História Depois da tempestade - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Abo, Chanbaek, Hunhan, Kaisoo
Exibições 532
Palavras 1.525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Minha primeira fic KaiSoo e ABO. Estou um pouco insegura, mas eu particularmente amo essa fanfic, então espero que se agradem também.

Capítulo 1 - One


  
"Se tu queres um amigo, cativa-me!"

  - O Pequeno Príncipe

 D.O Kyungsoo já estava acostumado aos olhares que ganhava ao chegar na empresa. Apesar de não tocar no assunto e até mesmo feito de tudo para esconder, todos sabiam que ele era um ômega. Seus funcionários não tocava no assunto – pelo menos, não em sua frente.– Sempre exigiu muito respeito e agia como um Alfa. Havia aprendido a lidar com seus extintos de ômega. Sendo assim, ele não abaixava a cabeça.

 Entrou na empresa recebendo aqueles olhares novamente. Sua expressão era sempre fechada e os passos pesados, fazendo com que seus funcionários o temesse. Apertou o botão chamando o elevador. Enquanto esperava um rapaz parou ao seu lado e lhe esticou a mão.

 – Bom dia! – Disse o rapaz. Kyungsoo arqueou uma sobrancelha. Ele estava surpreso. Era poucos os que lhe dirigiam a palavra e quando faziam isso não eram nada agradáveis.

 – Bom dia. – Mesmo que estranhasse a situação ele foi educado e retribuiu o aperto de mão. Foi um aperto firme e que não durou muito.

 O elevador chegou e os dois entraram. D.O iria apertar o botão, porém o rapaz ao lado agiu juntamente consigo fazendo com que suas mãos se encontrassem. Kyungsoo não recuou a mão ao contrário do rapaz que fez um movimento rápido e se endireitou. D.O começava a se perguntar se o rapaz o conhecia, afinal todos os funcionários evitava ficar próximo de si e até mesmo ficar num local a sós. Com o tempo passou a não se importar. Sorriu com seus pensamentos. Passou a achar engraçado a forma como os funcionários lhe olhava já que ele nunca tinha dado motivos.

 Para ele ter amigos significava ter que se abrir, ter que deixar as pessoas conhecerem ele e tudo isso envolvia confiança. Ele tinha Chanyeol, mas mesmo assim não eram como unha e carne. Achava arriscado. Sempre pensou que ter pessoas próximos de si só terminaria em alguem ferido. No final sempre um sairia machucado – senão ambos – e ele queria muito não ser essa pessoa. Já havia se machucado muito na relação que tinha com a familia. E por isso ter laços com alguem era sinônimo de desastre e tristeza.

 A porta do elevador se abriu e ambos saíram. E agradaceu por ter sido rápido e não ter parado nenhuma vez durante o caminho. Kyungsoo andou até sua secretaria e observou o rapaz parado ao seu lado. Se perguntou o que ele ainda fazia ali, se estaria sendo seguido. Olhou para a mulher sentada a sua frente e desviou olhar para o moreno que estava desatento a situação e parecia mais preocupado com a decoração do lugar. A moça entendeu o que ele queria e logo se pôs a falar.

– Chanyeol está lhe aguardando na sua sala e pediu que levasse o rapaz consigo. – D.O já imaginava o que Chanyeol queria consigo mas o que o rapaz tinha com isso? Respirou fundo e entrou sua sala.

 Jongin olhava deslumbrado para a sala do novo chefe. As paredes todas em branco e no fundo uma parede de vidro que dava vista para a grande cidade. A sala era decorada com vasos de flores e livros. No meio dela havia a mesa do chefe e do lado esquerdo uma porta que provavelmente daria ao banheiro. Em sua opinião a sala era clara de mais e até estranhou. Já havia trabalhado em algumas empresas e era a primeira vez que via uma sala tão clara e arejada.

 Kyungsoo olhou para Chanyeol com um olhar que a maioria consideraria mortal. O mais alto riu da reação do menor deixando-o mais nervoso.

 – O que significa isso Chanyeol? – D.O não tinha medo de bater de frente com alfas. Já havia feito isso em algumas reuniões e mesmo quando usavam voz de alfa parecia não surtir efeito no menor que só achava aquela reação ridícula.

 – Kyungsoo eu já disse mil vezes que você não deveria trabalhar mais que 6 horas, mas você me ignora. Já vi você passar noites aqui e isso não é saudável. – Kyungsoo odiava quando Chanyeol insistia que ele precisava de ajuda. Se sentia reibaxado como se dissessem que ele não era capaz de fazer um serviço sozinho.

– Chanyeol por mais que você seja meu amigo, acho que as vezes você precisa ser lembrado de quem é o patrão – D.O sorriu ladino e se sentou em sua mesa.

