História Depois daquele final de semana - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Drama, Romance
Visualizações 6
Palavras 1.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Duda sumiu



Beijamo-nos ardentemente, tanto que nem vimos o Feliphe sair do quarto. Acho que depois daquele show que demos ele foi bater uma bem caprichada pensando em nós.

Por volta da meia noite, o pessoal estava reunido de novo na fogueira. Conversando, tocando, rindo, bebendo, fumando, se pegando... Rolando de tudo afinal. Eu estava sentada de um lado e Ingrid do outro. Enquanto eu conversava com Diana e umas três meninas, ela se agarrava com o tal Carlinhos que parecia ser o ficante dela da vez.

As meninas sorriam todas bobas quando eu lhes contava sobre minha vida... Das minhas brincadeiras, das aventuras junto com Feliphe e o Matheus... Foi aí que percebi que a atenção de todos estava voltada pra mim:

- ... Aí eu me sentei, e o Feliphe falou "Duda, não tem tempo pra descansar, ta escuro", eu olhei pra ele com aquela cara do tipo " E daí?"... E foi o que eu disse - Sorri - “E daí Feliphe, ta com medo de cobra?", ele me fuzilou e "Quem tem medo da cobra é você"... Ai o Matheus chegou e "A Duda não precisa de cobra tendo uns dedos desse tamanho!"

Todos caíram na risada. E isso tinha acontecido há três anos. Foi até bom ter lembrado... Feliphe começou a contar mais das nossas histórias e percebi que Ingrid e o tal Carlinhos tinham se afastado do grupo. Com uma curiosidade imensa resolvi procurá-los. Saí andando pelo jardim que os vi pela primeira vez... E nada... Fui até o quarto dela... E os vi deitados pela brecha da janela... Ele estava em cima dela, a penetrando sem nenhum cuidado, sem carinho... Ele não gemia, urrava! E ela o arranhava como tinha feito em mim há poucas horas atrás... Senti enorme nojo dela, por ser tão falsa... Ela devia transar com todos do mesmo jeito, e aquilo por incrível que pareça... Fez-me mal... Não que eu estivesse apaixonada, mas eu fiquei magoada... Ela tinha transado comigo, como se fosse sua atuação normal.

Saí correndo dali, com raiva, com nojo, magoada...

Entrei no meu quarto, peguei as malas já prontas e fui pra estação de ônibus. Não quis esperar pelo Feliphe, eu não queria ter que ver aquela menina de novo.

Uma da manhã e eu ainda na estação, não aparecia a droga de um ônibus... Até que eu vi um táxi parado numa rua um pouco mais distante... Fui caminhando até lá.

- Quero ir pra Santa Tereza... Dá pra me levar? - Perguntei ao motorista.

- Santa Tereza menino? É longe demais! - Eu sorri, não por ele ter me confundido com um menino, e sim por meu dia estar se saindo uma bela porcaria. Resolvi nem insistir, saí andando sem rumo... Uns caminhões passavam pela estrada... Fiz sinal pra um, que parou... Se tive medo? Talvez sim, mas eu tava com ódio demais pra pensar nisso. Entrei no caminhão e segui viagem.

****************

INGRID

Saí do meu quarto rapidamente, uma coisa dentro de mim me fez... Mandar o Carlos parar antes de ele gozar... Sim, ele gozar, porque eu parecia travada... Como se não encaixasse, incrível isso não é? Lembrei de Duda, da facilidade que ela me fez gozar, do que senti com ela e desisti de terminar a noite com o Carlos. Tomei um banho, coloquei uma roupa bem provocante e fui até o quarto dela, qual não foi minha surpresa ao perceber que ela não estava lá... Nem as suas roupas, nem nada que lembrasse que ela esteve naquele lugar.

Procurei por Feliphe, que na mesma hora se preocupou:

- Como assim ela não ta no quarto? Ela foi atrás de você! - Disse indignado.

Pelo que percebi Duda era o anjinho do Feliphe, e ele tinha que proteger ela. Contou pro Matheus e Clara que ficaram preocupados também.

Ligamos para o celular dela e... Nada! Matheus  resolveu voltar pra casa naquela madrugada mesmo, junto com o Feliphe que voltava pra capital também. Eu vim no carro da Diana, junto com Clara e duas meninas. Encostei minha cabeça no vidro do carro e vim pensando nela o caminho inteiro. Fiquei preocupada também, oras! E se ela me viu transando com o Carlos? Mas nada a ver ela ficar com ciúme, não tínhamos nada!

Chegamos em casa por volta das quatro da manhã, entrei no apartamento da Clara junto com Diana. Íamos dormir lá.

Assim que o telefone tocou, Diana correu para atender:

- Fala Feliphe ... Sei... Nada mesmo? Porque não ligamos pra polícia?... É mesmo... Tudo bem então... Se ela ligar, você liga aqui pra gente, qualquer hora ta legal? Ok, beijos!

Diana se jogou no sofá com uma cara horrível. Tentei disfarçar o quanto estava nervosa:

- O que foi, a coisinha ainda não apareceu?

Ela me olhou incrédula, com raiva mesmo e alterou a voz:

- Qual é a tua Ingrid? Não tem sentimento não? Você transou com ela, a garota sumiu do nada! Ela... Ela pode ta morta, ter acontecido alguma coisa séria!

Clara me olhou surpresa, bufei:

- Transei sim, e daí? Tenho que ficar apaixonada por uma transa? O que, você ficou apaixonada? - Brinquei com ela, o que foi pior. Minha prima se aproximou de mim, e me empurrou:

- Não, não estou apaixonada, estou preocupada! A Eduarda é uma menina legal, é protegida do Feliphe e do Matheus, como se fosse irmã deles... Estou preocupada mesmo!

Clara interferiu:

- Você ta errada Ingrid, deixa de ser grossa e insensível! E você Diana, vai tomar um banho e esfriar a cabeça. Já já a Duda aparece e fica tudo bem!

Fui pro meu quarto, esperando que o que a Clara disse se realizasse logo. Queria ver a Duda de novo, sorrir com as palhaçadas dela, ver ela com raiva de mim... Enfim, queria vê-la! Não sou de ferro!

Infelizmente, não aconteceu.

Mais três dias se passaram, e nada da Duda dar sinal de vida. Já tínhamos acionado a polícia, mas ninguém encontrou nada... Nenhum telefonema, e eu estava a ponto de explodir de medo...

- Nada Rodrigo? - Perguntei a ele, assim que ele terminou de falar com o policial no telefone.

- Nada Ingrid, ainda continua desaparecida!

Coloquei as mãos na cabeça... Senti meus olhos lacrimejarem... Rapidamente os enxuguei. O que era aquilo? Show de sentimentalismo? Não, eu tinha que ser forte.

Ele sentou do meu lado e me abraçou, acabei chorando mesmo.

- Eu não to apaixonada por ela... Mas to muito preocupada... Depois que a gente transou liphe... Não consigo esquecer aquela menina... E agora ela sumiu, do nada! E se ela morreu?

- Morreu não Ingrid, fica calma ta? - Fiquei abraçada com ele, até que o telefone tocou novamente. Feliphe atendeu:

- Alô - Um silêncio e um sorriso dele - Duda? Duda! Meu Deus Duda! Onde você ta? - Mais um silêncio, a cara dele ficou séria... Nesse meio tempo eu já estava parada à frente dele. - Sei... Sei sim onde é... Você ta bem? Ok, fica calma ta? To indo, fica bem... Porque isso Duda? – Mais um silêncio e ele me olhou estranho – Nossa, tudo bem... Te amo Duda.



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