete e vários brinquedos. 

>>Ok. >>coloquei Melissa no colchonete. >>Bem, já vou indo. Boa noite.

>>Mas, já? Desde que voltei a gente não parou pra conversar muito bem. Por que não se senta? <<apontou para a cadeira ao seu lado. 

>>Tá me zoando? <<ri. 

>>Não. <<sorriu. Dei de ombros e sentei.

>>Sobre o que quer conversar? 

>>Filhos. 

>>Mas... eu não tenho filhos. <<fiquei confuso. 

>>Gostaria de ter? 

>>Por que? Quer ter um filho comigo? <<brinquei. 

>>Eu estou falando sério. <<deu um tapa em meu ombro rindo. 

>>Tá. Eu nunca pensei nessa possibilidade, mas se por destino eu fosse pai, por mim tudo bem. Das pequenas experiências que tive com a Melsinha, posso dizer que eu até iria gostar. <<ela sorriu de lado. >>Por que me perguntou isso?

>>Só curiosidade. <<desviou o olhar. >>Eu gostaria que você fosse pai dela. 

>>Confesso que eu também gostaria que fosse assim. <<algo pareceu acender no rosto dela. 

>>Christopher eu preciso te contar uma coisa. <<falou sorrindo. 

>>O que? <<ela mordeu o lábio inferior e eu não pude deixar de olhar. 

>>Você... <<ela parou de falar assim que fui me aproximando. 

Rocei meus lábios aos dela devagar e a tomei em um beijo. Fui calmamente moldando seus lábios aos meus, muito suave. Logo pedi passagem para passar minha língua e ela permitiu. A beijei com cautela e comecei a aumentar os movimentos. O beijo se tornou quente com um toque de saudade. Meu corpo pedia por ela como se dependesse disso para viver. Coloquei meu braço em volta de sua cintura e a fiz ficar de pé sem parar de beija-la. Dulce pôs seus braços em volta do meu pescoço e devolveu o beijo na mesma intensidade. A apertei mais contra o meu corpo pedindo para que seja minha. Eu tinha passado muito tempo sem beija-la e agora eu queria recuperar o tempo perdido. 

>>CHRISTOPHER!!! <<ouvi a voz de Natália ecoar e Dulce me empurrou. Natália veio até a varanda com raiva e me deu um tapa na cara. 

>>Ei! <<Dulce devolveu o tapa nela me deixando surpreso. >>Não vai bater em ninguém na minha casa! 

>>Sua maldita! É uma vagabunda mesmo! Além de não saber quem é o pai da própria filha, ainda fica dando em cima de homem comprometido! 

>>Aprendi com você, vadia. <<falou com um sorriso no rosto.

>>Sua... <<ela tentou avançar em cima de Dulce mas eu a impedi. 

>>Parem com isso! Ninguém aqui vai brigar! <<falei. 

>>Parece que você tem um forte pra trair não é? <<Natália disse com lágrimas por seu rosto. Olhei para Dulce que mudou sua expressão para tristeza. 

>>Eu não traí a Dulce. <<respondi firme.

>>Quem você acha que engana, querido? Enfim, diferente dela, eu vou perdoa-lo. Porque eu sim te amo. <<respirou fundo. 

>>Mas eu não. <<falei por fim. 

>>O que? <<ela voltou a chorar. 

>>Eu não te amo. E não quero mais estar com você. Acho melhor você ir embora agora. 

>>Tá brincando comigo? Eu vou embora sim, mas a gente só vai terminar quando eu decidir! <<após dizer aquilo, ela saiu bufando de raiva. 

>>Por que? <<Dulce cruzou os braços me olhando. 

>>O que? <<franzi a testa. 

>>Por que fez isso? Por que me beijou? 

>>Não sei... talvez eu... esteja com saudade. 

>>Christopher, você disse que não me amava mais. 

>>Eu menti. Eu te amo. Muito. <<ela pareceu surpresa. >>E você retribuiu o meu beijo. Por que? <<me aproximei já sentindo sua respiração. 

>>Porque...eu...an... <<a beijei novamente por alguns segundos. Após o beijo eu a abracei forte e ela fez o mesmo. >>Tenho que te pedir que não faça mais isso. <<falou se afastando. 

>>Ainda não confia em mim? Eu não a traí, Dulce. 

>>Eu queria muito acreditar em você. Mas, eu não consigo. O melhor que podemos fazer é fingir que isso não aconteceu. Volta o seu namoro com a Natália e finge que está tudo bem. 

>>Não. Eu não posso. Eu amo você. 

>>Pare de dizer isso. <<ela começou a chorar. 

>>Eu posso até assumir a Melissa, mesmo ela não sendo minha filha. Eu faria isso por vocês. 

>>Vá embora. <<falou baixo. 

>>Tudo bem... mas eu não vou fingir que isso não aconteceu. <<me virei para ir embora. >>Espere, o que ia me contar antes de eu te beijar? 

>>Esqueça isso.

>>Agora eu quero saber. 

>>Eu... ia te dizer que eu finalmente estava conseguindo viver aqui sem me incomodar com a sua presença. Mas agora, tudo voltou a estaca zero. 

>>Era só isso mesmo? 

>>Sim. 

Assenti e voltei para minha casa. Me joguei no sofá e alguns minutos depois, Alfonso saiu de seu quarto saltitando de felicidade. 

>>Não vai acreditar! <<ele disse. 

>>O que aconteceu? 

>>Consegui um emprego! <<comemorou. 

>>Que ótimo. <<tentei sorrir. 

>>Ué, pensei que ia ficar feliz por não ter mais que me sustentar. 

>>Eu tô feliz. É que aconteceram umas coisas...

>>Que coisas? 

>>Eu beijei a Dulce. 

>>E por que tá triste? Isso é algo pra se comemorar, não? 

>>Seria, se a Natália não tivesse visto tudo e acabado com todo o clima. 

>>Por que não se livra dessa garota? 

>>Eu tentei. Mas vai ser bem difícil. Bom, pra mim eu estou solteiro e se ela acha que ainda tem algo comigo, está bem enganada. 

>>Finalmente tomou juízo! 

>>Mas então, como vai comemorar esse emprego? 

>>Vou chamar a Anahi pra jantar. Tem um tempo que estou de olho nela. 

>>Faz muito bem. Você precisa arranjar alguém mesmo. E ela parece ser uma boa pessoa. 

>>É sim. E você, precisa da Dulce. <<sorri de lado. 

Fiquei o resto da noite trabalhando em meu computador. Fui dormir bem tarde e confesso que com muita dificuldade. Talvez eu fosse seguir o conselho do Alfonso. A Dulce era tudo o que eu queria no momento. 



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