– Acontece que isso são ordens de alguém superior a você e a menos que você queira vê-lo pessoalmente eu te recomendo acatar esse "pedido". –Chanyeol não queria falar daquela forma com o amigo, mas ás vezes ele se sentia obrigado a agir dessa forma com D.O. Se segurou para não usar a voz de alfa porque se lembrava muito bem da última vez que isso ocorrera.

 Em um movimento rápido se virou para o Kim que até agora só observava tudo sem falar nada. Chanyeol suspirou pesado e coçou a nuca. Parou em frente ao moreno e deu seu melhor sorriso.

 – D.O tem muitos problemas, tenha paciência e verá que ele não é tão ruim assim. – O mais alto parou de falar ao se lembrar de uma dica muito importante. Mordeu o lábio inferior num ato nervoso. Aquele assunto era delicado e falaria o mais baixo possivel para que só Kai escutasse. – Aqui você é só Kai. Não existe uma hierarquia; não existe alfa, ômega ou beta. Boa sorte. – Deu tapinhas na costa do moreno e se retirou da sala.

 Kai agora se sentia nervoso. Viu que seu patrão estava totalmente por fora de sua contratação e era contra aquilo. Temia perder o emprego, precisava dele mais que tudo. Passou a mão nos fios negros que caiam sob seus olhos e encarou o moreno que também o encarava. Tentou sorrir para deixar a situação menos tensa, mas o chefe continuava sério.

 – Você pode arrumar qualquer coisa para fazer, desde que não me atrapalhe em nada. – D.O direcionou suas palavras rigorosamente para o moreno e voltou sua atenção pro que considerava mais importante; seu trabalho.

 Ligou seu computador e começou a ler alguns projetos. Era muito bom no que fazia, desde pequeno era treinado para substituir o pai na empresa e era considerado um orgulho ate seus quinze anos. As coisas mudaram drasticamente depois disso. Se forçava a esquecer qualquer coisa relacionada a essa época. Doía demais lembrar. Era como cutucar feridas que ainda estavam abertas.

 Escutou a porta atrás de si se abrir e logo em seguida fechar. Olhou para ver o que acontecia e percebeu que estava sozinho na sala. Jogou a cabeça para trás e fechou os olhos. "Talvez ele tenha desistido de ficar, talvez ele ja tenha desistido do serviço e ido embora." Tentou se sentir feliz com essa hipótese, mas o que recebeu foi um aperto no peito. Lembrou-se de uma cena parecida. Balançou a cabeça para afastar qualquer lembrança e dirigiu sua atenção para o computador.

 Em alguns minutos a porta se abre. D.O já imaginava quem seria ,então nem seu deu o trabalho de olhar. Enquanto olhava para a tela do computador já sentindo as vistas arderem viu um copo sendo colocado sob a mesa. Olhou para o assistente com uma expressão surpresa, deixando o moreno levemente feliz por ter causado tal reação. Kai havia lhe trazido café. Tomou um gole e sentiu o liquido quente descer lhe trazendo conforto. Era amargo e forte. "Um pouco como eu". O moreno havia acertado em cheio o gosto do chefe.

 – Obrigado...– D.O percebeu que ainda não havia perguntado o nome do novo funcionário. Sua consciência pesou por nem ao menos ter perguntado o nome do assistente.

 – Kai... Me chame de Kai, senhor. – Kyungsoo estava surpreso. Não era sempre que lhe tratavam tão bem assim. A maioria de seus assistente lhe olhavam com superioridade por serem alfas. Se perguntou se o moreno se quer sabia estar trabalhando para um ômega. Alguem tão abaixo de alfas sendo chefe parecia uma piada para algumas pessoas.

 Em um dia seu novo funcionário fez o que poucos que estavam ali a tempos nunca havia feito. Mas o que mais  chamou atenção de D.O foi o fato de ter sido tratado com respeito mesmo quando havia sido tão grosso. A sensação de vergonha e culpa invadiu o peito do menor.

Seu olhar se voltou para o do moreno e percebeu que ele sorria. Confessava que Kai tinha um sorriso bonito e sua pele brozeada chamava bastante a atenção, além de ser educado. Kyungsoo logo pensou que talvez não fosse tão ruim ter a companhia do moreno, desde que ele lhe respeitasse e não entrasse em seu espaço pessoal poderiam conviver em paz.

 Kai sempre fora muito educado e era muito bom em se comunicar e em fazer amizades. Quando viu que seu chefe não lhe queria ali até pensou em desistir, mas precisava muito daquele emprego. Então uma ideia surgiu na mente do moreno. Ele cativaria seu chefe. Faria seu chefe gostar de si. E faria isso sendo ele mesmo.


Notas Finais


Então, acho que é esse o prólogo da fic. Espero que vocês gostem e se apaguem a ela tanto quanto eu.
Bom, a boa notícia é que ja tenho capitulos prontos, então sem riscos de atrasos por um bom tempo.


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